
Dados do Banco Central mostram que apenas maio registrou saldo positivo em 2026; estoque da poupança permanece acima de R$ 1 trilhão
Os brasileiros retiraram mais recursos da poupança do que depositaram no primeiro semestre de 2026. Dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo Banco Central (BC) mostram que os saques superaram os depósitos em R$ 39,3 bilhões entre janeiro e junho.
Somente em junho, a retirada líquida foi de R$ 237,5 milhões, mantendo a tendência de saída de recursos observada ao longo do ano.
Apesar disso, o saldo total aplicado nas cadernetas de poupança permaneceu praticamente estável, alcançando R$ 1,020 trilhão.
Apenas maio teve saldo positivo
Dos seis primeiros meses de 2026, apenas maio apresentou resultado positivo para a poupança, com entrada líquida de R$ 2,6 bilhões.
Os maiores volumes de retirada ocorreram em:
Janeiro: R$ 23,5 bilhões;
Março: R$ 11,1 bilhões.
Esses dois meses concentraram grande parte da saída de recursos registrada no semestre.
Saldo permanece acima de R$ 1 trilhão
Mesmo com a retirada líquida acumulada, o estoque total da poupança continua acima de R$ 1 trilhão.
Segundo o Banco Central, o saldo atual é de R$ 1,020 trilhão, praticamente o mesmo registrado em junho de 2025, quando as aplicações somavam R$ 1,019 trilhão.
Em maio deste ano, o volume chegou a atingir R$ 1,028 trilhão, mas as retiradas observadas nas semanas seguintes reduziram o saldo em mais de R$ 8 bilhões.
Juros elevados reduzem atratividade da poupança
Especialistas apontam que o cenário de taxa Selic elevada tem reduzido a atratividade da poupança frente a outras modalidades de investimento, como títulos públicos, CDBs e fundos de renda fixa, que oferecem rentabilidade superior em períodos de juros altos.
Ainda assim, a poupança continua sendo uma das aplicações financeiras mais utilizadas pelos brasileiros, principalmente por sua simplicidade, liquidez imediata e isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.