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	<title>Arquivos O Contexto da Educação - Portal Contexto</title>
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	<title>Arquivos O Contexto da Educação - Portal Contexto</title>
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		<title>Como combater o Burnout no ecossistema escolar?</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 09:15:36 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-33208 alignleft" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-modified.jpg?resize=300%2C259&#038;ssl=1" alt="burnout" width="300" height="259" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-modified.jpg?w=600 600w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-modified.jpg?resize=300%2C259 300w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p dir="ltr">Em 1999, o Ministério da Saúde classificou a<a href="https://portalcontexto.com.br/?s=burnout"><strong> Síndrome de Burnout</strong></a> na lista de doenças relacionadas ao trabalho. No começo do ano passado, esse movimento foi repetido, porém desta vez em escala global, já que a Organização Mundial de Saúde também adicionou a enfermidade como um problema atrelado às tarefas ocupacionais. Reconhecida por se tratar de um estado de exaustão crônica, o distúrbio ocorre, principalmente, após períodos prolongados de estresse e costuma desencadear entre profissionais que lidam com altas responsabilidades e pressão.</p>
<p dir="ltr">Hoje os professores acabam sendo um exemplo bastante recorrente e vulnerável à essa patologia, principalmente devido à natureza exigente de trabalho, ao estresse de cuidar dos estudantes e à fadiga social relacionada às atividades na área educacional.</p>
<p dir="ltr">Como se as próprias exigências profissionais já não fossem o bastante, não são raros levantamentos que apontam que educadores precisam lidar com condições de trabalho problemáticas, como número elevado de estudantes, cargas de trabalho extenuantes, conflitos com alunos ou até mesmo com as famílias, que muitas vezes exigem ambiguidade de papel de educador e cuidador.</p>
<p dir="ltr">Não à toa, um estudo conduzido pela Revista Brasileira de Medicina do Trabalho com professores da rede pública indicou que 70,13% dos profissionais apresentavam sintomas de burnout. Dentre eles, 85% sentiam-se ameaçados em sala de aula, enquanto 44% cumpriam uma jornada de trabalho superior a 60 horas semanais. Além dos números alarmantes, a pesquisa constatou que o alto índice da doença entre os educadores se dá pelo medo da violência no ambiente escolar, além da jornada excessiva, os baixos salários e a falta de suporte, recursos e reconhecimento pelo seu trabalho.</p>
<p dir="ltr">A somatória de todos esses fatores acaba gerando um enorme estresse ao cotidiano desses profissionais, afetando também diretamente a sua qualidade de vida. Problemas como esgotamento mental, cansaço físico, dificuldade de concentração, insônia, além de distúrbios de memória e irritabilidade são alguns dos sintomas mais comuns do burnout. Vale dizer ainda que o esgotamento mental no caso dos educadores gera consequências importantes na própria qualidade do ensino, tornando o impacto desse problema ainda mais grave.</p>
<p dir="ltr">Outro ponto que não pode ser ignorado nesse contexto é a pandemia, que acabou trazendo novos desafios para a classe, principalmente sobre a necessidade de adaptação ao ensino remoto de maneira atropelada. Isso, sem dúvida, ampliou os níveis de estresse e ansiedade entre os professores. Mais do que isso, os docentes tiveram que lidar ainda com toda a incerteza do cenário e, é claro, com o próprio medo dele ou algum parente próximo se adoecer. Diante desse contexto, não é de se espantar o resultado apontado por uma pesquisa feita pela Nova Escola mostrando que 72% dos educadores tiveram a saúde mental afetada durante o período mais crítico do novo coronavírus.</p>
<p dir="ltr">Muito embora a síndrome do burnout não apresente uma cura específica, existe tratamento e, sobretudo, prevenção. O foco nesse sentido passa muitas vezes pela aproximação dos gestores com o objetivo de criar ferramentas e suporte para que os educadores consigam atuar em melhores condições. Atitudes simples que visem uma melhor divisão de tarefas, a fim de evitar o acúmulo de funções e preservar a jornada de trabalho, além do reconhecimento profissional já são passos importantes para assegurar o aumento da motivação e bem-estar emocional dos professores e, assim, evitar os sintomas mais comuns da doença.</p>
<p dir="ltr">O burnout é uma questão séria que deve ser mitigada com afinco pelos gestores escolares. Afinal, o problema afeta tanto a saúde física e mental dos profissionais envolvidos, quanto pontos ligados ao ambiente educacional, como a qualidade do ensino e a retenção de educadores. Por isso, é importante que as instituições reconheçam esses sinais de esgotamento e busquem ferramentas que os ajudem a lidar com o estresse e a prática do autocuidado. Afinal, zelar por quem será o responsável pela educação de nossas crianças e jovens, é cuidar do futuro do país.</p>
<p dir="ltr"><strong>Rossandro Klinjey</strong> é embaixador e co-fundador da <a href="https://sejaeduca.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://sejaeduca.com.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1679580082535000&amp;usg=AOvVaw0FtpJDUp0LFkex8ZLyC_aa">Educa</a>. Autor de diversos livros e psicólogo com mestrado em saúde coletiva, professor de pós-graduação da Unicamp e PUCRS, o empreendedor é um dos nomes mais relevantes no segmento de saúde mental e desenvolvimento humano no Brasil.</p>
<p dir="ltr"><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Volta às aulas: será que o propósito das férias escolares foi cumprido?</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2023 09:15:21 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32236" aria-describedby="caption-attachment-32236" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-32236 " src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-683x1024.jpg?resize=300%2C450&#038;ssl=1" alt="aulas" width="300" height="450" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?resize=683%2C1024 683w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?resize=200%2C300 200w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?resize=768%2C1152 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?resize=1024%2C1536 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?resize=1365%2C2048 1365w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Helen-57-modified-scaled.jpg?w=1707 1707w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-32236" class="wp-caption-text">Helen Mavichian. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
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<p>Fim de férias escolares e os seus filhos estão ansiosos pela <strong>volta às aulas</strong>? Que tal você, pai ou mãe de crianças e adolescentes, aproveitar este momento para fazer uma breve retrospectiva das últimas semanas e ver se os seus filhos cumpriram o <strong>verdadeiro</strong> propósito das férias?</p>
<p>Esse período de descanso, em pleno verão, é mais do que somente uma trégua das aulas e atividades curriculares. É uma fase de curtição, um momento para fazer com que as crianças descansem a mente, recarreguem as energias, fortaleçam os laços familiares e também aprendam a lidar com o tédio, o tempo ocioso.</p>
<p>A rotina escolar com certeza é benéfica para estimular a responsabilidade, as relações sociais e <a href="https://blog.mylifesocioemocional.com.br/protagonismo/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://blog.mylifesocioemocional.com.br/protagonismo/&amp;source=gmail&amp;ust=1675176701050000&amp;usg=AOvVaw1wC8apmx86wUxuHDvDFV1t">autonomia</a> nas crianças, mas também é fundamental dar uma pausa nos horários rígidos, nos estudos e nas atividades escolares e extracurriculares. As crianças também sofrem com o estresse e a pressão durante o ano letivo, assim como os adultos. Essa pausa faz bem para a saúde mental dos pequenos, contribui para o descanso e permite que crianças e adolescentes tenham o privilégio de dar um respiro maior.</p>
<p>As férias contribuem também para proporcionar momentos memoráveis em família e reforçar os vínculos afetivos, especialmente para aquelas crianças que frequentam a escola em período integral ou que têm uma agenda lotada com atividades extracurriculares durante o ano. É por meio das brincadeiras que elas elaboram sentimentos, desenvolvem estratégias para enfrentar situações desafiadoras, constroem sua autonomia e aprimoram seu relacionamento com o outro.</p>
<p>As viagens, passeios, conversas e atividades em espaços como parques servem para aproximar e fortalecer o vínculo familiar. É importante que os pais e filhos aproveitem juntos o período de férias, porém, <strong>nem sempre as férias de trabalho dos pais coincidem com o período de férias escolares e gera uma angústia de deixar os filhos em casa com pouca diversão, enquanto os pais trabalham em home office ou no modelo híbrido. </strong></p>
<p>Mas, não necessariamente <strong>os pais devem se sentir culpados por isso</strong>. Deixar os filhos um pouco quietos enquanto trabalham pode ser até benéfico para a saúde mental deles.  É isso mesmo que você leu<strong>. Algumas crianças e adolescentes são muito ativos e nem sempre sabem lidar com o tédio, porém, esses dias de calmaria também são importantes. </strong></p>
<p>O tédio é importante na vida da criança, mas, por muitas vezes, os pais e responsáveis se preocupam demais em manter os filhos repletos de atividades, sejam elas escolares ou até extracurriculares, como esportes, aulas de reforço, idiomas, natação e afins. Eles esquecem ou não sabem que o momento do ócio também é necessário para o desenvolvimento dos filhos.</p>
<p>Quando os filhos estão entediados ou não possuem uma companhia para brincar, são naturalmente estimulados a usar a imaginação para encontrar meios de se divertirem ou mesmo soltar a imaginação e os pensamentos. Isso permite que a curiosidade os faça inventar brincadeiras e conhecer coisas novas, tomando a iniciativa de se distrair e curtir a própria companhia.</p>
<p>O tempo ocioso auxilia na formação de habilidades como a criatividade e a inovação, características essenciais para toda a vida. A infância e a adolescência são fases intensas de desenvolvimento e possuem necessidades cognitivas de descobrir, investigar, tocar com as próprias mãos e explorar novos territórios. Só que, em meio a tantas atividades durante o ano letivo, as crianças e os adolescentes desaprendem a lidar com o &#8220;não fazer nada&#8221;. Ficam inquietas, sofrem de ansiedade e limitam o próprio potencial de viver situações diferentes. Querem estar ocupadas com atividades ou optam por se distrair por horas no celular.</p>
<p>Por que estou enfatizando isso? Para te lembrar que o tempo das crianças não precisa sempre ser preenchido integralmente com atividades, nem nas férias, nem durante o período escolar. Deixá-las aprender a lidar com o ócio às vezes é bom e necessário. Às vezes é importante deixá-las quietas para que aprendam a desacelerar um pouco. Deixe-os com algumas tardes livres, se estudam pela manhã. Ou vice-versa. Faz bem para o desenvolvimento e para a saúde mental deles. Acredite.</p>
<p><a href="https://helenpsicologa.com.br/"><strong>Helen Mavichian</strong></a> é psicoterapeuta especializada em crianças e adolescentes e Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É graduada em Psicologia, com especialização em Psicopedagogia. Pesquisadora do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Possui experiência na área de Psicologia, com ênfase em neuropsicologia e avaliação de leitura e escrita.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>A culpa é do mau uso da tecnologia</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2021 13:52:49 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-17259 alignleft" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/colunaalvaro_contextoeducacao-910x1024.jpg?resize=300%2C337&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="337" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/colunaalvaro_contextoeducacao.jpg?resize=910%2C1024 910w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/colunaalvaro_contextoeducacao.jpg?resize=267%2C300 267w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/colunaalvaro_contextoeducacao.jpg?resize=768%2C864 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/colunaalvaro_contextoeducacao.jpg?w=960 960w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Álvaro Luis Cruz, vice-presidente de Inovação Educacional na Positivo Tecnologia, nos convida a fazer uma reflexão sobre o uso da tecnologia na educação.</strong><strong> Boa leitura</strong></h3>
<p style="font-weight: 400;">Em maio de 2020, 35% dos professores ouvidos em pesquisa do <a href="https://yesonxexeusatle.i-mpr.com/link.php?code=bDpodHRwJTNBJTJGJTJGaW5zdGl0dXRvcGVuaW5zdWxhLm9yZy5iciUyRnBlc3F1aXNhLWRvLWluc3RpdHV0by1wZW5pbnN1bGEtYXBvbnRhLTYwLWRvcy1wcm9mZXNzb3Jlcy1hY3JlZGl0YW0tcXVlLW9zLWFsdW5vcy1uYW8tZXZvbHVpcmFtLW5vLWFwcmVuZGl6YWRvLWVtLTIwMjAlMkY6NDEyMjUyOTk1ODp0aGFpc0BhZ2VuY2lhZHJvbmUuY29tLmJyOmMzZjAzMA==">Instituto Península </a>se diziam cansados. Em agosto já eram 46% e em novembro 53%. Com o agravamento da pandemia e o abre e fecha das escolas, é fácil supor que esse índice subiu ainda mais. As famílias também estão esgotadas. Mais de um ano depois tendo que se dividir entre o home office, as tarefas domésticas e o auxílio aos filhos nas atividades escolares, além de cansadas os pais estão preocupados com os prejuízos no aprendizado. Da mesma forma, alunos de todas as idades estão abatidos, e os números da evasão são prova disso. Segundo o <a href="https://yesonxexeusatle.i-mpr.com/link.php?code=bDpodHRwJTNBJTJGJTJGd3d3MS5mb2xoYS51b2wuY29tLmJyJTJGZWR1Y2FjYW8lMkYyMDIxJTJGMDElMkZjZXJjYS1kZS00LW1pbGhvZXMtYWJhbmRvbmFyYW0tZXN0dWRvcy1uYS1wYW5kZW1pYS1kaXotcGVzcXVpc2Euc2h0bWw6NDEyMjUyOTk1ODp0aGFpc0BhZ2VuY2lhZHJvbmUuY29tLmJyOjNiYmIyMA==">Datafolha </a>, em 2020, 4 milhões (8,4%) dos estudantes com idade entre 6 e 34 anos matriculados antes da pandemia abandonaram a escola. Estão todos exaustos e em grande parte a culpa é da tecnologia. Ou melhor, das aulas on-line. Professores não aguentam mais transmitir e alunos não aguentam mais assistir aulas que foram pensadas para o olho no olho e que digitalmente perdem o encantamento. A pandemia mostrou que não basta o professor ir para a frente da câmera. Por mais louvável que isso seja, o tempo mostrou que reinventar a aula não foi suficiente e em muitos casos não funcionou.</p>
<p style="font-weight: 400;">Muita tecnologia sem contexto pedagógico adequado também não resolve a questão do ensino e aprendizado. Ao contrário, pendurar várias soluções de software sem uma curadoria para eleger os mais indicados a cada etapa do processo de aprendizagem do aluno e sem flexibilidade para mudar de ferramenta em função das necessidades tanto presenciais como a distância, favorece o mimetismo da aula presencial no mundo virtual. Se repete o caso da TV, que no início não percebia as grandes possibilidades que a nova mídia oferecia e simplesmente filmava uma peça de teatro, por exemplo. As novas tecnologias são uma nova mídia e devem ser usadas na medida da necessidade e no tempo adequado. Hoje, simular aulas presenciais no mundo virtual deixa alunos entediados, a família desesperada e os professores encurralados.</p>
<p style="font-weight: 400;">No momento, educadores inovadores se debruçam para eleger soluções que permitam atividades diferentes on-line, complementem o ensino e simultaneamente ofereçam informações relevantes sobre o aprendizado do aluno. Não se trata de incluir mais LMS ou provas on-line, e sim de, através do uso de softwares e plataformas educacionais flexíveis, permitir que o aluno corrija sua trilha de aprendizagem em casa, em momentos assíncronos, off-line mas com orientação do professor, e dê informações para esse mesmo professor mudar sua prática educacional.</p>
<p style="font-weight: 400;">A sala de aula hoje é qualquer lugar. Seja quando está conectado nos momentos de estudo ou quando está realizando tarefas de aprendizagem, o aluno também está tendo aula. Aula não é mais apenas quando o professor está transmitindo conteúdo. Quando um aluno está trabalhando com o Aprimora, Árvore Livros, Elefante Letrado ou outra solução que permita ao professor avaliar seu desempenho em tempo real e mudar a rota, ele está tendo uma aula muito mais atraente. Não se trata de colocar em prática todas as tecnologias, mas, sim da tecnologia mais adequada ao momento de cada aluno e turma. Não se trata de reproduzir a sala de aula através da tela do computador e, sim, de reproduzir experiências de aprendizagem por meio de softwares, plataformas e soluções em que o aluno realiza tarefas de escrita e leitura, por exemplo, complementa seu aprendizado e gera informações relevantes para o professor.</p>
<p style="font-weight: 400;">Para isso, é fundamental uma curadoria que ajude a escola a selecionar as melhores ferramentas de apoio a aprendizagem, aquelas que garantam ao aluno participar de simulações sozinho ou em grupo e tragam para o momento on-line com o professor suas experiências e reflexões. A flexibilidade também é indispensável. Muitas escolas têm adotado soluções em contratos longos, de 2 a 3 anos, esquecendo que os alunos e as tecnologias irão mudar e exigirão novas ferramentas. Por último, a escola deve optar por tecnologias em que o professor não precise necessariamente estar presente para usá-las. São tecnologias acessórias, em que o aluno aprende e vai para a aula on-line mais engajado, tornando aquele momento muito mais significativo.</p>
<p style="font-weight: 400;">Estão todos cansados e se as escolas não entenderem a necessidade de um trabalho conjunto envolvendo curadoria, flexibilidade e inteligência, professores, pais e alunos chegarão à exaustão. Aulas presenciais transmitidas ao vivo pela internet, ninguém aguenta mais.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Álvaro Luis Cruz</strong><em>, </em>vice-presidente de Inovação Educacional na Positivo Tecnologia.</p>
<p><strong>O Contexto da Educação</strong> é uma coluna rotativa, escrita por profissionais especializados em educação para ajudar você a entender as especificidades e desafios do que acreditamos ser a base de qualquer transformação e o único caminho para a evolução seja da sociedade, ou de cada indivíduo.</p>
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		<title>A família como fator de proteção</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2021 14:41:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Família e Escola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em comemoração ao Dia da Família, que será em 15 de maio, a Orientadora Educacional do Colégio Seriös, Andressa Araruna, nos convida a refletir sobre os papéis da família na educação dos filhos em tempos de pandemia. Boa leitura! Um mundo hiper conectado, vivenciando uma pandemia histórica, enquanto as novas gerações estão ansiosas por respostas [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: center;"><strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-16837 alignleft" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/orientadoraserios.jpg?resize=402%2C322&#038;ssl=1" alt="" width="402" height="322" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/orientadoraserios.jpg?w=525 525w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/orientadoraserios.jpg?resize=300%2C241 300w" sizes="(max-width: 402px) 100vw, 402px" /><span style="color: #ffcc00;">Em comemoração ao Dia da Família, que será em 15 de maio, a Orientadora Educacional do Colégio <span class="il">Seriös</span>, Andressa Araruna, nos convida a refletir sobre os papéis da <a style="color: #ffcc00;" href="https://portalcontexto.com.br/as-escolas-e-o-desafio-de-seguir-formando-seres-humanos/">família na educação</a> dos filhos em tempos de pandemia. Boa leitura!</span></strong></h4>
<p>Um mundo hiper conectado, vivenciando uma pandemia histórica, enquanto as novas gerações estão ansiosas por respostas e proteção. No meio dessa situação, famílias buscam ressignificar o seu papel diante dos novos desafios, rodeadas pelo medo de consequências físicas e socioemocionais. Acredito que o cenário é assustador para crianças, adolescentes e adultos.</p>
<p>No último ano, os papéis essenciais da família, como a transmissão de valores, o acolhimento e o afeto, misturaram-se aos da escola &#8211; espaço de aprendizado formal, convívio com as diferenças, fortalecimento de valores sociais. A partir de então, a casa passou a ser foco do ensino remoto e, dentro deste contexto, certamente muitas famílias se questionaram sobre qual postura assumir. Além disso, esse momento foi crucial para que vários pais e responsáveis pudessem reconhecer a atuação da escola além dos aspectos cognitivos.</p>
<p>Foi notado que os pais, mães, avós e tios estavam mais preocupados com o desenvolvimento infantil nos últimos meses. Muitos, vez ou outra, se questionaram sobre os riscos que a pandemia trouxe para a vida de todos e, principalmente, para as crianças e adolescentes que, por meses, ficaram afastados da escola, dos amigos, dos familiares, das brincadeiras, das festinhas, do parque de diversão&#8230;</p>
<p>Sim, os riscos são diversos. E ouvimos vários deles nos diálogos com professores, em reuniões pelo virtuais, nos desabafos com amigos. Entre eles, os que mais se destacam: baixa tolerância à frustração, baixa autoestima, autoritarismo, problemas psicológicos, doenças físicas, expectativas não realistas sobre o filho, famílias com distribuição desigual de autoridade e poder, situação de crise ou estresse social, ausência de um dos membros da família. Esses fatores são impactantes e possuem alta probabilidade de gerar sequelas a longo prazo.</p>
<p>No próximo sábado (15), celebraremos o Dia Internacional da Família. Para a data, é importante que possamos refletir sobre esses pontos citados acima. Entretanto, o debate sobre o tema abrange também fatores que envolvem a proteção, visto que a família é o alicerce para a criança e o adolescente. Apesar das angústias que a pandemia nos trouxe, devemos pensar em fundamentos que se fortaleceram também – de forma positiva – no último ano. Mais do que nunca, vimos uma integração entre pais e filhos.</p>
<p>De modo geral, entendemos que a proteção diz respeito às condições ambientais, biológicas ou sociais que agem a favor do desenvolvimento e atuam na prevenção de desordem emocional ou comportamental. Contudo, é válido destacar que um bom funcionamento familiar, com vínculos afetivos, apoio e monitoramento são fatores de proteção igualmente essenciais para um desenvolvimento infantil integral e saudável.</p>
<p>Por essas razões, convido a nossa comunidade a fazer investimentos conscientes na proteção de nossas crianças e nossos adolescentes! Vamos trabalhar com atitudes que expressam afeto seguro e contínuo; dedicar nosso tempo para acompanhar atividades escolares e participar do lazer com esses jovens.</p>
<p>Tenhamos a empatia de exercitar uma comunicação não violenta e uma escuta atenta; praticar comportamento familiar que desenvolva sentimentos bons, com senso de justiça, responsabilidade e generosidade. Assim, certamente estaremos oferecendo proteção a eles, mesmo que não tenhamos todas as respostas.</p>
<p><strong><br />
<span style="color: #ffcc00;">Andressa Araruna</span> </strong>é Pedagoga entusiasta, afetiva, motivada pela convicção que a aprendizagem pode ser um processo inspirador, agradável e bem sucedido para todas as crianças, respeitando suas habilidades e competências individuais. Atuando na área educacional há 21 anos na regência, como Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Anos Iniciais, e nos últimos 4 anos como Orientadora Educacional do <a href="https://colegioserios.com.br/">Colégio <span class="il">Seriös</span></a>. Desenvolvendo um trabalho onde o sucesso e o bem-estar dos alunos sejam prioritários.</p>
<p><span style="color: #ffcc00;"><strong>O Contexto da Educação</strong></span> é uma coluna rotativa, escrita por profissionais especializados em educação para ajudar você a entender as especificidades e desafios do que acreditamos ser a base de qualquer transformação e o único caminho para a evolução seja da sociedade, ou de cada indivíduo.</p>
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