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Análise: Impacto da operação dos EUA na Venezuela no petróleo e no setor de energia

Foto: Getty Images

A operação militar dos EUA na Venezuela no início de 2026, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, gerou um choque geopolítico, mas o impacto imediato nos preços do petróleo foi limitado. Apesar das promessas de reconstrução da infraestrutura petrolífera do país com investimento americano, a Venezuela hoje representa menos de 1% da oferta global, e sua produção atual é inferior a 1 milhão de barris por dia (bpd) – muito abaixo dos 3,45 milhões bpd alcançados em 1998.

Por que a reação dos preços foi moderada?

Potencial de longo prazo e desafios
A Venezuela possui uma das maiores reservas do mundo, estimada em mais de 300 bilhões de barris. No entanto, recuperar a produção para patamares de 2 a 2,4 milhões bpd – níveis de 2010 a 2015 – exigiria investimentos acima de US$ 100 bilhões e poderia levar 1 a 3 anos, mesmo com a participação rápida de grandes petroleiras dos EUA.

Possíveis vencedores e perdedores no setor

Estabilidade política é o principal obstáculo
Apenas a Chevron opera atualmente no país, respondendo por 20% a 30% da produção. Outras empresas devem aguardar maior estabilidade política e garantias contra expropriações, além de clareza sobre joint ventures existentes com China e Rússia.

Recado para investidores
O episódio reforça a importância de uma gestão ativa e disciplinada no setor de energia, capaz de navegar a volatilidade geopolítica e identificar exposições específicas. Enquanto o impacto de curto prazo foi contido, as implicações de longo prazo – tanto para oferta global quanto para realinhamentos setoriais – dependerão da evolução política, do volume de investimentos e da confiança na estabilidade institucional venezuelana.

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