
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o combate ao crime organizado ao status de ação de Estado, estabelecendo uma estratégia de atuação integrada e permanente entre órgãos do Executivo, Ministério Público e Poder Judiciário. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 15 de janeiro, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, após reunião no Palácio do Planalto.
Integração entre poderes
A medida prevê coordenação entre Polícia Federal, Receita Federal, Banco Central, Ministério Público e Judiciário, respeitando as autonomias constitucionais de cada órgão. Segundo o ministro, ações isoladas não são suficientes para enfrentar organizações criminosas estruturadas e transnacionais.
“Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos os atores presentes, de elevar ao status de ação do Estado o combate ao crime organizado”, afirmou Wellington César Lima.
Cooperação e resultados práticos
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou que a integração já produz resultados, citando uma operação recente que resultou na apreensão de quase 10 toneladas de drogas na Espanha – a maior da história do país – a partir de investigações conduzidas em parceria com autoridades brasileiras.
Foco na descapitalização
Outro eixo central da estratégia é o enfrentamento do poder econômico das organizações criminosas. Rodrigues afirmou que a PF tem priorizado ações para atingir o “andar de cima” do crime organizado, utilizando inteligência e planejamento.
Próximos passos
O ministro informou que novas medidas e ações estruturantes serão detalhadas em reuniões posteriores, incluindo a organização interna da pasta e o aprofundamento da cooperação federativa com estados e governadores.
A decisão representa um marco na resposta do Estado brasileiro ao crime organizado, reconhecendo que o tamanho do desafio exige uma atuação conjunta, contínua e acima de ciclos governamentais. “Há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, concluiu Wellington César Lima.