
Depois de mais de uma década sem receber público, o Teatro Nacional Cláudio Santoro voltou a ocupar um lugar de destaque na vida cultural de Brasília. Agora, sua trajetória, os desafios da recuperação e as histórias de quem ajudou a manter viva sua memória são tema do primeiro episódio da série documental “Brasília é Cultura”, lançado nesta semana no YouTube.
Com realização do Instituto CEDHUC, produção de Juno, Nove Zero Um e parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, a série conta com cinco episódios e percorre alguns dos principais espaços públicos de cultura do Distrito Federal. A proposta é ir além da arquitetura e da história dos prédios para mostrar as pessoas que os ocupam, preservam e transformam – e como esses lugares participam da formação, do acesso à cultura e da própria identidade de Brasília.
O episódio de estreia acompanha a trajetória de um dos maiores símbolos culturais e arquitetônicos da capital, com atenção especial a um capítulo recente de sua história: o fechamento do Teatro Nacional, em 2013, os anos sem receber público e o complexo processo de recuperação que culminou na reabertura da Sala Martins Pena, em dezembro de 2024.
Mais do que registrar uma obra de restauração, o documentário parte de uma questão central: o que é necessário para devolver um teatro a uma cidade? A narrativa ganha força a partir das pessoas que fazem parte dessa história. Gestores, servidores, músicos e bailarinos compartilham experiências e memórias de diferentes momentos do Teatro. A presença da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro recupera a histórica relação do espaço.
Brasília para além dos monumentos
Ao longo dos cinco episódios, “Brasília é Cultura” propõe um novo olhar sobre lugares que fazem parte da memória e do cotidiano da capital. Em vez de tratá-los apenas como obras arquitetônicas, a série mostra que esses espaços ganham significado por meio das pessoas que circulam por eles, produzem cultura, formam novos artistas e criam relações de pertencimento com a cidade.
Depois do Teatro Nacional, o documentário chega ao Cine Brasília, inaugurado em 22 de abril de 1960 e palco de uma relação histórica com o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O episódio aborda ainda formação de público, ingressos acessíveis, inclusão, sessões voltadas a diferentes públicos e a importância da diversidade de narrativas no audiovisual.
O terceiro episódio acompanha o Centro de Dança, espaço de formação, ensaio e criação que reúne diferentes gerações e linguagens, do balé às danças urbanas, passando pela dança afro, contemporânea e pelo forró. A produção também revisita o fechamento do local em 2014, a mobilização da comunidade da dança e sua reabertura em 2018.
Em seguida, a série segue para o Complexo Cultural de Planaltina, colocando em pauta a descentralização da cultura no DF. Artistas, professores e grupos locais mostram como o espaço fortalece a produção cultural da região e cria oportunidades para que moradores tenham acesso à formação, apresentações e atividades gratuitas perto de onde vivem.
O último episódio será dedicado ao Museu Nacional da República, um dos edifícios mais reconhecidos da paisagem brasiliense. O filme parte de uma provocação: milhares de pessoas passam diariamente pelo Museu, mas quantas conhecem o que acontece dentro dele? A produção acompanha exposições, atividades educativas, visitantes, trabalhadores e bastidores para mostrar a vida que existe para além de sua arquitetura monumental.
SERVIÇO
Série documental: Brasília é Cultura
Formato: 5 episódios lançados a cada cinco dias
Episódio 1: Teatro Nacional Cláudio Santoro
Lançamento: 28 de setembro de 2026
Realização: Instituto CEDHUC
Produção: Juno | Nove Zero Um
Onde assistir: YouTube
Novos episódios: semanalmente
Episódio 1 – Teatro Nacional Cláudio Santoro Link
Episódio 2 – Cine Brasília Link
Episódio 3 – Centro de Dança
Episódio 4 – Complexo Cultural de Planaltina
Episódio 5 – Museu Nacional da República




















