O que os merchants na América Latina realmente precisam da infraestrutura de pagamento – por Dmytro Rukin

Dmytro Rukin:
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Por Dmytro Rukin:

O merchant que vende na América Latina quer uma coisa simples: que o pagamento funcione. Que o cliente escolha o método que prefere, que a transação passe, que o dinheiro chegue. Parece básico. Na prática, a distância entre esse desejo e o que a maioria dos provedores entrega é grande o suficiente para custar receita toda semana.

Eu vejo isso de dentro. A fragmentação de métodos de pagamento na região é um problema real para o negócio, que aparece na operação diária: um gateway que cai sem aviso, um chargeback que consome margem, uma taxa inesperada que aparece na fatura. Esse artigo é sobre o que o merchant realmente enfrenta e o que a infraestrutura deveria resolver.

O que o merchant na América Latina enfrenta de verdade?

A fragmentação de métodos de pagamento deixou de ser um tema de análise de mercado e virou carga operacional. Uma pesquisa da D24, conduzida em 2025 com 75 varejistas online no Brasil, Chile e México, mostra a intensidade disso. 91,9% dos varejistas consideram “fundamental” ou “importante” oferecer o método de pagamento preferido do consumidor em cada país e setor, segundo o Deep Payments 2025.

Até aí, nenhuma surpresa. O problema é que reconhecer a importância e ter a capacidade de executar são coisas diferentes.

54% dos varejistas reportam ter sido surpreendidos por suspensões no gateway de pagamento para manutenção ou atualização, sem aviso prévio. Mais de um quarto (26,5%) enfrenta isso pelo menos uma vez por mês, e 27,6% pelo menos uma vez por semana, de acordo com a mesma pesquisa. Cada suspensão é uma janela em que vendas se perdem e o cliente vai embora sem voltar.

E quando o gateway cai? 81,6% dos varejistas não têm a capacidade de avisar o cliente para escolher um método de pagamento alternativo. O sistema simplesmente falha em silêncio. A venda morre e o merchant só descobre quando olha o relatório.

Por que uma única integração nunca basta?

Porque cada país exige um conjunto diferente de métodos, regras e comportamentos de compra. Um varejista que vende no Brasil, no México e no Chile precisa suportar Pix, boleto, OXXO, cartões locais com parcelamento e transferências domésticas, cada um com suas próprias regras de liquidação, compliance e reconciliação.

89,7% dos varejistas na América Latina reportam que conseguem adaptar os métodos de pagamento às preferências locais, segundo o Deep Payments 2025. Isso parece um número alto. Mas a mesma pesquisa revela que essa adaptação muitas vezes é superficial: o método está lá no checkout, mas a infraestrutura por trás dele não avisa quando ele cai, não redireciona o cliente e não absorve a complexidade regulatória de cada mercado.

Há uma diferença real entre ter o método disponível e ter o método funcionando de verdade, com redundância, monitoramento e suporte local. O merchant que escala na região descobre essa diferença no pior momento possível: quando a receita para de entrar.

Como é uma boa infraestrutura de pagamento para o merchant?

Começa por confiabilidade. O gateway precisa funcionar, e quando houver manutenção, o merchant precisa saber antes, com tempo para reagir. Isso parece o mínimo, mas os dados mostram que mais da metade dos varejistas não tem nem isso hoje.

Depois vem a cobertura real de métodos. O checkout precisa mostrar o que o consumidor local espera ver, do Pix no Brasil ao pagamento em dinheiro no OXXO no México. Cada método precisa estar integrado de verdade, com suporte de liquidação, compliance e reconciliação local.

E depois vem o custo previsível. 16,1% dos varejistas reportam ter recebido taxas inesperadas do provedor de pagamento, segundo o Deep Payments 2025. Para um merchant que opera com margens apertadas, uma taxa surpresa força uma decisão difícil: repassar ao cliente e arriscar perdê-lo, ou absorver e comprimir ainda mais o lucro. Infraestrutura séria opera com transparência de custos.

Por fim, proteção contra chargebacks. 58,6% dos varejistas dizem que o impacto de chargebacks e disputas de pagamento consome mais de 10% da receita do negócio, incluindo o tempo e custo de acompanhamento e resolução, segundo a mesma pesquisa. Uma infraestrutura robusta ajuda a prevenir esse problema antes que ele se torne um buraco no caixa.

O que isso significa para negócios escalando na região?

Significa que escalar na América Latina sem a infraestrutura certa de pagamento é escalar um problema. Cada país novo traz métodos novos, regras novas e riscos operacionais novos. O merchant que tenta resolver isso sozinho, integrando provedor por provedor, país por país, gasta tempo e dinheiro descobrindo complexidades que alguém já mapeou.

A pesquisa da D24 mostra que até os varejistas que já operam na região enfrentam dificuldades sérias com gateway downtime, chargebacks e custos imprevistos. Para quem está chegando, o risco é ainda maior.

A decisão mais importante para um negócio entrando na América Latina é com quem ele conecta sua operação de pagamentos. Um parceiro de infraestrutura que já absorveu a complexidade local, método por método, país por país, muda a equação. O merchant deixa de administrar quinze realidades separadas e passa a operar com uma conexão que já fez esse trabalho.

FAQ

O que os merchants na América Latina consideram mais importante nos pagamentos? 91,9% dos varejistas consideram fundamental ou importante oferecer o método de pagamento preferido do consumidor em cada país, segundo a pesquisa D24 Deep Payments 2025 com 75 varejistas online no Brasil, Chile e México.

Qual o impacto de chargebacks para varejistas na região? 58,6% dos varejistas reportam que chargebacks e disputas de pagamento consomem mais de 10% da receita do negócio, incluindo custos de acompanhamento e resolução, segundo o Deep Payments 2025.

Por que uma integração única de pagamentos não funciona na América Latina? Porque cada país opera com métodos, regras de liquidação e preferências de consumo diferentes. Embora 89,7% dos varejistas reportem adaptar métodos às preferências locais, 81,6% não conseguem avisar o cliente quando um método está inativo, mostrando que a adaptação é muitas vezes superficial.

 

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