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Surfe terá menos vagas olímpicas via WSL nos Jogos de Los Angeles 2028

Gabriel Medina. Foto: Brent Bielmann/WSL

A Associação Internacional de Surfe (ISA) anunciou nesta sexta-feira (20) a nova distribuição de vagas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A principal mudança é a redução do peso da Liga Mundial de Surfe (WSL) no processo classificatório.

Nos Jogos de Tóquio 2021 e de Paris 2024, o circuito mundial de elite classificou oito mulheres e dez homens. Para Los Angeles, serão apenas dez vagas no total destinadas ao ranking da WSL — cinco no masculino e cinco no feminino — com limite de um atleta por país. A lista será fechada em meados de junho de 2028, cerca de um mês antes do início da Olimpíada.

Pelo modelo anterior, os dez primeiros colocados garantiam vaga, respeitando o limite de dois atletas por país. No cenário atual, apenas o melhor surfista de cada nação dentro do top-5 poderá se classificar via WSL.

No ano passado, o top-5 masculino contou com dois brasileiros: Yago Dora, campeão do circuito, e Ítalo Ferreira, quarto colocado. No formato que vigorou até Paris, ambos estariam classificados. Com a nova regra, apenas Yago garantiria vaga olímpica pelo ranking da WSL.

ISA amplia vagas via eventos próprios

Enquanto reduz o peso da WSL, a ISA ampliou o número de vagas distribuídas por meio dos seus próprios eventos. Os Jogos Mundiais de Surfe de 2028 destinarão dez vagas por gênero à Olimpíada, também limitadas a uma por país.

Além disso, os países com melhor desempenho nas edições de 2026 e 2027 dos Jogos Mundiais receberão vagas extras.

Em Paris, os Jogos Mundiais do ano olímpico concederam sete vagas por gênero — seis individuais e uma para o país com melhor resultado geral. O Brasil foi beneficiado por esse critério nos dois naipes, terminando como a nação com mais representantes, com seis atletas (três homens e três mulheres).

Caminhos para Los Angeles 2028

Além da WSL e dos Jogos Mundiais, a classificação olímpica contará com:

No caso do Brasil, os Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, no Peru, serão classificatórios: o campeão garantirá vaga direta em Los Angeles.

Brasil é o país mais medalhado no surfe olímpico

O Brasil lidera o quadro de medalhas olímpicas do surfe desde a estreia da modalidade nos Jogos. Em Tóquio 2021, Ítalo Ferreira conquistou o primeiro ouro da história do esporte. Em Paris 2024, Gabriel Medina garantiu o bronze no masculino, enquanto Tatiana Weston-Webb ficou com a prata no feminino.

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