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	<title>Arquivos TRF1 - Portal Contexto</title>
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		<title>Concursos: Judiciário não pode avaliar questões formuladas por bancas examinadoras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Larissa Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 May 2021 15:36:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Processo questionou o enunciado de prova da OAB, mas TRF1 diz que não cabe ao Judiciário avaliar o conteúdo das questões elaboradas por bancas examinadoras Um enunciado da prova do XIX Exame de Ordem Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi questionado na justiça. Segundo a parte impetrante do Mandado de Segurança, houve [...]</p>
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<h3 style="text-align: center;"><em>Processo questionou o enunciado de prova da OAB, mas TRF1 diz que não cabe ao Judiciário avaliar o conteúdo das questões elaboradas por bancas examinadoras</em></h3>
<p>Um enunciado da prova do XIX Exame de Ordem Unificado da <a href="https://portalcontexto.com.br/juiz-nega-liminar-para-alterar-correcao-do-30o-exame-da-oab/">Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)</a> foi questionado na justiça. Segundo a parte impetrante do Mandado de Segurança, houve erro material na formulação do enunciado da questão 4-A de Direito do Trabalho do XXX e assim, o processo solicita  a revisão do critério de correção da banca examinadora.</p>
<p>Coube ao Tribunal Regional da Primeira Região (TRF1) avaliar a legalidade do processo. Nesta semana veio a decisão da Sétima Turma do TRF1 que entende que não cabe ao Judiciário avaliar os conteúdos das questões formuladas por bancas examinadoras.</p>
<p>Relatora do processo, a desembargadora Gilda Maria Sigmaringa Seixas citou uma decisão anterior em seu voto para defender a não interferência da justiça nesses casos.</p>
<blockquote><p>Esta Corte pontua que, “a rigor, não compete ao Poder Judiciário promover a correção e/ou validação de questões de provas de concursos em geral, sob pena de substituição à banca avaliadora para reexaminar critérios subjetivos de correção e revisão de provas, os quais são adotados previamente e constam do edital do certame. São excepcionadas as hipóteses de controle de legalidade, ocorrência de flagrante erro material e vício na formulação<br />
das questões, bem como quando o exame engloba matérias não constantes no programa editalício” (TRF1/T7, AC nº<br />
0041952-56.2012.4.01.3400, Des. Fed. HERCULES FAJOSES)</p></blockquote>
<p>Ainda de acordo com a magistrada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal indica que apenas em casos excepcionais &#8220;é permitido ao Judiciário exercer juízo de compatibilidade do conteúdo das questões do concurso com o previsto no edital do certame”, que não teria acontecido no caso presente. E mesmo a parte impetrante questionando a clareza no enunciado, isto não se caracteriza como contrariedade ao edital ou a qualquer norma legal.</p>
<p>Segundo a avaliação do especialista em direito público, advogado do escritório <a href="https://www.instagram.com/deciofreireassociados/">Décio Freire Advogados</a> e colunista do <a href="https://portalcontexto.com.br/brevissimos-comentarios-sobre-o-processo-de-reajuste-da-tarifa-de-energia-eletrica-contexto-juridico/">Portal Contexto</a>, Thiago Lóes, a decisão do TRF1 foi acertada, &#8220;a autorização do Poder Judiciário imiscuir-se em decisões de banca examinadora se dá em casos muito excepcionais. No particular, caminhou bem o Poder Judiciário que tem entendimento majoritário no sentido de que este não pode se substituir a banca examinadora.&#8221;</p>
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