Desemprego tem menor patamar desde 2016 e recua para 11,2%, diz IBGE

Foto: Tony Winston/Agência Brasília.

De acordo com a pesquisa PNAD houve queda no número de pessoas desempregadas se comparado ao último trimestre.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), aponta que o número de desempregados no país caiu para 11,2% no trimestre que se encerrou em janeiro, menor patamar desde 2016. Uma queda de 0,4% se comparado ao trimestre anterior (de agosto a outubro de 2019), quando o número de desocupados era de 11,6%. Sendo assim, atualmente no Brasil são 11,9 milhões de pessoas sem renda fixa.

Em relação ao trimestre anterior, o contingente de pessoas ocupadas (94,2 milhões) apresentou estabilidade. Porém, comparado ao mesmo período de um ano atrás, houve crescimento da ocupação, um adicional de 1.860 mil pessoas. “O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas em idade de trabalhar, manteve-se estável (54,8%) em relação ao trimestre antecedente, mas subiu em relação ao mesmo período do ano anterior, quando era estimado em 54,2%”, comenta a analista da PNAD, Adriana Beringuy.

O número de trabalhadores por conta própria bateu novo recorde na série histórica ao chegar a 24,6 milhões de pessoas, em alta nas duas comparações. Por outro lado, a quantidade de empregados com carteira assinada também cresceu 1,5% frente ao trimestre anterior, um acréscimo de 540 mil pessoas, e 2,6% comparado ao mesmo período em 2019, acréscimo de 845 mil pessoas.

Informalidade e o desalento.

A taxa de informalidade recuou de 41,2% no trimestre de agosto a outubro de 2019 para 40,7% no último trimestre encerrado em janeiro de 2020. “Esse recuo está associado à redução de aproximadamente 479 mil trabalhadores informais em relação ao trimestre móvel anterior”, aponta Beringuy.

O contingente de pessoas desalentadas se manteve estável em 4,2%, próximo do nível máximo da série histórica, atingido em 2019 (4,4%). Formalmente, o IBGE define as pessoas desalentadas como um grupo de pessoas desempregadas que não haviam realizado busca efetiva por trabalho. Entre as razões apontadas para desistir de procurar um emprego, o desalentado pode declarar que não conseguiu um trabalho adequado, não tinha experiência profissional ou qualificação adequada, não conseguiu trabalho por ser considerado muito jovem ou muito idoso ou por acreditar que não havia trabalho na localidade. Todavia, o desalentado gostaria de ter um trabalho e estava disponível para trabalhar no período de referência da pesquisa.

 

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