
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) apresentou nesta sexta-feira (27) a plataforma DF 360, ferramenta que amplia o monitoramento integrado nas ruas da capital federal e consolida a transição de um modelo predominantemente reativo para uma atuação mais preventiva e tecnológica na segurança pública.
O lançamento foi feito durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). A proposta é fortalecer a vigilância por meio da integração de câmeras públicas e privadas, uso de drones, reconhecimento facial, leitura automática de placas e modernização do atendimento de emergência 190 e 193.
Integração de câmeras públicas e privadas
Atualmente, a SSP-DF conta com 1.350 câmeras próprias distribuídas pelas 35 regiões administrativas do Distrito Federal. A elas se somam outras 250 câmeras de órgãos públicos e parceiros privados. Com a nova plataforma, o sistema passa a reunir cerca de 1,6 mil equipamentos integrados.
O monitoramento funciona 24 horas por dia a partir do Ciob, com apoio das centrais instaladas em batalhões da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), delegacias da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e grupamentos do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
Uma das principais novidades é a simplificação do processo para que cidadãos e empresas cadastrem câmeras particulares no sistema. Segundo a SSP-DF, a integração pode ser feita em até dois dias. O interessado preenche os dados no site da Secretaria, assina digitalmente pelo GovBR e, após validação técnica, a câmera passa a integrar o sistema de segurança pública.
As imagens das câmeras da SSP-DF são armazenadas por pelo menos 30 dias. Já os parceiros devem manter gravação por 72 horas, o que facilita investigações da Polícia Civil sem necessidade de deslocamento para coleta de imagens.
Tecnologia para atuação preventiva
A plataforma DF 360 reúne cinco módulos principais:
- reconhecimento facial;
- leitura automática de placas veiculares;
- monitoramento por drones;
- geolocalização automática via celular no atendimento 190 e 193;
- módulo ampliado para recebimento de imagens de câmeras privadas.
Durante a apresentação, o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, afirmou que a ferramenta representa um avanço no modelo de segurança do DF.
“É uma segurança pública proativa”, declarou.
Segundo ele, o sistema já permite controle das saídas da cidade e geração de imagens em todas as regiões administrativas.
Resultados e ampliação
Mesmo ainda em fase de expansão, a tecnologia já apresenta resultados. De acordo com a SSP-DF, no último ano foram realizadas mais de 30 prisões com base em reconhecimento facial, além da recuperação de mais de 60 veículos e da localização de cerca de 20 pessoas desaparecidas.
O secretário destacou que o número de licenças para reconhecimento facial foi ampliado de oito para 50, o que deve aumentar a efetividade das ações.
A pasta informou ainda que fevereiro de 2026 caminha para registrar o menor número de homicídios desde o início da série histórica, em 1977. Até o momento, foram contabilizados quatro homicídios no mês, contra 18 no mesmo período do ano anterior.
Além disso, mil novas câmeras já foram adquiridas e devem começar a ser instaladas nas próximas semanas, ampliando a cobertura do sistema.
Cidade inteligente e integração de dados
A vice-governadora Celina Leão afirmou que o DF 360 integra a estratégia de transformar Brasília em uma “cidade inteligente”, com compartilhamento de informações entre áreas como Saúde, Educação, Mobilidade e Detran, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Ela explicou que o sistema utiliza comandos inseridos na inteligência artificial para identificar comportamentos suspeitos. A tecnologia permite, por exemplo, descrever uma situação específica para que o sistema busque automaticamente imagens compatíveis em toda a rede de câmeras.
Segundo o governo, a meta é ampliar a capacidade de prevenção, dificultar a circulação de foragidos e fortalecer a resposta rápida das forças de segurança.




















