
O piloto de drift e CEO do Desafio Jota Racing, Jonathan Neves, veio a público para esclarecer a utilização indevida de sua imagem em publicações que passaram a circular nas redes sociais e em alguns portais, associando-o de forma equivocada a um grave caso de violência que vitimou o adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos.
A foto utilizada originalmente integra uma reportagem em um jornal de grande corculação sobre o mercado do drift e mostra o carro de competição de Jonathan. No entanto, o material passou a ser replicado fora de contexto, sendo vinculado ao episódio de violência sem qualquer relação com o piloto, com o evento Desafio Jota Racing ou com o automobilismo.
A associação falsa gerou uma série de ataques e mensagens direcionadas a Jonathan Neves, principalmente em seu perfil no Instagram, além de comentários em publicações que citavam indevidamente seu nome, exigindo posicionamentos sobre um fato com o qual não possui qualquer ligação.
“Esclareço de forma objetiva que eu e o Desafio Jota Racing não temos nenhuma relação com o crime ocorrido. Manifesto minha solidariedade e meus mais sinceros sentimentos à família do adolescente e a todos que sofrem com essa perda. É um caso extremamente triste, que merece respeito e justiça”, afirma Jonathan.
Idealizado por Jonathan Neves, o Desafio Jota Racing é um evento de automobilismo voltado à modalidade drift e tem como proposta ir além da competição, promovendo integração entre esporte e cultura, além de incentivar valores como disciplina, responsabilidade, respeito às regras e formação de caráter.
No automobilismo, a identidade visual dos carros é parte essencial da trajetória de cada piloto. Segundo Jonathan, utilizar a imagem de um veículo de competição em contextos alheios à realidade compromete não apenas a reputação do atleta, mas também de todo um projeto construído com seriedade.
“Estamos vivendo um momento delicado, com uma sequência de casos envolvendo jovens e violência extrema. Isso exige reflexão. O esporte existe justamente como ferramenta de transformação social, para ensinar limites, convivência, disciplina e responsabilidade”, destaca.
Jonathan reforça que o esporte de alto rendimento não forma apenas atletas, mas cidadãos.
“Quem participa de um esporte aprende que resultados vêm de esforço, treino e respeito às regras. Quem perde, entende que precisa se preparar melhor para a próxima oportunidade. Esses princípios valem para a pista e para a vida”, afirma.
O piloto também ressalta que comportamentos violentos não representam o ambiente esportivo. “Associar pessoas envolvidas nesse tipo de episódio ao automobilismo é injusto. No Desafio Jota Racing, esse tipo de conduta não tem e nunca terá espaço. Nosso compromisso é com a formação humana, não apenas esportiva”, conclui.




















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