As 5 maiores preocupações na hora de alugar um espaço para o seu negócio

Tune Arquitetura explica como entender a tipologia de espaço que o seu empreendimento precisa e como evitar dores de cabeça na hora da obra.

Todo empreendedor procura espaços que tenham que fazer o mínimo de intervenção possível, para isso, a equipe da Tune Arquitetura traz pontos de vista que vão te ajudar a avaliar o espaço antes mesmo de alugar. “Um dos medos dos empreendedores é estar alugando um ponto que não consiga ter o desdobramento necessário para o seu negócio”, afirma Beatriz Venâncio, arquiteta fundadora da empresa. As arquitetas garantem que espaços bem pensados aumentam a produção da equipe além de deixa-los mais suscetíveis à pró atividade. “Quando a pessoa se sente pertencente ao espaço ela tende a querer cuidar mais da empresa”, explica Renata Almeida, sócia e líder da parte de projetos da Tune Arquitetura.

#1 Amplitude na medida certa

A primeira dica é primordial: ache a proporção. É interessante considerar que uma pessoa precisa de, em média, 4 a 5m2 de espaço, incluindo mesas e circulação, para áreas corporativas. Por exemplo, se dois profissionais de nutrição vão ocupar uma sala e irão receber dois pacientes cada, devemos considerar um espaço que será ocupado por 8 pessoas (3 pessoas em cada sala mais uma ou duas pessoas na recepção). Logo, uma área entre 32 e 40m2 deve atender o cliente. O pé direito é um elemento que deve ser considerado principalmente se as instalações de ar condicionado não estiverem sido feitas. Uma altura de 270cm até a laje é considerado o padrão; com o gesso, 255cm. “Quando a gente percebe que o espaço está desproporcional, ou seja, muito esguio, costumamos colocar o espelho na parte transversal” sugere Beatriz. Segundo ela, espaços cuja proporção não está alinhada tendem a passar a sensação de não terem sido bem elaborados. Ela também da a dica de pintar o ambiente reforçando linhas horizontais, a famosa meia parede. “As mulheres vão entender bem, quando queremos parecer mais altas e mais magras, procuramos roupas com listras verticais; quando queremos valorizar o quadril, as saias costumam ser em linha horizontal. A nossa impressão tende a ser guiada pelas linhas que o nosso olhar percebe”, reitera.

#2 Pense como seu cliente ou equipe

As arquitetas dizem que o espaço deve ser pensado como uma extensão da marca e deve sim proporcionar uma experiência. “As pessoas estão sempre querendo pensar e avaliar. Se não estão no celular, conversando e resolvendo algo via whatsapp, estão no Instagram, Pinterest, Facebook ou em qualquer outra rede social, avaliando. Não vai ser diferente no seu espaço”, afirma a Renata. “Devemos pensar onde os olhares vão percorrer, se é em uma parede cega, por que não colocar alguma frase ou desenho que exprima a sua marca? Caso a pessoa tenha uma equipe e empresa grande, por que não permitir que o cliente veja quão imponente é a sua empresa com alguma divisória de vidro?”, sugere. Além disso elas afirmam que deve haver uma preparação de pontos elétricos onde está o cliente, não existe experiência mais desconfortável que te prive de produzir, carregar o celular ou laptop.
61 imóveis. Foto: Júlia Tótoli

 

Projeto Rio Claro – gestora de investimento

#3 Fluxo

Na hora de visitar um imóvel, a metragem quadrada não é o único fator a ser avaliado. É importante imaginar! Ande e faça o percurso como os seus clientes fariam ou como sua equipe faria! Existe ponto de iluminação em todas as paradas? Existe ponto de elétrica em todas as áreas do espaço? Considere, em média, 90cm de circulação para corredores, o ideal, inclusive, é 100cm.
Projeto Rio Claro – gestora de investimento

#4 Conforto ambiental

É preciso entender se existe iluminação e ventilação natural em todos os pontos. “Quando o cliente consegue nos passar a rotina de trabalho dele e formar um fluxo na mente, conseguimos segregar os espaços. A ideia é que as áreas de maior permanência possuam sempre ventilação e iluminação natural”, explica Renata. Painéis ripados e seteiras nas paredes que dividem os espaços costumam ajudar a trazer esse conforto quando o formato da sala não permite esse contato direto com a área externa. “Quando isso acontece, a ideia é priorizar. A privacidade é mais importante que a iluminação e ventilação natural? É relativo!” exemplifica. A equipe costuma prezar muito pela privacidade, explicam que lã de pet no drywall, espuma embaixo da mesa, almofadas e painéis amadeirados são artifícios que ajudam a melhorar a acústica do ambiente. 

Projeto Rio Claro – gestora de investimento

Sede IRB – Instituto Rui Barbosa Foto: Jordana Carvalho

 

 

 

#5 Parede principal

É nela que deve estar a sua identidade visual! O ângulo formado pela porta na hora que entra no espaço mostra a parede que deve ser explorada. A identidade visual da marca pode ser expressa sem a logomarca. As cores da parede, do estofado ou até a iluminação devem harmonizar com o seu propósito. Pense também que essa parede mesma parede principal pode também refletir algo. Caso optem por colocar espelho, pense o que será refletido nela!

61 imóveis. Foto Júlia Tótoli

Avaliar a proporção do ambiente, pensar nos fluxos, experiência e em como a sua marca deve estar no espaço são os pontos que devem ser avaliados em uma primeira visita ao imóvel. “Tudo deve conversar! O espaço físico é a continuação do marketing de uma empresa e deve ser preparado para se comunicar com quem o habita” afirma Beatriz, que diz avaliar esses pontos nas consultorias que a empresa costuma fazer, o “mapeamento”. 

 

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