Editais abrem oportunidades para startups e empresas de base científica no Parque Tecnológico CTI-Tec em Campinas (SP)

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O desenvolvimento tecnológico brasileiro ganhou um novo capítulo com o início das operações do Parque Tecnológico CTI-Tec, na cidade de Campinas (SP). Idealizado pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer), instituição de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CTI-Tec é o primeiro parque tecnológico federal do estado de São Paulo, e tem como meta se estabelecer como um ecossistema de inovação que favoreça o avanço de startups e empresas de base científica e tecnológica, aproximando ainda mais a pesquisa aplicada das demandas do setor produtivo. Para isso, o CTI Renato Archer firmou um convênio com a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) para atuar como gestora do CTI-Tec.

Nesse contexto, o CTI-Tec e a Fundepag lançaram, no dia 19 de fevereiro, dois editais de fluxo contínuo: Chamamento Público para startups no Projeto Piloto de Incubação e Chamamento Público para residência de empresas no Parque Tecnológico CTI-Tec.

De acordo com a coordenadora de Ambientes de Inovação do Parque, Lívia Bernardes, mais do que oferecer espaço físico, o objetivo é criar um ambiente dinâmico, capaz de estimular a inovação e o crescimento sustentável. “Queremos proporcionar condições para que as entidades inovem, cresçam e gerem impacto positivo”, afirma.

As organizações interessadas devem se inscrever pelo site https://portal.fundepag.br/editais-administrativos.

Projeto Piloto de Incubação e Pré-Incubação 

O Projeto Piloto de Incubação e Pré-Incubação tem como proposta apoiar empresas em diferentes estágios de maturidade para que avancem em seus projetos de desenvolvimento tecnológico até que estejam prontas para se consolidar como residentes dentro do parque.

O processo inclui mentorias técnicas conduzidas por pesquisadores do CTI, acompanhamento de mercado pela equipe da Fundepag e acesso a laboratórios de ponta. As startups mantêm a propriedade intelectual de suas criações, beneficiando-se da contribuição dos especialistas do Centro para ajustes, validações e fortalecimento de suas propostas de valor.

O pré-requisito essencial para o ingresso é o alinhamento das empresas às áreas de saúde avançada e indústria 4.0. O acompanhamento é mensal, com o apoio de um mentor técnico, vinculado ao segmento de atuação da startup, e de um consultor de mercado. A duração varia conforme a maturidade do negócio: a pré-incubação tem duração de um ano, prorrogável por mais um; já a incubação tem prazo inicial de dois anos, também prorrogável.

Segundo o coordenador dos Laboratórios Abertos e do Parque Tecnológico CTI-Tec, Fernando Ely, o ambiente foi estruturado para que as startups validem suas tecnologias e avancem rumo à consolidação no mercado. “Nosso objetivo é que elas alcancem sucesso e se tornem empresas residentes do parque, fortalecendo o ecossistema de inovação que estamos construindo”, destaca.

Residência de Empresas 

O outro edital refere-se à residência no CTI-Tec, e é voltado a empresas que desejam expandir suas operações em Indústria 4.0 e Saúde Avançada, em um ambiente de inovação. O parque oferece módulos tecnológicos, espaços de coworking, salas de reunião, laboratório de inovação aberta e estúdio de gravação. Além da infraestrutura, as empresas têm acesso a oportunidades de networking e integração à agenda de eventos do CTI-Tec.

De acordo com Ely, as residentes podem ocupar áreas configuradas conforme as necessidades de cada negócio. “Assim como nos programas de incubação, o requisito essencial é que a inovação esteja no centro das atividades e que haja alinhamento com as diretrizes estratégicas do Parque”, explica.