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	<title>Arquivos Luto - Portal Contexto</title>
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	<title>Arquivos Luto - Portal Contexto</title>
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		<title>A Luta do Luto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Robson Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Nov 2020 12:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bastidores de Você]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olá, amigos leitores da coluna “Bastidores de Você”. No texto de hoje escrevo sobre o Luto, seu papel em nossas vidas, os motivos para a sua existência. Tentarei, dentro do possível, trazer um certo sentido a essa dor que cada um de nós vive ou em algum momento já viveu. Antes de mais nada, quero [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-7385 size-medium" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Arte-de-Capa-da-Coluna-Robson-1.png?resize=300%2C300&#038;ssl=1" alt="Luto" width="300" height="300" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Arte-de-Capa-da-Coluna-Robson-1.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Arte-de-Capa-da-Coluna-Robson-1.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Arte-de-Capa-da-Coluna-Robson-1.png?w=400&amp;ssl=1 400w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Olá, amigos leitores da coluna “Bastidores de Você”. No texto de hoje escrevo sobre o Luto, seu papel em nossas vidas, os motivos para a sua existência. Tentarei, dentro do possível, trazer um certo sentido a essa dor que cada um de nós vive ou em algum momento já viveu.</p>
<p>Antes de mais nada, quero fazer aqui um alerta, o luto não nos atinge somente quando perdemos alguém por conta da morte. Aliás este é nosso primeiro engano, pois o luto se apresenta todas as vezes que perdemos algo que nos é muito importante. Assim, podemos sentir o enlutamento quando há uma perda de emprego, a perda de um animal doméstico, um relacionamento que termina de forma abrupta, uma amizade traída, enfim, em todos os momentos que algo que existia passa a não mais existir.</p>
<p>Então, o que seria o luto? A melhor definição que posso lhe dar é que ele consiste no tempo necessário para nossas mentes compreenderem aquilo que nosso coração já sente.</p>
<p>Assim, meus caros, é possível vivenciar o luto mesmo quando aquele objeto importante ainda não se foi definitivamente. Sabe aquele momento, em um relacionamento, que você sente que o amor acabou, mas ainda assim continua lutando para manter a situação? Isso não passa deste processo.</p>
<p>Aliás, é interessante a palavra luto, pois se de um lado ela pode ser um substantivo, por outro ela pode ser verbo, a primeira pessoa do singular do verbo lutar. Eu luto.</p>
<p>Isso nos descortina a primeira realidade, que o luto é um sentimento que temos que entender solitariamente. Não estou dizendo que nenhuma ajuda neste momento possa ocorrer, estou afirmando que o manejo do luto é uma experiência individual e cada um o fará de uma dada forma, bem como a experiência do luto em cada momento da vida de uma pessoa será diferente.</p>
<p>O luto tem uma força especial dentro de nós porque sabemos que aquele objeto perdido nunca mais vai retornar e essa é a nossa grande angústia, pois também nos revela a impotência diante de alguns fatores da vida.</p>
<p>Para<strong> Freud</strong>, o luto se caracteriza como um processo em que a pessoa sente uma tristeza profunda, donde seu desejo da pessoa é o de se afastar das atividades que não estejam atadas aos pensamentos sobre o objeto perdido. Isso faz com que a pessoa perca o interesse pelo mundo externo e a incapacidade de substituição com a adoção de um novo objeto de amor (FREUD, 1915).</p>
<p>Isto significa que no processo de luto, após a perda do objeto amado, toda carga de afeto que depositávamos naquele objeto fica sem um alvo para receber essa quantidade de energia psíquica, criando em nosso psiquismo um desbalanço. O processo de enlutamento é justamente o caminho do desinvestimento afetivo naquele objeto, para que se possa dar novo destino a essa quantidade de afeto.</p>
<p><strong>Leon Tolstói</strong> já dizia que “apenas as pessoas que são capazes de amar fortemente podem sofrer grande tristeza, mas esta mesma necessidade de amar serve para neutralizar a sua dor e curar”.</p>
<p>Viver o luto é uma importante etapa na vida, pois uma boa resolução deste momento trará para a pessoa mais estabilidade no futuro. Assim, para cada objeto perdido, o luto perdurará por um determinado tempo, por exemplo, a perda de uma mãe, a pessoa experimentará o luto, em média por dois anos.</p>
<p><strong>Elizabeth Kübler-Ross</strong> escreveu um livro onde ela descreve sobre o luto. Nesta nesta obra a autora afirma, com toda a razão, que o processo de enlutamento pode ser divido em etapas e que devem ser vividas sem qualquer tentativa de repressão, pois isso poderá causar mais danos psíquicos à pessoa. Uma “saída repentina” certamente no futuro irá cobrar o preço.</p>
<p>Em um primeiro momento ocorre a negação, onde a pessoa, como forma de se manter sólida, inconscientemente nega a existência daquele evento. No popular, “a ficha ainda não caiu”, ou seja, o evento está diante da pessoa mas ela mesmo reconhecendo o fato em si, seu inconsciente não aceita a realidade. É como se o corpo continuasse emanando aquela energia que descrevi acima e não percebesse que o alvo do investimento não mais estivesse ali.</p>
<p>Em um segundo momento surge um sentimento de raiva, pois a pessoa passa a se sentir injustiçada pela vida, neste momento, como um desdobramento da negação, o inconsciente da pessoa provoca a raiva como se cobrasse da vida a presença daquele objeto de afeto.</p>
<p>Na terceira etapa vem o processo de barganha, onde o inconsciente percebendo que não é mais possível a existência do objeto pelas vias usuais, passa a negociar saídas psíquicas mais producentes. A pessoa começa a buscar saídas psíquicas, criando “soluções mágicas” para uma tentativa de retorno daquele objeto perdido definitivamente. É muito comum nesses momentos haver o recurso de meios místicos como busca de preservação daquele objeto, como por exemplo, a busca de um “milagre”.</p>
<p>O quarto estágio, mais difícil de se lidar, é a fase depressiva, onde a pessoa percebe efetivamente que o objeto se perdeu definitivamente, jogando-a em um vale onde não há outra saída que não seja o repensar a vida. Neste momento, a pessoa se volta para si mesma, passa a sentir-se solitária e a dor é sofrida intensamente, pois torna-se constante.</p>
<p>Finalmente temos o último momento do enlutamento, quando, depois que a pessoa se fechou, consegue ressignificar as questões de sua vida, ela entra na fase final do processo, onde passa a aceitar o que ocorreu. Neste momento, a saudade que existe perde a marca da dor, ela passa a ser constituída de boas e agradáveis lembranças. Isso vai permitir que a pessoa passe a se reorganizar e viver de um modo mais tranquilo.</p>
<p>Quero finalizar o texto lembrando que a experiência do luto é somente sua e será única, a cada situação de sua vida. O importante é você saber que é um fato normal da vida. Não estamos dizendo que não vai doer. Junto com a perda vem sempre a dor, entender o processo não significa que ele não ocorrerá, pelo contrário, compreender o enlutamento pode dar uma dimensão para que você não lute contra a existência dele, pelo contrário, faz com que você passe melhor pelo processo.</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/espaco_wortel/"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignleft wp-image-3043 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Cuidado-integral.png?resize=400%2C200&#038;ssl=1" alt="" width="400" height="200" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Cuidado-integral.png?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Cuidado-integral.png?resize=300%2C150&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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