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Secretário-Geral da OTAN condena invasão russa

OTAN
Foto: OTAN
  • Secretário-Geral da OTAN conversou com a imprensa e sinalizou o apoio a integridade e soberania ucraniana;

  • Líderes mundiais dizem que Putin deverá pagar um “preço amargo”;

  • A cidade de Kiev, capital ucraniana, está em lei martial.

Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (24), o presidente russo Vladimir Putin ordenou ataques ao território ucraniano. Explosões aconteceram nas principais cidades, e os aliados da OTAN condenaram os atos e pediram a retirada das forças russas imediatamente.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, participou de uma coletiva de imprensa após uma reunião extraordinária do Conselho do Atlântico Norte. E ele disse “Infelizmente, o que alertamos há meses aconteceu. Apesar de todos os apelos à Rússia para mudar de rumo e esforços incansáveis ​​para buscar uma solução diplomática.A paz em nosso continente foi abalada. Agora temos guerra na Europa, em uma escala e de um tipo que pensávamos pertencer à história.”

Questionado sobre a possibilidade do surgimento de uma coalizão anti-Putin, Stoltenberg respondeu que “OTAN se solidariza com a Ucrânia e os aliados da OTAN estão impondo custos severos à Rússia pela invasão imprudente da Ucrânia. Os aliados da OTAN, em estreita coordenação com a União Europeia e outros parceiros em todo o mundo, estão agora impondo severas sanções econômicas à Rússia. Para demonstrar isso, damos seguimento ao que dissemos, que será um alto preço a pagar pela Rússia.”

Em um primeiro momento, a OTAN não considera uma intervenção militar na Ucrânia, mas ao mesmo tempo, “aumentamos nossa presença na parte oriental da aliança com milhares de tropas, navios e aviões nas últimas semanas para enviar uma mensagem muito clara; um ataque a um aliado desencadeará a resposta de toda a Aliança. E fazemos isso não para provocar um conflito, mas para evitar um conflito”, disse o secretário-geral. 

Amanhã acontecerá uma reunião virtual com os líderes, na ocasião, Stoltenberg disse que os aliados serão consultados sobre as ações imediatas e como ficará a relação a longo prazo com a Rússia. “Não temos todas as respostas hoje, mas haverá uma nova realidade, será na Nova Europa após a invasão que vimos hoje. Por isso, congratulo-me com o facto de estarmos a coordenar tão estreitamente, a trabalhar tão estreitamente em conjunto na OTAN. Estamos juntos em alerta contra a agressão russa, os planos, estamos juntos para chegar à Rússia e tentar impedir o ataque e agora precisamos estar juntos para responder ao ataque e é exatamente isso que estamos fazendo.”

Os ataques russos já são relatados em várias cidades, e o secretário-geral confirmou ao dizer que “é uma invasão completa da Ucrânia de muitas direções múltiplas. Vemos forças aéreas, terrestres e navais participando desses ataques. É muito cedo, ainda não temos uma avaliação completa dos danos, mas isso é extremamente sério.”

Durante a coletiva, Jens Stoltenberg destacou o esforço diplomático que foi feito nos últimos meses a fim de evitar a invasão das forças russas, no entanto, Putin optou pelo caminho da militarização, sem de fato pensar no diálogo.

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