O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) reserva mais de 148 mil vagas para ações afirmativas nesta edição. O número corresponde a 54% do total de oportunidades ofertadas. As instituições participantes adotam tanto a Lei de Cotas quanto políticas próprias de ações afirmativas. As inscrições seguem até 23 de janeiro e utilizam as notas das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio.
O Ministério da Educação realiza, em 2026, a maior edição do Sisu já promovida, com a oferta de mais de 274 mil vagas em instituições públicas de educação superior, principalmente universidades e institutos federais. Desse total, 148,9 mil vagas, o equivalente a 54,3%, são destinadas conforme a Lei de Cotas e a ações afirmativas específicas adotadas pelas instituições de ensino.
As universidades federais ofertam 106,3 mil vagas destinadas a ações afirmativas, enquanto os institutos federais disponibilizam 23,3 mil. As universidades estaduais oferecem 17,3 mil vagas nesse formato, e os centros federais de educação tecnológica contam com 1,5 mil oportunidades.
A Lei de Cotas determina que as instituições federais de educação superior reservem, no mínimo, 50% das vagas para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Desse percentual, metade é destinada a candidatos com renda familiar igual ou inferior a um salário mínimo por pessoa. A legislação também contempla estudantes pretos e pardos, quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência. Além disso, algumas instituições adotam ações afirmativas próprias, que incluem públicos como pessoas transgênero e refugiados.
Considerando exclusivamente a Lei de Cotas, são mais de 128 mil vagas destinadas a pretos, pardos, indígenas, quilombolas, estudantes oriundos de escolas públicas e pessoas com deficiência. Em relação à distribuição por unidade da federação, os estados com maior número de vagas de cotas em universidades federais são Minas Gerais, com 14,6 mil, Rio de Janeiro, com 12,3 mil, Bahia, com 7,8 mil, Rio Grande do Sul, com 7 mil, e Paraíba, com 6,4 mil. Nos institutos federais, os estados com mais vagas destinadas às cotas são São Paulo, com 3,2 mil, Ceará, com 3 mil, Bahia, com 2,1 mil, Paraíba, com 1,6 mil, e Minas Gerais, também com 1,6 mil.
Os candidatos que participaram das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio podem utilizar suas notas para se inscrever gratuitamente no Sistema de Seleção Unificada até o dia 23 de janeiro, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Apenas quem já concluiu o ensino médio pode concorrer a uma vaga no Sisu e ingressar na educação superior. As notas de treineiros, estudantes que ainda não finalizaram o ensino médio e realizam o exame apenas para autoavaliação, não são consideradas.
As mais de 274 mil vagas ofertadas pelo Sisu são destinadas ao ingresso em 7,3 mil cursos de 136 instituições públicas de educação superior, distribuídas em 587 municípios brasileiros. Desse total, mais de 73 mil vagas são para cursos presenciais de licenciatura. Os estudantes que optarem por essas graduações poderão se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas. A iniciativa do Ministério da Educação oferece uma bolsa mensal de R$ 1.050, sendo R$ 700 disponíveis para saque imediato e R$ 350 depositados em uma poupança, que poderá ser resgatada caso o bolsista ingresse como professor em uma rede pública de ensino até cinco anos após a conclusão do curso. Para participar, é necessário ter obtido média simples igual ou superior a 650 pontos no Enem, ser aprovado pelo Sisu, efetuar a matrícula em um curso presencial de licenciatura e realizar a inscrição no programa.
Em relação à oferta de vagas, a universidade com o maior número de oportunidades no Sisu é a Universidade Federal do Rio de Janeiro, com 9.120 vagas. Em seguida aparecem a Universidade Federal Fluminense, com 8.931 vagas, a Universidade Federal da Paraíba, com 8.005, e a Universidade Federal de Pernambuco, com 7.477. Entre os cursos, pedagogia lidera a oferta, com 10.145 vagas em todo o país, seguida por administração, com 9.462, matemática, com 9.332, e ciências biológicas, com 8.972 vagas.
Assim como ocorreu em 2025, esta edição do Sisu contará com apenas uma etapa de inscrição para todas as vagas ofertadas pelas instituições participantes. Dessa forma, os candidatos concorrerão, em um único processo seletivo, às oportunidades disponíveis para todo o ano letivo. O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro de 2026. Todos os estudantes selecionados, tanto na chamada regular quanto por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula dentro do prazo estabelecido no edital da instituição escolhida.
O Edital nº 29/2025, que rege a seleção, manteve a estrutura tradicional do Sisu, mas trouxe ajustes com o objetivo de ampliar a transparência, a segurança jurídica e o melhor aproveitamento das vagas, além de adequar o processo às regras mais recentes do Enem. A partir desta edição, o sistema passa a considerar os resultados das três últimas edições do exame, referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025. Será utilizada a nota que apresentar a melhor média ponderada, de acordo com o curso escolhido e considerando as ações afirmativas, desde que o candidato tenha obtido nota superior a zero na redação. Em caso de empate, será considerada a edição em que o participante alcançou a maior nota em uma das disciplinas com maior peso para o curso pretendido.
No que diz respeito às ações afirmativas, o candidato poderá concorrer simultaneamente às modalidades de reserva de vagas previstas na Lei de Cotas e às ações afirmativas próprias das instituições. No momento da inscrição, é obrigatório preencher o cadastro socioeconômico e indicar, quando aplicável, as modalidades de reserva de vagas desejadas. Ao escolher curso, turno, local de oferta e instituição em ordem de preferência, o candidato deve selecionar as modalidades de concorrência disponíveis, podendo optar por, no máximo, uma ação afirmativa do tipo bônus e uma do tipo reserva de vagas.
Diretora de Redação e de Editorias do Portal Contexto. Jornalista e Cientista Política de Formação. Comecei minha história no jornalismo online em 2005. Já passei por redação de TV e assessoria de imprensa.
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