
A estreia de Pedro Clerot na FIA Formula 3 Championship poderia ter sido apenas mais uma história de azar na classificação. Mas o piloto brasiliense tratou de reescrever o roteiro com duas atuações de recuperação no circuito de Albert Park, palco do GP da Austrália. E, de quebra, colocou os primeiros pontos na conta já na abertura da temporada.
Tudo começou a desandar no sábado, quando um problema nos freios comprometeu a participação de Clerot no treino classificatório. O revés técnico jogou o jovem para o fim do grid, enterrando a chance de largar entre os primeiros, algo que parecia ao alcance depois de um sétimo lugar no treino livre, indicativo de que o carro tinha velocidade para voos mais altos.
Mas se a classificação foi um golpe, as corridas mostraram um piloto disposto a devolver os socos.
Na sprint race, disputada em apenas oito voltas, Clerot largou em 19º e avançou seis posições, fechando em 13º. Já na prova principal (feature race), o brasiliense foi além: largou em 17º, escalou o pelotão e cruzou a linha de chegada em oitavo. O suficiente para desembarcar na Austrália sem pontos e voltar para casa com dois na bagagem.
“Estou bem animado para a temporada. Fomos P7 no treino, mas tivemos um problema de freio na classificação que impediu a gente de largar um pouco mais na frente. Mesmo assim fizemos duas corridas boas”, disse Clerot, que preferiu olhar para o copo meio cheio.
“Na sprint fomos de 19º para 13º em oito voltas. Na feature saímos de 17º para 8º e já conseguimos nossos primeiros pontos. Isso dá bastante confiança para o restante da temporada.”
Para além da performance individual, Clerot também celebra o momento do país nas categorias de base. Em tempos de escassez de representantes no grid da Fórmula 1, a nova geração tenta reabrir caminhos e o brasiliense faz questão de destacar o apoio mútuo entre os compatriotas.
“Levar o nome Brasil é muito especial. O apoio que tenho recebido nesses últimos dias tem sido incrível. É muito bacana ver vários brasileiros na escadinha para a Fórmula 1. A gente acaba se ajudando, todo brasileiro é meio família”, afirmou.
Com a estreia sólida, Clerot mostra que, mesmo quando a sorte não ajuda, a competência pode dar um jeito. E se depender da confiança adquirida em Melbourne, os próximos capítulos dessa história tendem a ser ainda melhores.




















