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Cresce o número de mulheres entre os fundadores de startups no país

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Maria Rita, diretora-executiva da Anjos do Brasil. Foto: Divulgação

Mais da metade das startups que receberam investimentos da Anjos do Brasil em 2021 têm mulheres entre os fundadores

A Anjos do Brasil no último ano investiu em 30 startups, sendo um recorde para uma única rede no Brasil, a organização alcançou a marca de 160 startups investidas até hoje. A organização chama atenção para o fato de que mais da metade das empresas que receberam aporte financeiro contam com mulheres entre os fundadores.

Além do aumento da participação feminina no quadro das startups, a organização sem fins lucrativos ainda destaca que mais de 30% das empresas investidas têm pretos ou pretas. A Anjos do Brasil entende que os dados apresentam avanços, uma vez que, de acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), as mulheres estão à frente de apenas 16% das cerca de 12 mil startups espalhadas pelo país, e pretos e pretas representam somente 25% dos fundadores.

A mudança verificada no último é o resultado de ações de valorização da diversidade entre fundadores e investidores. Em 2013, Maria Rita Spina Bueno, diretora-executiva da Anjos do Brasil, fundou o Mulheres Investidoras Anjo (MIA), um movimento que promove a maior participação de mulheres tanto como investidoras como apoiando empreendedoras com capacitação e conexões, e, desde 2016, a organização tem participado de iniciativas que apoiam empreendedores pretos e pretas, como o Inova Capital, Programa de Apoio a Empreendedores Afro-Brasileiros liderado pelo BID.

“Ficamos muito satisfeitos em ver os resultados desse trabalho de longo prazo. Sabemos que há desafios específicos, tanto para empreendedoras mulheres quanto para empreendedores e empreendedoras pretos e pretas, e ter mais de 50% de mulheres e mais de 30% de pretos entre os fundadores das startups investidas é animador. Ainda há muito o que fazer, mas os números mostram que estamos no caminho certo”, diz Maria Rita.

A diretora-executiva aponta os desafios e os entraves existentes no ecossistema de startups. Quando uma startup apresenta um time misto, normalmente, as mulheres não ocupam o posto de protagonista, e isto é visto durante o pitch ou na negociação de investimentos. Por outro lado, elas aparecem no operacional e na construção da estratégia do negócio.

 “Uma das coisas que sempre falamos na Anjos do Brasil é que, para inovar, é necessário gente diferente pensando juntas. Ter mais mulheres, pretos e pretas faz com que os negócios sejam mais relevantes e tragam soluções melhores, o que se reflete no resultado do negócio e no retorno do investidor”, revela a executiva.

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