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F1 poderá ter combustíveis sustentáveis em 2026

F1
Foto: FIA

A F1 está desenvolvendo um combustível sustentável e a novidade poderá aparecer também, futuramente, nos carros de rua

A Fórmula 1 também participa da corrida para substituir o petróleo por combustíveis sustentáveis. A principal categoria do automobilismo mundial busca ser pioneira e como parte dos planos Net Zero Carbon até 2030, a F1 está desenvolvendo um combustível que promete ser revolucionário. 

Pat Symonds, diretor técnico da F1, está liderando a equipe responsável pelo novo combustível e o squad já acumula meses em pesquisas voltadas para a criação do novo produto que pode estar disponível em 2026. 

“Tem sido um desafio fascinante”, diz Symonds. “Na época em que eu estava conversando com as pessoas sobre isso, ninguém sabia do que eu estava falando e, para ser honesto, não tenho certeza se realmente sabia, então fiz muita pesquisa sobre isso. Trabalhamos em estreita colaboração com a FIA, que tem alguns especialistas em combustíveis muito bons e tivemos muita ajuda do nosso parceiro ARAMCO.”

A categoria já entrou na era da revolução dos combustíveis neste ano. Os atuais carros da F1 já usam o ‘E10’, que tem na composição 10% de etanol.  “Os 10% de etanol que estamos colocando agora são totalmente sustentáveis”, conta Symonds. “Existem muitos tipos diferentes de etanol, que variam em qualidade, mas este é um verdadeiro etanol verde – totalmente sustentável.”

Nas próximas temporadas, o combustível da F1 deverá ser único e criado em laboratório. “Os combustíveis elétricos oferecem uma oportunidade maravilhosa”, diz Ross Brawn, diretor administrativo da F1. “Estamos trabalhando em um combustível ‘E’ onde o círculo de carbono é completamente neutro, então o carbono utilizado para produzir esse combustível é a mesma quantidade que o carbono emitido pelo motor de combustão interna. Isso significa que os motores não adicionam nada ao dióxido de carbono na atmosfera.”

Revolucionário? A tecnologia desenvolvida pela F1 poderá parar no seu carro, e Ross Brawn ainda explica que não será preciso fazer nenhuma alteração de motor com o novo combustível. 

Plano ambicioso?

A categoria terá quatro anos para sair de 10% renovável para 100%, o que pode parecer um plano ambiciosos, mas Symonds diz que a F1 está na trilha para conquistar o objetivo.

“Trabalhamos com a ARAMCO e já testamos 39 misturas substitutas de combustíveis”, diz Symonds. “Isso nos ajudou a entender os efeitos dos diferentes tipos de misturas que você pode usar em um combustível sustentável. Estamos testando-os em uma unidade de potência monocilíndrica da Fórmula 1, por isso é um teste representativo – e acho que isso ajudou a acelerar nosso progresso”.

Ele acrescenta: “A ARAMCO produzirá combustível a partir de duas usinas, uma na Arábia Saudita e outra na Espanha. Haverá muitas pessoas querendo o produto deles, mas eles, assim como muitos outros fornecedores de energia envolvidos na Fórmula 1, são mais do que capazes de produzir o que precisamos.”

Com 70 anos de história a F1 segue na vanguarda da inovação, desenvolvendo para as pistas novidades que posteriormente foram incorporadas pelos carros de rua. 

“A F1 sempre impulsionou a tecnologia incrivelmente bem e foi pioneira em tecnologia genuína que pode ser usada em veículos de passageiros e carros de estrada e assim por diante”, diz Brawn.

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