
O Brasil ocupa uma posição incômoda no ranking mundial de resíduos eletroeletrônicos. Segundo o relatório *Global E-waste Monitor 2024*, produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o país gerou cerca de 2,4 milhões de toneladas desse tipo de material em 2022, um volume que coloca a nação entre os maiores geradores do planeta. O dado, por si só, já é preocupante. Mais preocupante ainda é o fato de que uma parcela significativa desses resíduos ainda não segue o caminho correto da reciclagem.
Celulares, computadores, televisores, liquidificadores, micro-ondas, ventiladores. Esses itens fazem parte do cotidiano, mas, quando chegam ao fim da vida útil, viram um problema ambiental e também uma oportunidade perdida. É que, dentro deles, há uma riqueza de materiais recicláveis como metais, plásticos e componentes eletrônicos que poderiam voltar à cadeia produtiva, mas acabam indo parar em aterros ou em locais inadequados.
Diante desse cenário, a ABREE (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos) tem atuado para orientar os consumidores sobre a maneira correta de descartar esses produtos. A entidade reuniu os erros mais comuns cometidos na hora do descarte e dá dicas de como evitá-los.
Confira os principais erros:
- Jogar equipamentos no lixo comum
Um dos erros mais frequentes é descartar eletroeletrônicos e eletrodomésticos junto com o lixo doméstico para a coleta regular. Quando isso acontece, esses produtos acabam sendo encaminhados para aterros sanitários ou até mesmo para locais inadequados, o que dificulta ou impossibilita a reciclagem e o reaproveitamento de seus componentes.
“O descarte correto garante que os equipamentos sejam encaminhados para processos adequados de desmontagem, recuperação e reciclagem de materiais”, orienta Rodrigues.
- Guardar aparelhos antigos sem uso
Outro hábito bastante comum é manter celulares antigos, cabos, carregadores e outros itens guardados por anos. Muitas vezes, os consumidores acreditam que esses equipamentos ainda poderão ser utilizados no futuro.
Segundo Rodrigues, porém, quando o produto já não tem mais utilidade, o ideal é destiná-lo corretamente. Dessa forma, seus materiais podem ser reciclados e reaproveitados pela indústria, contribuindo para reduzir o desperdício de recursos, além de garantir mais espaço em casa.
- Doar equipamentos quebrados ou incompletos
A doação é uma prática positiva quando o equipamento ainda está em boas condições de uso. No entanto, doar produtos quebrados, muito antigos ou incompletos não resolve o problema do descarte; apenas transfere a responsabilidade para outra pessoa ou instituição.
Nesses casos, o mais indicado é procurar um ponto de recebimento adequado, onde o equipamento possa passar pelo processo correto de reciclagem.
- Abandonar equipamentos em locais irregulares
Deixar eletroeletrônicos e eletrodomésticos em calçadas, terrenos baldios ou junto a entulhos ainda é uma prática observada em diversas cidades. Além de contribuir para a poluição urbana, esse tipo de descarte impede que os equipamentos sejam encaminhados para reciclagem adequada e pode gerar riscos ambientais.
A destinação correta garante que esses resíduos sejam tratados de forma segura e ambientalmente responsável.
- Não procurar informações sobre pontos de recebimento
Em muitos casos, o descarte incorreto acontece simplesmente por falta de informação. Muitos consumidores não sabem que existem pontos de recebimento específicos para eletroeletrônicos e eletrodomésticos em diversas cidades do país. No entanto, os consumidores podem localizar o ponto de recebimento mais próximo no site da ABREE, informando o CEP, além de consultar a lista completa de produtos aceitos: https://abree.org.br/pontos-
“Hoje existem mais de 7 mil pontos de recebimento da ABREE disponíveis em mais de 1,5 mil municípios brasileiros. Ao procurar um local adequado para descarte, o consumidor contribui diretamente para a economia circular e para a redução de impactos ambientais”, reforça o Engenheiro.
Destinação correta fortalece a economia circular
A destinação adequada de eletroeletrônicos e eletrodomésticos permite recuperar metais, plásticos, vidro e diversos outros componentes que podem ser reinseridos na cadeia produtiva. Esse processo reduz a necessidade de extração de recursos naturais, diminui a quantidade de resíduos destinados a aterros e contribui para uma gestão mais sustentável dos materiais.
“A participação da população é essencial. Pequenas atitudes, como procurar um ponto de recebimento para descartar um equipamento que não é mais utilizado, fazem diferença para o meio ambiente e para o aproveitamento de recursos”, finaliza.















![3 erros comuns ao se buscar Inteligência de Negócios [Dados Descomplicados] Capa coluna Leonardo Argôlo](https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Capa-coluna-Leonardo-Arg%C3%B4lo-compactada.png?resize=150%2C150&ssl=1)




