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Miguel Morela e Roberta Righetto vencem Brasileiro de Dingue em Brasília

Velejadores celebram a premiação do 40º Campeonato Brasileiro de Dingue

Com 112 velejadores na classificação final, campeonato no Lago Paranoá reuniu iniciantes e atletas experientes e mostrou como a vela aproxima gerações dentro e fora da competição.

 

Entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro o Iate Clube de Brasília promoveu  em parceria com Confederação Brasileira de Vela o 40º Campeonato Brasileiro da Classe Dingue.  Miguel Morela e Roberta Righetto conquistaram o título do 40º Campeonato Brasileiro da Classe Dingue, encerrado em 2 de novembro, no Iate Clube de Brasília, no Lago Paranoá. A bordo do Osprey XXXIII, a dupla terminou a competição com 7 pontos líquidos, à frente de Luiz José Júnior e Lourenço Zimmermann, vice-campeões com 11, e de David Baker e Patricia Souza, terceiros colocados com 13.

Rhodolfo Mariozi. Foto: divulgação ICB.

Segundo Rhodolfo Mariozi, Diretor de Esportes Náuticos do ICB, o campeonato contou com 56 embarcações, totalizando 112 velejadores, com representantes de 16 clubes, além de escolas de vela, projetos e entidades esportivas que somadas chegaram a 25 entidades nauticas. Mariozi parabenizou participantes e equipe:

“Trabalhamos para receber na melhor forma possível, todos os participantes. Quero agradecer o trabalho da nossa equipe náutica. Tanto marinheiros quanto a equipe da secretaria. Juntos, fizemos mais um campeonato de nível nacional de forma exemplar e profisional”. Destacou.

O campeonato teve dois dias destinados à medição das embarcações e três dias de regatas. Foram concluídas seis provas, com um descarte por barco. O resultado completo pode ser consultado no site Sail Score. 

Os cinco primeiros da classificação geral

Pódio da classificação geral. Gabriel Dantas, Rolf Schmidt, Lourenço Zimmerman, Luiz Neto,  Roberta Righetto, Miguel Morela, Patrícia Souza,  David Backer, Carlos Calleb Filho e Giancarlo Canali. Foto: Divulgação Iate Clube de Brasília

1º Miguel Morela e Roberta Righetto  ( CNC / CNP / RYC / PG )
2º Luiz José Júnior e Lourenço Zimmermann (CNC / CMIC)
3º David Baker e Patricia Souza ( CMIC)
4º Rolf Schmidt e Gabriel Dantas (CNC)
5º Giancarlo Canali e Carlos Calleb de Souza Filho (HLIC / AABB-DF)

Os campeões de cada categoria

Dingues na Raia Norte durante o 40 Campeonato Brasileiro de Dingue. Foto: Divulgação ICB

Juvenil: Miguel Morela e Roberta Righetto
Senior:  Genaro Castello Branco e Jéssica Rayanne Freire
Master: Rolf Preben Schmidt e Gabriel Dantas
Grand Master:  Luiz José Júnior e Lourenço Zimmermann
Legend:  Aloisio e Alejandro Martínez
Dupla Mista:  David Baker e Patricia Souza
Feminina:  Maria Luiza Almeida e Cleide Holanda
1.5:  Leonardo Almeida e Mônica Gama
Estreante:  Felipe Werka e Pedro Pilati
Dingue Clássico: Celina Mariano e Davi Freitas

Organização e nível técnico recebem elogios

À frente da Associação Brasileira da Classe Dingue (ABCD), David Baker avaliou positivamente a organização e o desempenho dos participantes na raia do Paranoá.

“Foi um campeonato acima das expectativas. Presença expressiva de 112 velejadores de 8 estados brasileiros. Deu tudo certo na organização do Iate Clube de Brasília e as regatas foram de alto nível técnico. Ficamos muito felizes com mais este evento de sucesso”, afirmou.

Jingle Bell conquista pódios em quatro categorias

Os integrantes da equipe Jingle Bell no 40º Campeonato Brasileiro da Classe Dingue foi composta por velejadores de 04 clubes do Rio de Janeiro e Brasília:  Lourenço Zimmerman, João Paternostro, Marco Aurélio Sá, Luiz Júnior, Luiz Vodopives, Cristiane Daemon, Ana Paula Vodopives e André Vodopives. Foto: divulgação Equipe Jingle Bell

A equipe Jingle Bell, liderada por Luiz José Júnior, do Clube Naval Charitas , reuniu parceiros de clubes do Rio de Janeiro e de Brasília e conquistou pódios em quatro categorias. Luiz Júnior correu com Lourenço Genaro Zimmermann Cruz, do Cota Mil Iate Clube, e terminou como vice-campeão geral e campeão da Grand Master.

Luiz Vodopives e Cristiane Daemon, do CNC, ficaram em segundo lugar na Juvenil e em décimo na geral.

Na Master, Marco Aurélio de Sá Ribeiro, do Iate Clube do Rio de Janeiro, velejou com João Paternostro Caldellas, do Iate Clube de Brasília, e a dupla conquistou o terceiro lugar da categoria, com a 13ª posição geral.

André Vodopives e Ana Paula Vodopives, também do CNC, foram vice-campeões da Estreante. As formações aproximaram velejadores de diferentes clubes e experiências dentro da mesma equipe.

Gerações diferentes na mesma raia

Miguel e Roberta venceram tanto a classificação geral quanto a Juvenil, categoria definida pela idade do timoneiro. Na mesma competição, havia barcos nas categorias Master, Grand Master e Legend, esta última destinada a timoneiros a partir dos 75 anos. Entre os estreantes, a disputa abriu espaço para outras trajetórias de entrada na vela.

Para Baker, a 40ª edição do Brasileiro reafirma o Dingue como opção de prática esportiva para diferentes públicos.

“Barco simples, de baixo custo de manutenção e que atrai uma grande diversidade de velejadores como casais, pais e filhos, amigos, iniciantes na Vela e também velejadores de Projetos Sociais de várias localidades. Ou seja, é a Classe verdadeiramente inclusiva”, afirmou.

Baker também ressalta que essa diversidade inclui os velejadores experientes. Entre os nomes ligados à classe estão o próprio dirigente, Celina Mariano, Luiz José Júnior e Marco Aurélio de Sá Ribeiro. A convivência entre quem está aprendendo e quem acumula anos de regatas permite que a formação de novos velejadores aconteça junto da competição de alto nível.

Essa convivência tem relação com a origem do Dingue. Projetado no Brasil em 1978 pelo engenheiro naval Miguel Pomar, o veleiro foi pensado para passeios em família e para competir. Com 4,16 metros de comprimento e uma vela, permite que o aprendizado e a prática de regatas façam parte da vida de pessoas de diferentes idades.

Na dupla, o timoneiro conduz o barco pelo leme, enquanto o proeiro participa do equilíbrio, das manobras, regulagem da vela e da observação da raia. A composição da tripulação também é livre quanto ao gênero: duplas masculinas, femininas e mistas participam da classificação geral.

O que pesa na escolha de um parceiro

A escolha de quem vai na proa combina características físicas, experiência e os objetivos da dupla. Um timoneiro mais pesado pode procurar uma criança mais leve para equilibrar o peso do conjunto e se aproximar do mínimo permitido. Em ventos fracos, o menor peso total pode favorecer o desempenho; quando o vento aumenta, ganha importância a capacidade de usar o corpo para equilibrar o barco, na ação conhecida como escora.

Já a opção por um proeiro mais experiente pode estar associada à leitura do vento, à antecipação das manobras e à divisão das decisões durante a regata. Essas são possibilidades de composição da dupla, e não uma regra baseada apenas na idade. Um jovem pode chegar com experiência acumulada em outras classes, assim como um adulto pode estar começando a velejar. O guia técnico da North Sails para a classe relaciona o posicionamento dos tripulantes e as regulagens às condições de vento e ao peso do conjunto.

Quando um velejador experiente divide o barco com uma criança, o aprendizado acontece durante a navegação: observar uma rajada, acompanhar o posicionamento dos adversários e entender o momento de uma manobra passam a ser tarefas compartilhadas. A relação também exige comunicação e responsabilidades compatíveis com a preparação de cada tripulante.

Peso mínimo e reconhecimento para tripulações mais pesadas

As regras da Associação Brasileira da Classe Dingue estabelecem peso mínimo de 120 kg para a tripulação. Se o conjunto ficar abaixo desse valor, são permitidas as correções previstas no regulamento, com lastro fixado ao barco. A soma do lastro corretor do casco com o da tripulação não pode ultrapassar 13 kg.

Existe ainda a categoria 1.5, destinada a tripulações com mais de 150 kg, sem uso de lastro. Esse recorte reconhece os conjuntos mais pesados na premiação do campeonato.

Entenda as diferentes categorias

As categorias criam recortes de premiação para trajetórias e condições distintas dentro da competição. Nas divisões por idade, vale a idade do timoneiro. Por isso, uma criança que atua como proeira de um adulto pode disputar a Master, enquanto um timoneiro juvenil pode competir ao lado de alguém mais velho.

Categoria Idade do timoneiro

Outras categorias consideram critérios diferentes: Feminina e Dupla Mista observam a composição da tripulação; a 1.5 considera o peso; e a Estreante depende dos critérios de experiência do timoneiro previstos no regulamento, com aprovação da classe. A Dingue Clássico reconhece barcos construídos antes da fase de fabricação pela Holos. Geral, gênero e categorias têm listas próprias, e um barco pode ser premiado em mais de uma delas, conforme seu enquadramento.

 

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