China revela do que é feito o lado oculto da Lua

Veículo espacial Yutu-2 na superfície da lua – Foto: Programa de Exploração Lunar da China

Robô chinês Yutu-2 está explorando o fundo da cratera Von Kármán, no lado escuro da Lua.

 

Há mais de um ano, veículos movidos por energia solar são responsáveis pela exploração da superfície lunar. Um estudo publicado nesta quarta-feira (26) no jornal Science Advances, por uma equipe de pesquisadores chineses revela detalhes da composição do solo no lado oculto da Lua. Os dados foram coletados pelo veiculo espacial chinês Yutu-2 (Coelho de jade 2), que explora a cratera Von Kármán.

Os pesquisadores identificaram três camadas distintas sob a camada da superfície da cratera. Ondas de radar de penetração de solo do Yutu-2 entraram, facilmente, por 12 metros de solo lunar, indicando a presença de um material poroso e granular. Abaixo dele havia rochas, com tamanho variando, e em um terceiro nível, abaixo das rochas, era composto por camadas alternadas de partículas finas e grossas.

“É a primeira vez que obtemos uma estrutura detalhada dos diferentes estratos do terreno na face oculta da Lua”, diz Yan Su, pesquisadora dos Observatórios Nacionais da China e co-autora do estudo. A cientista explica que estudar a Lua ajuda a conhecer melhor a história dos impactos de meteoritos e podem revelar reservas de minerais como a ilmenita, um mineral do qual é possível extrair ferro, titânio e oxigênio, um recurso importante que poderá vir a abastecer uma eventual base de ocupação humana na Lua.

A próxima missão lunar chinesa, a Chang’e 5, será lançada ainda neste ano, e tem como objetivo coletar amostras do solo lunar e trazê-las de volta à Terra.

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