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	<title>Arquivos Amazônia - Portal Contexto</title>
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	<title>Arquivos Amazônia - Portal Contexto</title>
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		<title>Seca extrema na Amazônia: como o desmatamento altera o regime de chuvas</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Oct 2023 11:15:14 +0000</pubDate>
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<p><strong><em>Por Aline Lopes, Michelle Pazin, Maria Teresa Piedade, Layon Demarchi, Gisele Mori, Giuliette Mano e Jochen Schöngart</em></strong></p>
<p>Os eventos climáticos extremos vêm sendo um desafio nas últimas décadas para a Amazônia, um dos biomas mais importantes para a regulação do clima global. A seca que observamos nestas últimas semanas na região é, em parte, resultado das mudanças climáticas e afeta, principalmente, organismos aquáticos e populações humanas das áreas alagáveis.</p>
<p>O aumento da temperatura na Amazônia que compromete o regime de chuvas, ocasionando a seca, está relacionado a fenômenos climáticos como o El Niño, que aumenta as temperaturas superficiais dos oceanos. A seca é ainda agravada pela diminuição da cobertura da Floresta Amazônica devido ao desmatamento e às queimadas. Quanto menos árvores para fazer o processo de evapotranspiração, que é a geração de vapor de água para a atmosfera, menos chuva teremos e mais elevadas serão as temperaturas e o calor experimentado na região.</p>
<p>Os eventos extremos têm afetado as florestas alagáveis da Amazônia, também chamados de igapós e várzeas, ecossistemas únicos e importantes para a biodiversidade local. No seu curso normal, as florestas estão ligadas aos ciclos naturais de inundação dos rios, sendo que suas árvores são adaptadas para sobreviver a inundações e a secas. Como os níveis de água estão bem mais baixos do que o esperado na estação seca, os solos das florestas alagadas, antes submersos durante a maior parte do ano, estão com uma exposição prolongada.</p>
<p>Muitas espécies de peixes, insetos, mamíferos aquáticos e outros animais adaptados aos ciclos naturais de inundação da região enfrentam desafios para sobreviver às consequências dos eventos climáticos extremos. A seca extrema do lago Tefé, no Amazonas, levou a uma redução nos níveis de oxigênio e a um aumento de temperatura da água, que ultrapassou 39ºC, o que provocou a morte de mais de 140 botos-vermelhos e tucuxis, além de peixes.</p>
<p>As secas extremas trazem consequências desastrosas para a Amazônia. Como o principal meio de transporte da região são os rios, quando eles secam, municípios e comunidades inteiras ficam isoladas. Há escassez de água potável, de abastecimento de alimentos e falta de acesso a serviços básicos de saúde e educação. Além disso, a erosão dos solos na várzea coloca a vida e os bens das populações ribeirinhas em risco.</p>
<p>Diante deste cenário, é urgente que a comunidade internacional e os governos locais encontrem soluções para minimizar os efeitos dos eventos extremos em comunidades ribeirinhas e povos indígenas. Para além de medidas momentâneas, é preciso combater o desmatamento da floresta amazônica, restaurar as áreas degradadas, fortalecer o desenvolvimento sustentável e investir de forma contínua em educação e ciência. Somente assim será possível, a longo prazo, conservar a biodiversidade e manter os múltiplos serviços ecossistêmicos que garantem a sobrevivência das comunidades tradicionais e indígenas nesses ambientes vulneráveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Sobre os autores</h3>
<p><strong><em>Aline Lopes</em></strong> é pesquisadora do grupo de pesquisa Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (MAUA), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)</p>
<p><em><strong>Michelle Gil Guterres Pazin</strong> </em>é pesquisadora do MAUA/INPA e do grupo de pesquisa Mamíferos Aquáticos Amazônicos (GPMAA), do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá</p>
<p><strong><em>Maria Teresa Fernandez Piedade</em></strong> é coordenadora do MAUA/INPA</p>
<p><strong><em>Layon Oreste Demarchi</em> </strong>é pesquisador do MAUA/INPA</p>
<p><em><strong>Giuliette Barbosa Mano</strong></em> é pesquisadora do MAUA/INPA</p>
<p><strong><em>Gisele Biem Mori</em> </strong>é pesquisadora do MAUA/INPA</p>
<p><strong><em>Jochen Schöngart</em> </strong>é pesquisador do MAUA/ INPA</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Pesquisadores desenvolvem turbina a vapor capaz de gerar energia para comunidades isoladas na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jul 2023 10:15:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Abastecido com biomassa, equipamento inédito foi desenvolvido especialmente para o estudo, e gerou energia elétrica suficiente para cinco famílias A turbina é mais segura e limpa do que os geradores a diesel, comumente usados pelas comunidades isoladas da Amazônia Uma só turbina, que não passa dos 50 centímetros de diâmetro, poderia abastecer comunidades isoladas inteiras [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34762" aria-describedby="caption-attachment-34762" style="width: 1023px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-34762 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/07/mcam13062020-21-1023x576-1.jpg?resize=1020%2C574&#038;ssl=1" alt="turbina" width="1020" height="574" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/07/mcam13062020-21-1023x576-1.jpg?w=1023&amp;ssl=1 1023w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/07/mcam13062020-21-1023x576-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/07/mcam13062020-21-1023x576-1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-34762" class="wp-caption-text">Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<div class="highlights">
<ul>
<li>
<h3><em>Abastecido com biomassa, equipamento inédito foi desenvolvido especialmente para o estudo, e gerou energia elétrica suficiente para cinco famílias</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>A turbina é mais segura e limpa do que os geradores a diesel, comumente usados pelas comunidades isoladas da Amazônia</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>Uma só turbina, que não passa dos 50 centímetros de diâmetro, poderia abastecer comunidades isoladas inteiras</em></h3>
</li>
</ul>
</div>
<div class="entry-content">
<p>Alunos do programa de pós-graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveram uma <strong>turbina</strong> a vapor que pode deixar a geração de energia elétrica mais eficiente e segura para comunidades isoladas na <a href="https://portalcontexto.com.br/?s=amazonia">Amazônia</a>. Em teste, o dispositivo gerou energia suficiente para abastecer cinco famílias com média de consumo energético mensal entre 100 e 200 kw/h. Por funcionar à base de biomassa, essa tecnologia é também uma fonte de energia limpa. Os resultados estão em artigo publicado na revista “Matéria” na sexta (7).</p>
<p>O equipamento, construído especificamente para o estudo, se trata de um dispositivo mecânico que converte energia térmica, gerada pela queima de biomassa, em vapor pressurizado. O vapor, por sua vez, movimenta lâminas móveis conectadas a geradores elétricos. A tecnologia, segundo Davi Cavalcante, um dos alunos da pós-graduação da UFPA responsável pelo estudo, é comumente usada em indústrias que geram grande quantidade de resíduos orgânicos, como madeireiras. “Mas as turbinas disponíveis no mercado são de grande porte e operam com alta pressão. A que desenvolvemos é bem menor e pode ser facilmente operada pelas comunidades rurais que não têm acesso à rede elétrica convencional”, afirma.</p>
<p>O dispositivo desenvolvido para o estudo da UFPA conta com uma caldeira de dois metros por um de diâmetro e uma turbina de 30 a 50 centímetros. Segundo testes realizados em 2019, o equipamento foi capaz de produzir cerca de 500 watts (W), funcionando a uma baixa pressão e abastecido com 250 quilogramas de biomassa.</p>
<p>Entre os resultados do teste, Cavalcante celebra que o equipamento pode gerar uma quantidade de energia razoável com pouca biomassa. O pesquisador destaca que esta pode ser uma solução para comunidades que atuam na coleta do açaí, que podem usar os caroços da fruta como combustível. Outro benefício da turbina a vapor é que, por funcionar em baixa pressão, ela pode ser manuseada sem a necessidade de acompanhamento especializado por ser considerada uma operação de baixa complexidade.</p>
<p>Em relação ao impacto ambiental, a turbina também é mais vantajosa quando comparada com os geradores a diesel, comumente usados pelas comunidades isoladas da Amazônia. Um dos motivos é que o combustível da turbina é algo que seria descartado como resíduo, além de não gerar poluição pela queima do diesel. Além disso, o dispositivo poderia ser suficiente para abastecer comunidades inteiras. “Para os testes, utilizamos uma quantidade limitada de biomassa e pressão para analisar a estabilidade da turbina. Mas ela seria capaz de produzir energia para comunidades inteiras considerando que as isoladas do Pará têm, em média, 20 a 25 famílias”, relata Cavalcante.</p>
<p>A equipe planeja continuar desenvolvendo a tecnologia. Segundo Cavalcante, os próximos passos envolvem testar microturbinas que podem ser otimizadas para uso individual. “Estamos trabalhando em um projeto de uma turbina não maior do que uma panela, com uma caldeira do tamanho de um botijão de gás que poderia ser instalada para uso de uma só família ou otimizada para mais casas”, explica o pesquisador.</p>
</div>
<p><em>Fonte: <a href="https://abori.com.br/?utm_medium=publisherLink&amp;utm_source=publisher&amp;utm_campaign=releases&amp;utm_content=https://abori.com.br/tecnologia-e-engenharia/pesquisadores-desenvolvem-turbina-a-vapor-capaz-de-gerar-energia-para-comunidades-isoladas-na-amazonia/">Agência Bori</a></em></p>
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		<item>
		<title>Mapeamento de interações entre abelhas e plantas pode ajudar a restaurar áreas degradadas no leste da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Apr 2023 17:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Floresta Nacional de Carajás, no Pará, uma área protegida rodeada por áreas degradadas, pesquisadores identificaram 154 interações entre plantas e abelhas No mapeamento, que pode contribuir para iniciativas de restauração da Amazônia, cientistas utilizaram amostras de pólen e de abelhas presentes em coleções de insetos A equipe identificou 82 tipos de pólen em 51 [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33658" aria-describedby="caption-attachment-33658" style="width: 1020px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-33658" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/FCM00537_v02-2047x1152-1.jpg?resize=1020%2C574&#038;ssl=1" alt="abelhas" width="1020" height="574" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/FCM00537_v02-2047x1152-1.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/FCM00537_v02-2047x1152-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/FCM00537_v02-2047x1152-1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/FCM00537_v02-2047x1152-1.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2023/04/FCM00537_v02-2047x1152-1.jpg?w=2047&amp;ssl=1 2047w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-33658" class="wp-caption-text">Foto: Fototeca Christiano Menezes / FCM</figcaption></figure>
<div class="highlights">
<ul>
<li>
<h3><em>Na Floresta Nacional de Carajás, no Pará, uma área protegida rodeada por áreas degradadas, pesquisadores identificaram 154 interações entre plantas e abelhas</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>No mapeamento, que pode contribuir para iniciativas de restauração da Amazônia, cientistas utilizaram amostras de pólen e de abelhas presentes em coleções de insetos</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>A equipe identificou 82 tipos de pólen em 51 espécies de abelhas</em></h3>
</li>
</ul>
</div>
<div class="entry-content">
<p>Identificar a utilização de certos recursos florais como o pólen pelas <strong>abelhas</strong> pode auxiliar tomadores de decisão a recuperar áreas degradadas da floresta amazônica, segundo um estudo publicado nesta quinta (20) na revista científica “Arthropod-Plant Interactions” por pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV). A pesquisa faz parte de um campo de investigações sobre interações entre insetos e plantas. A equipe realizou análise de 51 espécies de abelhas e identificou 43 espécies de plantas que estes pequenos animais visitam. O total de interações entre plantas e abelhas mapeadas pelo estudo foi de 154.</p>
<p>O artigo é parte da dissertação de mestrado da engenheira florestal Luiza Romeiro. Ela realizou análise de 72 cargas polínicas – material formado pelos grãos de pólen presentes no corpo dos animais – e identificou 82 tipos de pólen em abelhas do acervo do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém, e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Ao contrário do método convencional, que consiste em idas a campo, até a floresta, e observação dos objetos – no caso, as abelhas e as flores –, Romeiro optou por usar as coleções de insetos disponíveis para sua pesquisa. “É muito difícil fazer esse tipo de observação em florestas de alto dossel, com árvores muito altas”, explica. Para Tereza Giannini, orientadora de Romeiro, as coleções entomológicas – que reúnem exemplares de insetos – são um tesouro em termos de biodiversidade. “As coleções guardam informações inestimáveis sobre as espécies e seus habitats”, aponta.</p>
<p>Além da coleta de insetos, outro desafio das pesquisas com pólen é o de conseguir de fato categorizar esse tipo de material. Para enxergar e identificar os diferentes tipos de pólen das amostras, foi preciso colocá-las sob o microscópio. “O pólen é microscópico, mas é muito resistente a fatores externos e ao tempo”, diz a primeira autora do artigo. Algumas das amostras utilizadas por Romeiro foram coletadas há mais de uma década, mas suas estruturas se mantiveram intactas graças a uma capa protetora que reveste os grãos de pólen.</p>
<p>O estudo foi realizado na Floresta Nacional de Carajás, no Pará, uma região de conservação na faixa leste do bioma amazônico, mas que é rodeada por áreas historicamente degradadas. “Um dos fatores a serem considerados na recuperação dessas áreas seria priorizar a reintrodução de espécies que fornecem recursos alimentares para as abelhas, porque isso vai atraí-las de volta ao local, naturalmente”, afirma Romeiro. A espécie de abelha que apresentou mais interações com as plantas da região, de acordo com os resultados obtidos, foi uma abelha coletora de óleo, a <em>Centris denudans</em>, e a planta de maior preferência entre as espécies analisadas foi a <em>Byrsonima spicata</em>. Esse tipo de abelha tem hábito solitário e recebe esse nome por coletar óleo nas flores, uma substância utilizada para alimentar suas crias.</p>
<p>As abelhas atuam no transporte de pólen de uma flor até outra, auxiliando no processo de formação de frutos e sementes e tendo papel fundamental na reprodução das plantas. Esse processo é chamado de polinização. Os grãos de pólen são os gametas masculinos das flores, ou seja, são equivalentes aos espermatozoides humanos. “Com a presença dos polinizadores, a recuperação da floresta pode ter mais sucesso e ser acelerada”, diz Giannini. “Apesar de as abelhas terem um papel fundamental na natureza, ainda há muitas lacunas de informação sobre esses insetos, especialmente na Amazônia, um bioma de rica diversidade”, completa a pesquisadora.</p>
</div>
<p><em>Fonte: <a href="https://abori.com.br/?utm_medium=publisherLink&amp;utm_source=publisher&amp;utm_campaign=releases&amp;utm_content=https://abori.com.br/amazonia/mapeamento-de-interacoes-entre-abelhas-e-plantas-pode-ajudar-a-restaurar-areas-degradadas-no-leste-da-amazonia/">Agência Bori</a></em></p>
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		<item>
		<title>Desmatamento e outras atividades de impacto ambiental podem transformar a Amazônia em berço de novas doenças</title>
		<link>https://portalcontexto.com.br/desmatamento-e-outras-atividades-de-impacto-ambiental-podem-transformar-a-amazonia-em-berco-de-novas-doencas/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=desmatamento-e-outras-atividades-de-impacto-ambiental-podem-transformar-a-amazonia-em-berco-de-novas-doencas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Sep 2022 09:15:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desmatamento e outras mudanças no uso da terra causam distúrbios ecológicos relevantes, como a introdução de novos patógenos em diferentes espécies animais, incluindo humanos Conservação da biodiversidade é essencial para redução do risco de surgimento de novas zoonoses Amazônia tem grande potencial para gerar novas doenças e de ser o marco zero de nova pandemia, [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29896" aria-describedby="caption-attachment-29896" style="width: 797px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-29896" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/50209156536_ae6a7e6cbb_c-797x449-1.jpg?resize=797%2C449&#038;ssl=1" alt="" width="797" height="449" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/50209156536_ae6a7e6cbb_c-797x449-1.jpg?w=797&amp;ssl=1 797w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/50209156536_ae6a7e6cbb_c-797x449-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/50209156536_ae6a7e6cbb_c-797x449-1.jpg?resize=768%2C433&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 797px) 100vw, 797px" /><figcaption id="caption-attachment-29896" class="wp-caption-text">Foto: Bruno Kelly / Amazônia Real (Licença Creative Commons)</figcaption></figure>
<div class="highlights">
<ul>
<li>
<h3><em>Desmatamento e outras mudanças no uso da terra causam distúrbios ecológicos relevantes, como a introdução de novos patógenos em diferentes espécies animais, incluindo humanos</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>Conservação da biodiversidade é essencial para redução do risco de surgimento de novas zoonoses</em></h3>
</li>
<li>
<h3><em>Amazônia tem grande potencial para gerar novas doenças e de ser o marco zero de nova pandemia, o que exige urgência no controle do desmatamento</em></h3>
</li>
</ul>
</div>
<div class="entry-content">
<p>Atividades humanas como desmatamento, uso da terra para mineração ou construção de rodovias e hidrelétricas, caça ilegal e criação de gado transformam a <a href="https://portalcontexto.com.br/celebrar-a-amazonia/"><strong>Amazônia</strong></a> em possível matriz de doenças zoonóticas emergentes. A destruição do habitat pela fragmentação da floresta e a redução da biodiversidade são distúrbios ecológicos que aumentam o risco de surgimento de <strong>novas doenças infecciosas</strong> e até mesmo pandemias. Tais observações estão em artigo publicado na revista <strong>“Anais da Academia Brasileira de Ciências”</strong> nesta segunda (19) por pesquisadores da <strong>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</strong> e colaboradores de outras instituições nacionais e internacionais.</p>
<p>Baseados em resultados de estudos da área ambiental, os autores realizaram uma síntese das principais associações observadas entre impactos ecológicos causados por atividades humanas e o aumento do risco de eventos de <em>spillover</em>, ou salto entre hospedeiros. O termo é utilizado para nomear o processo de introdução de um patógeno de uma espécie em uma nova, sendo geralmente de não-humano para humano.</p>
<p>Segundo o artigo, mapear e descrever os eventos que levam ao surgimento de novos patógenos humanos é essencial para atuar na prevenção de surtos, epidemias e pandemias. Fluxos migratórios, caça e comercialização de carne de animais selvagens, desmatamento e plantação de monoculturas são algumas das ações humanas que podem atuar simultaneamente, promovendo impactos ambientais que implicam no surgimento e propagação de doenças causadas por uma ampla gama de patógenos, como vírus, bactérias e protozoários.</p>
<p>O artigo mostra como a biodiversidade é um fator crucial para o controle de patógenos relevantes na natureza. Mesmo que por uma perspectiva ela represente abundância de agentes infecciosos ou de vetores, a biodiversidade, por si só, não é a causa do surgimento de novas doenças. Para explicar essa questão, os autores apresentam o conceito do “efeito diluição”, onde ecossistemas com alta biodiversidade diluem a densidade de hospedeiros e vetores competentes e capazes de transmitir doenças, o que minimiza o contato entre eles, além de aumentar a diversidade de predadores e competidores. Isso reduz o risco de manifestação de novas zoonoses e gera um escudo para a saúde pública.</p>
<p>A Amazônia ganha posição de destaque no debate por ser um local que retém alta biodiversidade e por ser alvo de intensa interferência humana. A combinação desses fatores favorece a ocorrência de eventos de salto de hospedeiro, transformando o maior bioma do país em uma potencial fonte de novas doenças zoonóticas que podem se tornar o próximo problema global de saúde pública. “Considerando o grau alarmante com o qual o Brasil está interferindo na Amazônia, não me surpreenderia o surgimento de um novo patógeno pandêmico proveniente dessa região”, comenta Joel Ellwanger, autor principal do estudo.</p>
<p>Considerando que o Brasil acomoda a maior parte da Floresta Amazônica em seu território, o artigo evidencia a importância da iniciativa do governo em assumir o protagonismo na criação de políticas de preservação da Amazônia. Sabe-se que esse feito não é inédito na história do país, mas tem sido negligenciado nos últimos quatro anos, o que reflete no aumento acelerado das taxas de desmatamento. Para Ellwanger, a medida mais urgente seria reduzir essas taxas, uma forma ampla de controlar questões que arriscam a biodiversidade e a saúde da população. “Controlar o desmatamento é imprescindível para mostrarmos para a comunidade internacional que o Brasil se importa de forma concreta com questões de interesse global e que o país está comprometido com o desenvolvimento sustentável. Sem isso, continuaremos colocando nossa biodiversidade e saúde em risco”, afirma.</p>
</div>
<p><em>Fonte: <a href="https://abori.com.br/?utm_medium=publisherLink&amp;utm_source=publisher&amp;utm_campaign=releases&amp;utm_content=https://abori.com.br/ambiente/desmatamento-e-outras-atividades-de-impacto-ambiental-podem-transformar-a-amazonia-em-berco-de-novas-doencas/">Agência Bori</a></em></p>
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		<title>Celebrar a Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2022 17:05:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contexto Livre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Celebrar a Amazônia ainda que num único dia, significa muito mais do que evidenciar a importância deste Bioma regionalmente e mundialmente. Celebrar a mais exuberante floresta tropical úmida do Planeta, com 30.000 espécies de plantas, 1800 espécies de borboletas¸ 3.000 espécies de formigas, 1300 espécies de peixes e aproximadamente 3.000 espécies de abelhas ainda é [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29681" aria-describedby="caption-attachment-29681" style="width: 1023px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-29681" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/94320040o-1023x576-1.jpg?resize=1020%2C574&#038;ssl=1" alt="Amazônia" width="1020" height="574" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/94320040o-1023x576-1.jpg?w=1023&amp;ssl=1 1023w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/94320040o-1023x576-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/09/94320040o-1023x576-1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-29681" class="wp-caption-text">Foto: Vitor Alberto de Matos Pereira / Embrapa Acre</figcaption></figure>
<p>Celebrar a <a href="https://portalcontexto.com.br/?s=amazonia"><strong>Amazônia</strong></a> ainda que num único dia, significa muito mais do que evidenciar a importância deste Bioma regionalmente e mundialmente. Celebrar a mais exuberante floresta tropical úmida do Planeta, com 30.000 espécies de plantas, 1800 espécies de borboletas¸ 3.000 espécies de formigas, 1300 espécies de peixes e aproximadamente 3.000 espécies de abelhas ainda é quantitativamente um cenário inconclusivo. No entanto, para além da diversidade biológica acima comentada e da contribuição que serviços ecossistemas Amazônicos exercem para o controle do clima e mitigação de gases de efeito estufa, celebrar a Amazônia de forma legítima é reconhecer e respeitar os povos da floresta, com sua cultura e práticas de conservação de rios, igarapés e florestas enquanto populações originárias e extrativistas, resistentes de um tempo, onde a incompletude de políticas de proteção à floresta Amazônica associada à uma reforma agrária ineficiente nos oferecem diariamente na mídia, cenas de conflito agrário e ambiental.</p>
<p><strong>Amazônia</strong>, como não esquecer no teu dia, os conflitos agrários em teus territórios culminando quase sempre em destruições de florestas e plantações da agricultura familiar, coação de agroextrativistas, exploração ilegal de madeira em unidades de conservação, operação ilegal de garimpos e avanço de monoculturas exóticas à região? Mas, resilientemente tu segues enquanto <em>Sistema Aberto, Vivo e Complexo</em> que és, capaz de se alterar pela alta plasticidade que possui e assim sobreviver a cada novo estresse biótico, abiótico ou antrópico. Dessa forma, pelos processos de regeneração natural da flora nas áreas desmatadas e degradadas, inúmeras novas florestas secundárias surgem em meio à imensidão da floresta primária, e tudo isto graças à uma fisiologia altamente plástica dessas espécies, permitindo assim que uma nova fitossociologia surja a cada estresse.</p>
<p>Oportuno ainda, é comentar a dicotomia da <strong><em>Lógica da Produção</em> na Amazônia</strong>, surpreendente para não dizer avassaladora, pois destaca se, quando de forma explícita dois pólos bem distintos se apresentam; o primeiro caracterizando se pela exploração sustentável centenária de recursos da Biodiversidade por populações tradicionais amazônicas, enquanto o segundo, caracteriza se pela exploração baseada na substituição da floresta por agroecossistemas de grãos.  Então, enquanto estudos de mercado como os da APEX (2022) apontam a alta demanda mundial pela exportação de produtos não madeireiros Amazônicos, notadamente as espécies açaí (<em>Euterpe oleracea</em>), castanha do Brasil (<em>Bertholletia excelsa</em>) e guaraná (<em>Paullinia cupana</em>), por outro lado, o desmatamento gigantesco de partes da floresta onde tais espécies ocorrem se dá com um aumento significativo nos últimos 4 anos, a favor da implantação da monocultura de grãos. Dessa forma, dois modelos opostos de produção em territórios Amazônicos podem conviver de forma ecologicamente correta? <em>Cemitérios</em> de castanheiras estão aí por toda a Amazônia para nos dizerem que este modelo atual não é mais eticamente possível, não apenas pela perda da biodiversidade e de qualidade climática, mas pela perda econômica e de dignidade daqueles que têm nos produtos não madeireiros seu modo de sobrevivência.</p>
<p>Mas hoje, dia 5 de setembro, é o <strong>dia da AMAZÔNIA!</strong> E se não podemos celebrar a sua integridade e conservação, vamos celebrar a esperança, a luta, a resiliência, o sorriso e o brilho nos olhos daqueles que vivem e acordam todos os dias numa das últimas grandes Florestas Tropicais do mundo, VIVA!</p>
<p><strong>Patricia Chaves de Oliveira</strong> é Doutora em Ciências Agrárias e Professora Titular da Universidade Federal do Oeste do Pará (<a href="http://www.ufopa.edu.br/">UFOPA</a>)</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal ou inspirador pra compartilhar.</p>
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		<title>Projeto pioneiro que vai analisar impacto do CO2 atmosférico na Amazônia inicia testes</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2022 17:05:46 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29513" aria-describedby="caption-attachment-29513" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-29513 size-full" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/08/AmazonFACE-torre-16-598x337-1.jpg?resize=598%2C337&#038;ssl=1" alt="CO2" width="598" height="337" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/08/AmazonFACE-torre-16-598x337-1.jpg?w=598&amp;ssl=1 598w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/08/AmazonFACE-torre-16-598x337-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 598px) 100vw, 598px" /><figcaption id="caption-attachment-29513" class="wp-caption-text">Foto: João M Rosa</figcaption></figure>
<p>Começou nesta sexta (26) a primeira fase de testes do <strong>AmazonFACE,</strong> projeto que irá simular um aumento na emissão de <strong>gás carbônico</strong> (CO2) em 50% na composição atmosférica atual para medir os impactos causados por essa mudança climática na<a href="https://portalcontexto.com.br/projetos-de-infraestrutura-na-amazonia-a-quem-devem-beneficiar/"> floresta amazônica.</a> Isso será feito por meio de “torres de CO2” — e a primeira delas, construída em Campinas (90km da capital paulista), acabou de ser concluída.</p>
<p>A proposta é entender como o aumento de CO2 atmosférico pode afetar a resiliência da floresta amazônica e a biodiversidade que ela abriga. Trata-se tanto de avaliar a contribuição da Amazônia para o clima global (através da regulação da ciclagem de carbono e da água para a produção de chuvas), mas também de verificar se a floresta amazônica terá a capacidade de se manter no futuro.</p>
<p>“É o primeiro experimento desse tipo em qualquer floresta tropical do mundo”, explica David Lapola, um dos coordenadores do projeto e pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp.</p>
<p>Nesta primeira fase, o experimento contará com 32 torres de CO2   a serem instaladas na floresta — como a que acaba de ser testada em Campinas — de 35 metros de altura, 2m x 2m de base e peso estimado em 1,6 tonelada de alumínio. A altura é equivalente a um prédio de dez andares, suficiente para ultrapassar a copa das árvores da floresta Amazônica. As torres serão distribuídas em dois anéis com 30 m de diâmetro, cada anel com 16 torres.</p>
<p>Cada torre de CO2 injetará diariamente cerca de três toneladas de CO2 no interior das parcelas experimentais, expondo a vegetação a uma concentração atmosférica de CO2 cerca de 50% acima da concentração atmosférica atual de gás carbônico. Como explica Carlos Alberto Quesada, pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e também coordenador do AmazonFACE, um único voo internacional de longa distância, ida e volta, num avião de grande porte, emite o equivalente à emissão de CO2 que será emitido pelo AmazonFACE durante um ano do experimento.</p>
<p>Após a conclusão da produção e montagem da primeira torre de CO2,  começam os testes da tecnologia FACE (Free-Air Co2 Enrichment, na sigla em inglês).  A expectativa é de que até o final de 2022, as 32 torres estejam concluídas e que se dê início à instalação na reserva florestal de pesquisa do Inpa, em Manaus (AM). Com a conclusão da instalação das torres de CO2, o experimento poderá ser iniciado.</p>
<p>Os coordenadores do AmazonFACE explicam que o CO2 liberado para a execução da pesquisa no meio da floresta, bem como em todas as etapas de produção das torres será compensado na forma de reflorestamento.</p>
<p>O AmazonFACE é um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), executado sob a coordenação institucional do Inpa e da Unicamp e com cooperação internacional. Em 2021, o programa recebeu o financiamento de 2,25 milhões de libras (cerca de R$17 milhões) do governo britânico, por meio do Met Office, o serviço Nacional de Meteorologia do Reino Unido, e o repasse será feito através de um acordo com o Inpa e a Unicamp, com possibilidade de novos aportes anuais. O projeto conta também com o investimento de R$32 milhões de Ação Transversal do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). De acordo com o Secretário do MCTI, a assinatura do acordo para o financiamento da próxima etapa do projeto deve ocorrer ainda em agosto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://abori.com.br/?utm_medium=publisherLink&amp;utm_source=publisher&amp;utm_campaign=releases&amp;utm_content=https://abori.com.br/ambiente/projeto-pioneiro-que-vai-analisar-impacto-do-co2-atmosferico-na-amazonia-inicia-testes/">Agência Bori</a></em></p>
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		<title>Projetos de infraestrutura na Amazônia: a quem devem beneficiar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jul 2022 09:15:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nova infraestrutura na Amazônia precisa contribuir para o fortalecimento da população amazônica e para a conservação do meio ambiente na região As escolhas sobre infraestrutura devem ser feitas para que os meios de subsistência das populações amazônicas sejam fortalecidos dentro dos limites da necessária conservação ambiental. Para que isto aconteça, contudo, algumas questões-chave devem ser [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28493" aria-describedby="caption-attachment-28493" style="width: 1023px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-28493" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hamilton_mourao_usina_hidreletrica_de_belo_monte_090920214085-1023x576-1.jpg?resize=1020%2C574&#038;ssl=1" alt="" width="1020" height="574" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hamilton_mourao_usina_hidreletrica_de_belo_monte_090920214085-1023x576-1.jpg?w=1023&amp;ssl=1 1023w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hamilton_mourao_usina_hidreletrica_de_belo_monte_090920214085-1023x576-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hamilton_mourao_usina_hidreletrica_de_belo_monte_090920214085-1023x576-1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /><figcaption id="caption-attachment-28493" class="wp-caption-text">Bruno Batista/VPR / Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3 style="text-align: center;"><em>Nova infraestrutura na Amazônia precisa contribuir para o fortalecimento da população amazônica e para a conservação do meio ambiente na região</em></h3>
<p>As escolhas sobre infraestrutura devem ser feitas para que os meios de subsistência das <strong>populações amazônicas</strong> sejam fortalecidos dentro dos limites da necessária conservação ambiental. Para que isto aconteça, contudo, algumas questões-chave devem ser respondidas. A primeira é: quem se beneficia da <strong>infraestrutura planejada</strong>? Muito da infraestrutura na Amazônia claramente não foi construída para beneficiar a população da região. A infraestrutura deve ser apenas aquela que beneficie os habitantes da Amazônia e tenha mínimo impacto sobre os ecossistemas terrestres e aquáticos.</p>
<p>A questão seguinte trata de quem deve se beneficiar. A população da Amazônia brasileira é mais de 80% urbana e investimentos em infraestrutura precisam incluir componentes para beneficiar aqueles que vivem nas cidades. Precisa-se de empregos que tenham reduzidas demandas de energia e de recursos físicos que geram grandes custos ambientais para a paisagem circundante.</p>
<p>A Amazônia rural inclui povos indígenas e outros povos tradicionais, além de uma população sustentada pela pecuária e, em menor escala, pela agricultura. A pecuária tem um impacto enorme por cada emprego criado para aqueles que cuidam do gado, consertam cercas, etc. O setor agropecuário industrial recebe uma variedade de subsídios governamentais diretos e indiretos (incluindo a infraestrutura). Os povos tradicionais são aqueles que têm a necessidade mais premente de serem apoiados por questões ambientais e de direitos humanos. No entanto, a maioria dos projetos de infraestrutura e outros investimentos governamentais para residentes na Amazônia rural têm como beneficiário primário o agronegócio. O caso da <a href="https://doi.org/10.1007/s00267-006-0149-2">rodovia BR-163</a> (Santarém-Cuiabá), reconstruída para transportar soja, ilustra esta tendência.</p>
<p>Além das questões de para quê e para quem os investimentos em infraestrutura devem ser planejados, é preciso responder à questão sobre o que pode ser ou não considerado “<a href="https://doi.org/10.1093/OBO/9780199830060-0227">sustentável</a>”. A palavra “sustentável” implica algo que durará indefinidamente, ou pelo menos por muito tempo. No entanto, a maior parte do que está sendo realizado dificilmente pode ser considerada “sustentável”. A maior parte da área desmatada é ocupada por pecuária extensiva, que degrada o solo, e manter as pastagens com base de fertilizantes encontraria limites tanto financeiros quanto físicos na escala das vastas áreas já desmatadas, sem falar daquelas que resultariam do desmatamento continuado.</p>
<p>Incentivar a mineração na Amazônia é uma peça central dos planos do atual governo do Brasil. A mineração é uma atividade inerentemente insustentável, já que os minérios se esgotam. O que resta quando não há mais o que minerar é o impacto ambiental da mina e o abandono da população que dela dependia. Este é o caso da esgotada mina de <a href="http://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/conflito/ap-apos-esgotamento-do-manganes-passivos-ambientais-e-perspectiva-economica-incerta-rondam-as-cidades-de-serra-do-navio-e-santana/">manganês no Amapá</a>, onde a ferrovia e outras infraestruturas construídas pela empresa estão abandonadas e a população da cidade, criada em função da mineradora, não tem mais fonte de renda. A expectativa de vida dos projetos de mineração na Amazônia costuma ser curta: 31 anos para a proposta <a href="http://www.ipaam.am.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/Relatorio-de-Impacto-Ambiental-Pot%C3%A1ssio-do-Brasil-Mina-de-Silvinita-IPAAM-site.pdf">mina de potássio</a> em Autazes, e apenas 12 anos para a proposta mina de ouro <a href="https://xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Volta_Grande_Report_Emerman.pdf">Belo Sun</a>.</p>
<p>As decisões sobre projetos de infraestrutura na Amazônia devem se basear nos impactos socioambientais gerados diante da realidade atual. O planejamento baseado na suposição de um futuro utópico, onde as normas ambientais sejam cumpridas e respeitadas, resultará na continuidade de degradação ligados a grandes obras. “<a href="https://doi.org/10.5801/ncn.v12i1.241">Cenários de governança</a>” construídos sob premissas irreais têm sido frequentemente usados para justificar projetos altamente prejudiciais. Isso se aplica à maior ameaça atual à floresta amazônica: a proposta de “reconstrução” e pavimentação da <a href="https://doi.org/10.1007/s13280-022-01718-y">rodovia BR-319</a> (Manaus-Porto Velho). Esta rodovia, juntamente com estradas secundárias a ela associadas, abriria a vasta área de floresta intacta que cobre a metade oeste do Estado do Amazonas à ação de grileiros, madeireiros e outros atores que promovem o desmatamento e a degradação florestal.</p>
<p>A busca por “infraestrutura sustentável” pode ter efeitos perversos, e categorias de projetos devem ser descartadas quando, para a categoria, esses efeitos perversos excedem os prováveis benefícios de identificar e construir projetos ideais. As hidrelétricas amazônicas são um exemplo crítico. A história dessas barragens até agora tem sido uma sequência de desastres com impactos imensamente maiores do que aqueles que foram levados em consideração nas decisões. A perspectiva de encontrar o “santo graal” de uma barragem “boa” abre uma brecha que perpetua esse padrão. Mesmo que uma barragem teoricamente “boa” fosse construída ocasionalmente, o resultado de ter essa brecha é uma perda líquida para o meio ambiente e para a população da Amazônia. O <a href="https://doi.org/10.55161/IDMB5770">relatório do Painel Científico para a Amazônia</a> reconhece isso e recomenda contra quaisquer novas barragens na Amazônia com 10 MW ou mais de capacidade instalada, sem exceções. O maior impedimento para o desenvolvimento sustentável e de baixo impacto é a concorrência de caminhos com características opostas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>Os Autores:</strong></h4>
<p><strong>Philip M. Fearnside </strong>é biólogo, pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) em Manaus, Amazonas. Suas diversas pesquisas são unidas pelo conceito de serviços ambientais ou serviços ecossistêmicos reguladores e incluem as causas e processos de desmatamento e degradação florestal, suas emissões de gases de efeito estufa entre outras consequências, e os impactos e a sustentabilidade de hidrelétricas, agricultura, pecuária e manejo florestal. Fearnside foi autor coordenador do Capítulo 20 e coautor dos capítulos 14, 15 e 19 do <a href="https://www.theamazonwewant.org/amazon-assessment-report-2021/">Relatório de Avaliação da Amazônia 2021</a> produzido pelo Painel Científico para a Amazônia.</p>
<p><strong>Laurent Troost </strong>é arquiteto belga radicado em Manaus desde 2008, fundador da “Laurent Troost Architectures”. Desenvolve projetos integrados com a natureza ou onde a natureza define espaços arquitetônicos. Ganhou inúmeros concursos e prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio de Arquitetura Akzonobel Tomie Ohtake ou o Dezeen Award. Laurent foi Diretor de Planejamento Urbano do Município de Manaus de 2013 a 2020 e desde então é consultor do Banco Mundial sobre cidades amazônicas. Troost contribuiu ao Capítulo 34 do <a href="https://www.theamazonwewant.org/amazon-assessment-report-2021/">Relatório de Avaliação da Amazônia 2021</a> produzido pelo Painel Científico para a Amazônia.</p>
<p><strong>Paulo Moutinho </strong>é doutor em ecologia pela Unicamp, estuda as causas do desmatamento na Amazônia e suas consequências para a biodiversidade, mudança climática e habitantes da região. Tem trabalhado na Amazônia brasileira há mais de 25 anos e foi cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM, do qual foi Diretor Executivo por duas vezes (2006 a 2009 e 2015). Moutinho foi também cofundador do Observatório do Clima, uma rede de instituições brasileiras para o debate das mudanças climáticas. Atualmente é pesquisador sênior do IPAM. Moutinho co-coordenou o grupo de trabalho 11 e contribuiu aos Capítulos 30, 32 e 34 do <a href="https://www.theamazonwewant.org/amazon-assessment-report-2021/">Relatório de Avaliação da Amazônia 2021</a> produzido pelo Painel Científico para a Amazônia.</p>
<p><strong>Contexto Livre</strong> é uma coluna rotativa, de assuntos diversos escrita por pessoas bacanas que tenham algo legal e inspirador pra compartilhar.</p>
<p><em>Este artigo faz parte de série de artigos publicados, conjuntamente, por Agência Bori e Nexo Políticas Públicas por meio de parceria com o Painel Científico para a Amazônia. Texto originalmente publicado no Nexo Políticas Públicas e <a href="http://abori.com.br">na Agência Bori.</a></em></p>
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		<title>Açaí, tucumã e buriti são os insumos da Amazônia com potencial de inovação mais estudados por pesquisadores brasileiros</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2022 09:15:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Análise foi feita a partir de um levantamento de 1.070 artigos científicos da base internacional Web of Science de 2017 a 2021 Açaí, tucumã, castanha do brasil, cupuaçu e guaraná são algumas matérias-primas estudadas pelos cientistas brasileiros Insumos podem ter aplicações em áreas estratégicas como a saúde e indústria Açaí, tucumã e buriti: esses são os insumos [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28362" aria-describedby="caption-attachment-28362" style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-28362" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/104920040m-639x360-1.jpg?resize=639%2C360&#038;ssl=1" alt="tucumã" width="639" height="360" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/104920040m-639x360-1.jpg?w=639&amp;ssl=1 639w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/07/104920040m-639x360-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 639px) 100vw, 639px" /><figcaption id="caption-attachment-28362" class="wp-caption-text">Foto: Felipe Santos da Rosa/Embrapa Amazônia Ocidental</figcaption></figure>
<ul>
<li aria-level="1">
<h3><em>Análise foi feita a partir de um levantamento de 1.070 artigos científicos da base internacional Web of Science de 2017 a 2021</em></h3>
</li>
<li aria-level="1">
<h3><em>Açaí, tucumã, castanha do brasil, cupuaçu e guaraná são algumas matérias-primas estudadas pelos cientistas brasileiros</em></h3>
</li>
<li aria-level="1">
<h3><em>Insumos podem ter aplicações em áreas estratégicas como a saúde e indústria</em></h3>
</li>
</ul>
<p><a href="https://portalcontexto.com.br/acai-pode-ajudar-no-combate-ao-novo-coronavirus/">Açaí</a>, tucumã e buriti: esses são os insumos da Amazônia que mais apareceram em pesquisas científicas publicadas entre 2017 a 2021 por instituições de pesquisa brasileiras sobre matérias-primas da região. É o que mostra a publicação<strong> “Bioeconomia amazônica: uma navegação pelas fronteiras científicas e potenciais de inovação”</strong>, realizada pela World-Transforming Technologies (WTT) com a participação da Agência Bori, divulgada na sexta-feira (8).</p>
<p>Os dados foram obtidos a partir de um mapeamento de pesquisas recentes publicadas na forma de artigos científicos na base internacional de periódicos Web of Science. O levantamento, que mapeou 1.070 artigos científicos publicados nos últimos cinco anos, revela as áreas científicas e instituições de pesquisa brasileiras que mais produziram estudos sobre inovações a partir de biocompostos produzidos por insumos da Amazônia com potencial de aplicação na bioeconomia local.</p>
<p>Ciência das plantas, Ciências ambientais, Ciência e Tecnologia de alimentos, Ecologia e Bioquímica molecular são as áreas científicas com mais artigos que estudaram os insumos da Amazônia. Dentre as instituições com mais trabalhos na área, destacam-se a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p>As matérias-primas mais estudadas pelos grupos de pesquisa brasileiros são açaí, tucumã, buriti, piper, aniba, castanha do brasil, andiroba, cupuaçu, guaraná e bacaba. A aplicação desses produtos pode ser feita em diversas atividades industriais: produtos artesanais, fabricação de tecidos, artesanato, fios e redes de pesca, compósitos cimentícios para construções sustentáveis, filmes biodegradáveis.</p>
<p>Conceder mais visibilidade às pesquisas com potencial de aplicação para o desenvolvimento da região também foi um dos objetivos do trabalho. A publicação traz em destaque o resumo de sete desses estudos, selecionados a partir de critérios como potencial inovativo e relevância científica, social e econômica.</p>
<p>Os pesquisadores constataram que diversos estudos já utilizaram os insumos amazônicos para aplicação na saúde. Algums artigos tiveram como objetivo compreender como os conhecimentos tradicionais contribuem para o tratamento de algumas patologias, além de pesquisas em áreas como tratamento de câncer, desenvolvimento de novos medicamentos, alimentos funcionais etc.</p>
<p>Além dos resultados do levantamento, a publicação traz cinco artigos analíticos inéditos escritos por pesquisadores, gestores e empreendedores de renome na área: Carina Pimenta, Júlia Sekula, Mariana Barrella, Ricardo Abramovay e Tatiana Schor. Os autores escrevem sobre a relação entre bioeconomia, desenvolvimento científico e tecnológico e a preservação do meio ambiente e geração de empregos.</p>
<p>“A biodiversidade amazônica é de uma riqueza extraordinária. Se formos capazes de aplicar ciência à essa riqueza, e transformá-la em inovações – produtos e serviços que melhoram a vida das pessoas – os resultados serão fantásticos”, explica Andre Wongtschowski, Gerente de Operações da World-Transforming Technologies (WTT) e idealizador do estudo.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://abori.com.br/?utm_medium=publisherLink&amp;utm_source=publisher&amp;utm_campaign=releases&amp;utm_content=https://abori.com.br/amazonia/acai-tucuma-e-buriti-sao-os-insumos-da-amazonia-com-potencial-de-inovacao-mais-estudados-por-pesquisadores-brasileiros/">Agência Bori</a></em></p>
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		<title>Aras anuncia medidas para proteção da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@contexto.ctxt]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2022 09:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#nacional]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28197" aria-describedby="caption-attachment-28197" style="width: 649px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-28197" src="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/06/52141222486_a6469f246f_o.jpg?resize=649%2C365&#038;ssl=1" alt="amazônia" width="649" height="365" srcset="https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/06/52141222486_a6469f246f_o.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/06/52141222486_a6469f246f_o.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/06/52141222486_a6469f246f_o.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/portalcontexto.com.br/wp-content/uploads/2022/06/52141222486_a6469f246f_o.jpg?w=1334&amp;ssl=1 1334w" sizes="(max-width: 649px) 100vw, 649px" /><figcaption id="caption-attachment-28197" class="wp-caption-text">Foto: Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real</figcaption></figure>
<h3 style="text-align: center;"><i>Chefe do MP, Augusto Aras, fez um balanço de visita feita à região, quando tratou da investigação da morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips</i></h3>
<div>
<p>Ampliar a presença do <strong>Ministério Público Brasileiro</strong> nas regiões norte e nordeste do país, principalmente na Amazônia. Com esse propósito, a instituição tem adotado uma série de providências conforme detalhou, nesta terça-feira (28), o procurador-geral da República e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), <strong>Augusto Aras</strong>. O chefe do MP fez uma espécie de balanço da viagem feita nos os dias 19 e 20 de junho, à Região Amazônica para acompanhar o andamento da investigação da morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips.</p>
<p>Aras lembrou que, pelo menos em relação ao MPF, há um desequilíbrio na distribuição da força de trabalho institucional entre as regiões do pais, com vantagem para sudeste, sul e centro oeste. Por isso, frisou a necessidade de que ocorra uma equiparação. Entre as providências já adotadas ou em fase de implementação estão a criação de  30 novos ofícios – no caso do Ministério Público Federal,  a  instalação de cinco procuradorias do Ministério Público Militar (MPM) e a implementação de escritórios de representação ministerial com a lotação de servidores. “Não abriremos mão da defesa da Amazônia. O Ministério Público estará lá fortalecendo a nossa gestão,” enfatizou.</p>
<p>No âmbito do MPM, o presidente do CNMP anunciou a instalação da Procuradoria Militar de Roraima e a implantação, nos próximos meses, de mais quatro procuradorias no Norte do Brasil, especialmente na Região Amazônica o que, conforme pontual garantirá uma “presença efetiva” da instituição na região.</p>
<p>Sobre os assassinatos de Bruno e Dom,  Aras destacou que, quando esteve na Amazônia, conversou com membros dos Ministérios Públicos Federal e estadual e com integrantes do Exército, da Marinha, da Polícia Federal, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e com autoridades locais responsáveis pela investigação. Foi possível constatar o empenho de todos para a elucidação do caso, inclusive, no que se refere à apuração da existência de eventual organização por trás do quadro. “As investigações se estendem, também, ao redor do assassinato do funcionário da Funai Maxciel”, lembrou, referindo-se a outro assassinato ocorrido na região  e que ainda não foi totalmente esclarecido.</p>
<p>O procurador-geral da República afirmou que esteve na Amazônia acompanhado da subprocuradora-geral da República e coordenadora da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, Eliana Torelly; especializada na área de populações indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais; do subprocurador-geral da República e coordenador da 2ª CCR, Carlos Frederico Santos, que trata da área criminal; e do procurador federal dos direitos do cidadão, Carlos Vilhena. “Na oportunidade, esclarecemos dúvidas, encontramos denominador comum para as investigações e presenciamos que os MPs Federal e estadual estão atuando de forma adequada e eficiente”.</p>
<p>Aras disse esperar que a Polícia Federal conclua  as investigações em 20 dias, quando será possível avaliar a necessidade de ser instituída comissão para a continuidade dos trabalhos.</p>
<h4><strong>Outras providências  </strong></h4>
<p>Augusto Aras registrou que, assim que voltou da Amazônia, solicitou ao ministro das comunicações, Fábio Farias, a adoção de providências para dotar a Amazônia de rede celular compatível com as necessidades das Forças Armadas, das Forças de Segurança Pública, dos órgãos que integram o sistema de justiça e de todos os cidadãos da região. “Comunicação é tema de segurança nacional”, salientou.</p>
<p>De acordo com Aras, ele oficiou a Polícia Federal, mostrando a necessidade de aprofundamento das investigações, a Funai e autoridades militares. “Estou aguardando visita do presidente da Funai para discutirmos meios de fortalecimento dessa instituição”.</p>
<p>Com base na atuação do Ministério Público e das demais instituições, Aras destacou: “Nós todos, juntos, somos o Ministério Público, que não abre mão de um centímetro do nosso território nacional. Não abriremos mão da Amazônia porque esse é um patrimônio das gerações futuras’.</p>
<p>O presidente do CNMP informou, também, que, em audiência com o governador do Amazonas, solicitou o deslocamento de contingente da Polícia Militar para Tabatinga e Atalaia do Norte para dar segurança às autoridades do sistema de justiça e aos cidadãos, “tendo em vista que, estando a três meses do certame eleitoral, o efetivo das Forças Armadas e da Força Nacional terão de velar pela realização das eleições em todo o Brasil”.</p>
<p>Aras concluiu que essa prestação de contas de sua viagem à Amazônia é importante, “tendo em vista a preocupação do CNMP para que os episódios não se repitam. “Não podemos impedir ilícitos, mas podemos punir os culpados”, finalizou.</p>
</div>
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