Israel e Hamas firmam cessar-fogo na fronteira de Gaza

jerusalém
Jerusalém uma das cidades mais antigas do mundo, e é considerada sagrada por israelenses e palestinos. Imagem de Ekaterina Vysotina por Pixabay

Com acordo, ataques na região devem cessar em meio à pandemia

O governo de Israel e o Hamas, grupo islâmico que governa Gaza, anunciaram nesta segunda-feira (31) um acordo para encerrar o acirramento de tensões ao longo da fronteira da Faixa de Gaza. A medida foi anunciada após a chegada de um emissário do Catar encarregado de ajudar nas negociações.

O emissário do Catar para a Faixa de Gaza, Mohammed Al-Emadi, chegou na terça-feira (25) ao território palestino, com a missão de definir os termos do cessar-fogo. Com o acordo o Hamas deve encerrar o lançamento de balões incendiários, e Israel encerrará os ataques aéreos, quase diários aos palestinos.

Um dos termos negociados prevê o pagamento de uma ajuda financeira de US$ 30 milhões mensais (cerca de R$ 164 milhões), por parte do Catar, para implementar medidas de combate ao novo coronavírus e da recuperação econômica em Gaza.

A agência israelense Cogat, que atua fazendo o contato com os territórios palestinos, confirmou que, após consultas de segurança lideradas pelo ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, o principal ponto de travessia de produtos para Gaza seria reaberto e pescadores poderiam retomar seus trabalhos em uma área de até 15 milhas náuticas.

Uma nota da agência disse que as decisões estavam “sujeitas à permanência da calma e da estabilidade da segurança”, mas alertou que se o Hamas falhasse em cumpri-las, Israel “agiria de acordo”.

O Hamas disse que entendimento iria facilitar o caminho para a implementação de projetos “que irão servir ao povo de Gaza, e aliviar o sofrimento em meio à onda de coronavírus”.

Palestinos e grupos humanitários pediram o fim do bloqueio liderado por Israel a Gaza, temendo ainda mais dificuldades após o primeiro surto de covid-19 no território na semana passada. Israel diz que as restrições são necessárias por temores de segurança em relação ao Hamas, considerado uma organização terrorista pelo governo israelense.

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