Tampinha Legal realiza primeiro encontro de embaixadores para fortalecer rede pelo Brasil

Foto: Bibiane Engroff/Instituto SustenPlást29. Embaixadores do Tampinha Legal participaram do 6º Congresso Brasileiro do Plástico, em Joinville

Representantes do Rio Grande do Sul, São Paulo e Maranhão participaram da atividade durante a Interplast, em Joinville

O Tampinha Legal realizou, nesta quarta-feira (26), em Joinville (SC), o 1º Encontro de Embaixadores do programa. A atividade reuniu cinco representantes do Rio Grande do Sul, São Paulo e Maranhão e integrou a programação do Tampinha Legal durante a Interplast.

Pela manhã, os embaixadores participaram do 6º Congresso Brasileiro do Plástico (6CBP), acompanhando debates sobre inovação, sustentabilidade e transformações da indústria do plástico. À tarde, o encontro promoveu integração, troca de experiências e construção coletiva de estratégias para ampliar a atuação do programa em diferentes regiões do Brasil.

Embaixadores fortalecem pontos de coleta e entidades assistenciais

Mais do que representar o Tampinha Legal em suas localidades, os embaixadores têm a missão de fortalecer conexões, apoiar pontos de coleta e entidades assistenciais, promover o programa e atuar como elo entre a iniciativa e as características de cada comunidade.

A proposta é formar uma rede de lideranças comprometidas com a mobilização e capazes de multiplicar as possibilidades de participação da sociedade.

A troca de experiências foi um dos principais pontos do encontro. Com trajetórias distintas dentro do programa, os participantes compartilharam aprendizados, desafios e estratégias desenvolvidas ao longo dos anos.

Experiências do Rio Grande do Sul inspiram novas regiões

Entre as participantes estava Cira Dutra, do Rio Grande do Sul, que atua há quase nove anos no Tampinha Legal e já trabalhou junto a diferentes entidades assistenciais.

Sua trajetória permitiu compartilhar aprendizados construídos a partir da mobilização direta de comunidades. Ao longo desse período, Cira contribuiu para gerar aproximadamente R$ 100 mil em recursos financeiros para entidades assistenciais da cidade onde reside, na Serra Gaúcha.

Também do Rio Grande do Sul, Laline Fogaça, da APAE de Sapucaia do Sul, levou ao encontro a experiência de uma rede formada por cerca de 350 pontos de coleta ligados à entidade.

Laline conheceu o Tampinha Legal por meio da filha, Bruna, aluna da instituição, e passou a atuar no programa em 2017.

“As tampas plásticas chegam em pequenas quantidades, porém, quando somadas, representam um recurso importante e fazem a diferença para a APAE. Hoje, nós arrecadamos, em média, R$ 7 mil a cada três meses por meio da iniciativa, valor que pode ser utilizado livremente para fortalecer as nossas atividades nas áreas de assistência social, educação especializada e saúde, de acordo com as demandas do momento”, explica.

Maranhão busca ampliar mobilização

No Maranhão, Lívia Ferreira atua há três anos na mobilização pelo Tampinha Legal e já conseguiu engajar diferentes segmentos da sociedade em torno da iniciativa. O estado ainda enfrenta o desafio de encontrar um reciclador para receber o material.

Para Lívia, a troca com embaixadores que já passaram por diferentes etapas da jornada representa uma oportunidade de encontrar novos caminhos.

“Quando você enxerga além, quando consegue enxergar a tampinha além de uma tampa plástica, percebe o potencial enorme que existe nas nossas mãos. Ela representa recursos financeiros e contribui com transformações econômicas e sociais que fazem a diferença”, destaca.

São Paulo reforça trabalho de conexão

Em São Paulo, Gilberto Santos Cunha, um dos fundadores do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDECA), compartilhou sua experiência com o programa.

Integrante do Tampinha Legal há quatro anos, ele já contribuiu para a mobilização que possibilitou gerar aproximadamente R$ 30 mil em recursos financeiros para a entidade assistencial.

Ao lado de Ricardo Hirashi, representante da Revista Embanews, Gilberto integra a rede de embaixadores que atua para ampliar conexões e fortalecer a presença do Tampinha Legal no estado.

Para Ricardo, os resultados dependem de mobilização contínua.

“É necessário fazer o trabalho de formiguinha para colher frutos maiores”, afirma.

Programa une impacto social, ambiental e econômico

Segundo Simara Souza, gerente do Instituto SustenPlást, a força do Tampinha Legal está na capacidade de conectar diferentes dimensões de impacto.

“O Tampinha Legal trabalha com o conceito de Triple Bottom Line, unindo as dimensões econômica, social e ambiental. Quando uma tampa plástica ganha um destino adequado, ela movimenta uma cadeia que envolve a valorização dos resíduos plásticos, a geração de recursos financeiros para entidades assistenciais e o fortalecimento de iniciativas que transformam realidades. É uma solução construída a partir da colaboração de todos”, destaca.

Para Simara, a rede de embaixadores amplia as conexões do programa e aproxima pessoas, empresas, entidades e comunidades.

“O Tampinha Legal é para todos, independentemente da classe social ou do nível de instrução. Somos a união de pessoas que buscam soluções e colaboração de diferentes empresas e da sociedade”, complementa.

Sobre o Tampinha Legal

O Tampinha Legal é uma realização do Instituto SustenPlást, com apoio do Movimento Plástico Transforma.

O programa promove ações de mobilização para ampliar o esclarecimento sobre o material plástico e seu destino adequado, incentivando a economia circular na prática. Todos os segmentos da sociedade são convidados a recolher tampas plásticas e destiná-las a entidades assistenciais do terceiro setor cadastradas na iniciativa.

Os valores obtidos com a comercialização do material são destinados integralmente às entidades participantes, sem rateios de material ou repasses de valores. O programa não recebe comissões ou gratificações sobre o material coletado.

Com nove anos de atuação, o Tampinha Legal já promoveu a destinação adequada de mais de 2 mil toneladas de tampas plásticas, contribuindo para a redução de mais de 3.460 toneladas de gases de efeito estufa e para a geração de mais de R$ 5 milhões a centenas de instituições.

Os recursos são utilizados para manutenção de projetos sociais, aquisição de equipamentos e melhorias no atendimento à população em situação de vulnerabilidade.

O programa atua no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Em Porto Alegre, conta com apoio estratégico da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais da FIERGS.