Mercado de pizzarias cresce 10,29% no Brasil em 2025 e ultrapassa 40 mil estabelecimentos, revela Apubra

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De acordo com o estudo anual do Mercado de Pizzarias, realizado pela Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), o setor apresenta um ritmo crescente de expansão. O levantamento aponta um aumento de 6,26% no número de novas unidades em 2025, o que representa a abertura de 4.109 estabelecimentos no ano. O segmento registrou crescimento de 10,29% no índice geral de pizzarias ativas em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 40.332 pizzarias em operação.

A análise metodológica do estudo considerou estabelecimentos dos portes ME, EPP e LTDA ativos no país no último ano, o que simboliza 89% do mercado. A categoria de microempreendedores individuais (MEIs) não foi incluída na análise. O relatório também mostra que foram registrados 43,8% menos fechamentos do que em 2024, com 2.969 pizzarias inativas, encerradas ou em situação irregular na Receita Federal. Esse é o menor índice registrado em dez anos.

Para Gustavo Cardamoni, presidente da Apubra, os resultados da quinta edição do levantamento indicam um mercado com crescimento consistente e redução significativa nos fechamentos, o que sinaliza maior maturidade e capacidade de adaptação dos novos espaços. Ele afirma que o setor de pizzarias firmou seu patamar de desenvolvimento consistente a partir de uma expansão consolidada em todo o Brasil. Esse movimento prioriza a gestão profissionalizada, a capacitação de colaboradores e o avanço das unidades fora das capitais. A melhora na organização operacional, a busca por padronização de processos e o fortalecimento do consumo em cidades médias e pequenas ajudam a sustentar esse cenário, indicando um mercado mais estruturado e com bases sólidas para o crescimento nos próximos anos.

Com 40.332 pizzarias em situação regular em todo o território nacional em 2025, a região Sudeste segue em destaque, concentrando 50% dos estabelecimentos do país. Em seguida aparecem as regiões Sul, com 20%, Nordeste, com 17%, Centro Oeste, com 9%, e Norte, com 4%.

Diante do cenário de expansão nacional, as regiões Norte e Nordeste somam 21% dos estabelecimentos ativos no país. A ascensão dessas localidades é evidenciada pelo crescimento percentual acumulado de pizzarias no estado de Roraima, que foi de 31,08%, com 97 estabelecimentos em 2025, 23 a mais do que no ano anterior. Em seguida aparecem Alagoas, com 17,24%, Acre, com 16,90%, Paraíba, com 16,62%, e Maranhão, com 15,60%. Cardamoni reforça que essa macroárea segue em franca expansão devido ao olhar atento dos empreendedores, especialmente em relação ao fornecimento local e regional, soluções logísticas e modelos de negócios adaptados. A descentralização do mercado possibilita o crescimento no número de unidades nessas regiões. Os novos hábitos de consumo, alinhados a empresários ávidos por impulsionar o setor de food service, abrem espaço para uma expansão consistente especialmente no Norte e no Nordeste, regiões que ainda apresentam amplo potencial de desenvolvimento e oportunidades reais para novos negócios.

As capitais brasileiras concentram 33,04% das pizzarias ativas do país, com 13.329 estabelecimentos em funcionamento até dezembro de 2025. A liderança entre os municípios permanece com a cidade de São Paulo, que detém 12,14% das unidades, totalizando 4.896 estabelecimentos, o que perpetua seu título de Capital Nacional da Pizza. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 3,45% e 1.393 pizzarias, Brasília, com 2,26% e 911, Curitiba, com 1,92% e 775, e Fortaleza, com 1,68% e 679. Apesar do crescimento nas grandes metrópoles, Cardamoni destaca que o interior também mantém um papel relevante nesse cenário, com forte presença de estabelecimentos e consumidores que continuam movimentando e impulsionando o segmento.

Pela primeira vez, o estudo Mercado de Pizzarias apresentou um panorama de zoneamento da distribuição de unidades ativas em 2025 na cidade de São Paulo. A região que mais concentra pizzarias em funcionamento no município é a Zona Leste, com 31,2%. Em seguida aparecem a Zona Sul, com 25,9%, a Zona Oeste, com 19,9%, a Zona Norte, com 15,3%, e a região central, com 7,7%.

Cardamoni explica que São Paulo é uma megalópole e cada área da cidade evidencia uma cultura e um comportamento específico em relação ao hábito de comer pizza. O levantamento segue a proporção de densidade demográfica do município, ou seja, quanto mais populosa a região, maior o índice de unidades. A Zona Leste lidera por ter mais de 4 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse recorte, segundo ele, ajuda empresários e investidores a compreender melhor a dinâmica do consumo na capital, identificando oportunidades estratégicas para expansão e fortalecimento do setor em diferentes regiões da cidade.