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Yellow para de operar em Brasília. São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba seguem com os serviços de aluguel de patinetes e bicicletas


Brasilienses perdem opção de mobilidade com a saída da Yellow da cidade

Os brasilienses não terão mais patinetes e bicicletas da Yellow como opção de mobilidade. A empresa Grow anunciou mudanças em na operação e vai encerrar atividades em nove regiões no país, resultando em uma redução de 25% na equipe da América Latina e, no Brasil, a atuação ficará restrita a São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

No início do ano passado, a Yellow anunciou a fusão com a Grin na América Latina. As duas deram origem a Grow, que esteve presente em sete países, fornecendo mais de 20 milhões de viagens em 2019. Em 2018, a Yellow teria recebido 

De acordo com a empresa: uma coisa que está particularmente clara é que a micromobilidade está nos estágios de sua vida e isto é um negócio desafiador se não chegarmos a uma combinação adequada entre a escala de operação correta e a uma execução precisa nas ruas que requer uma combinação de escala e uma execução precisa.

A partir de agora, a Grow concentrará esforços para seguir provendo os serviços de aluguel de bicicletas e patinetes para usuários nas cidades: Cidade do México, Guadalajara, Zapopan, Bogotá, Medellín, Lima, Santiago, Buenos Aires e Montevideo. Já no Brasil, a operação será apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Yellow

Após a venda da 99 para a chinesa Didi, Ariel Lambrecht e Renato Freitas começaram a Yellow, que conta com um terceiro sócio, Eduardo Musa, que foi CEO da Caloi.

Em 2018, a empresa recebeu em um rodada de investimento US$ 63 milhões e pode expandir a operação em São Paulo e em outras cidades da América Latina. No ano passado, veio a proposta de fusão com a Grin, startup de aluguel de patinetes elétricos, e as duas formam a Grow, que estima-se ter tido acesso a um investimento inicial de US$ 150 milhões.

Acidentes

No ano passado em São Paulo, uma pesquisa realizada pelo Corpo de Bombeiros, a pedido da Fundação Procon-SP, mostrou que em cinco meses, aconteceram 125 acidentes envolvendo patinete.

Nos Estados Unidos, departamento de saúde pública e transporte de Austin em parceria com o Centro de Controle e Prevenção também foi realizada uma pesquisa para entender as consequências de acidentes causados pelos patinetes, uma vez que em 2018, foram realizadas 38,5 viagens utilizando esse veículo.

O estudo americano mostrou que, em menos de três meses, foram registrados 271 acidentes, sendo mais da metade classificado como grave. A classificação foi dada quando houve: quebra de ossos, sangramento excessivo, lesões em nervos ou ainda danos nos órgãos.

Regulamentação

Os acidentes mostraram a necessidade da regulamentação, cidades como São Paulo e Rio de Janeiro criaram regras de utilização dos patinetes, limitando a velocidade e a obrigatoriedade de itens de segurança.

O tema chegou até a Câmara Federal, onde tramita o projeto lei que também se preocupa com a segurança do condutor. Sendo assim, o PL 2606/19 traz que o usuário precisa utilizar as duas mãos para guiar o patinete e usar capacete com viseira e sinalização refletiva, joelheiras e cotoveleiras e colete refletivo à noite.

 

 

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