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	<title>Arquivos #Ciência - Portal Contexto</title>
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	<title>Arquivos #Ciência - Portal Contexto</title>
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		<title>Em dez anos, Brasil perde força em pesquisa na área quântica, tema fundamental para soberania nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Larissa Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 09:22:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil ocupou o 14o lugar mundial em termos de produção científica total em 2023; na área quântica, o país ficou em 21o lugar Em 2014, o país estava em 19a posição no mundo na pesquisa em ciência e tecnologia quânticas, segundo relatório da Bori e da Elsevier 121 instituições brasileiras contaram com pesquisadores autores [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_40875" aria-describedby="caption-attachment-40875" style="width: 799px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-40875" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/12/50252942522_721e440439_c-799x450-1.jpg?resize=799%2C450&#038;ssl=1" alt="" width="799" height="450" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/12/50252942522_721e440439_c-799x450-1.jpg?w=799&amp;ssl=1 799w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/12/50252942522_721e440439_c-799x450-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2024/12/50252942522_721e440439_c-799x450-1.jpg?resize=768%2C433&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /><figcaption id="caption-attachment-40875" class="wp-caption-text">Foto: IBM Cryostat / Flickr</figcaption></figure>
<div class="highlights">
<ul>
<li>
<h3><em>O Brasil ocupou o 14o lugar mundial em termos de produção científica total em 2023; na área quântica, o país ficou em 21o lugar</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>Em 2014, o país estava em 19a posição no mundo na pesquisa em ciência e tecnologia quânticas, segundo relatório da Bori e da Elsevier</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>121 instituições brasileiras contaram com pesquisadores autores na área de 2014 a 2023, com liderança de USP, Unicamp e UFRJ</em></h3>
</li>
</ul>
</div>
<div class="ficha_tecnica"><span style="color: #555555; font-size: 14.4px;">O Brasil corre o risco de ficar para trás em uma das fronteiras da ciência global, as tecnologias quânticas, se não tratar o tema como uma prioridade estratégica nos próximos anos. É o que mostra o levantamento “A produção científica mundial em ciência e tecnologia quânticas e a participação brasileira – 2014-2023”, da Agência Bori e da Elsevier, publicado nesta quinta (19).</span></div>
<div class="entry-content">
<p>Os dados revelam uma queda na participação brasileira no cenário mundial na pesquisa em ciência e tecnologia quânticas: o país, que ocupava a 19a posição no mundo em 2014, caiu para o 21o lugar em 2023. Considerando todas as áreas do conhecimento, o Brasil estava em 14o lugar mundial em termos de produção científica em 2023. A produção científica na área quântica está, portanto, abaixo da média nacional.</p>
<p>O levantamento da <a href="https://abori.com.br/instituicao/elsevier/" target="_blank" rel="noopener">Bori-Elsevier</a> analisou a produção científica dos 24 países que mais publicaram estudos em ciência e tecnologia quânticas no mundo, entre eles o Brasil, no período de 2014 a 2023. Foram considerados todos os tipos de publicações científicas, incluindo artigos, editoriais, revisões e outros.</p>
<p>Para a análise, foi usada a ferramenta analítica SciVal da Elsevier, que facilita o acesso aos dados da base de dados Scopus, cobrindo mais de 85 milhões de publicações editadas por mais de sete mil editoras científicas no mundo. Este é o sexto relatório da parceria entre a Elsevier e a Bori que se baseia nessa ferramenta.</p>
<p>“A perda de posições no ranking e o posicionamento atual abaixo do nosso ranking geral em pesquisas nos sinaliza que o Brasil deve reforçar a prioridade sobre pesquisas em áreas com poder de permitir ao país não ficar dependente de outros em tecnologias consideradas essenciais para o futuro, como IA e tecnologias quânticas”, diz Dante Cid, vice-presidente de Relações Acadêmicas da América Latina da editora Elsevier.</p>
<p>O relatório vem à tona alguns dias depois de o Google ter anunciado um chip quântico — ainda experimental — que, segundo a empresa, leva cinco minutos para resolver um problema que os supercomputadores atuais levariam septilhões de anos para processar (impossível, portanto).<br />
No topo das pesquisas na área quântica, mostram os dados da Bori-Elsevier, estão China e Estados Unidos. Juntos, os dois países concentram metade da produção de conhecimento nessa área em 2023. China e EUA também lideram a ciência mundial em todas as áreas do conhecimento.</p>
<p>“O aumento da distância que separa o Brasil dos países líderes em pesquisa quântica, nos últimos dez anos, não apenas acende um alerta, mas soa o alarme de que precisamos, como país, ter ações imediatas e coordenadas: é preciso intensificar o investimento em infraestrutura, promover políticas de incentivo ao desenvolvimento tecnológico e estreitar parcerias internacionais. Somente assim o Brasil poderá fortalecer sua soberania científica e se posicionar de forma competitiva frente às inovações disruptivas que moldarão o futuro”, explica Estevão Gamba, cientista de dados da Bori.</p>
<p>“Nesse sentido, a Bori tem um papel de catalisar essa transformação ao promover uma aproximação entre academia, setor privado e governos, estabelecendo espaços de discussão e facilitando a circulação de ideias, a definição de agendas estratégicas e a identificação de oportunidades de cooperação”, diz.</p>
<h2>Quântica no Brasil</h2>
<p>Ao todo, 121 instituições brasileiras tiveram publicações na área no período de 2014 a 2023, com liderança da USP, da Unicamp e da UFRJ. Além disso, os dados mostram que 115 patentes em tecnologia quântica mundo afora citam 51 publicações de autores brasileiros na área.</p>
<p>“Cinco países possuem mais patentes citando pesquisas brasileiras que o próprio Brasil. Isto indica que podemos aprimorar a aplicação prática das pesquisas aqui realizadas”, destaca Cid, da Elsevier.</p>
<p>Olhar para a ciência quântica é importante. Apesar de as possibilidades de aplicação ainda estarem ainda em fase embrionária, há expectativas de uso na segurança e na soberania dos países, que dependem da inviolabilidade de suas informações criptografadas. Na prática, o modo como processamos e analisamos problemas complexos ou como protegemos informação crítica podem ser completamente transformados quando computadores quânticos estiverem disponíveis.</p>
<p>O tema deve ser central na área acadêmica em 2025, com a proclamação, pela ONU, do Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica (IYQ). No ano que vem completam-se 100 anos do estabelecimento da mecânica quântica como área de conhecimento científico.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://abori.com.br/?utm_medium=publisherLink&amp;utm_source=publisher&amp;utm_campaign=releases&amp;utm_content=https://abori.com.br/ciencia/producao-ciencia-tecnologia-quanticas/">Agência Bori</a></em></p>
</div>
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		<title>Jogo garante a vitória de estudantes no Hackathon da Semana de Ciência e Tecnologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Larissa Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Oct 2023 13:38:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[DF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudantes do DF participaram do Hackathon organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministério da Saúde e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Realizada até o último domingo (22) com iniciativas espalhadas por todo o país, a Semana de Ciência e Tecnologia também promoveu um Hackathon em Brasília para estudantes do ensino [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36319" aria-describedby="caption-attachment-36319" style="width: 1020px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-36319 size-large" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/10/hackathonsecom.jpg?resize=1020%2C765&#038;ssl=1" alt="hackathon" width="1020" height="765" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/10/hackathonsecom.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/10/hackathonsecom.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/10/hackathonsecom.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/10/hackathonsecom.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-36319" class="wp-caption-text">A equipe vencedora do Hackathon. Foto: Secom/Divulgação</figcaption></figure>
<h3 style="text-align: center;"><em><span style="font-weight: 400;">Estudantes do DF participaram do Hackathon organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministério da Saúde e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República</span></em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizada até o último domingo (22) com iniciativas espalhadas por todo o país, a <a href="https://portalcontexto.com.br/brasilia-recebe-semana-de-ciencia-e-tecnologia/">Semana de Ciência e Tecnologia</a> também promoveu um Hackathon em Brasília para estudantes do ensino médio de duas escolas públicas do Distrito Federal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tema da maratona era como combater as fakes news relacionadas às vacinas, algo vivenciado pelos brasileiros nos últimos anos. E os estudantes tinham o desafio de pensar em soluções e estratégias contra a desinformação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao todo, 42 estudantes do Distrito Federal participaram da dinâmica. O grupo foi dividido em equipes menores e contaram com a coordenação de mentores da sociedade civil, que atuam no combate às fake news. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo vencedor propôs um jogo de tabuleiro, a intenção dos estudantes era encontrar aquelas pessoas que ainda estão longe do mundo digital, mas que são impactados pelas mentiras digitais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como conta a estudante Manuela Umbelino Loredo, do Centro de Ensino Médio Oeste, &#8220;a nossa ideia foi criar um jogo de tabuleiro pensando principalmente nas pessoas que não têm internet. Trazendo essa questão de conscientização da vacina e da desinformação que as pessoas têm. No jogo tem perguntas que levam a conhecer sobre doenças, vacinas preventivas e curiosidades.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se o assunto era vacinação, a premiação foi entregue pelo ícone da saúde, o famoso Zé Gotinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;As ideias foram incríveis. Essa disputa que esses jovens fizeram, para que as pessoas consigam realmente ter acesso às informações corretas sobre a vacina, se engajarem na vacina como parte da saúde pública, como parte da nossa história, foi muito emocionante. A gente pode replicar isso nas escolas, nas universidades, quanto mais gente pensando esse problema, mais soluções nós vamos ter&#8221;, disse a jurada Samara Castro, diretora de Promoção da Liberdade de Expressão, da Secretaria de Políticas Digitais da <a href="https://www.gov.br/secom/pt-br">SECOM</a>.</span></p>
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		<item>
		<title>Curitiba recebe a 75ª Reunião Anual da SBPC﻿</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Larissa Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 17:37:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De 23 a 29 julho, Curitiba será a capital da ciência no Brasil Com o tema: Ciência e Democracia para um Brasil justo e desenvolvido, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realiza a 75ª Reunião Anual em Curitiba. O evento trará inúmeras atividades que envolverá ciência, tecnologia e cultura em modelo presencial [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34973" aria-describedby="caption-attachment-34973" style="width: 1020px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-34973" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/07/ufpr-g1df451ba5_1920-1.jpg?resize=1020%2C573&#038;ssl=1" alt="curitiba" width="1020" height="573" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/07/ufpr-g1df451ba5_1920-1.jpg?resize=1024%2C575&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/07/ufpr-g1df451ba5_1920-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/07/ufpr-g1df451ba5_1920-1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/07/ufpr-g1df451ba5_1920-1.jpg?resize=1536%2C863&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/07/ufpr-g1df451ba5_1920-1.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-34973" class="wp-caption-text">Prédio da UFPR em Curitiba. Foto: José Carlos Cruz -Tarritaboni/ Pixabay</figcaption></figure>
<h3 style="text-align: center;"><em><span style="font-weight: 400;">De 23 a 29 julho, Curitiba será a capital da ciência no Brasil</span></em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o tema: Ciência e Democracia para um Brasil justo e desenvolvido, a <strong>Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)</strong> realiza a </span><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/eventos/75a-reuniao-anual-da-sbpc/"><span style="font-weight: 400;">75ª Reunião Anual</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Curitiba. O evento trará inúmeras atividades que envolverá ciência, tecnologia e cultura em modelo presencial e remoto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta sexta-feira, a Universidade Federal do Paraná realizou uma coletiva para apresentar as novidades da reunião. Estiveram presentes, o reitor da instituição, Cláudia Linhares, a coordenadora do evento e o presidente da SBPC, Renato Janine. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reunião de 2023 terá um significado especial para a comunidade acadêmica, primeiro por significar a volta dos eventos presenciais após os três anos de pandemia da covid-19, e de acordo com o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, o evento será um Rock in Rio ou como um Woodstock da ciência e da tecnologia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o presidente da SBPC, Renato Janine, a reunião realizada em Curitiba tem um significado especial, será a sexta vez que a cidade recebe o evento. A última vez foi em 1986 e o Brasil passava por um momento histórico importante, e agora, 2023, o país também vive um novo contexto, com a nova gestão pública federal que encerrou um período “negacionista” dos últimos quatro anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha do tema, democracia e ciência, da </span><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/eventos/75a-reuniao-anual-da-sbpc/"><span style="font-weight: 400;">75ª Reunião Anual</span></a><span style="font-weight: 400;"> aconteceu antes das eleições de 2022, e segundo o presidente, “ou nós vamos ter quatro anos de resistência, ou quatro anos de recomposição da democracia tenra, a democracia é uma planta tenra, que precisa receber água luz”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Janine, durante a sua fala, fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro, que realizou cortes na ciência e educação, como o corte na educação básica, o Fundeb, como citou o presidente da SBPC. Ele defende o diálogo com a gestão do presidente Lula, fez críticas ao atual governo, mas, no geral, se mostrou satisfeito com os rumos tomados pelo Ministério da Educação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A coordenadora do evento, Cláudia Linhares, aproveitou para apresentar os números da reunião que começa no próximo domingo. Ela ainda pontuou que todas as atividades são gratuitas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O debate para criar a programação científica envolveu 170 instituições afiliadas da SBPC, serão mais de 80 mesas redondas, e os temas envolverão os problemas cotidianos vividos pelos brasileiros e pela comunidade internacional: como a nanotecnologia, a Inteligência Artificial, ChatGPT, além das questões ambientais e a Amazônia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da ciência, a cultura também estará presente no evento, haverá atividades culturais, mesas redondas, conversas e shows diários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para mais informações sobre os eventos realizados durante a </span><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/eventos/75a-reuniao-anual-da-sbpc/"><span style="font-weight: 400;">75ª Reunião Anual da SBPC</span></a><span style="font-weight: 400;">: <a href="https://ra.sbpcnet.org.br/75RA/">https://ra.sbpcnet.org.br/75RA/</a></span></p>
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		<item>
		<title>Tecnologia da Fiocruz garantiu o sucesso da produção de vacina contra a Covid-19 no Brasil</title>
		<link>https://portalcontexto.com.br/tecnologia-da-fiocruz-garantiu-o-sucesso-da-producao-de-vacina-contra-a-covid-19-no-brasil/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tecnologia-da-fiocruz-garantiu-o-sucesso-da-producao-de-vacina-contra-a-covid-19-no-brasil</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2023 16:42:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[#saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Vacina Covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Habilidade de negociação da Fiocruz com diferentes atores políticos é um dos fatores de sucesso da parceria do laboratório Bio-Manguinhos com a AstraZeneca A capacidade tecnológica do laboratório e a adaptação de processos de regulação da Anvisa também garantiram a transferência de tecnologia O aprendizado na produção da vacina contra a Covid-19 pode contribuir para [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13020" aria-describedby="caption-attachment-13020" style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-13020 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/02/vacina_de_oxford_astrazeneca_2701214156_1.jpg?resize=770%2C513&#038;ssl=1" alt="fiocruz" width="770" height="513" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/02/vacina_de_oxford_astrazeneca_2701214156_1.jpg?w=770&amp;ssl=1 770w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/02/vacina_de_oxford_astrazeneca_2701214156_1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/02/vacina_de_oxford_astrazeneca_2701214156_1.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 770px) 100vw, 770px" /><figcaption id="caption-attachment-13020" class="wp-caption-text">Créditos: Thiago Rego/Agência Brasil</figcaption></figure>
<div class="highlights">
<ul>
<li aria-level="1">
<h3><em>Habilidade de negociação da Fiocruz com diferentes atores políticos é um dos fatores de sucesso da parceria do laboratório Bio-Manguinhos com a AstraZeneca</em></h3>
</li>
<li aria-level="1">
<h3><em>A capacidade tecnológica do laboratório e a adaptação de processos de regulação da Anvisa também garantiram a transferência de tecnologia</em></h3>
</li>
<li aria-level="1">
<h3><em>O aprendizado na produção da vacina contra a Covid-19 pode contribuir para o desenvolvimento de outros imunizantes</em></h3>
</li>
</ul>
</div>
<div class="entry-content">
<p>A capacidade produtiva do <strong>laboratório Bio-Manguinhos</strong> e a habilidade política da <strong>Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)</strong> para firmar acordos de transferência de tecnologia estão entre os motivos para o sucesso da parceria entre a farmacêutica AstraZeneca e o laboratório brasileiro na produção de <a href="https://portalcontexto.com.br/?s=fiocruz+covid+19">vacina contra a Covid-19</a>. A constatação está em artigo publicado nesta quarta (8) na revista “Research Policy” com autoria de pesquisadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e da London School of Economics.</p>
<p>Os autores realizaram um estudo de caso baseado em pesquisa qualitativa. Além da análise de documentos e arquivos e de visitas à Fiocruz, os pesquisadores entrevistaram 11 informantes-chave da instituição. A coleta de dados mais intensa ocorreu de junho de 2021 a março de 2022, e a validação adicional de informações ocorreu até agosto de 2022.</p>
<p>A pesquisa explica que a experiência de Bio-Manguinhos foi bem-sucedida por três fatores: ação política, capacidade tecnológica e flexibilidade regulatória. No primeiro caso, a concorrência política entre o Governo Federal e o Governo de São Paulo em meados de 2020 para a produção da primeira vacina brasileira abriu uma janela de oportunidade para a Fiocruz, que também demonstrou habilidade para negociar com diferentes atores políticos, como Congresso, Judiciário, instituições de controle e filantropos.</p>
<p>A tecnologia do laboratório foi decisiva para o interesse da AstraZeneca na parceria, diz o artigo. “A experiência e know-how com a cultura de células em biorreatores e purificação de proteínas foi crucial para que Bio-Manguinhos conseguisse simplificar os protocolos de produção – dada a urgência de produzir o imunizante no auge da pandemia de Covid-19 e diante de interrupções nas cadeias globais”, explica Elize Massard da Fonseca, uma das autoras do artigo. A pesquisadora da FGV EAESP explica que, no curto prazo, o conhecimento adquirido no processo pode contribuir para o desenvolvimento de vacina que responda a novas variantes da Covid-19. A longo prazo, pode fomentar o desenvolvimento de mais produtos biomédicos, como imunizantes para outras doenças.</p>
<p>O artigo também aponta a contribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para acelerar e facilitar o processo de produção das vacinas. “A Agência rapidamente adaptou seus procedimentos e diretrizes para realização de ensaios clínicos e de produção. Isso permitiu que desafios inesperados fossem prontamente resolvidos”, cita Fonseca. A autora ressalta que o diálogo constante com o setor regulador é um dos aprendizados que a atuação da Anvisa pode deixar de legado para outros países.</p>
<p>Os autores enfatizam a contribuição do artigo para o debate internacional sobre o compartilhamento de conhecimento pelas iniciativas de transferência de tecnologia e sobre como essas parcerias funcionam na prática. “O mecanismo de encomenda tecnológica, modelo de contrato adotado por Bio-Manguinhos, garantiu acesso a uma tecnologia inovadora, porém ainda não disponível no mercado. O trajeto percorrido pela Fiocruz pode incentivar (e servir de modelo) para outros contratos de inovação orientada por missão”, completa Fonseca.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://abori.com.br/?utm_medium=publisherLink&amp;utm_source=publisher&amp;utm_campaign=releases&amp;utm_content=https://abori.com.br/economia-e-administracao/tecnologia-da-fiocruz-garantiu-o-sucesso-da-producao-de-vacina-contra-a-covid-19-no-brasil/">Agência Bori</a></em></p>
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		<item>
		<title>Cérebro fossilizado de peixe de 319 milhões de anos reestrutura evolução dos vertebrados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 10:15:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[#internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas tomografam crânio mais antigo de vertebrado bem preservado Crânio é de peixe fossilizado de 319 milhões de anos, retirado de uma mina de carvão na Inglaterra há mais de um século Descoberta abre uma janela para a anatomia neural e evolução inicial do grupo dos peixes com nadadeiras raiadas O crânio tomográfico de um [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32241" aria-describedby="caption-attachment-32241" style="width: 1020px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-32241" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Fish-Fossil_Michigan-News-02-5471x3079-1.jpg?resize=1020%2C574&#038;ssl=1" alt="fossilizado" width="1020" height="574" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Fish-Fossil_Michigan-News-02-5471x3079-1-scaled.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Fish-Fossil_Michigan-News-02-5471x3079-1-scaled.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Fish-Fossil_Michigan-News-02-5471x3079-1-scaled.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Fish-Fossil_Michigan-News-02-5471x3079-1-scaled.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Fish-Fossil_Michigan-News-02-5471x3079-1-scaled.jpg?resize=2048%2C1153&amp;ssl=1 2048w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-32241" class="wp-caption-text">Foto: Jeremy Marble/ Universidade de Michigan</figcaption></figure>
<div class="highlights">
<ul>
<li>
<h3><em>Cientistas tomografam crânio mais antigo de vertebrado bem preservado</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>Crânio é de peixe fossilizado de 319 milhões de anos, retirado de uma mina de carvão na Inglaterra há mais de um século</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>Descoberta abre uma janela para a anatomia neural e evolução inicial do grupo dos peixes com nadadeiras raiadas</em></h3>
</li>
</ul>
</div>
<div class="entry-content">
<p>O <strong>crânio tomográfico</strong> de um peixe fossilizado de 319 milhões de anos, retirado de uma mina de carvão na Inglaterra há mais de um século, revela o exemplo mais antigo de um cérebro de um vertebrado bem preservado. O cérebro e seus nervos cranianos têm cerca de 2,5 cm de comprimento e pertencem a um peixe extinto do tamanho de um lambari, como o lambari-guaçu. A descoberta abre uma janela para a anatomia neural e evolução inicial do principal grupo de peixes vivos hoje, os peixes com nadadeiras raiadas, de acordo com um estudo liderado pela <a href="http://umich.edu"><strong>Universidade de Michigan</strong></a>, publicado na quarta-feira (1º) na revista “Nature”.</p>
<p>O principal autor do estudo é o brasileiro Rodrigo Figueroa, aluno de doutorado da U-M, que faz o trabalho como parte de sua dissertação, sob a orientação do paleontólogo Matt Friedman, do Departamento de Ciências da Terra e do Meio Ambiente, da U-M. A descoberta fornece informações sobre a preservação de partes moles em fósseis de animais com coluna vertebral. A maioria dos fósseis de animais em coleções de museus foi formada a partir de partes duras do corpo, como ossos, dentes e conchas.</p>
<p>O cérebro tomografado e analisado para o novo estudo pertence ao Coccocephalus wildi, um peixe primitivo com nadadeiras raiadas que nadava em um estuário e que provavelmente se alimentava de pequenos crustáceos, insetos aquáticos e cefalópodes (um grupo que hoje inclui lulas, polvos e sépias.) Os peixes com nadadeiras raiadas têm espinha dorsal e barbatanas sustentadas por hastes ósseas chamadas raios.</p>
<p>Quando o peixe morreu, os tecidos moles do seu cérebro e os nervos cranianos foram substituídos durante o processo de fossilização por um mineral denso que preservou, com detalhes, sua estrutura tridimensional. “Uma conclusão importante é que essas partes moles podem ser preservadas, e preservadas em fósseis que temos há muito tempo—este é um fóssil conhecido há mais de 100 anos,” disse Friedman, autor sênior do novo estudo e diretor do Museu de Paleontologia.</p>
<p>Para Figueroa, este fóssil superficialmente inexpressivo e pequeno não mostra apenas o exemplo mais antigo de um cérebro vertebrado fossilizado, mas também que as ideias sobre a evolução do cérebro de espécies viventes precisarão ser retrabalhadas. “Com a ampla disponibilidade de técnicas de imagem modernas, eu não ficaria surpreso se descobrisse que cérebros fósseis e outras partes moles são muito mais comuns do que pensávamos anteriormente,” disse Figueroa. “A partir de agora, nosso grupo de pesquisa e outros colaboradores vão olhar para crânios de peixes fósseis com uma perspectiva nova e diferente.”</p>
<p>O fóssil do crânio da Inglaterra é o único espécime conhecido de sua espécie, então apenas técnicas não destrutivas poderiam ser usadas durante o estudo liderado pela U-M.</p>
<p>Figueroa e Friedman trabalham com tomografia computadorizada de crânios de fósseis de peixes com nadadeiras raiadas, incluindo vários espécimes que Figueroa trouxe para Michigan por empréstimo de instituições do Brasil, como o Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (CENPALEO), em Mafra, Santa Catarina. O objetivo do estudo é obter detalhes da anatomia interna que forneçam informações sobre suas relações evolutivas.</p>
<p>No caso de C. wildi, Friedman não estava procurando por um cérebro quando ligou seu scanner micro-CT e examinou o fóssil do crânio. “Eu escaneei o fóssil e notei que havia um objeto distinto e incomum dentro do crânio,” disse Friedman. A bolha não identificada era mais brilhante na imagem da TC—e, portanto, provavelmente mais densa—do que os ossos do crânio ou a rocha ao redor. “É comum ver crescimentos minerais amorfos em fósseis, mas esse objeto tinha uma estrutura claramente definida,” disse Friedman.</p>
<p>O objeto misterioso exibe várias características encontradas em cérebros de vertebrados: possui simetria bilateral, contém espaços ocos com aparência semelhante aos ventrículos. Também possui múltiplos filamentos que se estendem em direção a aberturas na caixa craniana, semelhantes aos nervos cranianos, que viajam por esses canais em espécies viventes.</p>
<p>Embora apenas seu crânio tenha sido recuperado, os cientistas acreditam que C. wildi teria de 6 a 8 polegadas de comprimento. A julgar pelo formato da mandíbula e pelos dentes, provavelmente era um carnívoro, segundo Figueroa. Os cientistas suspeitam que quando o peixe morreu, ele foi rapidamente soterrado em sedimentos com pouco oxigênio presente. Esses ambientes podem retardar a decomposição de partes moles do corpo.  Além disso, um microambiente químico dentro da caixa craniana pode ter ajudado a preservar os delicados tecidos cerebrais e substituí-los por um mineral denso, possivelmente pirita, disse Figueroa.</p>
<p>Figueroa e Friedman disseram que a descoberta destaca a importância de preservar espécimes em museus de paleontologia e zoologia. “Esse fóssil apresenta preservação excepcional de tecidos moles, mas tais estruturas não haviam sido evidenciadas até hoje, mesmo esse fóssil tendo sido estudado por diversos pesquisadores ao longo de mais de um século,” disse Figueroa. “Ainda existe muito a ser descoberto nas gavetas de museus e instituições brasileiras,” ele disse. “É por isso que manter os espécimes físicos é tão importante. Porque quem sabe, em 100 anos, o que as pessoas poderão fazer com os fósseis em nossas coleções agora.”</p>
</div>
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		<title>Esterco de aves é o que mais reduz acidez de solo e favorece plantações no Cerrado, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Sep 2022 15:19:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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		<category><![CDATA[#Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Experimento com esterco de diferentes animais aponta que o das aves foi o que apresentou os maiores efeitos redutores da acidez do solo A depender do nível de acidez, pode haver toxidade por alumínio e redução nos teores de macro e micronutrientes disponíveis no solo, o que compromete o crescimento e desenvolvimento das plantas Estudo [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29818" aria-describedby="caption-attachment-29818" style="width: 2047px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-29818" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/paul-mocan-IY0oy3SS6jw-unsplash-2047x1152-1.jpg?resize=1020%2C574&#038;ssl=1" alt="esterco" width="1020" height="574" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/paul-mocan-IY0oy3SS6jw-unsplash-2047x1152-1.jpg?w=2047&amp;ssl=1 2047w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/paul-mocan-IY0oy3SS6jw-unsplash-2047x1152-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/paul-mocan-IY0oy3SS6jw-unsplash-2047x1152-1.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/paul-mocan-IY0oy3SS6jw-unsplash-2047x1152-1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/paul-mocan-IY0oy3SS6jw-unsplash-2047x1152-1.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-29818" class="wp-caption-text">Foto: Paul Mocan/Unsplash</figcaption></figure>
<div class="highlights">
<ul>
<li>
<h3><em>Experimento com esterco de diferentes animais aponta que o das aves foi o que apresentou os maiores efeitos redutores da acidez do solo</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>A depender do nível de acidez, pode haver toxidade por alumínio e redução nos teores de macro e micronutrientes disponíveis no solo, o que compromete o crescimento e desenvolvimento das plantas</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>Estudo foi realizado em latossolo, tipo de solo que predomina no Cerrado, onde está grande parte das áreas destinadas aos plantios</em></h3>
</li>
</ul>
</div>
<div class="entry-content">
<p>Os solos brasileiros são, na sua maioria, naturalmente ácidos, tendo baixa disponibilidade dos nutrientes que são necessários para o crescimento das plantas. Isso dificulta a utilização desse tipo de solo na produção de mudas em viveiros florestais, sem a adição de um material que tenha capacidade nutritiva maior, ou mesmo, dos fertilizantes comerciais. Dentre os materiais que podem ser adicionados para aumentar a fertilidade do solo, estão os resíduos orgânicos, como os<strong> estercos</strong>. Um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade de Cuiabá, publicado na segunda (12) na <strong>Revista do Instituto Florestal,</strong> aponta que o <strong>esterco de aves</strong> foi o que apresentou os maiores efeitos redutores da acidez do latossolo vermelho, comumente encontrado no Cerrado.</p>
<p>O experimento foi realizado na casa de vegetação da <strong>Faculdade de Agronomia da Universidade de Cuiabá (Unic)</strong>, situada no campus Beira Rio I, em Cuiabá (MT). Foram realizados três experimentos utilizando estercos de diferentes origens, com diferentes tratamentos. Cada dose (tratamento) foi testada com a adição de esterco bovino, equino e de aves, em sacolas plásticas preenchidas com Latossolo Vermelho distrófico, com seis repetições. Ao final de 90 dias, foram avaliadas as características químicas do solo, verificando-se que a adição de esterco influenciou positivamente nessas características.</p>
<p>O estudo foi realizado no latossolo pelo fato desta classe ser a predominante nas condições brasileiras, em especial nos solos do Cerrado, onde está grande parte das áreas destinadas aos plantios. As autoras evidenciaram que o aumento nas doses de esterco bovino ou equino promoveu aumento no pH do solo – com médias semelhantes para ambos – e as maiores médias para pH foram observadas após as aplicações das doses de esterco de aves. A dose recomendada de esterco de aves foi a de 30 toneladas por hectare, que apresentou semelhança com a de 40 toneladas por hectare, porém, é mais econômica.</p>
<p>Essa pesquisa, conforme explica a coautora <strong>Cristiane Ramos Vieira</strong>, ajudou a demonstrar que efeitos como estes não precisam ser obtidos apenas ao aplicar calcários. É possível, segundo ela, utilizar produtos mais baratos, como os estercos, que estejam ao alcance do produtor e em quantidade suficiente, pois estes também possuem elementos necessários para o processo de neutralização da acidez do solo. “No entanto, sempre é válido ressaltar que as concentrações de macro e de micronutrientes podem variar em função do tipo de adubo orgânico, porque isso dependerá de uma série de fatores, como o manejo e criação do animal, a fase de crescimento em que o animal estava quando o material foi obtido, dentre outros. Aconselhamos que haja uma análise prévia do produto antes deste ser adicionado ao solo”, explica a especialista, que é engenheira florestal, doutora em Agricultura Tropical e professora no curso de Agronomia da Universidade de Cuiabá.</p>
<h4><strong>Esterco de aves deve ser então priorizado?</strong></h4>
<p>Vieira explica que, na realidade, sugere-se que o produtor utilize o material orgânico que esteja a seu alcance, já que os adubos orgânicos, em geral, modificam as características químicas e às vezes melhoram as características físicas também. Além disso, eles podem ser uma alternativa em relação aos adubos inorgânicos, o que permitirá minimizar gastos. Porém, reforça a especialista, tendo a possibilidade de utilizar, para condições de solo semelhantes às do estudo, o esterco de aves, este realmente será o mais recomendado, pois as alterações químicas obtidas serão mais próximas das que ocorreram na presente pesquisa.</p>
</div>
<p><em>Fonte: <a href="https://abori.com.br/?utm_medium=publisherLink&amp;utm_source=publisher&amp;utm_campaign=releases&amp;utm_content=https://abori.com.br/ciencias-da-terra/esterco-de-aves-e-o-que-mais-reduz-acidez-de-solo-e-favorece-plantacoes-no-cerrado-aponta-estudo/">Agência Bori</a></em></p>
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		<title>O que o telescópio Espacial James Webb tem em comum com o radiotelescópio brasileiro BINGO?</title>
		<link>https://portalcontexto.com.br/o-que-o-telescopio-espacial-james-webb-tem-em-comum-com-o-radiotelescopio-brasileiro-bingo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-que-o-telescopio-espacial-james-webb-tem-em-comum-com-o-radiotelescopio-brasileiro-bingo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2022 09:15:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contexto Livre]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[#Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Astronomia vem de tempos imemoriais. O Ser Humano olhou os céus, maravilhou-se e iniciou sua jornada rumo à compreensão. Já havia um grande interesse prático no estudo dos céus. Na verdade, razões referentes à vida e à riqueza e ao desenvolvimento social. O James Webb vai nesta direção com a mais profunda técnica moderna. [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>
<figure id="attachment_28611" aria-describedby="caption-attachment-28611" style="width: 250px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-28611" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/IMG-0144-modified.jpg?resize=250%2C375&#038;ssl=1" alt="telescópio, james, bingo" width="250" height="375" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/IMG-0144-modified-scaled.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/IMG-0144-modified-scaled.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/IMG-0144-modified-scaled.jpg?resize=768%2C1152&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/IMG-0144-modified-scaled.jpg?resize=1024%2C1536&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/IMG-0144-modified-scaled.jpg?resize=1365%2C2048&amp;ssl=1 1365w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/IMG-0144-modified-scaled.jpg?w=1707&amp;ssl=1 1707w" sizes="(max-width: 250px) 100vw, 250px" /><figcaption id="caption-attachment-28611" class="wp-caption-text">Professor Elcio Abdalla. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>A <strong>Astronomia</strong> vem de tempos imemoriais. O Ser Humano olhou os céus, maravilhou-se e iniciou sua jornada rumo à compreensão. Já havia um grande interesse prático no estudo dos céus. Na verdade, razões referentes à vida e à riqueza e ao desenvolvimento social.</p>
<p>O <a href="https://portalcontexto.com.br/deslumbrantes-confira-as-primeiras-imagens-coloridas-do-telescopio-james-webb/"><strong>James Webb</strong> </a>vai nesta direção com a mais profunda técnica moderna. O Telescópio está observando os mais longínquos recônditos locais do Universo, as distâncias mais longínquas, em que observamos um passado tão remoto que as primeiras estruturas estavam se formando. Naquela época, as primeiras luzes com formas definidas começavam a se formar.</p>
<p>Com isso, não apenas as imagens são novas e interessantes, mas também permitem aquilatar a evolução do Universo, a forma de sua expansão que na época dependia muito pouco da Energia Escura, podendo haver uma comparação bastante importante do ponto de vista científico com as observações do <strong><a href="http://portal.if.usp.br/bingotelescope/pt-br/node/323">radiotelescópio brasileiro BINGO,</a></strong> que por outro lado se referem a uma época em que a Energia Escura passava a ser a componente dominante do Universo. Assim, a ciência será feita de modo efetivo e importante, com informações de lado a lado. Poderemos incorporar as informações do James Webb com as informações a serem obtidas no âmbito do Telescópio BINGO.</p>
<p>As informações sobre a formação das primeiras estruturas, da formação de galáxias e de estruturas ainda maiores, como as que serão importantes no caso do projeto BINGO certamente serão essenciais como informações cruzadas. Aqui estamos mencionando as maiores estruturas do Universo a serem observadas pelo BINGO, as chamadas Oscilações Acústicas de Bárions, estruturas estas que se estendem por cerca de meio bilhão de anos luz no espaço.</p>
<p>No caso do James Webb, serão vistos protoplanetas e sistemas planetários, que nos enviam informações sobre a origem da vida e sobre a possibilidade de vida fora do nosso planeta. Algumas destas questões poderão ser tratadas na extensão do BINGO de alta resolução, projeto a ser tratado na segunda fase do projeto BINGO.</p>
<p>Estas questões podem inclusive servir de pano de fundo a desenvolvimentos mais ligados a nossos problemas, pois as técnicas usadas serão de grande utilidade além dos próprios (e úteis) desenvolvimentos científicos propriamente ditos. Menciono aqui, no caso da segunda fase do BINGO, a possibilidade de se observarem objetos com muito mais precisão, e se efetuar um escaneamento detalhado do céu mais próximo.</p>
<p>Hoje, a observação dos céus nos permitiram, entre outros, e apenas para dar um exemplo, o utilíssimo GPS. A observação dos céus são elementos essenciais do conhecimento físico, e com a melhoria das teorias físicas, temos consequências maiúsculas no desenvolvimento humano, dos pontos de vista científico, tecnológico e social. Temos como exemplo de cada um, o conhecimento do Setor Escuro do Universo (95% do Cosmos), a invenção da internet, os sistemas de vigilância e sensoriamento remotos, tão importantes na preservação de florestas e reservas naturais.</p>
<p>No futuro, além de uma compreensão sofisticada do Universo, teremos eventualmente fontes mais complexas de energia limpa, viagens para fora da Terra, hoje já realidade, prevenção de quedas de asteroides, também hoje quase uma realidade (lembremo-nos que os asteróides caídos na Terra foram responsáveis por grandes extinções), eventual busca de vida fora do planeta Terra.</p>
<p>Estas são algumas das razões pelas quais o estudo da Astronomia e da Cosmologia não é apenas um diletantismo, mas algo útil e economicamente viável, nem um instrumento de um sincretismo falso, como astrologia, mas serve até mesmo para que se coloque um limite na obscuridade e se coloque a Ciência em um patamar merecido dentro da cultura e do conhecimento humanos.</p>
<p><strong><br />
Elcio Abdalla</strong> é físico teórico brasileiro com reconhecimento internacional e importante liderança na pesquisa de física teórica no Brasil. Com doutorado e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo, é atualmente professor titular do Instituto de Física dessa universidade, além de coordenador do Projeto Bingo, radiotelescópio brasileiro que está sendo construído no interior da Paraíba que fará o mapeamento na parte escura do universo.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Gordura do leite: muito além do sabor</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2021 12:49:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comer & Beber]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem tem o hábito de tomar leite e iogurte desnatados, ou já experimentou sorvetes feitos com óleo de palma ou outras fontes alternativas de gordura em vez do tradicional creme de leite, certamente já se deu conta da falta que a gordura do leite faz ao nosso paladar. A opção de muitos consumidores por leite [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17696" aria-describedby="caption-attachment-17696" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-17696" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Marco-Gama-Capa.jpg?resize=400%2C383&#038;ssl=1" alt="Gordura do Leite" width="400" height="383" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Marco-Gama-Capa.jpg?resize=300%2C287&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Marco-Gama-Capa.jpg?resize=1024%2C980&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Marco-Gama-Capa.jpg?resize=768%2C735&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Marco-Gama-Capa.jpg?w=1082&amp;ssl=1 1082w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-17696" class="wp-caption-text">Marco Gama é Doutor em Nutrição Animal pela Esalq/USP, zootecnista, Coordenador do subcomitê brasileiro de nutrição e saúde da FIL-IDF e Pesquisador da Embrapa desde 2006.</figcaption></figure>
<p>Quem tem o hábito de tomar leite e iogurte desnatados, ou já experimentou sorvetes feitos com óleo de palma ou outras fontes alternativas de gordura em vez do tradicional creme de leite, certamente já se deu conta da falta que a gordura do leite faz ao nosso paladar.</p>
<p>A opção de muitos consumidores por leite e produtos lácteos com teores reduzidos ou sem gordura tem como justificativa a alegação, amplamente difundida pela comunidade médica e pelos órgãos de saúde pública, de que a gordura do leite é prejudicial à saúde por ser uma fonte de calorias, colesterol e, principalmente, de gordura saturada.</p>
<p>Como tal, a ingestão deste componente do leite deveria ser evitada de forma a reduzir o risco de obesidade e de doenças cardiovasculares, levando a indústria de laticínios a abarrotar as prateleiras dos supermercados com as onipresentes versões “<em>low fat</em>” e “<em>fat free</em>”, &#8220;baixa gordura&#8221; e &#8220;sem gordura&#8221; em tradução livre.</p>
<p>Paralelamente, fontes alternativas de gordura, tidas como mais saudáveis (à base de óleos vegetais), passaram a ocupar o lugar da saborosa manteiga nas receitas culinárias e no pão nosso de cada dia. <em>Fondue</em> com um bom vinho? Só se for com queijo “light”.</p>
<p>Impossível consumir manteiga ou leite integral e não imaginar uma camada de gordura sendo imediatamente depositada no seu abdômen ou na parede das suas coronárias. Cuidado com o seu colesterol! Quem nunca ouviu isso? É quase uma sentença de morte, correto?</p>
<figure id="attachment_17716" aria-describedby="caption-attachment-17716" style="width: 1020px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-17716 size-large" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/abdomen-waist-trunk-yellow-arm-hand-1562423-pxhere.com_.jpg?resize=1020%2C877&#038;ssl=1" alt="Gordura do Leite" width="1020" height="877" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/abdomen-waist-trunk-yellow-arm-hand-1562423-pxhere.com_-scaled.jpg?resize=1024%2C880&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/abdomen-waist-trunk-yellow-arm-hand-1562423-pxhere.com_-scaled.jpg?resize=300%2C258&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/abdomen-waist-trunk-yellow-arm-hand-1562423-pxhere.com_-scaled.jpg?resize=768%2C660&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/abdomen-waist-trunk-yellow-arm-hand-1562423-pxhere.com_-scaled.jpg?resize=1536%2C1320&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/abdomen-waist-trunk-yellow-arm-hand-1562423-pxhere.com_-scaled.jpg?resize=2048%2C1760&amp;ssl=1 2048w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-17716" class="wp-caption-text">Foto de rawpixel.com formulário PxHere</figcaption></figure>
<h4><strong>MUITO AL</strong><strong>ÉM DO COLESTEROL-LDL</strong></h4>
<p>Se levarmos em conta os principais estudos científicos conduzidos nas últimas duas décadas, esta longa e repetida história está com os dias contados. Evidências crescentes indicam que a ingestão de produtos lácteos com teores regulares de gordura está inversamente associada ao risco de obesidade e de diabetes do tipo 2, dois importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.</p>
<p>Mas a ingestão da <a href="https://portalcontexto.com.br/gordura-do-leite-traz-beneficios-para-a-saude/">gordura do leite</a> não aumenta o colesterol-LDL, o tal colesterol ruim? Sim, mas também aumenta o colesterol-HDL (o bom) e reduz os triglicerídeos (TG), o que é benéfico à saúde cardiovascular. Além disso, a gordura do leite aumenta predominantemente as partículas grandes e leves de colesterol-LDL, que são menos susceptíveis à oxidação e, portanto, menos aterogênicas.</p>
<p>A ciência mais recente nos ensina ainda que há diversos biomarcadores de risco cardiometabólico. O colesterol-LDL é apenas um deles e, segundo as melhores evidências disponíveis, possivelmente menos importante do que se imaginava.</p>
<p>Na verdade, alguns cientistas respeitados defendem a tese de que ter alto colesterol-LDL (a não em valores muito acima dos preconizados atualmente), sem algum outro fator de risco associado, não aumenta a chance de um indivíduo saudável sofrer um infarto (prevenção primária). Esta tese, por razões óbvias, não agrada muito aos prescritores e fabricantes das estatinas, uma das drogas mais consumidas e rentáveis de todos os tempos.</p>
<p>Sendo mais conservador, a melhor ciência disponível indica que o LDL-colesterol é menos importante do que outros biomarcadores como, por exemplo, a relação TG:HDL e a relação colesterol total:colesterol-HDL, ambas alteradas em sentido favorável quando maiores quantidades de gordura láctea são consumidas.</p>
<p>Neste mesmo sentido, uma recente revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados (“padrão ouro de evidência”) mostrou que, embora a restrição da ingestão de gordura saturada reduza o colesterol sérico, isso não se traduz em menor risco de morte por doenças cardiovasculares.</p>
<p>Além dos lipídeos circulantes, uma inflamação crônica de baixo grau tem sido apontada como fator determinante para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de outras doenças crônicas não-transmissíveis como câncer, diabetes do tipo 2, doenças neurodegenerativas, etc.</p>
<p>Neste aspecto, as melhores evidências disponíveis apontam para uma ação predominantemente neutra ou anti-inflamatória dos produtos lácteos, independentemente do seu teor de gordura. De fato, inúmeros compostos com propriedades anti-inflamatórias já foram identificados na gordura do leite, sendo o mais conhecido deles o ácido rumênico, comumente referido como ácido linoleico conjugado (CLA, em inglês). Digno de registro, o teor deste ácido graxo na gordura do leite pode ser aumentado expressivamente por meio de algumas estratégias de alimentação de vacas e outros ruminantes, sendo essa uma linha importante de pesquisa na Embrapa Gado de Leite.</p>
<h4><strong>AS GORDURAS SATURADAS NÃO SÃO IGUAIS, E OS NUTRIENTES NÃO SÃO CONSUMIDOS ISOLADAMENTE, MAS COMO PARTE DE UMA MATRIZ ALIMENTAR</strong></h4>
<p>Por fim, mas não menos importante: a ciência moderna nos mostra que ácidos graxos saturados diferentes apresentam efeitos biológicos distintos, e que os alimentos são muito mais do que a soma dos seus nutrientes. Em termos práticos, isso significa que:</p>
<h4><strong>1) Alimentos diferentes podem conter o mesmo teor de gordura saturada, mas apresentar efeitos diferentes sobre a nossa saúde em função dos tipos de ácidos graxos que compõem essa fração</strong></h4>
<p>No caso do leite e dos produtos lácteos, a gordura saturada é composta por ácidos graxos dos mais variados tamanhos, com número par ou ímpar de carbonos, e com estrutura linear ou ramificada (sim, é tão complexo quanto parece).</p>
<p>Apenas para que se tenha uma ideia, a gordura do leite é a única fonte de ácido butírico, um ácido graxo saturado de cadeia curta com inúmeros benefícios à saúde. É o mesmo composto produzido pela nossa microbiota intestinal quando ingerimos alimentos ricos em fibras.</p>
<p>Além disso, a gordura do leite contém quantidades apreciáveis de ácidos graxos de cadeia ímpar, algo incomum em outras fontes de gordura, e que também parecem exercer efeitos positivos à saúde. Para se ter uma ideia, concentrações mais elevadas destes ácidos graxos no sangue (o que ocorre quando ingerimos gordura do leite) estão associadas à menor incidência de diabetes do tipo 2 em vários estudos.</p>
<h4><strong>2) O efeito de um determinado alimento sobre a nossa saúde não pode ser determinado com base no teor de um ou mais nutrientes:</strong></h4>
<p>É o que chamamos de “efeito da matriz alimentar”. Como exemplo, a ingestão de uma mesma quantidade de gordura na forma de queijo ou de manteiga resulta em efeitos distintos sobre biomarcadores de risco cardiovascular.</p>
<p>O leite e os produtos lácteos são matrizes alimentares muito distintas, e tal fato deve ser levado em conta na escolha dos alimentos que vão integrar a nossa dieta.</p>
<p>Lácteos fermentados (queijos e iogurtes), em particular, parecem se destacar positivamente em função de uma série de fatores que merecem ser tratados em um outro artigo.</p>
<h4><strong>AS CALORIAS TAMBÉM NÃO SÃO IGUAIS</strong></h4>
<p>Ao contrário do que seria esperado, a ingestão de leite e de produtos lácteos com teores regulares de gordura tem sido inversamente associada ao risco de obesidade em diversos estudos, tanto em crianças quanto em adultos.</p>
<p>Estes achados podem parecer controversos diante do elevado valor calórico da gordura, uma vez que o ganho de peso é frequentemente associado a um consumo excessivo de calorias.</p>
<p>No entanto, uma série de estudos têm indicado que as calorias não são iguais. Como dito por um eminente cientista da área, <strong>Dr. Robert Lustig</strong>, em artigo que compara os efeitos biológicos da glicose e da frutose: “Isocalóricos, mas não isometabólicos”.</p>
<p>Por exemplo, 100 calorias oriundas de gordura parecem afetar de maneira distinta o acúmulo de gordura corporal quando comparado à mesma quantidade de calorias provenientes da ingestão de carboidratos.</p>
<p>Isso ocorre devido à diferenças na regulação das vias metabólicas de lipogênese/lipólise, gasto energético basal, controle da fome/saciedade, etc. É nesse princípio que são baseadas as famosas dietas “low carb”, que tem como foco o tipo de alimento consumido e não o total de calorias.</p>
<p>Em particular, as alterações promovidas pelos diferentes alimentos e padrões dietéticos sobre a composição da nossa microbiota intestinal têm sido objeto de enorme interesse em estudos relacionados à obesidade e doenças associadas.</p>
<figure id="attachment_17719" aria-describedby="caption-attachment-17719" style="width: 200px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-17719" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/giphy.gif?resize=200%2C150&#038;ssl=1" alt="" width="200" height="150" /><figcaption id="caption-attachment-17719" class="wp-caption-text">http://gph.is/1syY2cx</figcaption></figure>
<p>A importância da microbiota na nossa saúde é muito maior do que se imaginava. Como dito por outro eminente cientista, <strong>Dr. Alessio Fasano</strong>: &#8220;<em>Your gut is not Las Vegas. </em><em>What happens in the gut does not stay in the gut</em>&#8220;. Ou &#8220;Seu intestino não é como Las Vegas. O que acontece no seu intestino, não fica no seu intestino&#8221;, em tradução livre.</p>
<h4></h4>
<h4><strong>COMENTÁRIOS FINAIS</strong></h4>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-medium wp-image-17718 alignleft" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/milk_cow_drink_calcium_glass_of_milk-1083086.jpg?resize=230%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="230" height="300" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/milk_cow_drink_calcium_glass_of_milk-1083086.jpg?resize=230%2C300&amp;ssl=1 230w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2021/06/milk_cow_drink_calcium_glass_of_milk-1083086.jpg?w=659&amp;ssl=1 659w" sizes="(max-width: 230px) 100vw, 230px" />A gordura do leite tem sido cada vez mais reconhecida pela comunidade científica como uma fonte importante e singular de nutrientes e de inúmeros compostos bioativos benéficos à saúde.</p>
<p>A imagem negativa da gordura do leite como um pacote indesejável de calorias, colesterol e gordura saturada está, lenta mas progressivamente, se desfazendo à luz das evidências científicas produzidas pelos melhores grupos de pesquisa do mundo.</p>
<p>Um brinde ao leite e aos produtos lácteos integrais. O nosso paladar e a nossa saúde agradecem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o autor:<strong> Marco Gama</strong> é Doutor em Nutrição Animal pela Esalq/USP, zootecnista, Coordenador do subcomitê brasileiro de nutrição e saúde da FIL-IDF e Pesquisador da Embrapa desde 2006.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Semana Nacional de Ciência e Tecnologia ocorre presencialmente em Brasília</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2020 23:59:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DF]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tema selecionado para este ano foi Inteligência artificial Dos dias 7 a 13 de dezembro será realizado, presencialmente, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) organiza o evento todo ano junto a outras instituições públicas, tanto a nível federal quanto de governos estaduais e prefeituras. A [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><em><strong>O tema selecionado para este ano foi Inteligência artificial</strong></em></p>
<figure id="attachment_10561" aria-describedby="caption-attachment-10561" style="width: 1170px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-10561 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mcetc_ca.jpg?resize=1020%2C610&#038;ssl=1" alt="banner da semana nacional de ciência e tecnologia" width="1020" height="610" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mcetc_ca.jpg?w=1170&amp;ssl=1 1170w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mcetc_ca.jpg?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mcetc_ca.jpg?resize=1024%2C613&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mcetc_ca.jpg?resize=768%2C459&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-10561" class="wp-caption-text">Crédito: Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI)</figcaption></figure>
<p>Dos dias 7 a 13 de dezembro será realizado, presencialmente, a <strong>Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</strong>. O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) organiza o evento todo ano junto a outras instituições públicas, tanto a nível federal quanto de governos estaduais e prefeituras.</p>
<p>A semana era feita durante a segunda quinzena de outubro até o ano passado, mas devido a pandemia da COVID-19 o planejamento passou por mudanças. Contudo, para manter a tradição, foram realizadas atividades virtuais durante o período que foi nomeado como <strong>“Mês da Ciência e Tecnologia”</strong>. Todo conteúdo gerado por meio de palestras e debates está disponível no <a href="https://www.youtube.com/user/ascommcti">canal do YouTube do MCTI</a>.</p>
<p>Neste ano o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será: “Inteligência artificial, a nova fronteira da ciência brasileira”. Este combo de tecnologias vem trazendo novas soluções e inovações em diversos nichos, como o da saúde, política, economia e educação.</p>
<p>O evento será sediado no Parque da Cidade, em Brasília, assim como nas outras edições. Ou seja, é lá que estão instalados estandes de diferentes órgãos públicos com atuação na produção de conhecimento científico e tecnológico. Os entusiastas e curiosos sobre o tema podem visitar o local de 10h às 20h. Vale lembrar que todos os protocolos de segurança sanitária foram adotados pela organização. Sendo assim, não esqueça de ir de máscara!</p>
<p>*Com informações de Agência Brasil</p>
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		<title>Saiba quem são os dezenove pesquisadores brasileiros mais citados de 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2020 23:58:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A lista foi divulgada pelo Web of Science Na última semana, o site Web of Science publicou uma lista com os “pesquisadores altamente citados” de 2020. Entre os 6.389 pesquisadores ao redor do mundo, 19 são brasileiros. Vale ressaltar que a Web of Science é uma plataforma referencial de citações científicas projetada para apoiar pesquisas [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: center;"><em><strong>A lista foi divulgada pelo Web of Science</strong></em></h4>
<figure id="attachment_10129" aria-describedby="caption-attachment-10129" style="width: 1170px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-10129 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fiocruz_0750100820.jpg?resize=1020%2C610&#038;ssl=1" alt="Web of Science" width="1020" height="610" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fiocruz_0750100820.jpg?w=1170&amp;ssl=1 1170w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fiocruz_0750100820.jpg?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fiocruz_0750100820.jpg?resize=1024%2C613&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fiocruz_0750100820.jpg?resize=768%2C459&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-10129" class="wp-caption-text">Foto: Itamar Crispim/Fiocruz</figcaption></figure>
<p>Na última semana, o site Web of Science publicou uma lista com os “pesquisadores altamente citados” de 2020. Entre os 6.389 pesquisadores ao redor do mundo, 19 são brasileiros. Vale ressaltar que a Web of Science é uma plataforma referencial de citações científicas projetada para apoiar pesquisas científicas e acadêmicas com cobertura nas áreas de ciências, ciências sociais, artes e humanidades.</p>
<blockquote><p>“É uma satisfação para qualquer pesquisador ter seu árduo trabalhado reconhecido por citações de colegas. Isso quer dizer que muitos cientistas leram seus trabalhos e reconheceram a importância”, afirmou Paulo Artaxo, um dos brasileiros nessa lista. Artaxo falou ao site da A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A fundação apoia o trabalho dele e de outros dez citados pela Web of Science.</p></blockquote>
<p>Entre todos os pesquisadores citados, a produção científica de 3.896 deles teve impacto em áreas específicas. Outros 2.493 pesquisadores impactaram diversos campos de conhecimento com seu trabalho. Esse “impacto cruzado” é chamado de cross field.</p>
<h4>Confira quais foram os pesquisadores brasileiros mencionados:</h4>
<ul>
<li><strong>Paulo Artaxo</strong> (Geociências), do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP);</li>
<li><strong>Álvaro Avezum</strong> (cross-field), do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese;</li>
<li><strong>Andre Brunoni</strong> (cross-field), da Faculdade de Medicina (FM) da USP;</li>
<li><strong>Geoffrey Cannon</strong> (Ciências Sociais), da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP;</li>
<li><strong>Henriette Azeredo</strong> (Ciências Agrícolas), da Embrapa Agroindústria Tropical em São Carlos;</li>
<li><strong>Mauro Galetti (</strong>Meio Ambiente e Ecologia), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro;</li>
<li><strong>Renata Bertazzi Levy</strong> (Ciências Sociais), da FM-USP;</li>
<li><strong>Maria Laura C. Louzada</strong> (Ciências Sociais), do Instituto de Saúde e Sociedade da Universidade Federal de São Paulo (ISS-Unifesp);</li>
<li><strong>Carlos Augusto Monteiro (</strong>Ciências Sociais), da FSP-USP;</li>
<li><strong>Helder Nakaya</strong> (Imunologia), da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP;</li>
<li><strong>Anderson S. Sant&#8217;Ana</strong> (Ciências Agrícolas), da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);</li>
<li><strong>Fernando C. Barros</strong> (cross-field), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel);</li>
<li><strong>Mercedes Bustamante</strong> (cross-field), da Universidade de Brasília (UnB);</li>
<li><strong>Adriano Gomes da Cruz</strong> (Ciências Agrícolas), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ);</li>
<li><strong>Mônica Queiroz de Freitas</strong> (Ciências Agrícolas), do Departamento de Tecnologia dos Alimentos da Universidade Federal Fluminense (UFF);</li>
<li><strong>Pedro Hallal</strong> (Ciências Sociais), da UFPel;</li>
<li><strong>Luis Augusto P. Rohde</strong> (Psiquiatria e Psicologia), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS);</li>
<li><strong>Felipe Schuch</strong> (Psiquiatria e Psicologia), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);</li>
<li><strong>Cesar Gomes Victora</strong> (Ciências Sociais), da UFPel.</li>
</ul>
<p>*Com informação de Agência Brasil</p>
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