
Entre os nomes que renunciaram, dois governadores sinalizaram intenção de disputar a Presidência da República. Ronaldo Caiado (PSD-GO) já se declarou pré-candidato, enquanto Romeu Zema (Novo-MG), após dois mandatos consecutivos, também deixou o cargo e indicou possível candidatura, ainda não formalizada.
A maior parte das renúncias, no entanto, está ligada à disputa por vagas no Senado. Nove governadores deixaram seus postos com esse objetivo:
- Gladson Cameli (PP-AC)
- Wilson Lima (União-AM)
- Ibaneis Rocha (MDB-DF)
- Renato Casagrande (PSB-ES)
- Mauro Mendes (União-MT)
- Helder Barbalho (MDB-PA)
- João Azevêdo (PSB-PB)
- Antonio Denarium (PP-RR)
Além deles, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também renunciou para disputar o Senado. No entanto, ele foi condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deverá concorrer sub judice.
Governadores que buscam reeleição permanecem nos cargos
Diferentemente dos que disputam outros cargos, governadores que pretendem a reeleição não precisam deixar suas funções. Nove chefes do Executivo estadual optaram por permanecer no cargo enquanto se preparam para a disputa de um segundo mandato:
- Clécio Luís (União-AP)
- Jerônimo Rodrigues (PT-BA)
- Elmano de Freitas (PT-CE)
- Eduardo Riedel (PP-MS)
- Raquel Lyra (PSD-PE)
- Rafael Fonteles (PT-PI)
- Jorginho Mello (PL-SC)
- Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP)
- Fábio Mitidieri (PSD-SE)
A legislação permite essa permanência, já que a candidatura à reeleição não exige desincompatibilização.
Governadores que permanecem até o fim do mandato
Outros sete governadores decidiram não disputar cargos nas eleições deste ano e seguirão à frente dos seus estados até o fim do mandato. Todos já cumpriram dois mandatos consecutivos:
- Paulo Dantas (MDB-AL)
- Carlos Brandão (sem partido-MA)
- Ratinho Junior (PSD-PR)
- Fátima Bezerra (PT-RN)
- Eduardo Leite (PSD-RS)
- Marcos Rocha (PSD-RO)
- Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO)
Eleições de outubro definirão novos governos e Congresso
O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, quando cerca de 155 milhões de eleitores estarão aptos a votar. Estarão em disputa os cargos de presidente da República, vice-presidente, governadores, além de deputados federais, estaduais e distritais.
Caso nenhum candidato alcance mais da metade dos votos válidos — excluindo brancos e nulos —, haverá segundo turno no dia 25 de outubro para os cargos de presidente e governador.
*com informações da Agência Brasil