
Os beneficiários do Bolsa Família começam a receber o primeiro pagamento de 2026 a partir desta segunda-feira (19). Ao todo, 18,77 milhões de famílias serão atendidas nos 5.570 municípios brasileiros, com valor médio do benefício de R$ 697,77. O investimento do Governo do Brasil no programa de transferência de renda neste mês soma R$ 13,1 bilhões. O calendário de pagamentos é organizado de acordo com o final do Número de Identificação Social e segue até o dia 30.
Dentro das ações voltadas ao enfrentamento de desastres naturais, como secas, enchentes, inundações e outros eventos climáticos extremos, 176 municípios recebem o pagamento de forma unificada já no primeiro dia do cronograma. Estão incluídas nessa medida 120 cidades do Rio Grande do Norte, 29 da Bahia, dez de Sergipe, além de seis em Roraima, quatro no Paraná, três no Amazonas, duas no Piauí, uma no Rio Grande do Sul e uma em Santa Catarina.
Entre os benefícios incorporados à retomada do programa desde 2023 está o Benefício Primeira Infância. Em janeiro, 8,4 milhões de crianças de zero a seis anos recebem um adicional de R$ 150 por integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento destinado a esse público é de R$ 1,22 bilhão.
Além disso, o Bolsa Família contempla benefícios complementares no valor adicional de R$ 50, que alcançam 13,7 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, bem como 625 mil gestantes e 375 mil nutrizes. Para esses repasses, o investimento supera R$ 706,7 milhões.
O programa também atende grupos prioritários e específicos. Em janeiro, são contempladas 247,7 mil famílias com pessoas indígenas, 289,3 mil famílias quilombolas, 397,2 mil famílias com catadores de material reciclável, 253,8 mil famílias com pessoas em situação de rua, 56,5 mil famílias com integrantes resgatados de trabalho análogo ao escravo e 56 mil famílias com crianças em situação de trabalho infantil.
Quanto ao perfil dos beneficiários, as mulheres representam a maioria dos responsáveis familiares, totalizando 15,8 milhões, o que corresponde a 84,4 por cento do total. Pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas somam 36 milhões de beneficiários, o equivalente a 73,25 por cento.
A Regra de Proteção, criada na nova versão do Bolsa Família, permite que as famílias permaneçam no programa por até um ano após a conquista de emprego formal ou aumento de renda. Nesse período, recebem 50 por cento do valor do benefício. Em janeiro, essa regra alcança 2,44 milhões de famílias.
Na análise por regiões, o Nordeste concentra o maior número de beneficiários, com 8,75 milhões de famílias atendidas e investimento de R$ 6 bilhões. Em seguida aparece o Sudeste, com 5,29 milhões de famílias e R$ 3,72 bilhões em repasses. O Norte registra 2,44 milhões de beneficiários e investimento de R$ 1,77 bilhão, seguido pelo Sul, com 1,29 milhão de famílias e R$ 898 milhões, e pelo Centro-Oeste, com 990,7 mil famílias e R$ 703 milhões.
Entre os estados, a Bahia lidera em número de beneficiários em janeiro, com 2,3 milhões de famílias atendidas e investimento de R$ 1,56 bilhão. São Paulo aparece em seguida, com 2,2 milhões de contemplados. Outros seis estados registram mais de um milhão de beneficiários: Pernambuco, com 1,46 milhão, Minas Gerais, com 1,41 milhão, Rio de Janeiro, com 1,4 milhão, Ceará, com 1,33 milhão, Pará, com 1,25 milhão, e Maranhão, com 1,15 milhão.
Em relação ao valor médio do benefício, Roraima apresenta o maior repasse em janeiro, com média de R$ 756,40. Na sequência aparecem Amazonas, com R$ 741,03, Amapá, com R$ 737,14, Acre, com R$ 732,98, Distrito Federal, com R$ 727,81, e Pará, com R$ 719,05.




















