Gratidão é reconhecida pela neurociência como ferramenta poderosa para a saúde mental

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A gratidão, tradicionalmente celebrada em contextos filosóficos e religiosos, tem ganhado crescente atenção da neurociência por seu impacto positivo no cérebro e na saúde mental. Celebrado em 6 de janeiro, o Dia da Gratidão destaca a importância desse sentimento como um instrumento transformador.

De acordo com a psicóloga Aparecida Tavares, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, a gratidão ativa e fortalece circuitos neuronais específicos. “Ela vai ativar o córtex pré-frontal, o estriado ventral e a amígdala. Ao ativar essas regiões, fortalece conexões neurais e dopaminérgicas, produzindo sensação de prazer e bem-estar, além de reduzir o estresse”, explica.

A especialista comenta também o uso popular do termo “gratiluz” – fusão de “gratidão” e “luz” –, interpretando-o como uma forma simbólica de troca genuína de bons sentimentos e esperança. “Conecte-se com essa luz interior e com as luzes que te rodeiam na natureza, no próximo, naquilo que você faz com esmero. Ilumine e se permita ser iluminado!”, orienta.

Como praticar a gratidão no cotidiano
Para incorporar a gratidão à rotina, Tavares sugere:

  • Viver com propósito e amor, sendo grato tanto pelas conquistas quanto pelos desafios.

  • “Presentificar” atos de gratidão, ou seja, torná-los ativos e conscientes.

  • Olhar para a própria história com ressignificação e resiliência, entendendo as experiências como aprendizados.

  • Valorizar cada momento, cultivando não apenas um estado passageiro de gratidão, mas uma vivência grata constante.

“Devemos entrar em contato com o nosso ambiente interno e externo, dando a si a oportunidade não só de um estado de gratidão, mas de uma vivência grata”, completa a psicóloga.

A prática regular da gratidão é, portanto, mais do que um gesto de cortesia – é um exercício cerebral que promove bem-estar, reduz o estresse e fortalece a saúde emocional.