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Programas do Instituto Ayrton Senna fortalecem alfabetização e aprendizagem na rede pública

Foto: Divulgação Instituto Ayrton Senna

No mês em que se celebra o Dia Mundial da Alfabetização, comemorado em 8 de setembro, o Instituto Ayrton Senna reforça a importância de ações integradas para garantir o direito à leitura e à escrita e enfrentar os desafios que persistem na educação brasileira. A data completa 60 anos em 2026, e a Unesco definiu como tema “Alfabetização para as pessoas, o planeta e a prosperidade”, destacando a leitura e a escrita como bases para o desenvolvimento pessoal, a participação social e o enfrentamento das mudanças climáticas.

No Brasil, os números mostram avanços, mas também desafios. Em 2025, 66% dos estudantes da rede pública estavam alfabetizados ao final do 2º ano do Ensino Fundamental, segundo o Indicador Criança Alfabetizada, do Inep. O índice era de 59,2% em 2024 e superou a meta nacional de 64%, mas ainda significa que 3 em cada 10 alunos não alcançaram o padrão nacional mínimo de alfabetização, mesmo após dois anos de escolaridade.

As dificuldades não se restringem aos primeiros anos. De acordo com o Censo Escolar 2025, 11,3% dos estudantes do Ensino Fundamental público estão em situação de distorção idade-série, caracterizada pelo atraso de dois anos ou mais em relação à etapa esperada. No Ensino Médio, o percentual chega a 17,6%. Os dados reforçam que alfabetização e fluxo escolar precisam ser tratados de forma conjunta.

Plano Anual 2026 e soluções integradas

É para atuar nessas diferentes etapas que o Plano Anual Instituto Ayrton Senna 2026 reúne ações de alfabetização, recomposição das aprendizagens, correção de fluxo, gestão escolar e desenvolvimento de competências socioemocionais. Considerando o conjunto de soluções e ações, a iniciativa deve alcançar mais de 650 mil estudantes das redes públicas de Maceió, Natal, Nova Iguaçu, São Luís, Jaboatão dos Guararapes, Manaus, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Entre as soluções desenvolvidas está o Se Liga, voltado à alfabetização de estudantes do 3º ao 5º ano com distorção idade-série. Em 2026, o programa deve atender 1.845 alunos em Nova Iguaçu, Manaus, Maceió, Jaboatão dos Guararapes e Natal. O trabalho começa pela identificação das dificuldades de cada estudante e desenvolve habilidades básicas de leitura e escrita.

A mesma lógica de acompanhamento orienta o Acelera Brasil, que deve atender 2.111 estudantes nas mesmas localidades. A solução é direcionada a alunos alfabetizados que apresentam atraso escolar e precisam consolidar conhecimentos para avançar na trajetória com as aprendizagens necessárias. As duas soluções combinam acompanhamento pedagógico, formação dos educadores, materiais específicos, monitoramento e avaliação.

“A alfabetização é a base de toda a trajetória escolar, e garantir esse direito exige olhar para todos os estudantes, tanto para aqueles que iniciam sua vida escolar quanto para aqueles que já a iniciaram, mas que, por fatores diversos, avançaram na escolaridade com lacunas de aprendizagem”, afirma Inês Kisil Miskalo, diretora do Instituto Ayrton Senna. Ela destaca que a integração entre alfabetização, recomposição das aprendizagens e correção de fluxo busca oferecer respostas adequadas para a superação das necessidades individuais, com foco no desenvolvimento pleno do aluno e no fortalecimento de sua autonomia.

A leitura e a cultura também fazem parte desse processo. O Plano Anual prevê a distribuição de materiais pedagógicos e obras literárias de diferentes gêneros textuais, produção de poemas e audiovisuais, além da exploração do patrimônio cultural local e nacional, atividades que contribuem para ampliar o repertório, a capacidade de interpretação e a autonomia dos estudantes, além da formação de educadores para a condução dessas ações.

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