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Projeto abre espaço para público conhecer habitat dos cavalos-marinhos no Rio de Janeiro

Foto: Projeto Cavalos-Marinhos/Divulgação

Iniciativa abre visitação gratuita entre os dias 1º e 3 de junho e apresenta ações de conservação de uma espécie ameaçada de extinção

O Projeto Cavalos Marinhos abre ao público, entre os dias 1º e 3 de junho, o Espaço Educativo instalado na Universidade Santa Úrsula, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. A visitação gratuita ocorrerá das 9h às 14h e permitirá que os participantes conheçam de perto o habitat, o comportamento e as ações de conservação dos cavalos-marinhos desenvolvidas há mais de duas décadas pela instituição.

A iniciativa integra a programação da primeira edição da Rio Nature & Climate Week, encontro internacional voltado ao debate sobre meio ambiente, mudanças climáticas e políticas públicas para a sustentabilidade.

Experiência imersiva apresenta universo dos cavalos-marinhos

O Espaço Educativo foi criado para proporcionar uma experiência interativa aos visitantes. O local reúne modelos de cavalos-marinhos, reprodução de ambientes de manguezal, jogos educativos e um laboratório com animais vivos criados em cativeiro.

Segundo a coordenadora-geral do Projeto Cavalos Marinhos, Natalie Freret-Meurer, a proposta é aproximar o público do universo desses animais.

“Tem modelos de cavalos-marinhos, tem uma árvore de manguezal, tem jogos e tem também o nosso laboratório com animais vivos que a gente reproduz em cativeiro. Tem filhotes, tem jovens e adultos. Então, a pessoa realmente entra aqui para mergulhar no mundo desses animais”, explica.

Projeto mantém população de segurança inédita no Brasil

Um dos destaques da iniciativa é a formação da primeira população de segurança da espécie brasileira conhecida como cavalo-marinho de focinho longo, mantida em ambiente controlado e monitorada geneticamente.

O trabalho busca preservar uma espécie que sofre com a destruição de habitats, a captura acidental pela pesca industrial e o comércio para aquários, fatores que contribuem para o risco de extinção em diversas regiões do planeta.

“A gente faz essa reprodução em cativeiro. Tem todos os animais rastreados geneticamente. Então, a gente sabe exatamente qual é a composição genética. E, se for necessário fazer introdução em ambiente natural, a gente consegue fazer”, afirma Natalie.

Projeto também gera renda e promove educação ambiental

Além da conservação da espécie, o Projeto Cavalos Marinhos desenvolve ações voltadas à educação ambiental e à geração de renda para comunidades tradicionais. Uma das iniciativas recentes formou mulheres pescadoras em São Pedro da Aldeia para a produção de biojoias feitas a partir de escamas de peixe.

A organização também promove capacitação de professores, gestores de unidades de conservação, jovens e educadores ambientais para ampliar a disseminação de conhecimento sobre os cavalos-marinhos e os ecossistemas costeiros.

Projeto já impactou cerca de 2 milhões de pessoas

Criado em 2002, o Projeto Cavalos Marinhos atua em diversas regiões do estado do Rio de Janeiro, incluindo as baías de Guanabara, Ilha Grande e Sepetiba, além de Búzios, Arraial do Cabo e Laguna de Araruama. Em 2025, expandiu suas atividades para São Paulo e Espírito Santo.

Somente em 2024, a iniciativa estima ter impactado cerca de 2 milhões de pessoas. Nos últimos dois anos, mais de 100 pescadores foram atendidos e mais de 20 oficinas capacitaram mulheres caiçaras, jovens, professores e agentes ambientais.

Como participar

Os interessados em visitar o Espaço Educativo devem realizar inscrição gratuita por formulário disponibilizado pelo projeto. A atividade conta com apoio do Programa Petrobras Socioambiental.

*com informações da Agência Brasil

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