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Lula discursa e diz que ainda não está pensando em 2022

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Lula discursa pela primeira vez após a decisão de Fachin. Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas

Pela primeira vez após a anulação da Lava Jato, Luiz Inácio Lula da Silva realiza discurso

A volta aos palanques não poderia ter sido em outro espaço. E foi no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, que Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou pela primeira vez após a decisão do ministro Edson Fachin.

O discurso durou quase uma hora e meia, e Lula não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro, ele também defendeu o auxílio emergencial e a ampla vacinação contra a covid-19. 

Com relação a eleição do próximo ano, o ex-presidente falou com cautela, “minha cabeça não tem tempo para discutir candidatura em 2022, nós temos muita coisa para fazer”. 

Entre as ações para este ano, Lula acredita que é o momento para que as lideranças do Partido dos Trabalhadores discutam a vacina, o auxílio emergencial e outras medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus.

Lula ainda comentou sobre a polarização política no país, “desde que o PT surgiu, em todas as eleições presidenciais  o PT polarizou, espero que continue assim”, ele ainda defendeu que a disputa entre partidos não pode gerar “ódio ou radicalizar” como aconteceu em 2014 na reeleição de Dilma Rousseff. Naquele momento, a candidata do PT venceu Aécio Neves do PSDB. 

O efeito do ódio de 2014, segundo o ex-presidente, resultou na vitória do atual chefe do executivo, “deu no que deu, deu Jair Bolsonaro”.

As relações internacionais também foram assuntos durante o evento. Lula disse que o Brasil tem uma responsabilidade com os países vizinhos e africanos, e destacou ações realizadas na África, “nós levamos a Embrapa para Gana, no Senegal, na perspectiva de que a Embrapa ajudasse a África fazer na savana africana o que foi feito no centro-oeste brasileiro”.  

“Nós tínhamos ideia de ter uma relação forte com a Rússia e com a China e eu tinha a intenção de construir uma moeda forte para que a gente não fosse obrigado a ficar dependente do dólar, o Obama sabia disso”. 

Com relação a decisão de Fachin, “eu não sei porque a corte brasileira decidiu só agora. Nós entramos com recurso em 2016. Mas aí passa por todas as instâncias do judiciário, teve corte que julgou sem ler o processo. Então, é a morosidade do poder judiciário”, disse.

Lula negou que pediria indenização pela detenção e disse que quem sofreu mais com a prisão dele foi “o povo brasileiro”.

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