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NFTs: evolução tecnológica da arte?

NFTs
Imagem: BAYC/Reprodução/Twitter @BoredApeYC

Os NFTs já viraram febre também no Brasil, país ocupa 3º lugar na lista de países com mais usuários ativos

Uma sigla vem se tornando uma febre no universo digital: NFTs. O termo se refere a ativos digitais não fungíveis, o que significa que não pode ser substituído porque tem propriedades ou características exclusivas.

Utilizando tecnologia blockchain, os NFTs representam uma evolução para artistas do mundo inteiro, que podem produzir coleções exclusivas ou disponibilizar itens raros, e isto vem atraindo consumidores famosos.

Os jogadores Neymar, David Luiz, Andreas Pereira, Memphis Depay fazem parte da lista de clientes do universo NFT. O cantor Justin Bieber comprou um da coleção Bored Ape Yacht Club por R$ 6,9 milhões, batendo o recorde anterior, que era do camisa 10 da seleção brasileira. Neymar adquiriu um item da mesma coleção do que o americano e pagou R$ 6,2 milhões.

Para entendermos melhor essa inovação, Ricardo Souza, especialista em investimentos e CEO da BeYou Education, explica que como as obras de arte, os NFTs são itens raros, de valor intangível e com um certificado de autenticidade digital feito por meio de uma blockchain, um sistema à prova de ataques.

NFTs
Ricardo Souza. Foto: Bernardo Coelho

“Imagina uma foto do John Lennon compondo uma determinada música, que somente a família dele tenha posse. Se eles a colocam na internet, todo mundo copiaria e falaria que tem a mesma foto, única e original. Se a imagem tem o registro em uma blockchain, um token que garanta sua autenticidade, se torna um NFT”, disse.

Arte e Investimento?

Comprar obras de arte como investimento não é exatamente uma novidade, talvez, o NFT possa ser entendido como uma evolução, afinal ele pode ser pode ser um componente de um jogo, uma música, uma imagem, um meme, uma arte ou qualquer outro tipo de item digital. Segundo Ricardo Souza, os NFTs são o futuro da economia digital.

“O Neymar pagou 350 Ethereum (moeda digital) para adquirir os dois tokens. Daqui um tempo, eles podem estar valendo 500 Ethereum e a moeda também pode estar sendo cotada a um valor maior do que quando ele adquiriu. Ou seja, ele teria um lucro absurdo caso resolvesse vendê-los”, explica.

A alta possibilidade de lucro é o que tem levado muitos investidores a comprar, de início, NFTs. “É algo novo, mas que já está em uma escala mundial, não possui barreiras e nem impostos. Basta lembrarmos do surgimento das criptomoedas para entender o porquê tanta gente vem investindo nesses tokens. Quem investiu logo no surgimento das criptos obteve um retorno financeiro que você não consegue na poupança ou na bolsa de valores”.

Impacto

O CEO da BeYou Education acredita que os tokens não fungíveis chegaram para revolucionar o mercado de investimentos. “Hoje em dia muitos jovens e até adolescentes já estão investindo em NFTs, seja em itens ou jogos. É muito mais fácil que investimentos tradicionais, como na bolsa, e a tendência é de valorizar muito mais. Quem conseguir se adaptar mais rápido a essa nova realidade do mercado terá muito mais retorno na frente”, afirma.

Hackers

Uma dúvida que muitos podem ter é se não seria possível hackear o “cartório digital” para roubar o NFT de uma pessoa. Ricardo Souza afirma que isso não é possível. “Já tentaram, mas não tem como. A blockchain foi criada para não ser hackeada, não há como roubar os tokens, nem de quem tem muitos, nem de quem tem poucos”, conclui.

Mercado em alta

Facebook, Twitter, Havaianas, Pampilli, Budweiser, Pantys, Adidas e GAP. Essas empresas, que atuam em setores distintos, têm em comum o investimento em NFTs. Elas estão investindo pesado na intersecção entre o mercado físico e digital para tornar suas marcas relevantes.

A Havaianas lançou em maio do ano passado a sua coleção de cinco artes digitais com o tema “Felicidade”, reproduzindo as sandálias da marca. A primeira foi leiloada e vendida no mesmo dia do lançamento pelo valor de R$ 5.600. Já a Budweiser lançou 1.939 tokens não-fungíveis, únicos e colecionáveis, que contam a história e evolução da marca. Os preços variavam entre 499 e 999 dólares, de acordo com o nível de raridade. Todos esgotaram em poucos segundos. “Quem sai na frente lucra mais e se torna mais relevante”, resume Souza.

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