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Será que é só de vacinas que precisamos na Pandemia?

denunciar aglomeração

Recentemente assisti uma live com algumas autoridades do governo local falando sobre os problemas recentes da cidade e de como eles estavam agindo. Nesse meio tempo, um dos participantes entra com a câmera desativada, dizendo que não entende nada de tecnologia. Eu sei que muitos de vocês já passaram por isso e, eventualmente, se perderam no uso do Google Meet, Zoom ou qualquer outra ferramenta para reuniões online. Mas, quando esse participante é alguém que comanda uma importante pasta do governo, aí a coisa é diferente.

Quando olho para nossos governantes e autoridades locais, raramente encontro entre eles, entusiastas no assunto. Não raro escuto conversas onde parece divertido falar coisas como “eu não entendo nada de tecnologia” ou “todo mundo sabe que o pessoal da segurança não é muito entendido do assunto tecnológico” e por aí vai. Parece até que não foi a tecnologia que nos tirou das cavernas e nos fez parar de comer carne crua.

Pensem comigo: eu também não sei cozinhar, mas eu sei ler. Então, apesar de não ser um expert no assunto, com um pouco de curiosidade e interesse em entender melhor como as coisas funcionam eu me viro muito bem na cozinha. Mas, acontece que não estamos falando de uma cozinha, mas sim de uma instituição que tem o dever de zelar pelas pessoas e dar a elas o melhor possível em termos de ferramentas para mitigar os efeitos da crise que estamos vivendo. Afinal, não é só de vacinas que precisamos em uma pandemia.

Nas últimas semanas acompanhei uma polarização na cidade sobre a questão do “abre e fecha” dos bares e restaurantes. Independente de que lado você está, certamente é consenso que, desde que tenhamos protocolos de segurança adequados, não há motivo para não abrir um comércio de qualquer espécie. O problema é que esses protocolos foram outorgados a associações e outras instituições que não têm qualquer experiência no assunto. É como pedir as crianças para cuidarem de si mesmas. Não faz sentido!

Eu mesmo sou um especialista em tecnologias e há anos ajudo empresas com seus projetos de inovação, indicando as tecnologias certas para que elas resolvam seus problemas.

A pandemia é um baita problema, então deveríamos utilizar a mesma lógica, certo?

Regularmente costumo realizar um encontro (virtual) com algumas pessoas que compartilham de minha paixão por ciência e tecnologia, para falarmos um pouco sobre os problemas que existem e como soluções hipotéticas, mas perfeitamente exequíveis, poderiam nos ajudar. E como no último encontro, o que estava em pauta era a questão da aglomeração, eis o que uma taça de vinho e duas horas de conversa nos trouxe como solução:

Imagine-se dono de um estabelecimento que segue todas as regras, funcionários com máscaras, devidamente testados, controle absoluto para não ter aglomeração, enquanto do outro lado da rua tem um bar lotado com pessoas sem máscaras, aglomerando à vontade e sem qualquer controle. Se você é do tipo consciente, certamente já se indignou com situações assim e ficou com vontade de denunciar de alguma forma. Pois bem!

Vamos imaginar um cenário hipotético onde você acessa um site com nome simples como www.brasiliainteligente.com.br. Assim que a página abrir no seu celular, aparecerá um botão: “denunciar aglomeração”. No momento que você clica nesse botão, a câmera do seu celular abre automaticamente. Aponte para a aglomeração e selecione a opção “confirmar denúncia”. Pronto, nesse momento, algumas imagens serão capturadas de forma automática pelo seu celular e enviadas para a nuvem. Lá do outro lado, no órgão responsável, um gestor tem acesso à um sistema que recebe essas fotos, contendo a localização da aglomeração e em que data e hora isso está acontecendo.

Não sei quanto a você, mas o fato de ser anônimo, não ter que instalar nada no meu celular e ter apenas dois botões para escolher, me parece bastante promissor. Para falar a verdade, convoquei um grupo de voluntários para desenvolver essa solução aqui mesmo em Brasília, inicialmente para uso no parque da cidade. Talvez logo possamos anunciá-la para a cidade toda em algum momento. Quem sabe?

Como disse Kevin Kelly, que hoje dá consultorias para nada menos que o Google, “desde o iluminismo e a invenção da ciência, conseguimos criar um pouco mais do que destruímos ano a ano. E essa pequena diferença percentual positiva, criada pela ciência e tecnologia, acumula-se ao longo das décadas para compor o que chamamos de civilização. Seus benefícios, porém, jamais ganham holofotes.” Pois bem, está na hora de seus benefícios ganharem holofotes!

Afinal de contas, quando se está em um avião e ele está caindo, você não vai querer que na cabine de comando esteja o mais influente, o mais bonito ou o que melhor impulsionou as redes sociais.

Você vai querer o melhor piloto! Simples assim.

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