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	<title>Arquivos Saúde - Portal Contexto</title>
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	<title>Arquivos Saúde - Portal Contexto</title>
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		<title>Doenças cardiovasculares: hábitos do dia a dia que prejudicam o coração e como mudar a rotina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Larissa Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 19:48:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os números também são preocupantes: ocorrem entre 300 mil e 400 mil infartos todos os anos, e mais de 2 milhões de brasileiros convivem com insuficiência cardíaca, de acordo com o Ministério da [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_41591" aria-describedby="caption-attachment-41591" style="width: 1000px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-41591" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2149040257-1.jpg?resize=1000%2C667&#038;ssl=1" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2149040257-1.jpg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2149040257-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2149040257-1.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption id="caption-attachment-41591" class="wp-caption-text"><a href="https://br.freepik.com/fotos-gratis/estudante-de-medicina-praticando-em-um-hospital_16408926.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=17&amp;uuid=4cbd1aad-455e-4255-9103-4348740d469a&amp;query=pesquisa+de+cardiologia">Imagem de freepik</a></figcaption></figure>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os números também são preocupantes: ocorrem entre </span><span class="">300 mil e 400 mil infartos</span><span class=""> todos os anos, e mais de </span><span class="">2 milhões de brasileiros</span><span class=""> convivem com insuficiência cardíaca, de acordo com o Ministério da Saúde.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">O alto índice está associado ao estilo de vida atual. &#8220;Vários hábitos do dia a dia podem aumentar o risco cardiovascular. Entre os principais estão o sedentarismo e a alimentação rica em sal, açúcar, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados&#8221;, alerta Kely Cruz, médica cardiologista do AmorSaúde.</span></p>
<h4><span class="">Hábitos que prejudicam o coração</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Além do sedentarismo, que causa perda de condicionamento físico e torna as artérias menos elásticas, outros comportamentos do cotidiano afetam a saúde do coração:</span></p>
<ul>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Excesso de peso</span></strong><span class="">: favorece a resistência à insulina, o aumento da pressão arterial e a piora do colesterol, fazendo o coração se esforçar mais para bombear o sangue.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Má alimentação</span></strong><span class="">: ultraprocessados têm maior quantidade de sódio, açúcares e gorduras, o que aumenta o colesterol e eleva a pressão. Além disso, substituem alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Tabagismo</span></strong><span class="">: o cigarro lesa o revestimento interno das artérias, aumenta a inflamação e favorece a formação de placas de gordura e coágulos. O risco também se aplica aos cigarros eletrônicos.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Consumo excessivo de álcool</span></strong><span class="">: pode aumentar a pressão arterial, favorecer arritmias, ganho de peso e, em algumas situações, enfraquecer o músculo cardíaco.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Poucas horas de sono</span></strong><span class="">: sono de má qualidade está relacionado a maior risco de hipertensão, alterações metabólicas e pior controle da glicose. Distúrbios como apneia obstrutiva do sono também contribuem.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Estresse crônico</span></strong><span class="">: provoca ativação persistente de hormônios que aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, além de levar a piora do sono, da alimentação e ao aumento do consumo de cigarro e álcool.</span></p>
</li>
</ul>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">A médica explica que as doenças cardíacas geralmente não decorrem de um único fator, mas de uma combinação de múltiplos. &#8220;A hipertensão, o aumento do colesterol, o diabetes, a obesidade e a inflamação dos vasos sanguíneos são doenças silenciosas e que ocorrem em conjunto em muitos pacientes&#8221;, afirma.</span></p>
<h4><span class="">Como mudar a rotina</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">&#8220;O exercício regular tem efeito protetor porque contribui para o controle da pressão, do peso, da glicemia e dos níveis de gordura no sangue, além de melhorar a capacidade cardiorrespiratória&#8221;, resume Kely. Para a maioria dos adultos, </span><span class="">150 minutos de atividade física moderada por semana</span><span class=""> ou </span><span class="">75 minutos de atividade mais intensa</span><span class="">, além de exercícios de fortalecimento muscular, são suficientes para manter a saúde.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">A alimentação também é fundamental. &#8220;O padrão alimentar mais favorável ao coração é aquele baseado em frutas, verduras, legumes, feijão, cereais integrais, castanhas, sementes, peixes e outras fontes adequadas de proteína, priorizando alimentos minimamente processados&#8221;, descreve a médica.</span></p>
<h4><span class="">A importância dos exames</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">O cuidado cardiovascular deve começar antes de existir uma doença. &#8220;O ideal é que fatores de risco sejam avaliados ao longo da vida adulta&#8221;, explica Kely. Ela recomenda que pessoas de todas as faixas etárias realizem consultas e pesquisem o histórico pessoal e familiar, levando em conta sintomas cardíacos, medida da pressão arterial, peso e índice de massa corporal.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Entre os exames mais comuns estão os de colesterol, triglicerídeos, glicemia e hemoglobina glicada. Em casos de idosos, diabéticos, fumantes ou pessoas com histórico familiar de doença cardiovascular, exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e exames de imagem podem ser necessários.</span></p>
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		<title>Doação de sangue no DF terá regras mais flexíveis a partir de 30 de setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:43:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[DF]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nova portaria reduz prazos de espera após tatuagens, endoscopias, gripes e cirurgias bariátricas; limite de idade também muda para doadores frequentes Os critérios para doação de sangue no Distrito Federal serão atualizados a partir de 30 de setembro. A Portaria federal GM/MS nº 11.685/2026 altera regras sobre idade, procedimentos estéticos, cirurgias e determinadas condições de [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_49507" aria-describedby="caption-attachment-49507" style="width: 1020px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-49507" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Lucio-Bernardo-Jr-75.jpg?resize=1020%2C680&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="680" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Lucio-Bernardo-Jr-75.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Lucio-Bernardo-Jr-75.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Lucio-Bernardo-Jr-75.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Lucio-Bernardo-Jr-75.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Lucio-Bernardo-Jr-75.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-49507" class="wp-caption-text">O intervalo mínimo obrigatório entre doações é de 60 dias para homens e de 90 dias para mulheres | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília</figcaption></figure>
<h3 style="text-align: center;">
Nova portaria reduz prazos de espera após tatuagens, endoscopias, gripes e cirurgias bariátricas; limite de idade também muda para doadores frequentes</h3>
<p>Os critérios para doação de sangue no Distrito Federal serão atualizados a partir de 30 de setembro. A Portaria federal GM/MS nº 11.685/2026 altera regras sobre idade, procedimentos estéticos, cirurgias e determinadas condições de saúde, em uma das mudanças mais amplas dos últimos dez anos.</p>
<p><span style="background-color: #ffff00;">Até 29 de setembro, continuam valendo os critérios atuais.</span></p>
<p>A atualização ocorre dez anos após a regulamentação anterior, de 2016. Nesse período, os testes laboratoriais destinados a identificar doenças transmissíveis pelo sangue se tornaram mais sensíveis e rápidos, permitindo avaliações mais individualizadas dos candidatos à doação.</p>
<p>Além das mudanças previstas pela portaria federal, no Distrito Federal o peso mínimo exigido para doar sangue passa de 51 kg para 50 kg.</p>
<h3>Tatuagem e piercing terão prazo de espera menor</h3>
<p>Uma das principais mudanças envolve quem fez tatuagem, piercing ou procedimento estético.</p>
<p>Atualmente, o prazo de impedimento pode chegar a 12 meses ou cair para seis meses quando há comprovação de fiscalização sanitária. A partir das novas regras, o período passa a ser de quatro meses.</p>
<p>Caso o doador apresente foto do registro do estabelecimento na vigilância sanitária e nota fiscal do procedimento, a espera poderá cair para sete dias.</p>
<p>Também haverá redução para quem realizou endoscopia ou colonoscopia: o intervalo exigido passa de seis para quatro meses.</p>
<h3>Gripe ou resfriado: espera cai para três dias</h3>
<p>Quem teve gripe ou resfriado também poderá voltar a doar mais rapidamente.</p>
<p>O prazo atual de 15 dias após o fim dos sintomas será reduzido para três dias, desde que o doador esteja sem febre.</p>
<p>Já pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 insulinodependente passam a constar formalmente entre aquelas impedidas de doar.</p>
<h3>Cirurgia bariátrica terá novo critério</h3>
<p>Outra alteração envolve pessoas submetidas à cirurgia bariátrica.</p>
<p>O prazo, que atualmente pode ser de um ano ou resultar em impedimento definitivo nos casos de cirurgias disabsortivas ou mistas, será reduzido para seis meses, desde que o peso esteja estável, independentemente do tipo de procedimento realizado.</p>
<p>Também mudam as regras para pessoas com hipotireoidismo, hipertireoidismo, tireoidite de Hashimoto ou doença de Graves.</p>
<p>Essas condições deixam de representar impedimento definitivo quando o paciente estiver tratado, clinicamente estável e com a função da tireoide compensada.</p>
<h3>Doadores com mais de 70 anos poderão passar por avaliação médica</h3>
<p>A nova regulamentação também elimina o limite máximo de idade para doadores de repetição, atualmente fixado em 69 anos, 11 meses e 29 dias.</p>
<p>A partir dos 70 anos, a possibilidade de doação dependerá de avaliação médica.</p>
<p>São considerados doadores de repetição aqueles que realizaram duas ou mais doações no período de 12 meses.</p>
<h3>Como funciona a doação de sangue</h3>
<p>O processo de doação continuará seguindo as mesmas etapas. Primeiro ocorre o registro dos dados pessoais. Depois são realizadas a triagem hematológica, com verificação de peso, pressão arterial e hemoglobina, e a triagem clínica, com entrevista confidencial sobre o histórico de saúde.</p>
<p>Na coleta, são retirados entre 40 ml e 470 ml de sangue, com material estéril e descartável, em procedimento que dura aproximadamente dez minutos. Após a doação, o voluntário recebe um lanche e permanece em recuperação e observação por cerca de 15 minutos.</p>
<h3>Requisitos para doar</h3>
<p>Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde e apresentar documento oficial com foto, físico ou digital.</p>
<p>O intervalo mínimo entre doações permanece em 60 dias para homens, com limite de até quatro doações por ano, e 90 dias para mulheres, com até três doações anuais.</p>
<p>No dia anterior, recomenda-se dormir pelo menos seis horas. Não é necessário estar em jejum, mas alimentos gordurosos devem ser evitados nas três horas anteriores à coleta.</p>
<p>Também é necessário evitar bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores e não fumar nas duas horas que antecedem a doação.</p>
<h3>Sangue B negativo está em nível crítico no DF</h3>
<p>Segundo o painel oficial de estoque atualizado na quinta-feira (17), o tipo sanguíneo B negativo (B-) está em nível crítico no Distrito Federal.</p>
<p>Os estoques de O+, O-, A+ e A- estão baixos. Os tipos B+ e AB- aparecem em nível regular, enquanto o AB+ está com quantidade considerada adequada.</p>
<h3>Onde doar sangue no DF</h3>
<p>O banco de sangue público funciona no Setor Médico Hospitalar Norte (SMHN), Quadra 3, Conjunto A, Bloco 3, na Asa Norte.</p>
<p>O atendimento é realizado de segunda-feira a sábado, das 7h15 às 18h.</p>
<p>O agendamento prévio pode ser feito pela plataforma digital oficial ou pelo telefone 160, opção 2.</p>
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		<item>
		<title>Médicos sem Fronteira lança estudo com 20 mil trabalhadores para avaliar vacina contra Ebola na RDC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raquel Paternostro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 18:01:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa acompanhará profissionais da linha de frente por até 12 meses; vacina ERVEBO é licenciada contra o vírus Zaire, mas será avaliada no atual surto causado pelo Bundibugyo A Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o Epicentre, centro de pesquisa epidemiológica da organização, lançaram na República Democrática do Congo (RDC) um estudo para avaliar o possível [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_49482" aria-describedby="caption-attachment-49482" style="width: 1020px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-49482" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MSF383333-High-.jpg?resize=1020%2C765&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="765" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MSF383333-High-.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MSF383333-High-.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MSF383333-High-.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MSF383333-High-.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MSF383333-High-.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MSF383333-High-.jpg?w=3060&amp;ssl=1 3060w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-49482" class="wp-caption-text">Funcionários de MSF coletam dados de trabalhadores da linha de frente que participarão do estudo BRAVO. Foto: Kristen Poels/MSF</figcaption></figure>
<h3 style="text-align: center;">Pesquisa acompanhará profissionais da linha de frente por até 12 meses; vacina ERVEBO é licenciada contra o vírus Zaire, mas será avaliada no atual surto causado pelo Bundibugyo</h3>
<p>A Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o Epicentre, centro de pesquisa epidemiológica da organização, lançaram na República Democrática do Congo (RDC) um estudo para avaliar o possível efeito da vacina ERVEBO® entre trabalhadores da linha de frente durante o atual surto da doença do Ebola causado pelo vírus Bundibugyo.</p>
<p>Batizado de BRAVO, o estudo acompanhará 20 mil profissionais em Ituri e Kivu do Norte, população particularmente exposta ao risco de contágio e considerada essencial para a resposta ao surto.</p>
<p>Atualmente, segundo a MSF, não há vacina nem tratamento especificamente direcionados ao vírus Bundibugyo disponíveis de forma imediata.</p>
<h3>Vacina foi desenvolvida contra outro vírus do Ebola</h3>
<p>A pesquisa documentará e avaliará o uso da ERVEBO®, única vacina contra o Ebola atualmente disponível em larga escala. O imunizante tem perfil de segurança estabelecido e já foi amplamente utilizado na RDC.</p>
<p>A vacina, no entanto, foi desenvolvida e licenciada para o vírus Zaire, e não para o Bundibugyo, responsável pelo surto atual.</p>
<p>De acordo com <strong>Guyguy Manangama</strong>, epidemiologista e diretor-adjunto de operações da MSF, dados preliminares indicam a possibilidade de algum grau de proteção contra o Bundibugyo, hipótese que ainda precisa ser demonstrada cientificamente.</p>
<blockquote><p>“Embora a ERVEBO não tenha sido originalmente desenvolvida para proteger contra o Bundibugyo, dados preliminares sugerem que ela pode oferecer algum grau de proteção contra o vírus”, afirmou.</p>
<p>“Em uma corrida contra o tempo como a que a RDC enfrenta atualmente, precisamos utilizar todas as ferramentas disponíveis. Mesmo uma proteção parcial pode ajudar a reduzir os casos graves e as mortes. No entanto, esses potenciais benefícios precisam ser demonstrados cientificamente. Esse é justamente o objetivo do BRAVO”, acrescentou.</p></blockquote>
<h3>Estudo terá duração de até 12 meses</h3>
<p>O BRAVO foi lançado em 19 de setembro de 2026, no centro de treinamento para profissionais de saúde administrado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em Bunia.</p>
<p>A pesquisa terá duração de nove a 12 meses, sendo três meses destinados à vacinação e pelo menos seis meses ao acompanhamento dos participantes.</p>
<p>O objetivo é produzir dados reais sobre o uso da ERVEBO e sua possível eficácia no contexto do surto atual.</p>
<p>O estudo é realizado em parceria com o Ministério da Saúde da RDC, o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do Congo (INRB) e parceiros científicos.</p>
<h3>Vacinas específicas para Bundibugyo estão em desenvolvimento</h3>
<p>Segundo a MSF, diferentes vacinas especificamente direcionadas ao vírus Bundibugyo estão em desenvolvimento e poderão estar disponíveis nos próximos meses.</p>
<p>Enquanto esses imunizantes não chegam, a ERVEBO está sendo oferecida como medida provisória devido ao perfil de segurança já estabelecido e às aprovações concedidas por autoridades regulatórias, entre elas a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a OMS.</p>
<p>A participação no estudo e a vacinação são voluntárias.</p>
<h3>Vacina não substitui medidas de prevenção</h3>
<p>A MSF ressalta que a vacinação constitui uma proteção adicional e não substitui as práticas de prevenção e controle de infecções.</p>
<p>Os trabalhadores da linha de frente devem continuar utilizando equipamentos de proteção, seguindo protocolos seguros de atendimento e comunicando rapidamente o aparecimento de sintomas.</p>
<blockquote><p>“É importante destacar que essa vacina não encerrará o surto atual”, afirmou Manangama.</p>
<p>“No entanto, junto a outras intervenções essenciais, ela pode oferecer proteção adicional às pessoas mais expostas ao risco e ajudar a fortalecer a resposta”, completou.</p></blockquote>
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		<title>Bets viram armadilha financeira e de saúde: apostas online endividam, viciam e chegam ao SUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raquel Paternostro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 10:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisas mostram que a promessa de dinheiro rápido tem levado brasileiros ao descontrole financeiro, conflitos familiares, sofrimento mental e busca por atendimento especializado A expansão das apostas online no Brasil deixou de ser apenas um fenômeno de entretenimento digital e passou a ser tratada como problema de saúde pública, endividamento familiar e proteção de crianças [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_49459" aria-describedby="caption-attachment-49459" style="width: 1000px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-49459 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Vicio-em-bets.jpg?resize=1000%2C667&#038;ssl=1" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Vicio-em-bets.jpg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Vicio-em-bets.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Vicio-em-bets.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption id="caption-attachment-49459" class="wp-caption-text"><a href="https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/designer-grafico-masculino-usando-telefone-movel_989699.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=17&amp;uuid=fcbb4388-a457-4738-8a0d-9b5a9175c0a1&amp;track=ais_hybrid&amp;query=v%C3%ADcio+em+Bets">Imagem de peoplecreations no Magnific</a></figcaption></figure>
<h3 style="text-align: center;">Pesquisas mostram que a promessa de dinheiro rápido tem levado brasileiros ao descontrole financeiro, conflitos familiares, sofrimento mental e busca por atendimento especializado</h3>
<p>A expansão das apostas online no Brasil deixou de ser apenas um fenômeno de entretenimento digital e passou a ser tratada como <span style="background-color: #ffff00;">problema de saúde pública, endividamento familiar e proteção de crianças e adolescentes</span>. Pesquisas recentes mostram que as bets, impulsionadas por aplicativos, publicidade intensa, influenciadores e pela facilidade de apostar pelo celular, podem levar à perda de controle em pouco tempo.</p>
<p>Levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises do Rio de Janeiro (IFec RJ), realizado com 1.024 moradores da Região Metropolitana do Rio, aponta que as apostas online movimentam cerca de R$ 2,2 bilhões por ano apenas nessa região. O valor equivale <span style="background-color: #ffff00;">a mais de três vezes a movimentação financeira estimada para as compras de Natal.</span></p>
<p>Entre os entrevistados, 22,8% disseram já ter participado de apostas online. A principal motivação declarada foi a chance de ganhar dinheiro rápido, citada por 33% dos apostadores. Outros 25,4% afirmaram enxergar o jogo como oportunidade de renda extra.</p>
<p>O problema é que a lógica da aposta raramente termina no primeiro prejuízo. Segundo a mesma pesquisa, 42% dos apostadores admitiram que, depois de perder dinheiro, voltaram a apostar para tentar recuperar a perda. Esse comportamento, conhecido como “perseguir o prejuízo”, é um dos sinais de alerta para perda de controle.</p>
<h3>Endividamento rápido e orçamento familiar comprometido</h3>
<p>O levantamento do IFec RJ mostra que 22,3% dos apostadores relatam dificuldade de parar, 29,1% já sentiram culpa por apostar e 34,8% disseram ter sido criticados por causa do hábito. Outros 6,9% afirmaram já ter prejudicado a si mesmos ou outra pessoa em razão das apostas.</p>
<p>O gasto médio mensal declarado foi de R$ 96,30. À primeira vista, o valor pode parecer baixo, mas o efeito acumulado e a repetição das apostas podem comprometer o orçamento, especialmente entre pessoas de menor renda. Entre os que já apostaram, 36% têm renda mensal entre um e dois salários mínimos, 19,7% recebem de dois a três salários mínimos e 19,4% têm renda de até um salário mínimo.</p>
<p>A pesquisa também mostra que 5,1% dos apostadores se endividaram por causa das apostas. O percentual precisa ser lido junto com outros dados: 42,9% dos apostadores têm alguma dívida e, entre os endividados, 45,9% não estão com os pagamentos em dia.</p>
<p>Para J<strong>oão Gomes</strong>, diretor-executivo do IFec RJ, há<span style="background-color: #ffff00;"> uma falsa percepção de que a aposta pode funcionar como forma de ganhar dinheiro rápido</span>, complementar renda ou até servir como investimento. Na prática, segundo ele, os dados mostram que esse comportamento alavanca o endividamento e compromete o orçamento das famílias.</p>
<h3>Bets viram armadilha: apostas online levam jovens ao vício, dívidas e sofrimento mental</h3>
<figure id="attachment_49460" aria-describedby="caption-attachment-49460" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-medium wp-image-49460" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp_image_2026-09-17_at_16.24.34.webp?resize=300%2C169&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="169" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp_image_2026-09-17_at_16.24.34.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/whatsapp_image_2026-09-17_at_16.24.34.webp?w=754&amp;ssl=1 754w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-49460" class="wp-caption-text">Gustavo Pereira começou a vender café nas ruas para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets &#8211; Foto: Gustavo Pereira/Arquivo Pessoal. Extraída da Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Relatos de perdas financeiras, aumento da procura por atendimento no SUS e pesquisas sobre endividamento mostram que o jogo pelo celular deixou de ser apenas entretenimento e virou problema de saúde pública</p>
<p><strong>Gustavo Pereira</strong> começou a apostar online aos 18 anos. Em seis anos, calcula ter perdido cerca de R$ 500 mil. O dinheiro, segundo ele, deixou de ter valor real: quantias que pareciam enormes dentro das plataformas desapareciam em sequência, alimentando uma rotina marcada por compulsão, culpa, ansiedade e descontrole.</p>
<p>Hoje, aos 24 anos, Gustavo está há cerca de dois meses sem apostar e tenta recomeçar a vida vendendo café nas ruas de Lages, em Santa Catarina. O caso dele resume o drama vivido por milhares de brasileiros que entraram nas bets atraídos pela promessa de dinheiro rápido e acabaram presos a um ciclo de perdas, dívidas e sofrimento emocional.</p>
<p>“Eu dormia pensando em apostar e acordava pensando em apostar”, relatou à Agência Brasil. Ele também contou ter enfrentado depressão e síndrome do pânico durante o período em que apostava.</p>
<p>A história individual revela um problema coletivo. As apostas online se espalharam pelo celular, ganharam força com publicidade digital, influenciadores e jogos de acesso imediato, e passaram a impactar orçamento doméstico, relações familiares, saúde mental, educação e o Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<h3>O “cassino no bolso” e o risco de vício</h3>
<p>O avanço das bets mudou a forma como o jogo chega às pessoas. Antes, o apostador precisava sair de casa para acessar máquinas, bingos ou casas de aposta. Hoje, a plataforma está no celular, disponível 24 horas por dia.</p>
<p>Essa facilidade de acesso torna o comportamento mais difícil de interromper. A pessoa aposta no intervalo do trabalho, antes de dormir, no transporte público ou escondida da família. Em vez de uma ida eventual a um local de jogo, o contato com a aposta passa a ser permanente.</p>
<p>Relatos colhidos pela Agência Brasil em grupos de apoio mostram que pessoas com dependência descrevem perda de controle, dívidas, sofrimento emocional, vergonha, isolamento e pensamentos persistentes sobre apostar. Um jovem entrevistado pela reportagem afirmou ter começado aos 18 anos e perdido cerca de R$ 500 mil em seis anos.</p>
<p><span style="background-color: #ffff00;">O transtorno do jogo não deve ser tratado como simples “falta de força de vontade”.</span> A Organização Mundial da Saúde reconhece o transtorno por jogo como uma condição relacionada a comportamentos aditivos. <span style="background-color: #ffff00;">O problema pode afetar saúde mental, bem-estar, relações familiares, trabalho e qualidade de vida.</span></p>
<h3>Jovens estão mais expostos e mais vulneráveis</h3>
<p>A preocupação é ainda maior entre crianças, adolescentes e jovens adultos. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que adolescentes são mais vulneráveis aos apelos das apostas porque o cérebro ainda está em desenvolvimento, especialmente as áreas responsáveis por controle de impulsos, avaliação de risco e tomada de decisão.</p>
<p>Dados citados na reportagem mostram que adolescentes já aparecem em grupos de apoio para dependência de jogo. Segundo um integrante dos Jogadores Anônimos, há casos de jovens de 14, 15 e 16 anos buscando ajuda, muitas vezes acompanhados por profissionais de saúde.</p>
<p>Uma pesquisa divulgada pela Frente Parlamentar Mista de Educação, com 1.912 estudantes dos ensinos fundamental e médio, aponta que 9,5% fizeram a primeira aposta aos 11 anos. Entre alunos do 3º ano do ensino médio, quase metade dos entrevistados afirmou já ter feito apostas.</p>
<p>O problema se agrava quando publicidade, influenciadores e jogos com aparência de entretenimento aproximam crianças e adolescentes de uma prática proibida para menores de 18 anos. Especialistas em direito digital alertam que a simples declaração “sou maior de idade” não é suficiente para proteger esse público.</p>
<h3>Educação também é afetada</h3>
<p>O impacto das bets não se limita à conta bancária. Pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), citada pela Agência Brasil, mostra que <span style="background-color: #ffff00;">34% dos entrevistados disseram que precisariam parar de gastar com apostas para conseguir iniciar uma graduação em 2026.</span></p>
<p>Entre pessoas que já estão no ensino superior, 14% relataram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso por causa dos gastos com bets. Outros 34% disseram ter deixado de investir em cursos, idiomas ou outras formas de aprendizado por causa das apostas.</p>
<p>Os dados indicam que o dinheiro perdido nas plataformas deixa de financiar formação, saúde, alimentação, transporte, moradia e outras necessidades. Em famílias de baixa renda, esse desvio de recursos pode gerar efeitos duradouros.</p>
<h3>Impacto no SUS pode chegar a R$ 30,6 bilhões por ano</h3>
<figure id="attachment_49461" aria-describedby="caption-attachment-49461" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-medium wp-image-49461" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dsc8182_2.webp?resize=300%2C179&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="179" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dsc8182_2.webp?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dsc8182_2.webp?resize=1024%2C613&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dsc8182_2.webp?resize=768%2C459&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dsc8182_2.webp?w=1170&amp;ssl=1 1170w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-49461" class="wp-caption-text">Foto: Tomaz Silva.Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O problema já aparece na rede pública de saúde. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) estima em R$ 30,6 bilhões por ano o impacto financeiro dos danos à saúde associados às apostas online no Sistema Único de Saúde (SUS). A conta inclui despesas com tratamentos de depressão, ansiedade e impactos relacionados a mortes por suicídio.</p>
<p><span style="background-color: #ffff00;">Segundo o Ministério da Saúde, houve aumento de 140% na busca por atendimento no SUS por causa da dependência de apostas online e jogos de azar nos últimos cinco anos.</span> Para atender essa demanda, o SUS ampliou a oferta de teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas.</p>
<p>O serviço está disponível pelo Meu SUS Digital e passou a oferecer até 100 mil teleatendimentos mensais, também com atendimento para familiares. A ampliação mostra que o problema deixou de ser invisível e já pressiona a rede pública de saúde mental.</p>
<h3>Autoexclusão: ferramenta para bloquear o acesso às bets</h3>
<p>Uma das medidas disponíveis no Brasil é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda. A ferramenta permite que qualquer pessoa bloqueie o próprio acesso a todas as plataformas de apostas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas.</p>
<p>A autoexclusão pode ter prazo determinado ou indeterminado e impede o cadastro e a participação do apostador nos operadores autorizados. A plataforma também bloqueia o recebimento de publicidade direcionada das bets.</p>
<p>Dados divulgados pelo governo indicam que mais de 5 milhões de CPFs estão impedidos de apostar em sites autorizados. Esse número inclui pessoas bloqueadas por regras legais, como beneficiários de programas sociais, e usuários que pediram voluntariamente a autoexclusão. Mais de 1 milhão de pessoas solicitaram o bloqueio por iniciativa própria; quase metade relatou problemas de saúde mental relacionados às apostas.</p>
<h3>Publicidade, influenciadores e promessa de ganho fácil</h3>
<p>A publicidade das bets também passou a ser alvo de maior controle. O Ministério da Fazenda ampliou as exigências para propaganda de apostas de quota fixa, determinando advertências obrigatórias como:</p>
<p>“Apostar pode causar dependência.”<br />
“Apostar faz você perder dinheiro.”<br />
“Aposta não é investimento.”</p>
<p>A regulamentação também proíbe peças que induzam a ideia de ganho fácil, renda garantida ou investimento. Menores de 18 anos não podem apostar, e a publicidade não pode ser direcionada a crianças e adolescentes.</p>
<p>O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) também atualizou regras para o setor, com mais restrições à publicidade de apostas, reforço da proteção a crianças e adolescentes e maior responsabilidade de influenciadores e afiliados.</p>
<p>O ponto é sensível porque, para jovens, a propaganda feita por influenciadores pode ser percebida menos como publicidade e mais como recomendação de alguém confiável. Isso reduz a capacidade crítica diante da promessa de dinheiro rápido.</p>
<h3>Como identificar sinais de alerta</h3>
<p>Nem toda pessoa que aposta desenvolve dependência. Mas alguns comportamentos indicam risco e exigem atenção:</p>
<ul>
<li>apostar para recuperar dinheiro perdido;</li>
<li>aumentar valores para sentir a mesma emoção;</li>
<li>esconder apostas da família;</li>
<li>usar dinheiro de contas, alimentação, aluguel ou estudos;</li>
<li>pedir empréstimos para apostar;</li>
<li>mentir sobre perdas;</li>
<li>sentir culpa, ansiedade ou irritação depois de apostar;</li>
<li>deixar de dormir, trabalhar ou estudar por causa das apostas;</li>
<li>tentar parar e não conseguir;</li>
<li>pensar em apostar durante boa parte do dia;</li>
<li>vender bens ou contrair dívidas para continuar jogando;</li>
<li>apresentar isolamento, mudanças de humor ou queda de rendimento.</li>
</ul>
<p>Quando a aposta começa a comprometer dinheiro, sono, trabalho, estudo, relações familiares ou saúde mental, já deixou de ser diversão.</p>
<h3>Como pedir ajuda</h3>
<p>Pessoas que enfrentam problemas com apostas podem buscar atendimento pelo Meu SUS Digital, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). O serviço do SUS é sigiloso e também pode orientar familiares.</p>
<p>Também há grupos de apoio como os Jogadores Anônimos, com reuniões presenciais e online, e o JOG-Anon, voltado a familiares e amigos de jogadores compulsivos.</p>
<p>Em situações de sofrimento intenso, crise emocional ou risco de suicídio, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188 e pela internet.</p>
<p>A recomendação de especialistas é não esperar o problema “passar sozinho”. A vergonha e o medo de julgamento costumam manter a dependência em silêncio. Quanto antes a pessoa busca apoio, maior a chance de interromper o ciclo de perdas, dívidas e sofrimento.</p>
<h3>Bets não são investimento</h3>
<p><span style="background-color: #ffff00;">O dado mais importante para o consumidor é simples: aposta não é investimento</span>. Investimento pressupõe planejamento, risco calculado, informação, diversificação e possibilidade de construção patrimonial. A aposta é um gasto de alto risco, desenhado para remunerar a plataforma no longo prazo.</p>
<p>Quando a aposta é vendida como caminho para complementar renda, recuperar dívidas ou mudar de vida rapidamente, o risco aumenta. A promessa de ganho fácil pode empurrar o usuário para o ciclo mais perigoso: perder, tentar recuperar, perder mais e continuar apostando.</p>
<p>As pesquisas recentes mostram que o impacto das bets ultrapassa a esfera individual. O problema já afeta famílias, escolas, universidades, serviços de saúde, orçamento doméstico e políticas públicas. O celular transformou a aposta em um produto de acesso imediato. A resposta, agora, precisa combinar regulação, prevenção, fiscalização, educação financeira, proteção de crianças e adolescentes e ampliação do cuidado em saúde mental.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“Rinomodelação definitiva” pode esconder cirurgia no nariz e colocar saúde em risco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 10:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Médicos alertam que o termo comercial pode confundir pacientes; diferentemente da rinomodelação com ácido hialurônico, a versão “definitiva” envolve cortes, fios e alteração estrutural do nariz A promessa de mudar o contorno do nariz sem passar por uma cirurgia formal tem atraído pacientes em busca de procedimentos rápidos. Mas o termo “rinomodelação definitiva” vem preocupando [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_49428" aria-describedby="caption-attachment-49428" style="width: 1020px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-49428" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?resize=1020%2C685&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="685" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?resize=1024%2C688&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?resize=768%2C516&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-49428" class="wp-caption-text">O médico otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial Dr. Vitor Abraão com equipe em centro cirúrgico. Especialistas reforçam que intervir em cartilagens e estruturas profundas do nariz exige controle rígido de via aérea, esterilização e infraestrutura hospitalar completa para garantir a segurança do paciente. Foto: divulgação</figcaption></figure>
<h3 style="text-align: center;">Médicos alertam que o termo comercial pode confundir pacientes; diferentemente da rinomodelação com ácido hialurônico, a versão “definitiva” envolve cortes, fios e alteração estrutural do nariz</h3>
<p>A promessa de mudar o contorno do nariz sem passar por uma cirurgia formal tem atraído pacientes em busca de procedimentos rápidos. Mas o termo “rinomodelação definitiva” vem preocupando médicos por criar confusão entre duas práticas muito diferentes: a rinomodelação tradicional, feita com ácido hialurônico e efeito temporário, e uma intervenção cirúrgica estrutural realizada sobre o nariz.</p>
<p>Segundo especialistas, a chamada rinomodelação definitiva não é uma evolução simples da técnica injetável. Na prática, envolve cortes na mucosa nasal, manipulação de cartilagens, uso de fios de tração permanentes e, em alguns casos, inserção de implantes sintéticos de sustentação.</p>
<p>O alerta é que o uso do mesmo nome pode levar pacientes a acreditar que passarão por um procedimento minimamente invasivo, quando, na verdade, estão sendo submetidos a uma cirurgia em uma região de anatomia complexa e diretamente ligada à respiração.</p>
<h3>Rinomodelação tradicional é temporária e injetável</h3>
<p>A rinomodelação tradicional é feita principalmente com ácido hialurônico de alta viscosidade. Trata-se de um procedimento ambulatorial, temporário e reabsorvível, usado para camuflar pequenas irregularidades no dorso nasal ou ajustar ângulos sutis com adição de volume.</p>
<p>A técnica, no entanto, não substitui uma cirurgia plástica. Ela não reduz o tamanho do nariz e exige conhecimento preciso da vascularização facial, já que há risco de complicações como oclusões arteriais quando o procedimento não é realizado adequadamente.</p>
<p>Já a chamada rinomodelação definitiva tem outra natureza. Apesar do nome mais suave, médicos afirmam que ela corresponde a uma intervenção invasiva sobre estruturas cartilaginosas do nariz.</p>
<blockquote><p>“Existe um problema sério de nomenclatura. Quando o paciente ouve ‘rinomodelação’, imagina uma picadinha rápida com agulha. Mas a dita rinomodelação definitiva é uma cirurgia sobre as estruturas cartilaginosas do nariz. Chamar de modelação não torna o procedimento menos cirúrgico. Trocar o nome de rinoplastia por rinomodelação não altera aquilo que está sendo feito por baixo da pele”, alerta o médico otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial <strong>Dr. Vitor Abraão</strong>, mestre pela Universidade de São Paulo (USP).</p></blockquote>
<h3>Cirurgia em consultório preocupa especialistas</h3>
<p>O principal ponto de preocupação está na realização desse tipo de procedimento fora de ambiente cirúrgico hospitalar e, muitas vezes, por profissionais sem habilitação cirúrgica hospitalar.</p>
<p>Ao contrário da rinoplastia convencional estruturada, descrita em literatura médica, consensos acadêmicos e ensinada em anos de residência médica, a técnica divulgada como rinomodelação definitiva é apontada por especialistas como uma prática sem padronização e sem a mesma fundamentação científica.</p>
<p>Em consultórios sem suporte anestésico e estrutura hospitalar, cartilagens podem ser aproximadas ou amarradas com fios sintéticos na tentativa de afinar ou empinar a ponta do nariz. O problema é que a tração excessiva pode gerar pinçamento, assimetrias visíveis e formação intensa de fibrose cicatricial.</p>
<p>Quando o paciente procura correção médica depois de um resultado insatisfatório, o caso pode se tornar mais complexo, com planos anatômicos alterados e necessidade de reconstrução secundária.</p>
<h3>Alteração estética pode comprometer a respiração</h3>
<p>Além da aparência, o nariz tem função respiratória. As cartilagens manipuladas para afinar a ponta nasal também ajudam a formar a válvula nasal externa, estrutura responsável por manter as narinas abertas durante a inspiração.</p>
<p>Na tentativa de criar um nariz mais fino por meio de amarras ou fios sem sustentação adequada, a passagem de ar pode ser reduzida.</p>
<blockquote><p>“É puramente mecânico: se você aperta excessivamente as cartilagens da ponta para estreitá-la, está apertando a passagem do ar. Com a cicatrização e a retração cicatricial, a parede lateral do nariz enfraquece e colapsa para dentro toda vez que o paciente tenta puxar o ar, gerando uma queixa crônica de falta de ar”, explica o Dr. Vitor Abraão.</p></blockquote>
<p>Na rinoplastia estruturada moderna, segundo o médico, o refinamento estético é feito com reposicionamento milimétrico e, quando necessário, com enxertos da cartilagem do próprio paciente, para preservar sustentação e função respiratória.</p>
<h3>Remover o fio não desfaz os danos</h3>
<p>Outro ponto de alerta é a falsa ideia de que a retirada dos fios reverte completamente o procedimento. Uma vez que a cartilagem foi cortada, traumatizada ou sofreu reação de corpo estranho por causa de implante, a anatomia original pode já estar modificada.</p>
<p>A correção dessas complicações costuma exigir uma rinoplastia reconstrutiva, procedimento em que o cirurgião precisa dissecar áreas de fibrose, retirar corpos estranhos e reconstruir o suporte nasal.</p>
<p>Para especialistas, qualquer alteração definitiva na estrutura do nariz deve ser tratada como cirurgia formal, com equipe qualificada, avaliação adequada e ambiente hospitalar.</p>
<h3>Sobre o Dr. Vitor Abraão</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-49429" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1.jpg?resize=200%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="200" height="300" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1.jpg?resize=768%2C1151&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1.jpg?w=854&amp;ssl=1 854w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" />Dr. Vitor Abraão é médico otorrinolaringologista, cirurgião cérvico-facial e mestre pela Universidade de São Paulo (USP). É membro da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face e atua em cirurgia da face e rinoplastia de alta precisão, com foco em equilíbrio estético, função respiratória e naturalidade.</p>
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		<title>Doenças respiratórias: como proteger os pulmões e se manter saudável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Larissa Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 19:39:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças respiratórias crônicas foram responsáveis por 81.102 óbitos no Brasil somente em 2023, segundo dados da Ripsa. Essas enfermidades, que comprometem a saúde pulmonar, estão relacionadas a diversos fatores, como genética, poluição, tabagismo, alergias e exposição à poeira. &#8220;O pulmão realiza as trocas gasosas no organismo, permitindo a entrada de oxigênio e a eliminação [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9376" aria-describedby="caption-attachment-9376" style="width: 1020px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-9376" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/10/medical-563427_1280.jpg?resize=1020%2C679&#038;ssl=1" alt="avc, infertilidade" width="1020" height="679" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/10/medical-563427_1280.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/10/medical-563427_1280.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/10/medical-563427_1280.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/10/medical-563427_1280.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-9376" class="wp-caption-text">Foto: Pexels</figcaption></figure>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">As doenças respiratórias crônicas foram responsáveis por </span><span class="">81.102 óbitos no Brasil somente em 2023</span><span class="">, segundo dados da Ripsa. Essas enfermidades, que comprometem a saúde pulmonar, estão relacionadas a diversos fatores, como genética, poluição, tabagismo, alergias e exposição à poeira.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">&#8220;O pulmão realiza as trocas gasosas no organismo, permitindo a entrada de oxigênio e a eliminação do gás carbônico. Por isso, esse órgão está exposto a microrganismos e a todo tipo de partícula presente no ambiente, o que pode favorecer irritações e o desenvolvimento de doenças&#8221;, explica Marta Mascarenhas, pneumologista do AmorSaúde.</span></p>
<h4><span class="">Como proteger o pulmão no dia a dia</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Segundo a médica, algumas medidas simples ajudam a proteger o órgão contra agentes nocivos e prevenir doenças respiratórias:</span></p>
<ul>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Manter a casa bem ventilada</span></strong><span class="">: conservar janelas abertas reduz a concentração de poeira, mofo e ácaros, que podem causar ou agravar problemas respiratórios.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Cuidados com a limpeza</span></strong><span class="">: tirar o pó com pano umedecido e evitar a limpeza a seco, principalmente com vassoura, impede que partículas fiquem suspensas no ar e sejam inaladas.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Evitar o tabagismo</span></strong><span class="">: não fumar e evitar ambientes com fumantes reduz o risco de doenças como o câncer de pulmão.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Vacinação</span></strong><span class="">: as vacinas contra pneumonia e gripe são essenciais, principalmente a partir dos 60 anos e para pessoas com comorbidades como asma, diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Atividade física</span></strong><span class="">: os exercícios fortalecem o sistema cardiorrespiratório e os músculos envolvidos na respiração, como o diafragma.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Usar máscara em lugares fechados e lotados</span></strong><span class="">: a medida reduz a exposição a partículas e gotículas respiratórias, diminuindo o risco de infecções.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Cuidar dos animais</span></strong><span class="">: pessoas alérgicas devem ter cuidado com animais que soltam pelos, pois as partículas podem desencadear reações alérgicas.</span></p>
</li>
</ul>
<h4><span class="">Doenças mais comuns e quando procurar ajuda</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Entre as doenças respiratórias mais comuns estão os resfriados, a gripe, a bronquite e a pneumonia. Elas podem ser causadas por infecções virais ou bacterianas, mas também estão relacionadas à exposição a poluentes, fumaça de cigarro, poeira e mofo, como ocorre na asma.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">A médica ressalta que é necessário procurar atendimento médico quando há falta de ar, tosse persistente com febre por mais de duas semanas, chiado, dor ou aperto no peito. Tosse com secreção amarela ou sangue, cansaço, febre e perda de peso sem razão aparente também são sinais de alerta.</span></p>
<h4><span class="">Exames preventivos</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Exames de rotina podem detectar doenças pulmonares ainda no início. Entre os principais estão:</span></p>
<ul>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Raio X do tórax</span></strong><span class="">: identifica sinais de pneumonia, tuberculose e líquidos no pulmão.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Tomografia do tórax</span></strong><span class="">: obtém imagens detalhadas para detectar doenças crônicas e infecções.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Espirometria</span></strong><span class="">: mede o volume de entrada e saída de ar dos pulmões e identifica problemas como asma.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Gasometria arterial</span></strong><span class="">: verifica a quantidade de oxigênio nas artérias pulmonares.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Teste de alergia</span></strong><span class="">: ajuda o paciente a identificar substâncias que causam alergia e evitar o contato.</span></p>
</li>
</ul>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Pessoas com rinite, asma e outras doenças crônicas devem realizar esses exames com frequência. &#8220;Caso tenha uma condição preexistente e comece a sentir falta de ar depois de ser exposto à poeira e ao mofo, é necessário procurar um médico imediatamente&#8221;, alerta a especialista.</span></p>
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		<item>
		<title>Cirurgia de catarata pode reduzir em 30% os casos de demência e devolver autonomia ao idoso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Larissa Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 20:49:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um cenário de aumento da expectativa de vida e busca por um envelhecimento ativo, a saúde ocular ganha um papel estratégico na preservação da mente. Dados publicados em periódicos como o JAMA Internal Medicine apontam que a realização da cirurgia de catarata está associada a uma redução de cerca de 30% no risco de [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_49404" aria-describedby="caption-attachment-49404" style="width: 683px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-49404" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/pexels-fernando-capetillo-94107723-38167597.jpg?resize=683%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="683" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/pexels-fernando-capetillo-94107723-38167597.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/pexels-fernando-capetillo-94107723-38167597.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/pexels-fernando-capetillo-94107723-38167597.jpg?resize=768%2C1152&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/pexels-fernando-capetillo-94107723-38167597.jpg?resize=1024%2C1536&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/pexels-fernando-capetillo-94107723-38167597.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption id="caption-attachment-49404" class="wp-caption-text">Foto: Pexels</figcaption></figure>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Em um cenário de aumento da expectativa de vida e busca por um envelhecimento ativo, a saúde ocular ganha um papel estratégico na preservação da mente. Dados publicados em periódicos como o JAMA Internal Medicine apontam que a realização da cirurgia de catarata está associada a uma redução de cerca de 30% no risco de desenvolvimento de demência em adultos mais velhos. A informação é destacada pelo Hospital CEMA, referência em oftalmologia com 50 anos de atuação no Brasil.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Para o Dr. Henri Ota, oftalmologista do Hospital CEMA, a descoberta redefine a importância do procedimento. &#8220;A cirurgia deixa de ser vista apenas como uma correção física da visão e passa a atuar como um pilar essencial de proteção neurológica, devolvendo autonomia, rotina e liberdade ao paciente&#8221;, explica o especialista.</span></p>
<h4><span class="">O perigo de adiar o tratamento</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">Um dos maiores desafios no consultório ainda é o atraso na busca pelo diagnóstico e pela cirurgia. É comum que pacientes e familiares tratem a queda progressiva da visão como um &#8220;sinal natural da idade&#8221; ou confundam os primeiros reflexos do isolamento visual com quadros cognitivos iniciais.</span></p>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">&#8220;Muitos pacientes esperam a visão se deteriorar severamente antes de procurar ajuda. Esse tempo de espera é prejudicial e faz toda a diferença&#8221;, alerta o Dr. Henri Ota. Ele explica que, quando o idoso perde a nitidez visual, o cérebro deixa de receber fluxos vitais de estímulos sensoriais e luminosos, fundamentais para a regulação do ciclo circadiano e do humor. Além disso, a perda da autonomia afasta o paciente do convívio social, acelerando o declínio cognitivo.</span></p>
<h4><span class="">Como a cirurgia protege o cérebro</span></h4>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">A cirurgia de catarata é um procedimento moderno, seguro e minimamente invasivo que substitui o cristalino opaco por uma lente intraocular. Ao devolver a acuidade visual de forma rápida, o impacto reflete-se diretamente na rotina e na saúde mental:</span></p>
<ul>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Estímulo sensorial ativado</span></strong><span class="">: o cérebro volta a ser alimentado por estímulos ricos do ambiente externo, combatendo a estagnação neuronal.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Resgate da independência</span></strong><span class="">: com a visão nítida, o idoso retoma a leitura, a prática de atividades físicas, o trabalho e as interações sociais.</span></p>
</li>
<li>
<p class="ds-markdown-paragraph"><strong><span class="">Neuroproteção na maturidade</span></strong><span class="">: tratar a catarata no tempo certo mitiga fatores de risco modificáveis para a demência, blindando a mente contra o isolamento prolongado.</span></p>
</li>
</ul>
<p class="ds-markdown-paragraph"><span class="">&#8220;A visão é a principal porta de entrada para o mundo. Cuidar da catarata no momento certo é garantir que a maturidade seja vivida com clareza, segurança e independência plena&#8221;, conclui o oftalmologista do Hospital CEMA.</span></p>
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		<item>
		<title>Melanoma sob a unha pode ser tratado sem amputação em casos selecionados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raquel Paternostro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 15:17:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Congresso em Goiânia discutirá avanços no tratamento do melanoma subungueal e de outros tumores de pele, com especialistas nacionais e internacionais O melanoma sob a unha, conhecido tecnicamente como melanoma do aparelho ungueal ou melanoma subungueal, será um dos temas em destaque no IV Congresso Brasileiro de Câncer de Pele e no II Congresso Internacional [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-49372" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1b56aa7e116261eb688cb00a4cb62b9c.jpg?resize=1020%2C680&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="680" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1b56aa7e116261eb688cb00a4cb62b9c.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1b56aa7e116261eb688cb00a4cb62b9c.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1b56aa7e116261eb688cb00a4cb62b9c.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1b56aa7e116261eb688cb00a4cb62b9c.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1b56aa7e116261eb688cb00a4cb62b9c.jpg?resize=2048%2C1365&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1b56aa7e116261eb688cb00a4cb62b9c.jpg?w=3060&amp;ssl=1 3060w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /></h3>
<h3 style="text-align: center;">Congresso em Goiânia discutirá avanços no tratamento do melanoma subungueal e de outros tumores de pele, com especialistas nacionais e internacionais</h3>
<p>O melanoma sob a unha, conhecido tecnicamente como melanoma do aparelho ungueal ou melanoma subungueal, será um dos temas em destaque no IV Congresso Brasileiro de Câncer de Pele e no II Congresso Internacional de Câncer de Pele, que serão realizados de 22 a 24 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.</p>
<p>Organizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir avanços no diagnóstico e no tratamento do câncer de pele.</p>
<p>Entre os temas da programação está a comparação entre a amputação, historicamente utilizada em parte dos casos de melanoma do aparelho ungueal, e as cirurgias conservadoras, que podem permitir a retirada do tumor com preservação do dedo e de sua função em casos selecionados, sem comprometer os princípios de segurança oncológica.</p>
<h3>Aula discutirá amputação e cirurgia conservadora</h3>
<p>A aula “Melanoma subungueal: amputação vs. cirurgia conservadora?” será ministrada por <strong>Mauro Enokihara</strong>, chefe do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).</p>
<p>A apresentação está prevista para sábado, 24 de outubro, último dia do congresso, no bloco “Melanoma: apresentações especiais”.</p>
<p>O melanoma subungueal é considerado raro e representa aproximadamente 0,7% a 3,5% dos melanomas no mundo. Embora seja pouco frequente na população geral, o melanoma do aparelho ungueal representa proporcionalmente uma parcela maior dos melanomas diagnosticados em pessoas negras, asiáticas e hispânicas.</p>
<h3>Congresso reunirá diferentes especialidades</h3>
<p>De acordo com <strong>Flávio Cavarsan</strong>, cirurgião oncológico, vice-coordenador da Comissão de Neoplasias da Pele da SBCO e presidente da Comissão Organizadora do congresso, o encontro busca integrar conhecimentos de diferentes áreas envolvidas no cuidado ao paciente com câncer de pele.</p>
<blockquote><p>“Vamos discutir os avanços terapêuticos, trazer atuais e novos protocolos para os cânceres de pele e compartilhar experiências entre diversas especialidades que tratam o tumor”, explica Cavarsan.</p></blockquote>
<p>Outro tema previsto é o carcinoma espinocelular (CEC), um dos principais tipos de câncer de pele não melanoma, ao lado do carcinoma basocelular.</p>
<p>O cirurgião oncológico Felice Riccardi, membro da SBCO e diretor do Grupo Brasileiro de Melanoma, ministrará a aula “Abordagem da base linfonodal no CEC cutâneo”, com foco em casos considerados de alto risco.</p>
<p>A discussão abordará como avaliar os linfonodos, quando investigar possível disseminação da doença e em quais situações a abordagem cirúrgica pode ser indicada.</p>
<h3>Diagnóstico precoce continua fundamental</h3>
<p>Os linfonodos são estruturas do sistema linfático e podem estar entre os primeiros locais atingidos quando determinados tumores se disseminam.</p>
<blockquote><p>“A identificação de um possível comprometimento linfonodal pode influenciar a definição da estratégia de tratamento e o acompanhamento do paciente. Durante a aula, serão discutidos os critérios utilizados para avaliar esse risco e as situações em que a cirurgia dos linfonodos pode fazer parte do tratamento”, explica Cavarsan.</p></blockquote>
<p>Segundo o especialista, o tratamento do câncer de pele tem evoluído em diferentes frentes, permitindo considerar o tipo de tumor, o estágio da doença e as características de cada paciente.</p>
<blockquote><p>“Hoje, há diferentes estratégias para tratar o câncer de pele e a escolha depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das características de cada paciente. O diagnóstico precoce continua sendo fundamental, mas, mesmo nos casos mais avançados, temos ampliado as possibilidades de tratamento e controle da doença”, afirma.</p></blockquote>
<h3>Câncer de pele é o mais incidente no Brasil</h3>
<p>O câncer de pele é o tipo de câncer mais incidente no Brasil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026–2028, são esperados 263.280 novos casos de câncer de pele não melanoma por ano no país, o equivalente a mais de 720 novos diagnósticos por dia.</p>
<p>Embora seja menos frequente, o melanoma exige atenção pelo maior potencial de disseminação. Para o período de 2026 a 2028, o INCA estima 9.360 novos casos por ano no Brasil, sendo 4.930 em homens e 4.430 em mulheres.</p>
<blockquote><p>“Os números reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, temas que estarão entre os principais assuntos do Congresso”, aponta Paulo Henrique Fernandes, cirurgião oncológico e presidente da SBCO.</p></blockquote>
<p>Em Goiás, sede do evento, são estimados 13.780 novos casos de câncer de pele não melanoma e 170 de melanoma em 2026, totalizando 13.950 casos novos estimados. Apenas em Goiânia, a estimativa é de 2.360 novos casos de câncer de pele não melanoma e 50 de melanoma no ano.</p>
<h3>Alterações persistentes na pele devem ser avaliadas</h3>
<p>A exposição à radiação ultravioleta está entre os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer de pele. Exposição excessiva ao sol, histórico de queimaduras solares, uso de câmaras de bronzeamento artificial e pele clara estão entre os fatores relacionados a maior risco.</p>
<p>No caso específico do melanoma do aparelho ungueal, entretanto, a associação com exposição solar não está estabelecida da mesma forma que ocorre nos melanomas cutâneos convencionais.</p>
<p>A doença pode se manifestar por feridas que não cicatrizam, pintas que mudam de cor, formato ou tamanho, aparecimento de novas pintas e lesões escuras com assimetria ou bordas irregulares. Alterações persistentes na pele devem ser avaliadas por um profissional de saúde.</p>
<h3>Inteligência artificial, cirurgia de Mohs e melanoma na gestação estão na programação</h3>
<p>A programação do congresso será dividida entre cursos pré-congresso e atividades gerais.</p>
<p>No dia 22 de outubro, dois cursos serão voltados a conhecimentos fundamentais para cirurgiões que atuam no tratamento do câncer de pele. Os conteúdos incluem identificação de tumores, uso da dermatoscopia para reconhecer sinais de melanoma, técnicas de reconstrução após retirada de tumores no nariz, pálpebras, lábios e outras regiões da face, além de sessões interativas com atividade prática e quiz.</p>
<p>No dia 23, um dos temas será a estratificação molecular no prognóstico do melanoma, apresentada por <strong>Clóvis Antônio Lopes Pinto</strong>, médico patologista do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo.</p>
<p>O convidado internacional <strong>Gabriel Salerni</strong>, médico argentino especialista em câncer de pele, participará do debate sobre a abordagem do lentigo maligno da face e também falará sobre o avanço da inteligência artificial no diagnóstico do câncer de pele.</p>
<p>Outro convidado internacional, <strong>Abel Gonzalez</strong>, médico argentino e cirurgião de cabeça e pescoço, apresentará dados de 35 anos de acompanhamento de pacientes submetidos à cirurgia de Mohs, técnica que permite remover o tumor com controle microscópico das margens cirúrgicas, preservando tecido saudável.</p>
<h3>Tratamentos antes e depois da cirurgia serão debatidos</h3>
<p>Também no dia 23, a oncologista clínica <strong>Veridiana Pires de Camargo</strong>, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, apresentará aula sobre a seleção de pacientes com melanoma em estádios II e III de alto risco para tratamento adjuvante, realizado após a cirurgia.</p>
<p>No sábado, 24 de outubro, o tratamento realizado antes da cirurgia será discutido no bloco “Neoadjuvância em Melanoma”. A chamada terapia neoadjuvante consiste no uso de outro tratamento, como imunoterapia, antes do procedimento cirúrgico.</p>
<p>O oncologista clínico <strong>Milton Barros</strong>, do A.C.Camargo Cancer Center, discutirá a escolha do tratamento sistêmico e as alternativas quando essa estratégia não alcança o resultado esperado.</p>
<p>Na sequência, <strong>João Duprat</strong>, diretor do Departamento de Câncer de Pele do A.C.Camargo Cancer Center e cirurgião oncológico, abordará o papel da retirada dos linfonodos após a terapia neoadjuvante.</p>
<p>A programação também inclui recomendações para o manejo do melanoma durante a gestação, apresentadas por <strong>Frederico Teixeira</strong>, cirurgião oncológico e responsável pelo Grupo de Cirurgia Oncológica da Divisão de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina da USP.</p>
<p>Entre os tumores raros, <strong>Ivna Gonçalves</strong>, cirurgiã oncológica do A.C.Camargo Cancer Center e membro da SBCO, abordará o dermatofibrossarcoma protuberans, câncer de pele que pode se estender além da área visível e apresentar risco de voltar no mesmo local.</p>
<p>Para <strong>Paulo Henrique Fernandes</strong>, o congresso será uma oportunidade de atualização científica e integração entre especialidades.</p>
<blockquote><p>“O câncer de pele exige uma abordagem cada vez mais integrada, personalizada e baseada nas melhores evidências, envolvendo diferentes profissionais desde o diagnóstico até o seguimento. Os congressos são uma oportunidade de atualização científica, troca de experiências e integração entre as especialidades, com o objetivo final de levar ao paciente um tratamento cada vez mais seguro, efetivo e individualizado”, finaliza.</p></blockquote>
<h3>Serviço</h3>
<p>IV Congresso Brasileiro de Câncer de Pele e II Congresso Internacional de Câncer de Pele<br />
Data: 22 a 24 de outubro de 2026<br />
Local: Centro de Convenções de Goiânia<br />
Endereço: Rua 4, nº 1.400, Setor Central, Goiânia (GO)<br />
Realização: Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)<br />
Informações e inscrições: cancerdepele2026.com.br<br />
Credenciamento para imprensa: Bárbara Conti de Oliveira — (11) 98203-4946 / Moura Leite Netto — (11) 99733-5588</p>
<h3>Sobre a SBCO</h3>
<p>Fundada em 31 de maio de 1988, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) é uma entidade sem fins lucrativos que reúne cirurgiões oncológicos e outros profissionais envolvidos no cuidado multidisciplinar ao paciente com câncer.</p>
<p>A entidade atua na promoção de educação médica continuada, intercâmbio de conhecimentos, prevenção, detecção precoce e fortalecimento da cirurgia oncológica brasileira. A SBCO é presidida pelo cirurgião oncológico Paulo Henrique de Sousa Fernandes na gestão 2025–2027.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Percarbonato de sódio viralizou: veja como usar o produto na limpeza e quais cuidados tomar</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 10:48:48 +0000</pubDate>
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<h3 style="text-align: center;">Alvejante sem cloro e tira-manchas pode ser usado em roupas brancas e coloridas, azulejos, rejuntes e plásticos, desde que respeitadas as orientações de uso</h3>
<p>O percarbonato de sódio ganhou popularidade nas redes sociais por sua capacidade de auxiliar na remoção de manchas e sujeiras difíceis. Ao entrar em contato com a água, o composto libera oxigênio ativo, que potencializa sua ação como alvejante e tira-manchas e permite seu uso em diferentes tarefas domésticas.</p>
<p>Livre de cloro, perfumes e corantes, o percarbonato é biodegradável. Em contato com a água, decompõe-se em água, oxigênio e carbonato de sódio. O produto pode ser utilizado em roupas brancas e coloridas e em determinadas superfícies, como azulejos, rejuntes e plásticos, desde que sejam observadas as recomendações do fabricante e a compatibilidade com cada material.</p>
<blockquote><p>“Antes de comprar ou utilizar qualquer produto de limpeza, é importante ler o rótulo e verificar para quais finalidades ele é indicado, como deve ser aplicado e quais cuidados precisam ser observados. A quantidade, o tempo de contato e o tipo de material precisam ser considerados para que o consumidor aproveite seus benefícios sem correr riscos de danificar a superfície ou a peça”, explica <strong>Rafael Alves dos Santos</strong>, especialista em limpeza da Ecoville, em Cambuí (MG).</p></blockquote>
<p>Segundo ele, os vendedores da rede também recebem capacitação para orientar os consumidores sobre as características e as formas adequadas de utilização dos produtos.</p>
<h3>Como usar percarbonato de sódio nas roupas</h3>
<p>Na lavanderia, o percarbonato pode ser empregado no tratamento de roupas brancas e coloridas, principalmente quando há manchas ou resíduos mais difíceis de remover.</p>
<p>O produto também pode ajudar na limpeza de panos de prato muito engordurados. A orientação apresentada pela Ecoville é utilizar aproximadamente duas colheres de sopa de percarbonato para cada litro de água quente e deixar as peças de molho por pelo menos três horas.</p>
<p>Depois desse período, as roupas podem seguir normalmente para a máquina de lavar, com o sabão em pó ou líquido utilizado habitualmente.</p>
<blockquote><p>“O percarbonato é especialmente interessante quando o objetivo é tratar sujidades como sangue, vinho, suor e gordura. Mas é importante sempre verificar a etiqueta da roupa e as recomendações do fabricante antes da aplicação, principalmente em peças mais delicadas ou que tenham alguma restrição específica”, orienta Rafael.</p></blockquote>
<h3>Percarbonato também pode ser usado em azulejos e rejuntes</h3>
<p>Além das roupas, o produto pode ser aplicado em algumas superfícies domésticas, entre elas azulejos, rejuntes e determinados tipos de plástico.</p>
<p>Nesse tipo de uso, a recomendação é verificar previamente se o material é compatível com o percarbonato e seguir as instruções indicadas na embalagem.</p>
<p>Em caso de dúvida, o especialista recomenda testar o produto inicialmente em uma pequena área, especialmente quando se tratar de uma superfície mais delicada.</p>
<h3>O que não fazer com o percarbonato de sódio</h3>
<p>Apesar da versatilidade, o uso do percarbonato exige alguns cuidados. Um dos principais é evitar misturas improvisadas com outros produtos de limpeza.</p>
<blockquote><p>“Não é necessário criar receitas ou aumentar a quantidade do produto para tentar obter um resultado mais potente. O percarbonato já possui uma finalidade específica e deve ser utilizado conforme as orientações. O excesso não significa maior eficiência e pode aumentar o risco de danos ao material e à própria saúde”, afirma Rafael.</p></blockquote>
<p>Outro cuidado é não utilizar o produto em materiais cuja compatibilidade não tenha sido verificada e não deixar a solução sobre tecidos ou superfícies por um período superior ao recomendado.</p>
<p>As orientações da embalagem devem prevalecer tanto em relação à quantidade utilizada quanto ao tempo de contato.</p>
<h3>Uso correto é essencial para evitar danos</h3>
<p>A popularização do percarbonato nas redes sociais ampliou o interesse pelo produto, mas o especialista ressalta que seu uso deve seguir as recomendações específicas de cada fabricante.</p>
<blockquote><p>“O consumidor não precisa deixar de usar o percarbonato, pelo contrário, é um produto eficiente e versátil quando aplicado corretamente. A chave está em conhecer a finalidade, respeitar as quantidades indicadas e entender as características do material que será tratado”, conclui.</p></blockquote>
<h3>Sobre a Ecoville</h3>
<p>Fundada em 2007, a Ecoville é uma rede de franquias especializada em produtos de limpeza. A empresa possui mais de 300 operações no país e comercializa mais de 2 mil itens entre produtos, acessórios e equipamentos destinados à limpeza residencial e profissional.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Especialistas reforçam que leite é seguro, nutritivo e acessível</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 10:39:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comer & Beber]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_49215" aria-describedby="caption-attachment-49215" style="width: 1020px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-49215" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/08/handsome-red-haired-man-drinking-milk-from-glass.jpg?resize=1020%2C680&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="680" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/08/handsome-red-haired-man-drinking-milk-from-glass.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/08/handsome-red-haired-man-drinking-milk-from-glass.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/08/handsome-red-haired-man-drinking-milk-from-glass.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/08/handsome-red-haired-man-drinking-milk-from-glass.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/08/handsome-red-haired-man-drinking-milk-from-glass.jpg?resize=2048%2C1365&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2026/08/handsome-red-haired-man-drinking-milk-from-glass.jpg?w=3060&amp;ssl=1 3060w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-49215" class="wp-caption-text">Foto: magnific.com</figcaption></figure>
<h3 style="text-align: center;">Alimento consumido por mais de 80% da população mundial ainda é alvo de mitos nas redes sociais, apesar de ser fonte de cálcio, proteínas e minerais</h3>
<p>Consumido regularmente por 6,5 bilhões de pessoas em todo o mundo, o equivalente a mais de 80% da população mundial, conforme estimativa da International Dairy Federation (IDF), o leite de vaca continua sendo um dos alimentos mais populares e acessíveis.</p>
<p>Apesar disso, o produto frequentemente é alvo de boatos e desinformação nas redes sociais, especialmente em relação aos seus benefícios para a saúde.</p>
<p>Com exceção de pessoas com restrições específicas, como quadros alérgicos ou intolerância à lactose, o leite é considerado um alimento saudável para grande parte da população. Esse entendimento foi reforçado em 2023, quando a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) divulgaram documento conjunto sobre o consumo de leite e derivados.</p>
<p>No documento, as entidades afirmam que o leite é um alimento historicamente consumido pelo ser humano e que houve adaptação evolutiva para a obtenção de nutrientes a partir dele e de seus derivados.</p>
<h3>Fonte de cálcio, proteínas e minerais</h3>
<p>Segundo Carolina Nobre, nutricionista especializada em Nutrição Clínica Funcional, o leite é uma fonte importante de nutrientes.</p>
<blockquote><p>“O leite é sim um alimento muito interessante. Rico em proteína, em cálcio e em muitos minerais interessantes, é um alimento fundamental para nossa saúde óssea e muscular, em todas nossas fases de vida, da infância à melhor idade”, explica.</p></blockquote>
<p>A especialista, que atende no Órion Complex, em Goiânia, também destaca a acessibilidade do produto.</p>
<p>Segundo ela, o leite é um alimento de fácil acesso tanto pelo custo quanto pela ampla distribuição. “É um alimento bem versátil e acessível, inclusive às camadas sociais de baixa renda”, afirma.</p>
<h3>Tecnologia aumentou segurança e durabilidade</h3>
<p>Carolina também chama atenção para a evolução do processamento do leite ao longo das décadas.</p>
<blockquote><p>“O leite é hoje um alimento super seguro, em grande parte por uso de tecnologias de processamento e envase como as versões do leite UHT, também conhecido como longa vida”, explica.</p></blockquote>
<p>De acordo com a nutricionista, o uso de embalagens cartonadas assépticas também contribuiu para ampliar a durabilidade do produto.</p>
<blockquote><p>“Você tem também hoje o uso em larga escala das embalagens cartonadas assépticas que garante uma longevidade do leite, que em outras condições, como era nos antigos saquinhos de plástico, seria altamente perecível”, completa.</p></blockquote>
<h3>Entenda os tipos de leite</h3>
<p>Ao longo dos anos, novas tecnologias foram incorporadas ao processo de industrialização do leite. Com isso, o alimento passou a atender diferentes necessidades nutricionais.</p>
<p>Entre as opções disponíveis estão o leite integral, o semidesnatado, o desnatado e o zero lactose.</p>
<p>Segundo <strong>Vinícius Junqueira</strong>, diretor de marketing da Marajoara Laticínios, o leite UHT padrão tem teor médio de gordura de 3%.</p>
<blockquote><p>“O semidesnatado precisa ter sua composição de 1,5% a 0,7% de gordura total. Já o desnatado é praticamente sem gordura, sendo necessário um percentual inferior a 0,5% para ser considerado desnatado”, explica.</p></blockquote>
<h4>Integral mantém características nutricionais originais</h4>
<p>Vinícius explica que o leite integral não passa por processo de remoção de gordura, sendo consumido com grande parte de suas características nutricionais originais.</p>
<p>Já os leites semidesnatado e desnatado passam por redução do teor de gordura, mas, segundo ele, não têm suas qualidades nutricionais alteradas por esse processo.</p>
<p>A pasteurização e o processamento industrial contribuem para garantir maior segurança ao consumo e ampliar o tempo de validade do produto.</p>
<h4>Leite zero lactose preserva nutrientes</h4>
<p>O leite zero lactose também mantém seus valores nutritivos, de acordo com o diretor da Marajoara.</p>
<blockquote><p>“O que temos em relação ao leite zero lactose é um processo de melhoramento, onde utiliza-se enzimas denominadas lactase, que quebram a lactose transformando-a em glicose e galactose”, esclarece.</p></blockquote>
<p>Segundo Vinícius, esse processo dura aproximadamente 24 horas. Durante esse período, o leite permanece em tanques de inox, onde é misturado para favorecer a quebra das moléculas de lactose.</p>
<blockquote><p>“A enzima introduzida faz, na prática, uma ‘digestão externa’ da lactose”, explica.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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