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Campus Party Brasília começa hoje e vai até domingo

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Mais uma vez, o Mané Garrincha será a casa da Campus Party Brasília. Em julho, o evento estará em São Paulo

Brasília volta a receber a Campus Party neste ano e a festa da inovação e tecnologia começa hoje e vai até domingo no Estádio Mané Garrincha. A previsão da organização é receber cerca de 70 mil visitantes que poderão acompanhar debates sobre blockchain, games, empreendedorismo e outras inovações. Estarão à disposição partidas de hóquei de robôs ou drones, e corridas e aulas.

A abertura da Campus Party acontece hoje, a partir das 20h, com shows gratuitos do DJ Bashkar, acompanhado da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob regência do maestro Cláudio Cohen. Mas atenção que haverá limitação de pessoas no estádio.

De acordo com a organização, o uso de máscara será obrigatório e para entrar será necessário apresentar o passaporte de vacina ou um teste PCR ou antígeno com 48 horas de antecedência.

Para mais informações sobre os palestrantes e ingressos, basta acessar o site: https://brasil.campus-party.org/cpbsb4/

Os efeitos da tecnologia no desenvolvimento dos mais novos

Além de estimular os conhecimentos sobre as tecnologias de última geração, em 2022, o evento pretende alertar sobre os perigos do uso excessivo da internet. O PhD em neurociências, biólogo e antropólogo Dr. Fabiano de Abreu, especialista em estudos sobre inteligência e membro de 4 sociedades de pessoas mais inteligentes do mundo, entre elas a Mensa Internacional e a restrita Triple Nine Society, acredita que a internet pode ser um fator agravante de ansiedade em um país que já é considerado o mais ansioso do mundo.

“As redes sociais funcionam como um refúgio, onde, somente a expectativa de um like, ou de qualquer reação, já causa a liberação do neurotransmissor também da “recompensa”, a dopamina. O problema é que a mesma cena não libera a mesma quantidade hormonal na mesma intensidade, precisando de mais e diferentes cenas elevando a ansiedade para mais e maior liberação. A dopamina é viciante, tanto que um ex-usuário de drogas tem abstinência ao deixar a substância já que ela não é mais liberada na mesma intensidade no organismo. São intensidades diferentes, mas o vício é gradativo. Por isso somos a sociedade mais ansiosa do mundo e a que mais passa horas no celular”, explica.

Nesse contexto, o especialista acredita que é um momento crucial para se ensinar sobre como utilizar a internet de maneira adequada. “A internet tem diversos pontos favoráveis, como ter mais acesso ao conhecimento, conveniência, eliminar fronteiras, inicio de interação, chamo de inclusão social primária, já que temos que interagir de forma física também. Mas esses pontos favoráveis, como o conhecimento, por exemplo, não são exercidos. Na realidade, a sua dinâmica revela uma fadiga. Não apenas pelas consequências emocionais, como também pela economia de energia em pensar que a informação está sempre disponível, que pode buscá-la a qualquer momento, mas não busca já que a tomada de decisões está afetada”, explica.

Mesmo com tanta informação disponível a um clique, o neurocientista não acredita que os jovens de hoje podem ser considerados ‘mais inteligentes’ do que a geração anterior. “Há um domínio tecnológico, com resposta dinâmica, mas rasa. É como se, ao buscar uma equação completa, só apresentasse a fórmula, mas sem o desenvolvimento e conclusão. Há uma dificuldade na criação, na memória permanente, trazendo memórias quase que apagadas do que poderia ser útil. A curiosidade se limita a um instantâneo imaginário, numa fantasia sem embasamento histórico e sem maturidade”, pontua.

O futuro está na sua mão

A preocupação com os efeitos nocivos dos gases de efeito estufa na atmosfera (carbono, metano e outros) e da poluição da água e da terra será um dos destaques apresentados durante o Campus Party Brasília 2022.

O responsável pela palestra é Ian McKee, CEO da Solidos, membro do Zero Waste Alliance Global e True Advisor pelo Green Building Council. A  Solidos, empresa que fundou, tem como missão criar um mundo sustentável, ajudando a resolver o problema do clima, do solo e da água. Na prática, o lixo é destino de forma correta utilizando uma nova tecnologia transformadora para digitalizar a Economia Circular. Ele também está à frente do Instituto Ecozinha, em Brasília, a maior rede de bares e restaurantes Zero Waste digitalizada do mundo.

“Nada traz maior impacto para o planeta, num espaço tão curto de tempo, do que transformar a sua casa ou empresa em Zero Waste. A meta Zero Waste de reciclar mais de 90% dos seus resíduos gerados pode parecer impossível, mas na realidade é fácil, desde que se busque entender o problema e se dedique em melhorar os processos de separação e destinação. E para efetivar todo esse processo e essa logística, existe a tecnologia”, disse Ian.

O especialista vai chamar atenção sobre as medidas que podem ser aplicadas para atingir a meta Zero Waste e enfatiza que não se deve esperar ações do governo ou das grandes empresas para mudar a realidade. “Novas tecnologias como blockchain, assinaturas digitais, codificação e tokenização vão criar oportunidades previamente inimagináveis para descentralizar as ações em cima dos grandes problemas ambientais e sociais do mundo”, reforçou o CEO da Solidos.

Soft skills no mundo geek

Contribuindo com essa imersão no mundo tecnológico, o UDF marcará presença no dia 25 de março, às 15h30, com a palestra da coordenadora dos cursos de tecnologia, Kerlla Luz, sobre “Soft skills no mundo Geek “, abordando as habilidades e atitudes fundamentais para a empregabilidade, no palco T-800.

Segundo a docente Kerlla, atualmente as habilidades e atitudes são imprescindíveis para a empregabilidade e tão importante quanto os conhecimentos acadêmicos. “No atual cenário que vivemos, os próprios estudantes compartilham de desafios, pois precisam adquirir a consciência da sua própria área trabalhista para que até o dia da sua entrada no mercado como profissional possa absorver um reconhecimento que não é transferido por uma disciplina, mas sim por estratégias e vivências profissionais específicas que desenvolvam o aluno para além da sala de aula”.

Além disso, ainda no dia 25, alunas e professoras do curso de Tecnologia do UDF participarão da bancada das PyLadies, grupo internacional de mentoria com foco em incluir mais mulheres na comunidade de TI, por meio da linguagem de programação Python. Neste momento, a autora do livro “Um Batom vermelho na computação” Ana Paula Lima, também contribuirá com a temática.

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