Comunidades quilombolas do Amapá recebem apoio para enfrentamento da Pandemia

quilombolas
Foto: divulgação

O país assiste o aumento do número de casos de covid-19 e na região norte a situação segue preocupante. No Amapá, os hospitais seguem cheios e a rede de saúde e as pessoas ainda precisam lidar as novas variantes do vírus. Dentro desse contexto, as comunidades quilombolas se encontram ainda mais vulneráveis, por isso o apoio e assistência se tornam fundamental.

Felizmente, a solidariedade não deixa de chegar e de se fortalecer. A Ecam Projetos Sociais e Conaq/AP expandiram ações de enfrentamento à Covid -19 no Amapá, com apoio da PPA Solidariedade. Entre as ações das entidades estão a entrega de cestas básicas e equipamentos de proteção individual (EPIs) aos moradores das comunidades quilombolas.

“A continuidade do apoio às comunidades quilombolas no Amapá é de suma importância e, infelizmente, a situação tem se agravado com as novas variantes da COVID-19. As ações que visam garantir a segurança alimentar e a proteção dos agentes comunitários de saúde é fundamental para garantir a (r)existência destas comunidades quilombolas no estado”, afirma Meline Machado, coordenadora da iniciativa.

Para se ter uma ideia do quadro no Amapá, o boletim epidemiológico divulgado na quarta-feira passada (5), indica que o estado totaliza mais de 106 mil casos de contaminados e mais de 1.500 destes casos vieram a óbito.

As comunidades quilombolas, mesmo isoladas, estão à mercê do vírus. Elas ainda precisam lidar com o pouco acesso à saúde, informação e saneamento básico, além da instabilidade para adquirir renda. Cerca de 70% das comunidades quilombolas do país sobrevivem da agricultura familiar, atividade que tem sido bastante afetada neste período.

Por esses motivos a ajuda se torna fundamental e felizmente, mais de 9 mil quilombolas já foram assistidos desde agosto do ano passado. A iniciativa de mitigação dos impactos da Covid-19 em comunidades quilombolas possui duas frentes de atuação. A primeira é destinada à entrega de insumos hospitalares de primeira necessidade, como EPIs e equipamentos para uso dos agentes de saúde comunitários, e a segunda destinada à garantia alimentar e ao auxílio emergencial para comunidades em situação de vulnerabilidade.

 

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