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	<title>Arquivos Contexto Educação - Portal Contexto</title>
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	<title>Arquivos Contexto Educação - Portal Contexto</title>
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		<title>Inovação na educação começa nas pessoas, não nas máquinas</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 14:12:39 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_46436" aria-describedby="caption-attachment-46436" style="width: 1020px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-46436" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/02/pexels-max-fischer-5212362.jpg?resize=1020%2C679&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="679" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/02/pexels-max-fischer-5212362.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/02/pexels-max-fischer-5212362.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/02/pexels-max-fischer-5212362.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/02/pexels-max-fischer-5212362.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-46436" class="wp-caption-text">Foto: Pexels</figcaption></figure>
<p>Sempre que a educação entra em pauta, a tecnologia aparece como promessa de solução. Plataformas digitais, inteligência artificial, telas interativas e novos equipamentos são frequentemente apresentados como respostas para problemas históricos do ensino. O equívoco começa quando se acredita que a simples adoção dessas ferramentas, por si só, seja capaz de transformar a aprendizagem.</p>
<p>A experiência prática nas escolas e a pesquisa acadêmica mostram que o principal desafio da educação, especialmente a pública, não está na ausência de tecnologia, mas na permanência de modelos pedagógicos que já não dialogam com a realidade dos estudantes. Durante décadas, a escola se organizou a partir da transmissão de conteúdo, com o aluno em posição passiva e o professor como centro do processo. Inovar, nesse contexto, exige uma mudança mais profunda: colocar o estudante no centro da aprendizagem e reposicionar o educador como mediador do conhecimento.</p>
<p>É nesse ponto que a robótica educacional passa a fazer sentido. Não como vitrine de modernização ou novidade tecnológica, mas como metodologia pedagógica. Ao trabalhar com projetos de robótica, o aluno precisa agir, decidir, testar hipóteses e corrigir erros. Aprende porque precisa fazer algo funcionar. Conceitos de matemática, ciências e lógica deixam de ser abstratos e passam a ter aplicação concreta.</p>
<p>Metodologias baseadas em projetos têm demonstrado impactos mais consistentes na aprendizagem. Quando o estudante é desafiado a resolver problemas reais, o erro deixa de ser um obstáculo e passa a fazer parte do processo. Essa abordagem fortalece a autonomia, o pensamento crítico e a construção ativa do conhecimento, competências cada vez mais necessárias em um mundo complexo e automatizado.</p>
<p>É importante reforçar: tecnologia não é sinônimo de inovação. É possível inovar sem recursos digitais e, ao mesmo tempo, utilizar tecnologias avançadas sem alterar a dinâmica da sala de aula. O que faz diferença é a clareza pedagógica. Sem um projeto bem definido e sem formação adequada dos professores, qualquer ferramenta tende a se tornar apenas um recurso pontual, com impacto limitado no aprendizado.</p>
<p>Hoje, o fator humano é o principal entrave, e também a maior oportunidade, para a inovação educacional. Professores precisam de tempo, formação contínua e apoio institucional para experimentar novas práticas. A mudança de postura pedagógica não acontece de forma automática, mas seus efeitos costumam ser mais duradouros do que a substituição de equipamentos.</p>
<p>Esse debate ganha ainda mais relevância quando observado fora dos muros da escola. Dados da <a href="https://ifr.org/ifr-press-releases/global-robot-demand-in-factories-doubles-over-10-years#:~:text=Frankfurt%2C%20Sep%2025%2C%202025%20%E2%80%94,and%209%25%20in%20the%20Americas." target="_blank" rel="noopener noreferrer"><u>Federação Internacional de Robótica</u></a> indicam que o número de robôs industriais em operação no mundo mais que dobrou na última década, ultrapassando quatro milhões de unidades. Países que lideram esse movimento também são aqueles que investiram de forma consistente em educação científica, técnica e tecnológica ao longo do tempo.</p>
<p>Discutir robótica na educação básica não significa antecipar o mercado de trabalho, mas preparar os estudantes para compreender sistemas tecnológicos, lidar com problemas complexos e atuar de forma crítica em uma sociedade cada vez mais automatizada. Trata-se de formar cidadãos capazes de entender o mundo físico e digital em que vivem, e não apenas consumidores de tecnologia.</p>
<p>Outro desafio central é encontrar equilíbrio entre o uso de recursos digitais e a aprendizagem ativa. Em um ambiente marcado por estímulos constantes e respostas rápidas, a escola precisa criar experiências que favoreçam a investigação, a concentração e o raciocínio. Projetos bem estruturados ajudam o aluno a se envolver de forma mais profunda com o processo de aprendizagem e a desenvolver habilidades que não se constroem por meio do consumo passivo de telas.</p>
<p>O futuro da educação passa pelo uso consciente da tecnologia como apoio, não como substituto. Ferramentas digitais e inteligência artificial podem contribuir para personalizar o ensino e apoiar o trabalho docente, mas o papel do professor permanece central. Nenhuma tecnologia substitui a mediação humana, a leitura de contexto e a capacidade de provocar reflexão.</p>
<p>Se a intenção é avançar de forma consistente na educação, o foco precisa voltar-se às pessoas. Inovação não nasce das máquinas, mas das escolhas pedagógicas, da formação dos educadores e da construção de projetos educacionais claros. A tecnologia pode, e deve, ser aliada, desde que esteja a serviço de uma aprendizagem mais significativa.</p>
<p><strong>Valdemar Abila </strong>é fundador da Brink Mobil, empresa reconhecida nacionalmente por suas soluções educacionais inovadoras. Sua trajetória na educação começou no início da década de 1980, levando livros, histórias e experiências pedagógicas a comunidades, educadores e escolas em diferentes regiões do Brasil, o que contribuiu para a construção de uma visão pioneira sobre metodologias mais lúdicas, acessíveis e eficazes no processo de aprendizagem. Hoje, a Brink Mobil atua no desenvolvimento de brinquedos educacionais, mobiliário pedagógico e tecnologias educacionais alinhadas à BNCC, com foco no fortalecimento do ensino público e na valorização dos educadores como agentes centrais da transformação social.</p>
<p><strong>Roberto Garcia </strong>é Coordenador Executivo e Pesquisador Associado no NACE – Escola do Futuro/USP, com 32 anos de atuação na área de tecnologia educacional em projetos voltados à educação pública e particular. É inventor de soluções educacionais inovadoras, com diversas patentes registradas, além de coautor de uma plataforma virtual de aprendizagem registrada pela Universidade de São Paulo (USP) e empresa privada. Atua também como coordenador na produção de materiais didáticos para o uso de tecnologias na educação.</p>
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		<title>Adeus, América: como Trump está gerando uma evasão de cérebros nos EUA?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 10:15:45 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_42831" aria-describedby="caption-attachment-42831" style="width: 328px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-42831" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Alexandre-Pierro.jpg?resize=328%2C492&#038;ssl=1" alt="" width="328" height="492" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Alexandre-Pierro.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Alexandre-Pierro.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="(max-width: 328px) 100vw, 328px" /><figcaption id="caption-attachment-42831" class="wp-caption-text">Alexandre Pierro. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>O que acontece quando uma nação que, historicamente, já se beneficiou fortemente da diversidade e do talento estrangeiro em sua economia e inovação, começa a fechar suas portas para essas mentes brilhantes? Em breve, poderemos ter essa resposta, diante de tantos perigos que as ações do atual presidente Donald Trump, está seguindo, buscando mecanismos que barrem a permanência de imigrantes no país – o que, não apenas levará a uma evasão de cérebros excepcionais, como também permitirá o avanço de outras nações como novas referências no comércio global.</p>
<p>A promessa de liberdade, oportunidades econômicas, e a busca por uma vida melhor impulsionaram um movimento intenso de imigrantes à terra do Tio Sam, em um ideal impresso durante sua independência há mais de 200 anos visando o desenvolvimento nacional e sua reconstrução em meio a grandes conflitos existentes à época.</p>
<p>Com a Segunda Guerra Mundial, como exemplo, foi instituído o Projeto Manhattan, um programa de pesquisa e desenvolvimento que trouxe grandes físicos e cientistas mundiais ao país para que pudessem estudar em suas renomadas universidades. Em troca, explorariam seus conhecimentos no desenvolvimento de inovações que lhes permitissem sobreviver ao conflito – o que ocasionou na produção das primeiras bombas atômicas estadunidenses.</p>
<p>Após esta guerra, mais uma iniciativa ganhou destaque, a fim de obter vantagem militar dos EUA na Guerra Fria Soviético-Estadunidense e na Corrida Espacial. Estamos falando da Operação Paperclip, em que cientistas renomados globalmente foram levados ao país, conquistando realizações históricas como os Programas Apollo, conjunto de missões espaciais conduzidas pela NASA. Werner Von Braun, inclusive, foi um dos engenheiros alemães que vieram por este projeto, protagonista e desenvolvedor do Saturno V, foguete que deu a oportunidade de o homem pisar na lua.</p>
<p>Esses são apenas alguns exemplos que mostram quanto a inteligência estrangeira foi essencial para alavancar os Estados Unidos em termos de inovação e tecnologia desde seus primórdios, o que está sendo, preocupantemente, ameaçado agora.</p>
<p>De acordo com a última Pesquisa da Comunidade Americana (ACS) do US Census Bureau, em 2023, havia 47,8 milhões de imigrantes residindo nos Estados Unidos, sendo, hoje, um dos países que mais abriga estrangeiros. Agora, reassumindo a presidência, Trump vem estabelecendo medidas fervorosas contra a imigração em seu território, o que vem gerando conflitos intensos em diversas regiões. Em Los Angeles, na Califórnia, local com grande presença de comunidades latinas, protestos tomaram conta de suas ruas contra essa política de imigração, repreendidos pela Guarda Nacional com cenas fortes de confrontos.</p>
<p>As próprias universidades estadunidenses, além de terem tido verbas cortadas pelo governo, também foram intimadas a não aceitarem mais estudantes estrangeiros, com as embaixadas ordenadas a não agendarem mais entrevistas de vistos. Harvard foi a instituição que mais se posicionou, publicamente, contra a decisão, uma vez que afetaria cerca de 7 mil de seus estudantes – tendo entrado com uma ação judicial contra o governo e solicitando a suspensão da medida após acusá-la de cometer uma &#8220;violação flagrante&#8221; da lei, ao impedi-la de matricular estudantes estrangeiros.</p>
<p>Todas essas medidas demonstram quanto o atual governo está expulsando seus grandes talentos estrangeiros que, há anos, foram a força motriz para alavancar o país tanto como mão de obra (tendo alavancado suas indústrias e demais serviços), quanto em termos de inovação e tecnologia.</p>
<p>O resultado disso? Podemos ter uma mudança enorme em centro de inteligência e tecnologias que, até então, relacionávamos ao Vale do Silício. Diversas big techs podem migrar para outros países abertos para recebê-las e investir em seus talentos, como a China e demais regiões da Europa – desencadeando um fluxo e evasão de cérebros que, dificilmente, poderá ser revertida a curto e médio prazo.</p>
<p>A própria China, como exemplo, ganhou mais de uma empresa unicórnio por semana em 2023, segundo o Índice Global de Unicórnios 2024. Foram 56 novas startups que valem, ao menos, US$ 1 bilhão dos EUA e, ainda, não listadas em uma bolsa de valores públicas que surgiram na potência asiática durante o ano passado. Imagine, agora, recebendo tantas mentes brilhantes que podem deixar os Estados Unidos em busca de um local que tenham um ambiente de incentivo para continuar estudando e inovando.</p>
<p>É preocupante ver a nação que, antes, reforçava a vinda de mão de obra estrangeira para construir, desenvolver e inovar, expulsando essas pessoas que podem migrar para países que podem se tornar novas referências e polos econômicos internacionais, redefinindo as regras deste grande jogo do comércio. Restam, agora, algumas dúvidas: quem assumirá essa frente inovadora nos EUA? E, quais crises (ou, talvez, oportunidades) essa possível nova dinâmica econômica trará ao resto do mundo?</p>
<p><strong>Alexandre Pierro</strong> é mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>A China decidiu ensinar IA nas escolas. E o Brasil?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 15:49:37 +0000</pubDate>
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<figure id="attachment_41800" aria-describedby="caption-attachment-41800" style="width: 293px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-41800" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/04/FOTO-ASSINATURA-1-.jpg?resize=293%2C313&#038;ssl=1" alt="" width="293" height="313" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/04/FOTO-ASSINATURA-1--scaled.jpg?resize=959%2C1024&amp;ssl=1 959w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/04/FOTO-ASSINATURA-1--scaled.jpg?resize=281%2C300&amp;ssl=1 281w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/04/FOTO-ASSINATURA-1--scaled.jpg?resize=768%2C820&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/04/FOTO-ASSINATURA-1--scaled.jpg?resize=1438%2C1536&amp;ssl=1 1438w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/04/FOTO-ASSINATURA-1--scaled.jpg?resize=1918%2C2048&amp;ssl=1 1918w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/04/FOTO-ASSINATURA-1--scaled.jpg?w=2040&amp;ssl=1 2040w" sizes="(max-width: 293px) 100vw, 293px" /><figcaption id="caption-attachment-41800" class="wp-caption-text">Danilo Konrad. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<h3><i>A China está jogando para ganhar</i></h3>
<div>
<p>Em um movimento estratégico para consolidar sua liderança na indústria de inteligência artificial (IA), o governo chinês anunciou que a educação em IA será integrada ao currículo escolar de Pequim, começando já no ensino fundamental.</p>
<p>O plano entra em vigor no próximo semestre, e as escolas da capital deverão oferecer pelo menos oito horas anuais de ensino sobre IA, seja como disciplina independente ou integrada a outras matérias.</p>
<p>A mensagem é clara: a IA não é apenas uma ferramenta. É um pilar do futuro.</p>
<p>Enquanto isso, no Brasil…</p>
<p>O tema ainda engatinha.</p>
<p>Em fevereiro, o Ministério da Educação organizou um seminário com os países do BRICS para discutir o uso da tecnologia na educação básica. Mas, até agora, temos apenas discussões, sem um plano concreto de implementação.</p>
<p>Enquanto a China prepara sua nova geração para liderar a revolução da IA, no Brasil ainda existe um grande receio – até entre crianças – de que a tecnologia substitua o esforço intelectual.</p>
<p>Mas será que o problema está na ferramenta ou na forma como a utilizamos?</p>
<p>IA: ameaça ou vantagem competitiva?</p>
<p>A inteligência artificial não deve substituir o pensamento crítico, mas sim potencializá-lo.</p>
<p>Os alunos que aprenderem a usar IA desde cedo terão uma vantagem absurda no mercado de trabalho. Saber interagir com algoritmos, interpretar dados e aplicar IA na resolução de problemas será um diferencial tão básico quanto saber usar um computador hoje.</p>
<p>E quem ignorar essa mudança corre um sério risco de ficar para trás.</p>
<p>A pergunta que precisamos responder:</p>
<p>Estamos preparando nossas crianças para serem protagonistas dessa revolução ou apenas espectadores?</p>
<p>A adoção da IA no ensino no Brasil ainda enfrenta desafios de infraestrutura, formação de professores e questões éticas. Mas ignorar essa transformação não é uma opção.</p>
<p>O mundo já está se movendo.</p>
<p>A China, os EUA e a Itália estão avançando.</p>
<p>A questão é: vamos acompanhar ou vamos assistir de fora?</p>
<p>Estamos prontos para essa revolução?</p>
<p><strong>Danilo Konrad</strong> é especialista em crescimento previsível e inovação comercial com foco em B2B e receita recorrente. Ao longo dos últimos anos, atuou junto a centenas de programas que influenciaram milhares de startups e empresas B2B, ajudando a gerar +R$1 bilhão em receita. Atua como CEO da AvançAI Tecnologia, onde auxilia empresas a escalarem unindo Growth Hacking e Inteligência Artificial.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<title>Alunos devem ser incentivados a desenvolver a criatividade com ferramentas virtuais das tecnologias educacionais e estímulos sensoriais da vida analógica</title>
		<link>https://portalcontexto.com.br/alunos-devem-ser-incentivados-a-desenvolver-a-criatividade-com-ferramentas-virtuais-das-tecnologias-educacionais-e-estimulos-sensoriais-da-vida-analogica/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=alunos-devem-ser-incentivados-a-desenvolver-a-criatividade-com-ferramentas-virtuais-das-tecnologias-educacionais-e-estimulos-sensoriais-da-vida-analogica</link>
		
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		<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 10:39:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A criatividade é uma habilidade fundamental para as nossas vidas. Desenvolvê-la traz benefícios para as experiências sociais, profissionais e acadêmicas. A escola é um dos espaços nos quais essa habilidade deve ser incentivada e fortalecida, mas a realidade mostra que ainda precisamos melhorar nesse quesito. Mais da metade dos alunos brasileiros de 15 anos apresenta [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_39684" aria-describedby="caption-attachment-39684" style="width: 302px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-39684" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/08/de56b466-3253-49bc-8a6c-2b5a71bf864f.jpg?resize=302%2C453&#038;ssl=1" alt="" width="302" height="453" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/08/de56b466-3253-49bc-8a6c-2b5a71bf864f.jpg?w=428&amp;ssl=1 428w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/08/de56b466-3253-49bc-8a6c-2b5a71bf864f.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="(max-width: 302px) 100vw, 302px" /><figcaption id="caption-attachment-39684" class="wp-caption-text">Regina Silva. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>A criatividade é uma habilidade fundamental para as nossas vidas. Desenvolvê-la traz benefícios para as experiências sociais, profissionais e acadêmicas. A escola é um dos espaços nos quais essa habilidade deve ser incentivada e fortalecida, mas a realidade mostra que ainda precisamos melhorar nesse quesito. Mais da metade dos alunos brasileiros de 15 anos apresenta limitação no desenvolvimento de pensamento criativo para solucionar problemas.</p>
<p>A triste verdade foi registrada nos resultados do Pisa divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em junho deste ano. Naquele levantamento, vimos com preocupação a notícia de que 54,43% dos jovens atingem aquela idade sem uma capacidade potencial de criação bem desenvolvida. Entre os países membros da OCDE, a média de estudantes na mesma situação é de 33%.</p>
<p>A ausência de estímulo à criatividade tem impactos significativos tanto no aprendizado quanto na vida extracurricular dos alunos. Na escola, a falta de incentivo à criação pode levar o aluno a atitudes passivas e dependentes, o que dificulta a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. Estudantes com menor inspiração podem ter dificuldades em pensar de forma independente e em resolver problemas com autonomia, o que impacta negativamente seu engajamento e no desempenho acadêmico.</p>
<p>Fora dos muros da escola, a criatividade também é fundamental para enfrentar desafios cotidianos. Pessoas com pouco potencial criativo podem encontrar dificuldades para se adaptar a novas situações e para resolver problemas, o que limita as suas oportunidades e, consequentemente, o seu desenvolvimento. Mais do que isso, a falta de criatividade pode afetar habilidades sociais e emocionais, como o relacionamento interpessoal e a comunicação.</p>
<p>A boa notícia é que algumas ferramentas que podem incentivar o aluno a pensar de maneira criativa vêm da tecnologia, assunto no qual as gerações mais novas demonstram interesse e facilidade de uso. Sendo assim, tecnologias educacionais aplicadas em projetos STEAM (acrônimo em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), de cultura maker e de Educação 4.0 proporcionam um ambiente de aprendizado dinâmico e envolvente, reforçando, assim o interesse e a curiosidade.</p>
<p>Vou tomar como exemplo um projeto de robótica: nele, os alunos são desafiados a criar protótipos, a programar, a realizar experimentos e a encontrar soluções únicas. Esse processo exige imaginação constante e a aplicação de conceitos de física, engenharia e arte. A integração dessas habilidades não só estimula a curiosidade, mas promove a inovação – o que é fundamental para a criatividade.</p>
<p>Além disso, o trabalho em equipe é uma característica central dessas abordagens, fazendo com que os alunos percebam os benefícios da colaboração. Compartilhar ideias e soluções em grupo enriquece o repertório dos estudantes e estimula habilidades de criação. É importante notar que, nessas metodologias pedagógicas, o processo construtivo é mais valorizado do que o resultado. O verdadeiro aprendizado e desenvolvimento criativo se dá menos no destino e mais no trajeto, usando uma metáfora para as intervenções e as reformulações que os alunos devem fazer para chegar ao projeto finalizado.</p>
<p>As instituições de ensino têm um papel essencial na promoção do desenvolvimento da criatividade dos alunos. Fomentar o trabalho em grupo, oferecer oportunidades para a exploração de seus interesses e integrar tecnologias que permitam a expressão criativa são estratégias eficazes.</p>
<p>Adotar metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em projetos, é fundamental para que os estudantes possam experimentar e inovar. Atividades práticas que exploram conceitos teóricos na solução de problemas reais proporcionam uma aprendizagem significativa. Essas iniciativas não apenas engajam e motivam os alunos, mas também os incentivam a pensar de forma diferente e a ver novas possibilidades de aplicação dos temas estudados.</p>
<p>Promover a formação continuada de professores para a integração de novas abordagens pedagógicas e tecnologias digitais também tem poder transformador na experiência educacional e potencializa o desenvolvimento de pensamentos &#8216;fora da caixinha&#8217; dos alunos.</p>
<p>Mas as escolas não devem ser as únicas responsáveis por acompanhar o desenvolvimento nas crianças e nos jovens. Familiares e tutores também desempenham um papel vital no estímulo à criatividade. Atividades diárias oferecem muitas oportunidades simples e atraentes para o desenvolvimento do raciocínio imaginativo. Encorajar leituras diversificadas, participar de atividades culturais, promover jogos que envolvam resolução de problemas e incentivar a cultura do &#8220;faça você mesmo&#8221; são outros estímulos que geram bons resultados.</p>
<p>Tecnologias educacionais como Lego Education® e Inventura &#8211; programa de Educação 4.0 com foco em prototipagem e programação &#8211; também têm um impacto profundo no estímulo à criatividade dos estudantes, tanto na escola quanto em sua vida social. Elas oferecem um ambiente propício para o desenvolvimento de habilidades criativas, fundamentais para a adaptação e inovação no mundo contemporâneo. Instituições de ensino e responsáveis por alunos devem continuar a incentivar e a explorar essas ferramentas para preparar os jovens para novos desafios.</p>
<p>O processo, porém, deve mesclar o virtual ao real. O acesso à tecnologia pode ser aproveitado para explorar interesses de maneira criativa e original, mas a combinação da praticidade digital com o estímulo de sentidos da vida real, analógica, abre um vasto universo de possibilidades para a educação, permitindo que os jovens desenvolvam sua criatividade em múltiplas frentes – e a apliquem mundo afora.</p>
<p><strong>Regina Silva</strong> é diretora Pedagógica do Educacional &#8211; Ecossistema de Tecnologia e Inovação, área de negócios da Positivo Tecnologia dedicados à educação</p>
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		<title>Dados não derrubam o preconceito, educação, sim</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jan 2024 10:49:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Veiculada em mídia nacional, recente matéria tratou acerca da negativa de matrícula de pessoas com autismo em escolas. Nela uma mãe inicia um sofrido relato sobre a busca em mais de seis escolas para matricular seu filho. Em cinco delas, recebeu uma resposta negativa. A reportagem menciona a existência de resoluções de conselhos municipais [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37665" aria-describedby="caption-attachment-37665" style="width: 1020px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-37665" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/01/comunidade-multietnica-e-de-deficientes-com-lapis-1.jpg?resize=1020%2C765&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="765" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/01/comunidade-multietnica-e-de-deficientes-com-lapis-1.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/01/comunidade-multietnica-e-de-deficientes-com-lapis-1.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/01/comunidade-multietnica-e-de-deficientes-com-lapis-1.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/01/comunidade-multietnica-e-de-deficientes-com-lapis-1.jpg?w=1067&amp;ssl=1 1067w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-37665" class="wp-caption-text">Imagem: Divulgação</figcaption></figure>
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<p>Veiculada em mídia nacional, recente matéria tratou acerca da negativa de matrícula de pessoas com autismo em escolas. Nela uma mãe inicia um sofrido relato sobre a busca em mais de seis escolas para matricular seu filho. Em cinco delas, recebeu uma resposta negativa.</p>
<p>A reportagem menciona a existência de resoluções de conselhos municipais e estaduais que estariam estipulando limites para as matrículas de pessoas com autismo, o que é francamente contrário ao ordenamento jurídico brasileiro, pois afronta inúmeros institutos jurídicos constitucionais e infraconstitucionais.</p>
<p>Destacamos aqui três pontos para debate: o fundamental direito à educação; os dados estatísticos desta população; e a sobrevivência de um Brasil que sempre achamos que ficou para trás.</p>
<p>Sobre o primeiro ponto é necessário relembrar que, além de constitucionalmente previsto, o Direito à Educação é considerado um direito habilitante na medida em que saber ler e escrever é chave essencial para a cidadania na era da informação, isto é, sem a consecução plena deste direito, muitos dos demais não podem ser acessados. E este direito abarca todos os brasileiros, independentemente de quaisquer características dos indivíduos.</p>
<p>No entanto, ao cruzarmos o reconhecimento deste direito com os dados das mais de 18 milhões de pessoas com deficiência no Brasil (PNAD, 2022), vemos que as taxas de analfabetismo, fundamental incompleto e ensino médio completo são, respectivamente, de 19,5%, 63,3% e 25,6% entre pessoas com deficiência e de 4,1%, 29,9% e 57,7% entre aqueles sem deficiência, escancarando uma grave desigualdade no acesso, permanência e aprendizagem do público autista (que compõe a população com deficiência).</p>
<p>Temos então o terceiro ponto, o de um Brasil fantasiado de inclusivo, de uma democracia social que desconhece limites de raça, credo, condição econômica ou de deficiência. São violências reais e simbólicas que seguem ocorrendo sem desencadear medidas efetivas, até mesmo de quem possui o dever legal de salvaguarda.</p>
<p>Quando não se enfrenta uma violência ela tende a nos assombrar. Ouvir todos os lados precisa ter o condão de apoio social ao respeito. É preciso encontrar soluções para tirar das escolas o vergonhoso véu de exclusão que lhes desonra e valorizar seu lugar primordial na construção de conhecimento e quebra de barreiras.</p>
<p>Pautar a organização da educação inclusiva em estudos técnicos, com práticas baseadas em evidências, capacitação continuada e programas de fomento, com destaque para ampliação do suporte financeiro às escolas públicas e privadas, são pontos primordiais ao debate.</p>
<p>Em cenas do clássico filme “O ovo da serpente” é possível intuir a árvore pela semente e a brutal violência causada pelo preconceito. Ao permitirmos que em rede nacional sejam defendidas ideias excludentes e notoriamente contrárias à legislação, sem que nos levantemos eivados de indignação, em nada nos diferencia daqueles que já defenderam a possibilidade de classificar seres humanos.</p>
<p>Dados não derrubam o preconceito.  Educação sim. Educação para vivermos em um mundo menos ignorante do que este que insiste em nos rodear. A história cobrará seu preço e não haverá meios de expiar esse passado se nossas ações não se modificarem na urgência necessária.</p>
<p>&#8212;</p>
<p><strong>Lucelmo Lacerda*</strong> é doutor em Educação, com Pós-doutorado em Psicologia e pesquisador de Autismo e Inclusão, autor do livro “Crítica à Pseudociência em Educação Especial – Trilhas de uma educação inclusiva baseada em evidências”.</p>
<p><strong>Flávia Marçal*</strong> é advogada, doutora em Sociologia, professora da Universidade Federal Rural da Amazônia e gestora do Grupo Mundo Azul.</p>
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		<title>Aprendizado baseado em projetos incentiva o protagonismo estudantil e pode trazer soluções comunitárias</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Aug 2023 18:10:46 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35526" aria-describedby="caption-attachment-35526" style="width: 299px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-35526" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image004-modified.jpg?resize=299%2C448&#038;ssl=1" alt="" width="299" height="448" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image004-modified.jpg?w=429&amp;ssl=1 429w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image004-modified.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="(max-width: 299px) 100vw, 299px" /><figcaption id="caption-attachment-35526" class="wp-caption-text">Regina Silva. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p style="font-weight: 400;">As metodologias ativas de aprendizagem buscam incentivar os estudantes a se tornarem protagonistas em suas caminhadas educacionais. Diversas abordagens podem ser utilizadas com esse objetivo, dentro e fora da sala de aula. Gosto de destacar a aprendizagem baseada em projetos (ABP), que desafia os estudantes a atuarem de forma colaborativa para solucionar um problema real com a possibilidade de aprendizado do conteúdo abordado de forma prática – que pode ser proposta e adotada por meio de planos de aula personalizados, por exemplo.</p>
<p style="font-weight: 400;">As primeiras menções à ABP no Brasil apareceram nas obras traduzidas por Anísio Teixeira, famoso educador da década de 1930. Mas este método foi desenvolvido ao longo dos anos por diversos autores que se basearam nas ideias pioneiras do filósofo e pedagogo norte-americano John Dewey.</p>
<p style="font-weight: 400;">Na ABP, os alunos têm o poder de escolha sobre o projeto que será trabalhado por seu grupo, assim como sobre os métodos que serão utilizados em seu desenvolvimento, sempre apoiados na premissa do protagonismo. Esses estudantes são incentivados a realizar ações lançando mão da investigação dos fatos e da organização de suas tarefas com autonomia. Sempre de uma maneira empolgante e inovadora! Já o professor age como orientador e facilitador, estimulando o pensamento. Como possíveis resultados, destaco soluções e oferecer melhorias que podem ser aplicadas às próprias comunidades em que esses alunos e professores estão inseridos.</p>
<p style="font-weight: 400;">Ao meu ver, outra vantagem é que a metodologia pode ser empregada no âmbito de qualquer componente curricular e em qualquer ano escolar, de maneira interdisciplinar, por envolver diversas áreas de conhecimento, como Linguagens, Matemática e Ciências da Natureza. Com isso, a metodologia ABP contribui para o trabalho em equipe e estímulo ao senso de investigação e curiosidade, algumas das competências estipuladas pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular)</p>
<p style="font-weight: 400;">Já a participação da coordenadoria pedagógica é primordial para alinhar objetivos, verificar a disponibilidade de recursos e para definir as etapas de execução do projeto. Essa integração entre alunos e docentes é fundamental para a execução do programa, assim como o apoio à escolha do tema ou da questão-problema inicial, momento que demanda criatividade e estímulo do professor. A opção da tese a ser investigada deve também levar em conta a disponibilidade de cenários e de recursos, e, atualmente, existem diversas alternativas com materiais e ferramentas para a aplicação desta metodologia, incluindo a compra ou a locação de kits para tornar os trabalhos mais lúdicos e instigantes.</p>
<p style="font-weight: 400;">As novas gerações têm maior facilidade de aprendizado quando envolvemos dinâmicas e ações que saem do ensino tradicional e fortalecem a integração entre as áreas de conhecimento para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares. As novidades costumam ser recebidas por esses jovens com naturalidade e animação, e para conquistar sua atenção, interesse e engajamento é preciso que a educação seja vivenciada em um sentido amplo, fortalecendo o vínculo entre todas as partes e oferecendo oportunidades que propiciem um ambiente pedagógico de colaboração. Incentivando o protagonismo estudantil, os resultados poderão ser vistos não apenas na sala de aula, mas na sociedade em que vivemos.</p>
<p><strong>Regina Silva</strong> é diretora Pedagógica do Educacional &#8211; Ecossistema de Tecnologia e Inovação, área de negócios da Positivo Tecnologia dedicados à educação.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Da ficção para a sala de aula</title>
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		<pubDate>Thu, 18 May 2023 09:15:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O campo da ciência que estuda o processo de aprendizagem das máquinas executando atividades humanas, conhecido como inteligência artificial e pela sigla IA, nunca esteve tão inserido no dia a dia das pessoas. Hoje ela está em inúmeras soluções, nos aplicativos, em apps de trânsito, nas câmeras de vigilância e, dentre outros, no reconhecimento facial. [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34048" aria-describedby="caption-attachment-34048" style="width: 287px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-34048" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Lorenzo-Tessari-foto-divulgacao-modified.jpg?resize=287%2C431&#038;ssl=1" alt="" width="287" height="431" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Lorenzo-Tessari-foto-divulgacao-modified.jpg?w=683&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Lorenzo-Tessari-foto-divulgacao-modified.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="(max-width: 287px) 100vw, 287px" /><figcaption id="caption-attachment-34048" class="wp-caption-text">Lorenzo Tessari. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<div>
<p>O campo da ciência que estuda o processo de aprendizagem das máquinas executando atividades humanas, conhecido como inteligência artificial e pela sigla IA, nunca esteve tão inserido no dia a dia das pessoas. Hoje ela está em inúmeras soluções, nos aplicativos, em apps de trânsito, nas câmeras de vigilância e, dentre outros, no reconhecimento facial. A <strong>inteligência artificial</strong> se faz presente também nas escolas, um  desafio para professores na forma de agregá-la ao processo de ensino.</p>
<p>Assim como toda tecnologia, a IA vem para facilitar a realização de tarefas, e aí pode estar o primeiro alerta, sobre o uso de assistentes virtuais, como o ChatGPT. Com a notoriedade e a repercussão dos benefícios desta ferramenta, a novidade atraiu, em pouco tempo, a atenção de muitos estudantes, sendo hoje algo difícil de projetar o seu uso em sala de aula.</p>
<p>Diante desse cenário, é preciso criar regras que contribuam para que a inteligência artificial se torne um aliado no processo de aprendizagem, algo benéfico para alunos e professores. Pois utilizada de maneira inadequada pode até mesmo prejudicar a formação intelectual e social do indivíduo. As novas tecnologias devem atuar no ambiente escolar como meio de  estímulo à atividade e ao esforço cognitivo dos estudantes.</p>
<p>Nossos educadores têm um dilema pela frente, de um lado o desafio de lidar com novas tecnologias e do outro seus benefícios. Dentre os maus usos da IA, destacamos a lição de casa, no qual os trabalhos de pesquisa a um clique por meio do ChatGPT, intensificam o aprendizado passivo do aluno, que recebe a informação sem processá-la. Contudo, a ferramenta não deve ser entendida como oráculo, uma  verdade absoluta. O sistema tem como finalidade interagir com seres humanos fornecendo respostas e soluções para determinada dúvida. Logo, a ferramenta reúne um banco de dados, que pode trazer informações incorretas, desatualizadas e enviesadas. Como é sabido, sarcasmo e ironia ainda não são compreendidos pela inteligência artificial. E por fim, é relevante citar que o mau uso pode implicar em plágio e direitos autorais.</p>
<p>Contudo, quando adotada de forma adequada a inteligência artificial é capaz de transformar o sistema de ensino. Por meio da IA será possível realizar um trabalho personalizado e agregar maior eficiência ao professor, assim como um maior apoio nas atividades de avaliação e acesso a recursos educacionais adicionais. Dentre eles, o reforço na aprendizagem, no qual o professor revisa conceitos e apresenta informações relacionadas ao tema da aula, bem como na elaboração de listas de exercícios e a criação de roteiros de aulas.</p>
<p>Outra aplicação é como chatbots educacionais no processo de aprendizagem para tornar as aulas mais interativas e ensinar alfabetização midiática aos alunos. Temos como um dos principais exemplos o Khanmigo, da empresa Khan Academy, nela os alunos aprendem a resolver problemas e os conceitos por trás deles, estimulando assim o raciocínio durante a interação.</p>
<p>A interação com ChatGPT em outra língua pode reforçar a prática de aprendizagem na hora de aprender outro idioma. Análises de feedbacks e sugestão de insights sobre uma base de dados, tanto qualitativa quanto quantitativa, podem fornecer melhorias consideráveis no trabalho do profissional de educação, assim como criar atividades interdisciplinares é uma das formas de trabalhar os conteúdos de maneira mais atual, e isso pode ser desenvolvido em colaboração com a IA.</p>
<p>Fato é que o ChatGPT popularizou a inteligência artificial. Uma das preocupações relativas às novas tecnologias é o descompasso entre a rápida evolução delas e a capacidade de debater as consequências sociais, éticas, econômicas que elas causam. Trata-se de algo novo, é natural causar certo estranhamento muitas vezes por desconhecimento, mas  posteriormente, novas nuances são apresentadas e conseguimos trabalhar com elas.</p>
<p>Logo, restringir ou limitar o acesso é algo que está fora de questão, isso seria lutar contra a evolução tecnológica. Acredito que devemos ensinar nossos alunos a fazer a IA pensar com eles, não para eles. O mundo está mudando e precisamos preparar  nossos alunos. Os avanços tecnológicos continuam, mas é fundamental o debate e o acesso a todos.</p>
<p><strong>Lorenzo Tessari</strong> é Chief Operating Officer (COO) da <a href="https://gamaensino.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Gama Ensino</a>, startup de tecnologia desenvolvedora de um algoritmo proprietário que identifica os gaps de aprendizado dos alunos para o direcionamento dos seus estudos.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>ChatGPT: E as cópias, como ficam?</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 15:39:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ChatGPT é febre, um poderoso robô, pertencente à empresa OpenAI, dotado de inteligência artificial para o processamento de linguagem natural (PLN). Mesmo em fase experimental, a inovação está aberta para qualquer pessoa que tenha interesse e, a cada dia, ela ganha mais adeptos em busca de respostas rápidas para as suas perguntas. Mas, com [...]</p>
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<p>O ChatGPT é febre, um poderoso robô, pertencente à empresa OpenAI, dotado de inteligência artificial para o processamento de linguagem natural (PLN). Mesmo em fase experimental, a inovação está aberta para qualquer pessoa que tenha interesse e, a cada dia, ela ganha mais adeptos em busca de respostas rápidas para as suas perguntas.</p>
<p>Mas, com tanta liberdade, como ficam os plágios? Há regras?</p>
<p>No Código Penal, o plágio está especificado como um crime de direito autoral no art. 184, com pena de detenção de três meses a um ano, ou multa. Então, no que tange ao ChatGPT, a pergunta que não quer calar é: quando a cópia é gerada por algo em vez de alguém, isso é ou não uma violação de direitos?</p>
<p>Toda vez que uma tecnologia promete alterar o processo de ensino e aprendizagem, ela tira as pessoas da “zona de conforto” e demanda uma discussão a respeito do assunto, o que, a meu ver, é super saudável.</p>
<p>O ChatGPT é uma ferramenta que pode ser usada para o bem, ou para o mal. Por isso, entendo que seja papel das pessoas, especialmente dos educadores e legisladores, a promoção de políticas que inibam o uso indevido dessas tecnologias, que podem ferir leis ou atrapalhar o processo de aprendizagem. O uso excessivo e indiscriminado da solução para fazer uma lição de casa ou uma redação pode atrapalhar o desenvolvimento criativo dos estudantes.</p>
<p>No entanto, olhando pelo lado positivo, o ChatGPT pode ser usado pelos alunos para acelerar e enriquecer o processo de pesquisa, exercitar a prática de perguntas incrementais dentro de um contexto e, para o lado dos professores, ajudar a automatizar tarefas repetitivas, como corrigir gramática, por exemplo.</p>
<p>O uso da inteligência artificial não permite apenas a instrumentalização do ensino. Pelo contrário: trata-se de uma matéria a ser estudada e exercitada, afinal, muitos empregos vão surgir a partir do uso e da disseminação dessa tecnologia. Diante disso, entendo que disciplinas sobre o assunto deveriam começar a fazer parte do currículo básico das instituições de ensino, tanto em escolas públicas como privadas, como programação ou desenvolvimento de softwares, não limitadas apenas a profissionais da área de tecnologia. Trata-se de uma incumbência cada vez mais presente em outras áreas, como marketing e vendas.</p>
<p>Assim como as escolas, as empresas já começaram a surfar a onda do ChatGPT, que lançou sua versão paga e chega na sua versão 4, muito mais poderosa que a anterior. Mas, apesar dos esforços despendidos, o risco de plágio ainda é grande, uma vez que a ferramenta até o momento não acrescenta nas respostas as devidas fontes da informação extraída. Além dessa desvantagem, a checagem da veracidade da informação fica mais difícil e isso precisa ser melhorado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://br.linkedin.com/in/filipegbento"><strong>Filipe Bento</strong></a> é CEO da BR 24.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Como combater o Burnout no ecossistema escolar?</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 09:15:36 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-33208 alignleft" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-modified.jpg?resize=300%2C259&#038;ssl=1" alt="burnout" width="300" height="259" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-modified.jpg?w=600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-modified.jpg?resize=300%2C259&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p dir="ltr">Em 1999, o Ministério da Saúde classificou a<a href="https://portalcontexto.com.br/?s=burnout"><strong> Síndrome de Burnout</strong></a> na lista de doenças relacionadas ao trabalho. No começo do ano passado, esse movimento foi repetido, porém desta vez em escala global, já que a Organização Mundial de Saúde também adicionou a enfermidade como um problema atrelado às tarefas ocupacionais. Reconhecida por se tratar de um estado de exaustão crônica, o distúrbio ocorre, principalmente, após períodos prolongados de estresse e costuma desencadear entre profissionais que lidam com altas responsabilidades e pressão.</p>
<p dir="ltr">Hoje os professores acabam sendo um exemplo bastante recorrente e vulnerável à essa patologia, principalmente devido à natureza exigente de trabalho, ao estresse de cuidar dos estudantes e à fadiga social relacionada às atividades na área educacional.</p>
<p dir="ltr">Como se as próprias exigências profissionais já não fossem o bastante, não são raros levantamentos que apontam que educadores precisam lidar com condições de trabalho problemáticas, como número elevado de estudantes, cargas de trabalho extenuantes, conflitos com alunos ou até mesmo com as famílias, que muitas vezes exigem ambiguidade de papel de educador e cuidador.</p>
<p dir="ltr">Não à toa, um estudo conduzido pela Revista Brasileira de Medicina do Trabalho com professores da rede pública indicou que 70,13% dos profissionais apresentavam sintomas de burnout. Dentre eles, 85% sentiam-se ameaçados em sala de aula, enquanto 44% cumpriam uma jornada de trabalho superior a 60 horas semanais. Além dos números alarmantes, a pesquisa constatou que o alto índice da doença entre os educadores se dá pelo medo da violência no ambiente escolar, além da jornada excessiva, os baixos salários e a falta de suporte, recursos e reconhecimento pelo seu trabalho.</p>
<p dir="ltr">A somatória de todos esses fatores acaba gerando um enorme estresse ao cotidiano desses profissionais, afetando também diretamente a sua qualidade de vida. Problemas como esgotamento mental, cansaço físico, dificuldade de concentração, insônia, além de distúrbios de memória e irritabilidade são alguns dos sintomas mais comuns do burnout. Vale dizer ainda que o esgotamento mental no caso dos educadores gera consequências importantes na própria qualidade do ensino, tornando o impacto desse problema ainda mais grave.</p>
<p dir="ltr">Outro ponto que não pode ser ignorado nesse contexto é a pandemia, que acabou trazendo novos desafios para a classe, principalmente sobre a necessidade de adaptação ao ensino remoto de maneira atropelada. Isso, sem dúvida, ampliou os níveis de estresse e ansiedade entre os professores. Mais do que isso, os docentes tiveram que lidar ainda com toda a incerteza do cenário e, é claro, com o próprio medo dele ou algum parente próximo se adoecer. Diante desse contexto, não é de se espantar o resultado apontado por uma pesquisa feita pela Nova Escola mostrando que 72% dos educadores tiveram a saúde mental afetada durante o período mais crítico do novo coronavírus.</p>
<p dir="ltr">Muito embora a síndrome do burnout não apresente uma cura específica, existe tratamento e, sobretudo, prevenção. O foco nesse sentido passa muitas vezes pela aproximação dos gestores com o objetivo de criar ferramentas e suporte para que os educadores consigam atuar em melhores condições. Atitudes simples que visem uma melhor divisão de tarefas, a fim de evitar o acúmulo de funções e preservar a jornada de trabalho, além do reconhecimento profissional já são passos importantes para assegurar o aumento da motivação e bem-estar emocional dos professores e, assim, evitar os sintomas mais comuns da doença.</p>
<p dir="ltr">O burnout é uma questão séria que deve ser mitigada com afinco pelos gestores escolares. Afinal, o problema afeta tanto a saúde física e mental dos profissionais envolvidos, quanto pontos ligados ao ambiente educacional, como a qualidade do ensino e a retenção de educadores. Por isso, é importante que as instituições reconheçam esses sinais de esgotamento e busquem ferramentas que os ajudem a lidar com o estresse e a prática do autocuidado. Afinal, zelar por quem será o responsável pela educação de nossas crianças e jovens, é cuidar do futuro do país.</p>
<p dir="ltr"><strong>Rossandro Klinjey</strong> é embaixador e co-fundador da <a href="https://sejaeduca.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://sejaeduca.com.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1679580082535000&amp;usg=AOvVaw0FtpJDUp0LFkex8ZLyC_aa">Educa</a>. Autor de diversos livros e psicólogo com mestrado em saúde coletiva, professor de pós-graduação da Unicamp e PUCRS, o empreendedor é um dos nomes mais relevantes no segmento de saúde mental e desenvolvimento humano no Brasil.</p>
<p dir="ltr"><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Volta às aulas: será que o propósito das férias escolares foi cumprido?</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2023 09:15:21 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32236" aria-describedby="caption-attachment-32236" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-32236 " src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified.jpg?resize=300%2C450&#038;ssl=1" alt="aulas" width="300" height="450" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?resize=768%2C1152&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?resize=1024%2C1536&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?resize=1365%2C2048&amp;ssl=1 1365w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?w=1707&amp;ssl=1 1707w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-32236" class="wp-caption-text">Helen Mavichian. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
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<p>Fim de férias escolares e os seus filhos estão ansiosos pela <strong>volta às aulas</strong>? Que tal você, pai ou mãe de crianças e adolescentes, aproveitar este momento para fazer uma breve retrospectiva das últimas semanas e ver se os seus filhos cumpriram o <strong>verdadeiro</strong> propósito das férias?</p>
<p>Esse período de descanso, em pleno verão, é mais do que somente uma trégua das aulas e atividades curriculares. É uma fase de curtição, um momento para fazer com que as crianças descansem a mente, recarreguem as energias, fortaleçam os laços familiares e também aprendam a lidar com o tédio, o tempo ocioso.</p>
<p>A rotina escolar com certeza é benéfica para estimular a responsabilidade, as relações sociais e <a href="https://blog.mylifesocioemocional.com.br/protagonismo/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://blog.mylifesocioemocional.com.br/protagonismo/&amp;source=gmail&amp;ust=1675176701050000&amp;usg=AOvVaw1wC8apmx86wUxuHDvDFV1t">autonomia</a> nas crianças, mas também é fundamental dar uma pausa nos horários rígidos, nos estudos e nas atividades escolares e extracurriculares. As crianças também sofrem com o estresse e a pressão durante o ano letivo, assim como os adultos. Essa pausa faz bem para a saúde mental dos pequenos, contribui para o descanso e permite que crianças e adolescentes tenham o privilégio de dar um respiro maior.</p>
<p>As férias contribuem também para proporcionar momentos memoráveis em família e reforçar os vínculos afetivos, especialmente para aquelas crianças que frequentam a escola em período integral ou que têm uma agenda lotada com atividades extracurriculares durante o ano. É por meio das brincadeiras que elas elaboram sentimentos, desenvolvem estratégias para enfrentar situações desafiadoras, constroem sua autonomia e aprimoram seu relacionamento com o outro.</p>
<p>As viagens, passeios, conversas e atividades em espaços como parques servem para aproximar e fortalecer o vínculo familiar. É importante que os pais e filhos aproveitem juntos o período de férias, porém, <strong>nem sempre as férias de trabalho dos pais coincidem com o período de férias escolares e gera uma angústia de deixar os filhos em casa com pouca diversão, enquanto os pais trabalham em home office ou no modelo híbrido. </strong></p>
<p>Mas, não necessariamente <strong>os pais devem se sentir culpados por isso</strong>. Deixar os filhos um pouco quietos enquanto trabalham pode ser até benéfico para a saúde mental deles.  É isso mesmo que você leu<strong>. Algumas crianças e adolescentes são muito ativos e nem sempre sabem lidar com o tédio, porém, esses dias de calmaria também são importantes. </strong></p>
<p>O tédio é importante na vida da criança, mas, por muitas vezes, os pais e responsáveis se preocupam demais em manter os filhos repletos de atividades, sejam elas escolares ou até extracurriculares, como esportes, aulas de reforço, idiomas, natação e afins. Eles esquecem ou não sabem que o momento do ócio também é necessário para o desenvolvimento dos filhos.</p>
<p>Quando os filhos estão entediados ou não possuem uma companhia para brincar, são naturalmente estimulados a usar a imaginação para encontrar meios de se divertirem ou mesmo soltar a imaginação e os pensamentos. Isso permite que a curiosidade os faça inventar brincadeiras e conhecer coisas novas, tomando a iniciativa de se distrair e curtir a própria companhia.</p>
<p>O tempo ocioso auxilia na formação de habilidades como a criatividade e a inovação, características essenciais para toda a vida. A infância e a adolescência são fases intensas de desenvolvimento e possuem necessidades cognitivas de descobrir, investigar, tocar com as próprias mãos e explorar novos territórios. Só que, em meio a tantas atividades durante o ano letivo, as crianças e os adolescentes desaprendem a lidar com o &#8220;não fazer nada&#8221;. Ficam inquietas, sofrem de ansiedade e limitam o próprio potencial de viver situações diferentes. Querem estar ocupadas com atividades ou optam por se distrair por horas no celular.</p>
<p>Por que estou enfatizando isso? Para te lembrar que o tempo das crianças não precisa sempre ser preenchido integralmente com atividades, nem nas férias, nem durante o período escolar. Deixá-las aprender a lidar com o ócio às vezes é bom e necessário. Às vezes é importante deixá-las quietas para que aprendam a desacelerar um pouco. Deixe-os com algumas tardes livres, se estudam pela manhã. Ou vice-versa. Faz bem para o desenvolvimento e para a saúde mental deles. Acredite.</p>
<p><a href="https://helenpsicologa.com.br/"><strong>Helen Mavichian</strong></a> é psicoterapeuta especializada em crianças e adolescentes e Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É graduada em Psicologia, com especialização em Psicopedagogia. Pesquisadora do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Possui experiência na área de Psicologia, com ênfase em neuropsicologia e avaliação de leitura e escrita.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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