Doenças respiratórias: como proteger os pulmões e se manter saudável

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As doenças respiratórias crônicas foram responsáveis por 81.102 óbitos no Brasil somente em 2023, segundo dados da Ripsa. Essas enfermidades, que comprometem a saúde pulmonar, estão relacionadas a diversos fatores, como genética, poluição, tabagismo, alergias e exposição à poeira.

“O pulmão realiza as trocas gasosas no organismo, permitindo a entrada de oxigênio e a eliminação do gás carbônico. Por isso, esse órgão está exposto a microrganismos e a todo tipo de partícula presente no ambiente, o que pode favorecer irritações e o desenvolvimento de doenças”, explica Marta Mascarenhas, pneumologista do AmorSaúde.

Como proteger o pulmão no dia a dia

Segundo a médica, algumas medidas simples ajudam a proteger o órgão contra agentes nocivos e prevenir doenças respiratórias:

  • Manter a casa bem ventilada: conservar janelas abertas reduz a concentração de poeira, mofo e ácaros, que podem causar ou agravar problemas respiratórios.

  • Cuidados com a limpeza: tirar o pó com pano umedecido e evitar a limpeza a seco, principalmente com vassoura, impede que partículas fiquem suspensas no ar e sejam inaladas.

  • Evitar o tabagismo: não fumar e evitar ambientes com fumantes reduz o risco de doenças como o câncer de pulmão.

  • Vacinação: as vacinas contra pneumonia e gripe são essenciais, principalmente a partir dos 60 anos e para pessoas com comorbidades como asma, diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

  • Atividade física: os exercícios fortalecem o sistema cardiorrespiratório e os músculos envolvidos na respiração, como o diafragma.

  • Usar máscara em lugares fechados e lotados: a medida reduz a exposição a partículas e gotículas respiratórias, diminuindo o risco de infecções.

  • Cuidar dos animais: pessoas alérgicas devem ter cuidado com animais que soltam pelos, pois as partículas podem desencadear reações alérgicas.

Doenças mais comuns e quando procurar ajuda

Entre as doenças respiratórias mais comuns estão os resfriados, a gripe, a bronquite e a pneumonia. Elas podem ser causadas por infecções virais ou bacterianas, mas também estão relacionadas à exposição a poluentes, fumaça de cigarro, poeira e mofo, como ocorre na asma.

A médica ressalta que é necessário procurar atendimento médico quando há falta de ar, tosse persistente com febre por mais de duas semanas, chiado, dor ou aperto no peito. Tosse com secreção amarela ou sangue, cansaço, febre e perda de peso sem razão aparente também são sinais de alerta.

Exames preventivos

Exames de rotina podem detectar doenças pulmonares ainda no início. Entre os principais estão:

  • Raio X do tórax: identifica sinais de pneumonia, tuberculose e líquidos no pulmão.

  • Tomografia do tórax: obtém imagens detalhadas para detectar doenças crônicas e infecções.

  • Espirometria: mede o volume de entrada e saída de ar dos pulmões e identifica problemas como asma.

  • Gasometria arterial: verifica a quantidade de oxigênio nas artérias pulmonares.

  • Teste de alergia: ajuda o paciente a identificar substâncias que causam alergia e evitar o contato.

Pessoas com rinite, asma e outras doenças crônicas devem realizar esses exames com frequência. “Caso tenha uma condição preexistente e comece a sentir falta de ar depois de ser exposto à poeira e ao mofo, é necessário procurar um médico imediatamente”, alerta a especialista.