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Sabores do Pará: Casa do Saulo chega ao Rio

O restaurante Casa do Saulo, do premiado chef Saulo Jennings, acaba de inaugurar sua primeira filial fora do Pará. O novo empreendimento fica na parte de trás do Museu do Amanhã, tendo como vista o belo espelho d’água do museu e, ao fundo, a Baía de Guanabara. O ambiente é todo conceitual, com palhas e folhas de palmeiras. Ao abrir o cardápio, o cliente já começa a entender a filosofia que está envolvida: “é a materialização de uma casa conceito, baseado nos pilares da sustentabilidade, do retorno social consciente e da geração de emprego e renda. Uma verdadeira experiência amazônica”. Saiba os sabores que descobri por lá nesta edição da coluna Contexto Carioca! 😉

Casa do Saulo
A Casa do Saulo fica na parte de trás do Museu do Amanhã: alta gastronomia com sabores do Norte

Quando lançamos a coluna, no início do ano passado, uma das primeiras pautas foi sobre minha percepção de que a culinária paraense estava em alta no Rio. As pistas eram muitas: a inauguração de uma nova filial do Arataca, o mais antigo do Rio, no Jardim Botânico; as aberturas do Tacacá do Norte Gourmet e da sorveteria Blaus, só com sabores do Norte, no Flamengo; a expansão da primeira franquia carioca de comida paraense, a Grão Pará, com nova unidade no Humaitá; e ainda a abertura do Cantinho do Pará no Mercado dos Produtores, na Barra.

Casa do Saulo
Carpaccio de Piraruci defumado (R$ 58,90): pesto de jambu, creme de queijo, geleia de cupuaçu apimentada e beiju de tapioca

Pode-se dizer que minha percepção fazia sentido. De lá para cá as casas prosperaram e, ainda por cima, tivemos notícias como a expansão do Arataca – com unidade nova no Leblon – e agora a cereja no bolo com a chegada da Casa do Saulo. O empreendimento é consagrado em Belém: conta com 4 unidades por lá e ainda mantém projetos sociais nas áreas de educação e sustentabilidade. Os restaurantes participam de um programa de redução no desperdício de alimentos e trabalham com materiais descartáveis e de fácil decomposição.

Casa do Saulo
“Tacacá, o drink” (R$ 39,90): vodka, tucupi, suco de limão e xarope de especiarias. Um capítulo à parte!

O cardápio na versão carioca traz opções individuais ou para 2 pessoas. A proposta é uma alta gastronomia contemporânea baseada nos sabores e ingredientes amazônicos. Fui sozinho para almoçar no meio da semana, e a casa estava com um bom movimento. Para abrir os trabalhos, quis provar o Carpaccio de Piraruci defumado (R$ 58,90): pesto de jambu, creme de queijo, geleia de cupuaçu apimentada e beiju de tapioca. A apresentação é o bonita, e os sabores interessantes, principalmente o pesto de jambu e a geleia. O beiju de tapioca estava do jeito que eu gosto, fininho e crocante. A qualidade do peixe também chamou atenção. A folha não identificada que completa o prato foi uma ótima escolha por sua neutralidade. O toque mais “pop” fica por conta do creme de queijo, que também dialoga com a receita original de carpaccio. Tracei tudo, mas acho que o ideal seria pedir para dividir, por 2 ou mais pessoas.

Para acompanhar, pedi o autoral “Tacacá, o drink” (R$ 39,90): vodka, tucupi, suco de limão e xarope de especiarias. Um capítulo à parte! O primeiro gole, então, é daqueles que mudam tudo imediatamente, uma profusão de sabores: é doce mas salgado, picante mas refrescante, com o toque do tucupi e toda uma ambiência de floresta criada pelo xarope de especiarias – além de uma cor linda e um ótimo teor alcoólico. Taí um drink que realmente pode se intitular “o drink”.

Casa do Saulo
Costela Santarém (R$ 86,90): costela de tambaqui frito, legumes salteados na manteiga de ervas, limão siciliano com risoto de feijão Santarém e molho de tucupi preto

Para o prato principal, fiquei curioso com a Costela Santarém (R$ 86,90): costela de tambaqui frito, legumes salteados na manteiga de ervas, limão siciliano com risoto de feijão Santarém e molho de tucupi preto. Na primeira garfada, já fiquei surpreso com o sabor do risoto de feijão: muito bom! O toque “pop” aqui fica por conta dos cubinhos de bacon. O prato é farto e os legumes salteados também estavam ótimos. A costela de tambaqui é sensacional, tem uma gordurinha do lado que lembra em alguns momentos a costelinha de porco. A fritura estava no ponto ideal, mas o que atrapalhou um pouco foi a quantidade exagerada de sal. O peixe estava realmente salgado, mas tirando isso achei o nível de qualidade bem alto.

Casa do Saulo
Para fechar os trabalhos, suco de taperebá (R$12) e o pudim de café (R$ 22,90) que é receita de família

De sobremesa, infelizmente não consegui provar o tiramisu de bacuri, que estava em falta no cardápio. Mas gostei muito do pudim de café (R$ 22,90), que é receita de família do Saulo. Para matar a sede, pedi um suquinho de taperebá (R$ 12). Eu ainda não conhecia a fruta, mas o suco estava muito gostoso e lembrava o sabor do caju. Mas o tiramisu que me aguarde: vou desistir tão fácil e, em breve, voltarei lá para conferir essa e outras opções do cardápio! Uma dica a mais para quem quiser conhecer a casa do Saulo no Museu do Amanhã é visitar também a exposição “Fruturos – Tempos Amazônicos”, que traz o maior número de artefatos da história do museu e uma perspectiva atualizada sobre o bioma amazônico. Em cartaz até 12 de junho.

Conheça outras descobertas de Gabriel Versiani pelo Rio de Janeiro em outras edições da coluna Contexto Carioca aqui!

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