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Orquestra Alada Trovão da Mata leva arte para as janelas das Asas Sul e Norte

As serenatas serão surpresa para evitar aglomerações e respeitar as normas de prevenção a COVID-19

Foto: Thiago S. Araújo/ Especial para o Metrópoles

As quadras das Asas Sul e Norte receberão neste fim de semana (dias 05 e 06/12) um espetáculo musical a parte regido pela Tocata Alada da Orquestra Alada Trovão da Mata, expressão tradicional da cultura popular candanga, fundada pelo grupo Seu Estrelo. Em decorrência da pandemia do coronavírus, algumas adaptações terão de ser feitas, como: o formato reduzido, que ocasionou um número limitado de percussionistas e algumas das figuras míticas do cerrado que dão vida à tradição.

Além disso, o grupo está seguindo as medidas de precaução de forma rígida, a ponto de não comunicar os horário e os locais das apresentações com o intuito de evitar aglomerações e fazer uma surpresa. Sendo assim, se você ouvir de sua casa, o pulsar contagiante do Samba Pisado, vá para a janela e aproveite esta serenata.

A Tocata Alada integra o calendário oficial do Circuito Candango de Culturas Populares, amplo projeto capitaneado pelo Instituto Rosa dos Ventos e fomentado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF (SECEC).

No ponto de vista do capitão do grupo, Tico Magalhães, a Tocata é uma reinvenção, um novo formato possível de se executar durante o panorama que estamos vivendo. Ou seja, foi o meio encontrado para fazer um elo de ligação entre a população e a cultura.

“A gente se reinventa e assume essa cidade. Brasília é um lugar muito aberto, ideal para o tambor, um instrumento que ocupa sonoramente os espaços. Então a ideia é, nesse momento de pandemia, levar com toda a segurança arte para as pessoas. Com cortejos invadindo as Asas da cidade, brincando entre as quadras e levando isso para que o público, dentro de casa, possa escutar a Orquestra, a música, o pulsar dos tambores. Se a recomendação é não sair de casa, nós levamos um pouco de arte para as janelas”, pondera.

De acordo com Stéffanie Oliveira, brincante e presidente do Instituto, a performance moldada por esta nova configuração é um método alternativo de levar arte e alegria, de forma segura, aos lares brasilienses. “Com esse célebre cortejo, que acontece aos pés das janelas do Plano Piloto, criamos uma possibilidade, mesmo que de longe, de interação entre público e Orquestra, o que para nós é tão importante e nos faz muita falta. Ao estilo serenata proporcionamos uma troca, levamos alegria e, ao mesmo tempo, sentimos o calor o humano”, salienta.

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