Instituto Ayrton Senna debate desafios da educação na Educa Week 2026

Ewerton Fulini, vice-presidente do Instituto Ayrton Senna, durante painel sobre Inteligência Artificial e tecnologia na educação no Educa Week 2026.
Foto: Divulgação Instituto Ayrton Senna


Entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, São Paulo recebeu a 10ª edição da Educa Week, que reuniu mais de 200 palestrantes e 4.500 lideranças inscritas para discutir os principais desafios da educação básica brasileira. O Instituto Ayrton Senna marcou presença na programação com especialistas em debates sobre continuidade das políticas públicas, formação e valorização de professores, inteligência artificial na educação, colaboração entre diferentes setores e investimento social privado.

Na abertura do Fórum de Educação Pública, Maria Helena Guimarães de Castro, da Cátedra Instituto Ayrton Senna no Instituto de Estudos Avançados da USP, destacou que avançar na educação exige políticas capazes de ultrapassar mudanças de governo. “O principal desafio da educação brasileira ainda é a continuidade e aperfeiçoamento das políticas públicas, como exemplo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Isso só acontecerá se houver um bom regime de colaboração entre as três esferas de governo. Além disso, precisamos olhar para o professor, que faz a diferença no dia a dia na escola. É preciso que ele tenha acesso a formação de qualidade, infraestrutura escolar, materiais didáticos adequados, entre outros, para um bom desempenho da função”, afirmou Maria Helena.

No Fórum de IA & Tecnologia na Educação, Ewerton Fulini, vice-presidente do Instituto Ayrton Senna, discutiu como a inteligência artificial pode apoiar o trabalho dos educadores sem tirar do professor seu papel central no processo de aprendizagem. Ele apresentou a IAra, assistente pedagógica voltada ao apoio aos educadores. “A IAra chega para apoiar o professor, para que ele tenha tempo de fazer o que mais precisa, que é dedicar-se na aprendizagem dos alunos. A IAra vem como assistente pedagógico e, no futuro, deve ajudar os educadores também com planos de aula”, explicou Fulini.

A articulação entre poder público, organizações sociais e iniciativa privada foi outro tema presente. Para Silvia Lima, gerente de Advocacy do Instituto Ayrton Senna, essa colaboração precisa estar orientada pelas necessidades da educação e dos estudantes. “O pacto tem que ser feito com a educação, visando o desenvolvimento integral de todos os estudantes. A ideia é que possamos estar a serviço das escolas e do Estado no cumprimento do dever e da garantia de educação de qualidade”, afirmou.

No Fórum de Investimento Social Privado na Educação, Carlos Mandel, gerente sênior de Relacionamento e Alianças Estratégicas do Instituto, abordou as mudanças na relação entre empresas e organizações sociais. “A estratégia da Agenda ESG e do impacto social nas empresas deve estar alinhada com o trabalho que desenvolvemos. A forma de fazer parcerias entre setor privado e organizações mudou ao longo dos anos, e é necessário acompanhar essas tendências”, disse Mandel.