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Dicas para celebrar o Dia da Imigração Italiana

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Fontana di Trevi, Piazza di Trevi, Roma, Itália. Foto: Michele Bitetto on Unsplash

Veja algumas dicas para mergulhar na cultura italiana neste dia que marca o movimento migratório deles para o Brasil

Em 21 de fevereiro de 1874, a expedição comandada por Pietro Tabacchi chegou em Vitória (ES). Este acontecimento marca o início do movimento migratório dos italianos para o Brasil. Anos mais tarde, em 2008, o Congresso Nacional instituiu esta data como o “Dia do Imigrante Italiano”.

A Embaixada da Itália em Brasília lamenta o fato de não poder comemorar este dia no Congresso, como nos anos anteriores, e destaca a contribuição da imigração italiana para o desenvolvimento do Brasil. “Superada uma difícil fase inicial, representam agora uma Comunidade fundamental na vida do Brasil – política, econômica, científico-cultural e social – motivo de orgulho para dois países unidos por laços fraternos de amizade e intensa colaboração, em todos os campos.”

Dolce far Niente

A cultura italiana nos traz a filosofia do prazer em não fazer nada. E como cabe bem para um domingo essa ideia, não é?

Mas caso você queira aproveitar para colocar a leitura em dia, a sugestão é o livro do sociólogo Domenico di Masi, O Ócio Criativo.

A idolatria ao trabalho e a competitividade gerou esse debate proposto pelo autor. Segundo ele é possível fazer uma combinação equilibrada entre trabalho, estudo e lazer.

Visite o Coliseu, a Catedral de Milão, a Torre de Pisa e Museu do Galileu

Com a plataforma Google Arts & Culture é possível visitar online diversões cartões postais. Então, aproveite, você está apenas a um clique de distância destes lugares incríveis. Visite: Coliseu,  Catedral de Milão,  Torre de Pisa e  Museu do Galileu.

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Spaghetti Alla Putanesca da Adria. Foto: Divulgação

Magia che te fa bene

A gastronomia italiana faz muito sucesso entre os brasileiros. Quem não ama uma boa massa, um risoto, ou um pão italiano? Aproveite para mergulhar neste cardápio e como curiosidade, saiba mais pratos conhecidos:

  • Spaguetti à Norma: é uma receita típica da Sicília, ilha que faz parte do território italiano e é separada do continente pelo estreito de Messina, no Mar Mediterrâneo. O sol forte favorece a agricultura. Uma das estrelas da ilha é a Berinjela, legume saudável e muito apreciado em toda a Itália. O Spaguetti à Norma (ou Pasta alla Norma) é um dos pratos típicos e foi batizado em homenagem ao compositor Vincenzo Bellini, nascido na ilha e autor da ópera Norma, que estreou em 1831, no Scala de Milão. Além de berinjela, o prato leva ricota, cebola, alho, tomates frescos e manjericão. É feito também com massas curtas, como penne.
  • Fetuccine Alfredo: foi criado em Roma por um famoso chef de cozinha, Alfredo Di Lelio. Em 1908, ele preparou um prato revigorante para sua esposa, que havia ficado muito abatida após o nascimento do primeiro filho. Usou ingredientes simples, como manteiga fresca, parmesão e um corte longo de massa fresca, o Fetuccine. A esposa de Alfredo ficou tão satisfeita com o prato que sugeriu que ele o colocasse em seu restaurante. Muitas celebridades provaram a receita, que ficou famosa em todo o mundo e hoje é preparada também com cortes curtos de massa seca, principalmente o penne.
  • Spaguetti Cacio e Pepe: é uma das mais simples receitas italianas e foi criada no Lazio, região da capital, Roma. Cacio e Pepe não são nomes de pessoas e sim os ingredientes principais: Queijo Pecorino (Cacio) e Pimenta (Pepe). Conta a história que pastores de ovelhas saiam para o campo levando o pecorino, queijo produzido com o leite do animal, um corte de massa seca e pimenta do reino preta.  Assim garantiam o almoço.  Hoje existem variações do prato, com outros cortes de massas e queijo parmesão no lugar do Pecorino.
  • Spaguetti ala putanesca: o prato nasceu na ilha de Iscia, no golfo de Nápoles, e leva massa longa, tomates, aliche, alcaparras, azeitonas sem caroço, alho e pimenta vermelha. O nome do prato já causou muitas brincadeiras, inclusive de que teria sido criado por uma prostituta (puttana em italiano). Mas a versão mais aceita é que se origina da expressão “qualche puttanata (qualquer bobagem), como um improviso culinário que utilizou ingredientes locais sempre disponíveis nas cozinhas da região. Pode ser feito também com Bavette e Bucatini.
  • Spaguetti alla Carbonara: é uma receita tão famosa que é lembrada no Carbonara Day, em 6 de abril, criado em 2017. Mas ninguém sabe ao certo sua história. Uma das versões é de que a receita seria uma variação do Cacio e Pepe criado por soldados norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Além do macarrão, queijo pecorino e pimenta, os soldados adicionaram dois dos mais apreciados ingredientes na Terra do Tio Sam: ovos e bacon, trocando o último pela pancetta típica da Itália.

Mais sugestões de leitura

Sérgio Giacomelli, brasileiro e descendente de italianos, é o autor da obra D’Angelo – O Viajante de Conca.  O romance de época marca a estreia do escritor na literatura e tem como enredo principal os encontros e desencontros de Matteo, empresário do ramo da moda, e Valentine, proprietária de um hotel na Costa Amalfitana, a trama vai além de uma simples história de amor.

O escritor traz para as páginas deste romance – que se passa na Itália no pós-guerra – assuntos como empoderamento feminino, parentalidade e pioneirismo empresarial.

Quando sentimos a vida passando depressa, temos o desejo de mudar o amanhã para vivermos todos os nossos sonhos e vontades. Assim, cada momento é de vital importância e digno de ser vivido com prazer, se nos comprometermos na busca desses sonhos. Acreditar e caminhar na direção daquilo que nos faz sonhar, garante a continuidade de nossa vida plena e o exercício de nossas virtudes em benefício da felicidade.” (D’Angelo – O Viajante de Conca, p. 17)

Elena Ferrante é uma autora italiana misteriosa, isto porque o nome é um pseudônimo que assina títulos que alcançaram sucesso editorial mundial, como é o caso da Série Napolitana de ficção composta por quatro livros. Elena é considerada uma das autoras contemporâneas vivas mais importantes.

Traduzidos para o português, os títulos dessa sequência (em ordem) são: A amiga genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e História da menina Perdida. O enredo passa em Nápoles e contam a história de duas amigas (sendo uma delas a narradora Elena). Em um cenário pós-guerra e em uma vizinhança humilde elas constroem laços longe do clichê romantizado.

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