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	<title>Arquivos lei da ficha limpa - Portal Contexto</title>
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		<title>Ministro do STF suspende trecho da Lei da Ficha Limpa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Larissa Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2020 20:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu um trecho da Lei da Ficha Limpa, que trata da contagem da inelegibilidade de oito anos. A decisão foi tomada no sábado (19), último dia antes do recesso do judiciário, e deve beneficiar prefeitos, eleitos em novembro, os chamados &#8220;fichas-sujas&#8221;. O recesso da corte [...]</p>
<p>O post <a href="http://portalcontexto.com.br/ministro-do-stf-suspende-trecho-da-lei-da-ficha-limpa/">Ministro do STF suspende trecho da Lei da Ficha Limpa</a> apareceu primeiro em <a href="http://portalcontexto.com.br">Portal Contexto</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11077" aria-describedby="caption-attachment-11077" style="width: 1020px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-11077" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bancoImagemFotoAudiencia_AP_455047-1-1024x682.jpg?resize=1020%2C679&#038;ssl=1" alt="ficha" width="1020" height="679" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bancoImagemFotoAudiencia_AP_455047-1.jpg?resize=1024%2C682 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bancoImagemFotoAudiencia_AP_455047-1.jpg?resize=300%2C200 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bancoImagemFotoAudiencia_AP_455047-1.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bancoImagemFotoAudiencia_AP_455047-1.jpg?resize=1536%2C1024 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bancoImagemFotoAudiencia_AP_455047-1.jpg?w=2000 2000w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-11077" class="wp-caption-text">Ministro Nunes Marques. Foto: Felipe Sampaio &#8211; SCO/STF</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>ministro Kassio Nunes Marques</strong>, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu um trecho da</span><a href="https://portalcontexto.com.br/dez-anos-da-lei-da-ficha-limpa/"> <span style="font-weight: 400;">Lei da Ficha Limpa</span></a><span style="font-weight: 400;">, que trata da contagem da inelegibilidade de oito anos. A decisão foi tomada no sábado (19), último dia antes do recesso do judiciário, e deve beneficiar prefeitos, eleitos em novembro, os chamados &#8220;fichas-sujas&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O recesso da corte do STF começou ontem (20) e vai até o dia 6 de janeiro de 2021. Mesmo assim, quatro ministros não irão sair de férias. Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes seguirão trabalhando. Com isto, o presidente Luiz Fux não terá o poder pleno no recesso. Vale lembrar que: quando a corte está de férias, o presidente fica de plantão, sendo o responsável por qualquer urgência.</span></p>
<p>A decisão concedida pelo<span style="font-weight: 400;"> ministro Nunes Marques é o resultado da</span><span style="font-weight: 400;"> ação movida pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).</span></p>
<h4><b>Ficha Limpa ameaçada?</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Com relação a decisão do ministro Nunes Marques, <strong>Luciano Caparros Santos</strong>, advogado e diretor do <a href="http://www.mcce.org.br/">Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)</a>, instituto que contribuiu na criação da lei, acredita que esta foi mais uma tentativa de “desmontar” a lei de iniciativa popular que já foi apreciada pelo STF e considerada constitucional. “Com certeza é uma tentativa, como tivemos várias nestes 10 anos de vigência da Lei. O que espanta é o Ministro Kassio conceder a liminar no último dia do funcionamento do judiciário”, avalia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor ainda destaca que o MCCE já está se mobilizando para reagir à decisão do ministro. A instituição vai pedir a intervenção de Luiz Fux, presidente da corte. “Já estamos nos mobilizando e vamos responder no próprio processo como </span><i><span style="font-weight: 400;">amicus curiae</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pretendemos derrubar a liminar e levar a discussão ao colegiado”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os partidos políticos também foram criticados por Luciano Caparros Santos, ele lembra que </span><span style="font-weight: 400;">“os partidos reclamam da excessiva participação do judiciário nas decisões e levam os temas para serem decididos no STF”, disse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, <strong>Renato Ribeiro de Almeida</strong>, professor e advogado em Direito Eleitoral e membro da Academia Brasileira Eleitoral, tem outro entendimento sobre a decisão do ministro. “Penso ser acertada a decisão do ministro Nunes. Essa é uma crítica que muitos especialistas em Direito Eleitoral vêm fazendo, inclusive eu, desde que a importante Lei da Ficha Limpa foi aprovada. Quis o legislador, por meio de iniciativa popular com cerca de dois milhões de assinaturas e votação unânime no Congresso Nacional que a sanção de inelegibilidade fosse de 8 anos. E para quem vive da política, 8 anos já é bastante tempo.”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O professor explica que se alguém que queira concorrer a cargos eletivos for condenado na segunda instância, ele já se torna inelegível. Mas caso o réu opte por tentar reaver a decisão, o tempo longe da política aumenta por conta da demora do julgamento dos recursos nas cortes. “Na prática, sem que haja uma detração, o tempo acaba sendo o da demora em juntar o recurso mais o tempo da penalidade propriamente dita. É uma contradição. É como se a própria Lei da Ficha Limpa dissesse ao réu: “melhor você nem recorrer e já começar a cumprir seus 8 anos de ficha suja”, disse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, Renato Ribeiro de Almeida acredita que a decisão do ministro tenha sido acertada e que não há “desmonte da lei, como alguns mais exaltados insistem. Falar em desmonte, a meu ver, é pura retórica. A decisão visa a conferir racionalidade à aplicação da lei. Se a própria lei fala em 8 anos de inelegibilidade, não é justo que alguém fique mais que esse tempo inelegível. A meu ver, uma pena mesmo é que tenha sido necessário 10 anos de vigência da lei para que esse assunto fosse debatido no STF”, finalizou.</span></p>
<h4><b>PGR recorre da decisão</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">No início da tarde de hoje, a Procuradoria Geral da República (PGR) com um recurso assinado pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, recorre da decisão do ministro do STF.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a PGR, são pelo menos cinco obstáculos jurídicos contra a liminar de Nunes Marques. A suspensão não pode ocorrer, pois a legislação afirma que mudanças em regras eleitorais só são possíveis um ano antes da realização das eleições. </span></p>
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