CAIXA Cultural Brasília apresenta o musical “Elza”

Foto: Marcelo Rodolfo

A CAIXA Cultural Brasília recebe o premiado musical “Elza”, de 27 a 31 de maio de 2026, no qual Janamô, Josy.Anne, Júlia Sanchez, Julia Tizumba, Sara Chaves, Sara Hana e a atriz convidada Naruna Costa sobem ao palco para celebrar a memória de Elza Soares. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada) e começam a ser vendidos neste sábado (23), a partir das 9h, na bilheteria física da CAIXA Cultural e, a partir das 13h, no site Bilheteria Cultural.

A trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua majestosa carreira foram o ponto de partida para o musical “Elza”, que estreou em julho de 2018 no Rio de Janeiro e passou por 15 cidades. Além da Elza Soares em suas mais diversas fases, são apresentados outros personagens, entre eles familiares, amigos e personalidades marcantes, como Ary Barroso (1903-1964), apresentador do programa onde Elza se apresentou pela primeira vez, e Garrincha (1933-1983), que protagonizou com ela um notório relacionamento.

Com texto de Vinícius Calderoni e direção de Duda Maia, o espetáculo tem a direção musical de Larissa Luz. Além disso, o maestro Letieres Leite (in memoriam), da Orquestra Rumpilezz, foi o responsável pelos novos arranjos para clássicos do repertório da cantora, tais como Lama, O Meu Guri, A Carne e Se Acaso Você Chegasse.

Ainda que muitos dos conhecidos episódios da vida da homenageada estejam no palco, a estrutura de Elza foge do formato convencional das biografias musicais. Se os personagens podem ser vividos por várias atrizes ao mesmo tempo, a estrutura do texto também não é necessariamente cronológica. Da mesma forma que músicas recentes (A Mulher do Fim do Mundo, a emblemática A Carne e Maria da Vila Matilde) se embaralham aos sucessos das mais de seis décadas de carreira da cantora, como Se Acaso Você Chegasse, Lama, Malandro, Lata D’Água e Cadeira Vazia.

Marcada por uma série de tragédias pessoais – a morte dos filhos e de Garrincha, a violência doméstica e a intolerância –, a jornada de Elza é contada com alegria.

“A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um musical triste, tem que ter alegria’. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela gostaria de ser retratada”, conta Vinicius Calderoni, que leu e assistiu a infindáveis entrevistas que a cantora deu ao longo da vida e, além disso, pesquisou a obra de pensadoras negras, como Angela Davis e Conceição Evaristo, cujos fragmentos de textos aparecem na peça.

O espetáculo foi desenvolvido ao longo de um período em que Elza se encontra no auge de uma carreira marcada por reviravoltas e renascimentos. Ao lançar seus últimos dois discos, A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus é Mulher (2018), a cantora não somente ampliou ainda mais seu repertório e sua base de fãs, como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das principais vozes da mulher negra brasileira.

Vinícius Calderoni, autor do texto, chama a atenção para a coletividade presente em todo o processo de criação da montagem. Após ter escrito as primeiras páginas, ele começou a frequentar os ensaios e estabeleceu um rico intercâmbio com Duda Maia e as sete atrizes. ‘Hoje poderia dizer que elas são coautoras e colaboradoras do texto. São sete atrizes negras e múltiplas, como a Elza é. Diante da responsabilidade enorme, eu estabeleci limites de fala para mim, por exemplo, em relação a alguns temas. Limitei a minha voz e disse que não escreveria nada, queria os relatos delas e as opiniões. Pedi a colaboração delas, das experiências vividas por uma mulher negra. Do mesmo jeito que a Duda propôs muitas coisas, as atrizes também tiveram este espaço’, conta o dramaturgo.

Tal processo colaborativo se estendeu para a música, com a participação ativa das atrizes e das musicistas nos ensaios com os diretores musicais, e o maestro Letieres Leite, que liderou algumas oficinas com o grupo no período dos ensaios. O processo gerou ainda duas canções inéditas que estão na peça: Ogum, de Pedro Luís, e Rap da Vila Vintém, de Larissa Luz.

A atriz convidada Naruna Costa terá sua estreia nessa temporada do projeto, com papel de destaque no espetáculo, consagrando sua trajetória como atriz, cantora, diretora artística e diretora musical. Naruna é vencedora do Prêmio Shell 2024 na categoria de Melhor Diretora Musical. Ao longo de sua carreira, já foi indicada e ganhou diversos prêmios como o de Melhor Diretora no Prêmio APCA e Aplauso Brasil e Melhor Atriz nos prêmios CPT e APCA e VI FBCI Festival Brasileiro de Cinema Internacional.

O musical ‘Elza’ também foi premiado diversas vezes, como no Prêmio Bibi Ferreira nas categorias: Melhor Musical Brasileiro, Melhor Atriz em Musicais, Melhor Direção em Musicais, Melhor Arranjo Original em Musicais e Melhor Roteiro Original em Musicais. Também é vencedor do Prêmio Shell de Melhor Música e do Prêmio Reverência nas categorias Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Autor e Especial – Arranjos. Além disso, ganhou o Prêmio APCA de Melhor Dramaturgia e o Prêmio Cesgranrio nas categorias Melhor Direção e Categoria Especial – Elenco.

Serviço:

[Musical] Elza

Local: CAIXA Cultural Brasília – SBS Q. 4 Lotes 3/4 – Asa Sul, Brasília/DF

Datas: de 27 a 31 de maio de 2026 (de quarta a domingo)

Horário: de quarta a sexta, às 20h. Sábado, às 16h e 20h. Domingo, às 19h.

Sessão acessível em Libras no sábado (30/05), às 16h.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia – clientes CAIXA e previstos em lei)

Vendas: a partir deste sábado, 23 de maio, às 9h, na bilheteria do teatro, e às 13h no site Bilheteria Cultural.

Horário de funcionamento da bilheteria do teatro: terça a sexta e domingo, das 13h às 21h; sábado, das 9h às 21h

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 150 minutos

Estacionamento: gratuito aos finais de semana, feriados e, de terça a sexta, a partir das 18h

Informações: na página e no Instagram da CAIXA Cultural Brasília