Novo auxílio emergencial é bem recebido pelo atacado

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Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro.

Mesmo com a redução do valor do benefício, setores avaliam de forma positiva a chegada do novo auxílio

A nova rodada do auxílio emergencial já começou a ser paga aos beneficiários do programa. Comparado com as parcelas do ano passado, o valor do benefício foi reduzido e em média será de R$ 250,00, no ano passado, o valor foi de R$ 600. Mesmo assim, o setor atacadista avalia de forma positiva, mas entende que a movimentação econômica será um pouco mais tímida dessa vez.

O diretor executivo do Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista-DF), Anderson Nunes, avalia que “a população, atualmente, foca o seu consumo em produtos essenciais. A representatividade desses alimentos, tais como arroz e feijão, vendidos pelo atacado para o varejo aumentou muito. Com isso, naturalmente, a rentabilidade das empresas diminui. Com o auxílio, essa realidade muda. Contudo, sabemos que a movimentação será tímida, levando em consideração os valores disponibilizados neste ano”.

A timidez fica evidente com a avaliação realizada pela a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No ano passado, o auxílio emergencial conseguiu animar a economia, mas para 2021, a previsão é de que o impacto seja oito vezes menor. E isto não acontecerá apenas pela redução do valor do benefício, de acordo com a CNC, o brasileiro está mais endividado neste ano.

O benefício pago pelo governo federal deverá injetar R$ 12,75 bilhões nos caixas do comércio varejista. O valor corresponde a 31,2% do que for sacado pela população. Comparando com 2020, esse número destinado ao varejo foi de R$ 103,8 milhões. Apesar da diferença, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, se mantém otimista quanto os efeitos do auxílio na economia. Ele ainda considera que “é preciso observar que a partir de setembro, quando o auxílio foi reduzido à metade, o varejo conseguiu manter as vendas aquecidas. Isso porque há fatores que também impactam a capacidade de consumo da população, como o nível de isolamento social, as condições de crédito e a inflação”.

Assim como o presidente da CNC, Anderson Nunes também acredita em dias melhores graças ao auxílio emergencial. “Há desconfiança em grande parte das famílias sobre a possibilidade de haver recursos. Então, é normal que haja retração. Agora, com o auxílio, podemos mudar essa situação. Estamos com expectativa e celebramos a oportunidade dos brasileiros receberem novas parcelas do benefício para enfrentarem esse momento difícil gerado pelo novo coronavírus”, disse.

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