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Bancos ainda falham na comunicação com clientes surdos, aponta especialista em acessibilidade

Foto: ICOM

A digitalização transformou o setor bancário nos últimos anos, com aplicativos completos, autoatendimento e inteligência artificial. Ainda assim, para milhões de brasileiros que se comunicam prioritariamente em Libras, a experiência financeira continua marcada por barreiras que poderiam ser evitadas com ajustes relativamente simples.

A comunicação acessível segue como um dos principais desafios na relação entre bancos e pessoas surdas. Informações sobre abertura de conta, contratação de serviços, renegociação de dívidas ou até mesmo o uso do aplicativo muitas vezes não estão disponíveis em formatos compreensíveis para esse público, o que compromete autonomia, segurança e clareza nas decisões financeiras.

Segundo Monica Lupatin, diretora de negócios do ICOM, socialtech brasileira especializada em inclusão e comunicação acessível para a comunidade surda, a inclusão não depende apenas de grandes investimentos tecnológicos, mas de decisões estratégicas voltadas à experiência do usuário.

Caminhos para um atendimento mais inclusivo

A especialista aponta medidas práticas que podem transformar a relação dos bancos com clientes surdos:

Para Monica, quando a acessibilidade é incorporada à estratégia de atendimento, e não tratada como ação pontual, o banco fortalece a confiança, amplia seu alcance e constrói relações mais duradouras com um público historicamente excluído de experiências financeiras plenamente compreensíveis.

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