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	<title>Arquivos ProteínasDoLeite - Portal Contexto</title>
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	<title>Arquivos ProteínasDoLeite - Portal Contexto</title>
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		<title>Mais motivos para você consumir leite e seus derivados!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raquel Paternostro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2020 13:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[#contexto]]></category>
		<category><![CDATA[#ctxt]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[comerebeber]]></category>
		<category><![CDATA[laticínios]]></category>
		<category><![CDATA[ProteínasDoLeite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo pesquisas, a ingestão das proteínas do leite neutralizada radicais livres e contribui para o fortalecimento do sistema imunológico &#160; É tanta informação sobre o que a gente deve ou não comer, que o consumidor acaba ficando confuso. Mas eu busco fontes seguras para divulgar referências importantes para a saúde. Desta vez, o que motivou [...]</p>
<p>O post <a href="https://portalcontexto.com.br/mais-motivos-para-voce-consumir-leite-e-seus-derivados/">Mais motivos para você consumir leite e seus derivados!</a> apareceu primeiro em <a href="https://portalcontexto.com.br">Portal Contexto</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Segundo pesquisas, a ingestão das proteínas do leite neutralizada radicais livres e contribui para o fortalecimento do sistema imunológico</strong></span></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p>É tanta informação sobre o que a gente deve ou não comer, que o consumidor acaba ficando confuso. Mas eu busco fontes seguras para divulgar referências importantes para a saúde.</p>
<p>Desta vez, o que motivou a matéria foi o artigo <strong><a href="https://portalcontexto.com.br/importancia-das-proteinas-do-leite-no-sistema-imunologico/">IMPORTÂNCIA DAS PROTEÍNAS DO LEITE NO SISTEMA IMUNOLÓGICO</a>. </strong>Segundo este documento, embasado por estudos científicos, o consumo de leite e seus derivados faz bem para a saúde!</p>
<p>Com ressalva apenas para as pessoas que possuam alguma alergia ou intolerância a determinada substancia contida nestes produtos, o leite e seus derivados são fundamentais para o  devido  funcionamento do nosso organismo. Os lácteos são a mais importante fonte de cálcio além de possuir  diversas proteínas e vitaminas.</p>
<figure id="attachment_4144" aria-describedby="caption-attachment-4144" style="width: 400px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-4144" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Leila_Planta-Piloto-de-Processamento-de-Queijos.jpg?resize=400%2C539&#038;ssl=1" alt="" width="400" height="539" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Leila_Planta-Piloto-de-Processamento-de-Queijos.jpg?resize=223%2C300&amp;ssl=1 223w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Leila_Planta-Piloto-de-Processamento-de-Queijos.jpg?w=519&amp;ssl=1 519w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-4144" class="wp-caption-text"><span style="color: #800000;">Dra. Leila na Planta-Piloto de Processamento de Queijos. Foto: divulgação</span></figcaption></figure>
<p>Conversamos com uma das autoras do artigo,  <strong>Dra. </strong><strong>Leila Maria Spadoti</strong> que é pesquisadora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Laticínios do <a href="https://ital.agricultura.sp.gov.br/">Instituto de Tecnologia de Alimentos</a> (ITAL) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.</p>
<p>Spadoti ressaltou que os “produtos lácteos são fonte dietética exclusiva ou predominante de compostos bioativos, incluindo determinadas proteínas”. Tais  compostos aumentam a resposta imunológica, contribuindo para a proteção do organismo.</p>
<p>No artigo foram destacadas as soroproteínas: <strong>imunoglobulinas</strong>, a <strong>lactoperoxidade</strong> que tem atividade antibacteriana e a <strong>lactoferrina</strong>, que além de antibacteriana, é antiviral e estimula a imunidade.</p>
<h4></h4>
<h4><span style="color: #800000;"><strong>Lactoferrina</strong></span></h4>
<p>Um estudo realizado com animais indicou que a lactoferrina “protege contra choque séptico uma complicação muitas vezes letal decorrente de uma resposta sistêmica a uma infecção grave,” destaca Spadoti.</p>
<p>A pesquisadora ressaltou ainda que idosos, pacientes pós-operatórios e portadores do vírus HIV ou de outras condições que diminuem a imunidade, são as pessoas mais vulneráveis ao choque séptico.</p>
<p>Também foram encontrados efeitos antivirais e estímulo  a várias células do sistema imunológico.</p>
<blockquote><p><strong><span style="color: #800000;">“A lactoferrina pode, portanto, proporcionar benefícios quando usada como suplemento na dieta de pessoas idosas ou de indivíduos com a imunidade comprometida,” afirma.</span></strong></p></blockquote>
<h4><span style="color: #800000;"><strong>Peptídeos bioativos (PBAs)</strong></span></h4>
<p>PBAs possuem atividades biológicas desejáveis. “Há relatos de que alguns PBAs derivados das proteínas do leite apresentam capacidade de inibir a adesão de vírus e bactérias às células epiteliais, contribuindo para proteção do organismo contra infecções,” argumenta Spadoti</p>
<figure id="attachment_4141" aria-describedby="caption-attachment-4141" style="width: 500px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-4141" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/flower-meal-food-salt-breakfast-milk-1049542-pxhere.com_.jpg?resize=500%2C375&#038;ssl=1" alt="" width="500" height="375" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/flower-meal-food-salt-breakfast-milk-1049542-pxhere.com_.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/flower-meal-food-salt-breakfast-milk-1049542-pxhere.com_.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/flower-meal-food-salt-breakfast-milk-1049542-pxhere.com_.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/flower-meal-food-salt-breakfast-milk-1049542-pxhere.com_.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-4141" class="wp-caption-text"><span style="color: #800000;">Os laticínios são fontes exclusivas ou predominante de compostos bioativos, incluindo proteínas específicas fundamentais para a saúde</span></figcaption></figure>
<h4><span style="color: #800000;"><strong>Confira mais  informações passadas pela Dra Leila Spadoti sobre as Proteínas do Leite</strong></span></h4>
<h5><strong>Portal Contexto.CTXT: Fale sobre as proteínas do leite.</strong></h5>
<p><strong>Dra Leila: </strong> As proteínas do leite são compostas por dois grupos principais: caseínas (de 78 a 80%) e soroproteínas ou proteínas do soro (de 20 a 22%). De acordo com a legislação brasileira, um litro de leite cru ou de leite para consumo, seja pasteurizado ou leite ultrapasteurizado (UHT), o chamado “leite de caixinha”, deve ter um mínimo de 2,9% de proteínas, ou seja, 29 gramas – 5,8 gramas por copo de 200 mL.</p>
<p>Essas proteínas são consideradas de elevado valor nutricional e possuem propriedades biológicas, particularmente com relação à promoção de saúde e prevenção de doenças.</p>
<p>Além disso, podem ser precursoras de peptídeos biologicamente ativos (PBAs), isto é, de fragmentos de proteínas que podem produzir vários efeitos bioquímicos e fisiológicos no corpo humano.</p>
<p>Atualmente, as proteínas do leite são consideradas fontes importantes de uma variedade de PBAs, os quais podem atuar de forma benéfica sobre o sistema imune, nervoso, gastrintestinal e, principalmente cardiovascular, o que torna esses componentes potenciais ingredientes de alimentos promotores de saúde.</p>
<h5><strong>Portal Contexto.CTXT:  Ela é mais concentrada em produtos in natura do que nos industrializados? Tem diferença se for integral ou desnatado?</strong></h5>
<p><strong>Dra Leila:</strong> O leite in natura possui o mesmo teor de proteína total encontrado no leite pasteurizado ou UHT que, independente de ser desnatado ou integral, deve ter obrigatoriamente 2,9% de proteína.</p>
<p>Os queijos (com exceção da ricota) são “concentrados de caseínas”, podendo ter de seis a 12 vezes mais caseína do que no leite. Os chamados Whey Protein Concentrates (WPC) ou Concentrados Proteicos de Soro (CPS) são produtos que contêm no mínimo 34% de soroproteínas em sua composição.</p>
<h5><strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-4143" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-stream-of-milk-pours-into-triangle-shaped-measuring-glass.jpg?resize=300%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="300" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-stream-of-milk-pours-into-triangle-shaped-measuring-glass-scaled.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-stream-of-milk-pours-into-triangle-shaped-measuring-glass-scaled.jpg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-stream-of-milk-pours-into-triangle-shaped-measuring-glass-scaled.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-stream-of-milk-pours-into-triangle-shaped-measuring-glass-scaled.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-stream-of-milk-pours-into-triangle-shaped-measuring-glass-scaled.jpg?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-stream-of-milk-pours-into-triangle-shaped-measuring-glass-scaled.jpg?resize=2048%2C2048&amp;ssl=1 2048w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Portal Contexto.CTXT</strong>: <strong>Qual a quantidade que ela deve ser consumida para se ter os benefícios? Por favor, descreva em porção de produtos. </strong></h5>
<p><strong>Dra Leila</strong> Não há estudos conclusivos dizendo qual deveria ser a quantidade diária de proteínas lácteas a ser consumida para garantir todos os seus potenciais benefícios à saúde. O que se sabe é que a proteína dietética é essencial para a saúde humana, já que é a principal fonte de aminoácidos, componentes estruturais de todo o corpo.</p>
<p>A ingestão inadequada pode resultar em balanço negativo de nitrogênio e, consequentemente, perda de massa muscular esquelética, pois as proteínas endógenas são rapidamente degradadas para fornecer precursores de aminoácidos para a manutenção do metabolismo e de energia.</p>
<p>Para evitar a perda muscular, a Organização Mundial de Saúde (OMS) determina que o consumo diário deve ser de 0,83 gramas de proteína por quilo de peso corporal. Tal quantidade necessária para estabelecer o equilíbrio metabólico em quase todos os indivíduos saudáveis.</p>
<h5><strong>Portal Contexto.CTXT: Ela se mantém nos produtos após a fervura?  Pergunto isso pra saber se mantém em molhos, creme de leite etc.</strong></h5>
<p><strong>Dra Leila</strong> De modo geral, pode-se dizer que sim, pois as caseínas são altamente resistentes ao tratamento térmico. Já as soroproteínas têm baixa resistência e podem perder certas características funcionais, mas não tendem a perder importância em termos nutricionais.</p>
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		<title>IMPORTÂNCIA DAS PROTEÍNAS DO LEITE NO SISTEMA IMUNOLÓGICO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2020 10:14:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[laticínios]]></category>
		<category><![CDATA[ProteínasDoLeite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Autores: Adriana Torres Silva Alves (Pesquisadora do Tecnolat/ITAL e membro do subcomitê de nutrição e saúde da FIL-IDF) Leila Maria Spadoti (Pesquisadora do Tecnolat/ITAL e membro do subcomitê de Ciência e Tecnologia da FIL-IDF) Marco Antônio Sundfeld da Gama (Pesquisador da Embrapa Gado de Leite e coordenador do subcomitê de nutrição e saúde da FIL-IDF) [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Autores:</strong></h4>
<p>Adriana Torres Silva Alves (Pesquisadora do Tecnolat/ITAL e membro do subcomitê de nutrição e saúde da FIL-IDF)</p>
<p>Leila Maria Spadoti (Pesquisadora do Tecnolat/ITAL e membro do subcomitê de Ciência e Tecnologia da FIL-IDF)</p>
<p>Marco Antônio Sundfeld da Gama (Pesquisador da Embrapa Gado de Leite e coordenador do subcomitê de nutrição e saúde da FIL-IDF)</p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>IMPORTÂNCIA DAS PROTEÍNAS DO LEITE NO SISTEMA IMUNOLÓGICO</strong></h4>
<p>O sistema imunológico desempenha um papel fundamental na proteção contra doenças infecciosas causadas por bactérias, vírus, fungos e parasitas empregando, para tanto, mecanismos de específicos e não específicos de resposta.</p>
<p>Os componentes não específicos dos sistemas de defesa imunológico do organismo incluem barreiras físico-químicas tais como: a pele, membranas de mucosas, a lisozima, complementos e interferons, bem como células assassinas naturais e células fagócitas (imunidade celular).</p>
<p>Respostas imunológicas específicas são intermediadas por anticorpos/imunoglobulinas (IgA, IgG, IgM, IgD e IgE) produzidos por linfócitos do Tipo B (imunidade Humoral), enquanto os linfócitos de Tipo T produzem as células T-auxiliador, T-supressor e linfócitos citotóxicos (imunidade intermediada por células).</p>
<p>O leite e os produtos lácteos são fonte dietética exclusiva ou predominante de compostos bioativos, incluindo determinadas proteínas, que podem aumentar a resposta imunológica e, portanto, contribuir para a proteção do organismo. A seguir, são descritas algumas dessas proteínas e seus componentes aos quais propriedades imunomoduladoras têm sido demonstradas na literatura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>PAPEL DAS PROTEÍNAS DO SORO NA IMUNIDADE</strong></h4>
<p>O leite apresenta em sua composição dois grupos principais de proteínas: as caseínas e as proteínas do soro ou soroproteínas.</p>
<p>Além das funções básicas de nutrição (ex.: suprimento de aminoácidos essenciais disponíveis e em proporções adequadas), as proteínas do leite também possuem propriedade funcionais relacionadas à promoção da saúde e prevenção de doenças.</p>
<p>Nesse aspecto, merecem destaque as seguintes soroproteínas: imunoglobulinas, lactoperoxidase (atividade antibacteriana) e lactoferrina (atividade antibacteriana, antiviral e de estimulação da imunidade).</p>
<p>Estudos com animais demonstraram que a administração de concentrados de proteínas de soro na dieta potencializa as respostas humorais e intermediadas por células do sistema imunológico. As elevadas concentrações do aminoácido cisteína nas proteínas do soro quando comparadas a outras fontes proteicas da dieta humana têm sido apontadas como um dos fatores responsáveis por esse efeito imunoestimulador, uma vez que a cisteína é utilizada na síntese da enzima glutationa peroxidase, que exerce importante papel antioxidante (neutralização de radicais livres) e regula processos chaves envolvidos na resposta imunológica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Lactoferrina</strong></h4>
<p>A lactoferrina é uma glicoproteína que consiste em uma única cadeia polipeptídica ligada a dois glicanos (polissacarídeos), encontrada na maioria das secreções exócrinas de mamíferos, incluindo leite, lágrimas, saliva e secreções brônquicas e intestinais. Além disso, a lactoferrina também está presente nos grânulos secundários de neutrófilos. Portanto, existem duas formas primárias de lactoferrina humana, uma presente nas secreções exócrinas e a outra presente nos grânulos secundários de neutrófilos. As duas formas são idênticas em sua sequência de aminoácidos, mas diferem no conteúdo de glicano. Enquanto se considera que a forma secretada esteja envolvida na defesa do hospedeiro contra a infecção microbiana nos locais da mucosa, a lactoferrina granulocítica/neutrofílica tem notável função imunomoduladora.</p>
<p>A concentração média de lactoferrina no leite de vaca é de 10 mg por litro, mas é encontrada em concentrações mais elevadas no soro (30 a 100 mg por litro de soro doce). É considerada uma proteína de defesa de primeira linha na proteção contra infecções microbianas.</p>
<p>Um estudo com animais sugeriu que a lactoferrina protege contra o choque séptico, uma complicação muitas vezes letal decorrente de uma resposta sistêmica a uma infecção grave. Entre aqueles que são particularmente vulneráveis ao choque séptico incluem-se os idosos, pacientes pós-operatórios e portadores do vírus HIV ou de outras condições debilitantes que afetam o sistema imunológico. Também foram relatados efeitos antivirais da lactoferrina contra vários tipos de vírus que causam doenças em humanos.</p>
<p>Alguns estudos indicam ainda que a lactoferrina pode estimular uma variedade de células do sistema imunológico. A lactoferrina pode, portanto, proporcionar benefícios quando usada como suplemento na dieta de pessoas idosas ou de indivíduos com a imunidade comprometida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Peptídeos bioativos (PBAs)</strong></h4>
<p>PBAs podem ser definidos como segmentos específicos de proteínas com 3 a 20 resíduos de aminoácidos e com atividades biológicas desejáveis. A lactoferricina, por exemplo, é um PBA derivado da lactoferrina pela ação da pepsina gástrica e que apresenta efeitos antimicrobianos. Há também relatos de que alguns PBAs derivados das proteínas do leite apresentam capacidade de inibir a adesão de vírus e bactérias às células epiteliais, contribuindo para proteção do organismo contra infecções.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Referências:</strong></h4>
<p>ACTOR, J.K. 2015. Lactoferrin: A Modulator for Immunity against Tuberculosis Related Granulomatous Pathology. Mediators of Inflammation.  Article ID 409596, 10 pages <a href="http://dx.doi.org/10.1155/2015/409596">http://dx.doi.org/10.1155/2015/409596</a></p>
<p>CRIBB, P. Whey proteins and immunity. Arlington: U.S. Dairy Export Council, 2004. 12p.</p>
<p>LONNERDAL, B.; LYER, S. Lactoferrin: molecular structure and biological function. <strong> </strong>Annual Review of Nutrition, 15, 93-110, 1995.</p>
<p>SANCHEZ, L.; CALVO, M.; BROCK, J.H. Biological role of lactoferrin, Archives of Disease in Childhood, 67(5), 657-661, 1992.</p>
<p>SILVA E ALVES, A.T.; SPADOTI, L.M.; GAMA, M.A.S. Funcionalidade e prevenção. In: REGO, R.A. et al. Brasil Dairy Trends 2020. Campinas:ITAL, 2017. Cap. 6, p.143-169.</p>
<p>USDEC. Produtos de soro: definições, composição, funções. In: USDEC. Manual de referência para produtos de soro e lactose dos EUA. São Paulo: USDEC, 2004. 226p.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://portalcontexto.com.br/importancia-das-proteinas-do-leite-no-sistema-imunologico/">IMPORTÂNCIA DAS PROTEÍNAS DO LEITE NO SISTEMA IMUNOLÓGICO</a> apareceu primeiro em <a href="https://portalcontexto.com.br">Portal Contexto</a>.</p>
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